quarta-feira, 16 de julho de 2014

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SÁBADO, 5 DE JULHO DE 2014

ATUALIZADO 16/07 POR BENAIAH ÁS ORDENS DE IEHOUAH: יהוה Iehouah Elohim Adonai tenha misericórdia de pessoas afetadas pela velada ou descarada aversão à unidade ancestral hebraica, ao universo semita como ele é, ao judaísmo que ainda carrega e carregará em si pelo curso de existência da raça humana boa parte desta boa herança. Retire o Tetragrama e toda aparente inteligência global convergente desaba e a divergente visível no extremo oriente somente reflete o mesmo. Cristãos e judeus leais à Intuição Suprema de suas consciências sempre vão desejar e primar pelo bem-estar global e individual, porém jamais negarão ou serão contra fundamentos existenciais consequenciais ou naturais. Israel é Israel para sempre. Quem for contra isso, se for vegano, naturalista, tribalista, e não precisar da estrutura global vivida pela raça humana de ao menos 6.000 anos, comece a falar algo sensato... Neste caso, uma pessoa assim não vai também pregar a existência de um povo palestino que nunca existiu. Quem está em Gaza e Cisjordânia? Os mesmos árabes que fazem parte do mundo árabe. Que Nação? O mesmo Israel que compete estar ou vir a estar ali por 3.500 anos. Imagine se no mundo antissemita ao extremo de hoje os judeus, israelenses ou sionistas estivessem continuando a dar a outra face como muito fizeram? (amigos cristãos; admitam que nenhuma grande igreja jamais praticou esse preceito atribuído ao Cristo - investiguem a história e verão que os 'terríveis' judeus já fizeram isso muitas vezes pelos mais diversos bons motivos. Mundo esquisito, não?)

ANTISEMITISMO E FOBIA NEURÓTICA ANTI-ISRAEL SE MANIFESTA DA PARTE DE BRASILEIROS E PAULISTAS INCONSEQUENTES, MASMO DEPOIS DE NETANYAHU TRAIR A DEFESA DA NAÇÃO ISRAELENSE JUDIA-ÁRABE-VARIADA PRATICANDO CESSAR FOGO UNILATERAL RESPONDIDO COM CHUVA CONSTANTE DE FOGUETES, CELEBRAÇÕES DO HAMAS E PALESNAZIS, APOIO DA POPULAÇÃO ÁRABE ROTULADA DE PALESTINA E TOTAL INDIFERENÇA GLOBAL DA OUTRA FACE QUE O KNESSETE DEU PARA ASSASSINOS, MANIPULADORES, PREGUIÇOSOS E INVEJOSOS TREINADOS E APOIADOS POR BADERNEIROS TERRORISTAS MUNDIAIS, MILITARES RENOMADOS DO NAZISMO HITLERISTA E FUNDAMENTALISTAS CUJO O ALVO DA CRENÇA É LITERAL E ABERTAMENTE: DOMINAR JUDEUS, CRISTÃOS QUEM QUER QUE SEJA POR ALÁ E O PROFETA MAOMÉ OU DESTRUÍ-LOS TOTALMENTE, A PROPÓSITO: DE IMEDIATO NETANYAHU GANHOU DE BRINDE A PRIMEIRA VÍTIMA ISRAELENSE, IRONICAMENTE 'CIVIL'. COMO É OBVIAMENTE CORRETO: ASSUMA ISRAEL OU SUMA DE ISRAEL. 
Brasil, manifestações, Israel, Palestina
http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_07_16/Protesto-pro-palestina-em-Sao-Paulo-termina-com-tiros-da-policia-6737/

Foto de arquivo

Um protesto que reuniu integrantes da comunidade muçulmana e simpatizantes da causa palestina terminou em confusão depois que policiais militares dispararam para o alto com armas de cano longo, na noite desta terça-feira.

O protesto ocorreu na praça Cinquentenário de Israel, em Higienópolis, bairro de São Paulo com forte presença judaica.

O tumulto ocorreu quando os policiais tentaram prender uma garota que teria pichado "Palestina Livre" em um muro – manifestantes também colaram um adesivo com esses dizeres numa placa com o nome da praça.

Os manifestantes foram em direção aos policiais exigindo a soltura da garota, quando um policial disparou para o alto ao menos duas vezes. A polícia chegou a preparar bombas de efeito moral, mas elas não foram usadas. Até a 24h00 desta quarta, a polícia não esclareceu se os disparos foram feitos com munição letal.

O protesto reuniu 300 pessoas que apresentaram vídeos e leram poemas em repúdio ao conflito entre Israel e Palestina. Segundo manifestantes, houve também a queima de uma bandeira de Israel.

-- Folha Online
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MEUS IRMÃOS BRASILEIROS SÃO TÃO ANALFABETOS POLITICAMENTE QUE AINDA ESTÃO LONGE DE PERCEBER QUE O JUDEU BRASILEIRO É:

HUMANISTA A PONTO DE ACEITAR E RECOMENDAR CONVIVÊNCIA BINACIONAL EM ISRAEL;

ÉTICO A PONTO DE EVITAR POSSÍVEIS EXAGEROS DO JUDAÍSMO, DE ISRAEL E POVO JUDEU;

PACÍFICO A PONTO DE RECOMENDAR A EDUCAÇÃO E O PROGRESSO DE COMUNIDADES, INVESTINDO SEM EXPECTATIVA DE RETORNO MONETÁRIO;

MENOS DE 1% DA ELITE BRASILEIRA (MINHA IRMÃZINHA MULHER MARAVILHA VIVE EM OUTRO PLANETA, OU A PREGUIÇA DE ESTUDAR É MAIOR?);

MUITOS SE DECLARAM LAICOS E VIVEM A EXPANSÃO DO SER HUMANO COMO FATOR COTIDIANO, INDEPENDENTE DE FATORES POLÍTICOS E SOCIAIS;

SÃO OS MELHORES PRESENTES QUE ESTE PAÍS JÁ GANHOU PARA CRESCER E PROGREDIR, DESTARTE A ÉPOCA DE TEMPO EM QUE CHEGARAM.

EI MANIFESTANTES INSANOS:



NÃO HÁ GENOCÍDIO. HÁ DEFESA DE SOBREVIVÊNCIA. GAZA E CISJORDÂNIA É ISRAEL. O NÍVEL DE VIDA EM GAZA PROMOVIDO POR ISRAEL SEM SER ATACADO É O MELHOR DO ORIENTE MÉDIO E MELHOR DO QUE NO BRASIL
ACORDA BRASIL MANIPULÁVEL!


Armadilha em Gaza

Armadilha em Gaza
Autor: Jorge Zaverucha
Categoria: Reportagem
Formato 13,5X20,5 cm
Páginas: 176
Peso: 300g
ISBN: 9788561501563
R$ 34,90
Editora: Geração

Sinopse:

No mundo todo a mídia, mais preocupada em chocar do que em informar, associa a Israel a imagem de um estado militarista, que promove massacres de palestinos e se opõe a qualquer tentativa de paz na região. A verdade, no entanto, é muito mais complexa, e não se limita a uma mera disputa territorial entre palestinos e israelenses, e sim a um conflito ideológico, agravado pela ação de um grupo terrorista fundamentalista, o Hamas — satélite do Irã em Gaza —, que propaga explicitamente a luta pelo extermínio do Estado judaico, a única democracia do Oriente Médio.

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Um livro que desmistifica o trágico conflito no Oriente Médioe revela a existência de uma guerra de propaganda contra Israel

No mundo todo, a mídia, mais preocupada em chocar do que em informar, associa a Israel a imagem de um estado militarista, que promove massacres de palestinos e se opõe a qualquer tentativa de paz na região. A aliança entre fundamentalistas islâmicos, pseudopacifistas e esquerdistas de vários matizes, unidos no ódio ao Estado de Israel, joga cortinas de fumaça sobre aspectos fundamentais da tragédia e propagandeia um suposto “genocídio” cometido pelos israelenses.
Descrever Gaza como “campo de concentração a céu aberto” virou clichê, mas é uma imagem totalmente distorcida. A realidade é muito mais complexa, e não se limita a uma mera disputa territorial entre palestinos e israelenses, e sim a um conflito ideológico, agravado pela ação de um grupo terrorista islâmico, o Hamas — satélite do Irã em Gaza —, que propaga explicitamente a luta pelo extermínio do Estado judaico, a única democracia do Oriente Médio. Israel já cedeu mais territórios aos palestinos do que os que ainda restam para ser devolvidos, e mesmo assim o conflito só se agravou. A Faixa de Gaza foi devolvida aos palestinos integralmente, os assentamentos foram retirados, mas ainda assim ela serve como plataforma de lançamento de foguetes palestinos contra as cidades israelenses próximas.
A guerra de propaganda anti-Israel impede uma visão equilibrada, fundamental para a paz na região. Um dos exemplos mais gritantes dessa campanha para deslegitimar o Estado judaico foi o episódio das seis embarcações que, em maio de 2010, tentaram furar o cerco à Faixa de Gaza e foram impedidas pelos israelenses, num confronto que deixou vários mortos e feridos.
Este livro prova que, longe de levar ajuda humanitária a Gaza, como seus organizadores muçulmanos alegaram, a chamada “Flotilha da Paz” nada mais foi que uma inteligente operação midiática com o objetivo de isolar Israel da comunidade internacional, fragilizá-lo politicamente e obter concessões políticas, ou seja, uma verdadeira armadilha.
Desafiando análises superficiais sobre o tema, o cientista político Jorge Zaverucha traça de modo conciso e informativo um resumo da história dos enfrentamentos entre árabes e israelenses, desde as primeiras migrações judaicas no século XIX para a Palestina otomana, até as sucessivas guerras que sacudiram o Estado de Israel pouco após a sua fundação, em 1948, oferecendo-nos a oportunidade valiosa de enxergar o trágico conflito do Oriente Médio a partir de uma perspectiva que foge de clichês e lugarescomuns, descortinando cenários fundamentais para a compreensão das dificuldades em se atingir a paz na Terra Santa.
Armadilha em Gaza tem ainda o mérito de revelar dados surpreendentes, como o relatório da ONU com o índice sócio-econômico dos territórios palestinos, superior, por exemplo, ao da média do mundo árabe. Algo, portanto, totalmente oposto ao torpe mito do “campo de concentração a céu aberto”.
Sobre o autor

Jorge Zaverucha é Mestre em Ciência Política pela Universidade Hebraica de Jerusalém e Doutor em Ciência Política pela Universidade de Chicago. Atualmente, dirige o Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas e de Criminalidade da Universidade Federal de Pernambuco e é pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia/Instituto de Estudos Comparativos em Administração Institucional de Conflitos (INCT/INEAC) do CNPq, além de bolsista de produtividade científica dessa instituição. Foi professor visitante da Universidade do Texas-Austin; seu livro “FHC, Forças Armadas e Polícia: Entre o Autoritarismo e a Democracia” ganhou o prêmio de melhor livro em português sobre o Brasil concedido pela seção Brasil do Latin American Studies Association (Montreal, 2007); foi parecerista da Notre Dame University Press, International Political Science Review, Latin American Research Review e Latin American Politics and Society; teve pesquisas financiadas pela McArthur Foundation, Ford Foundation, Fulbright e The British Academy of Science; é membro do Board do Research Group on Armed Forces and Society, da International Political Science Association e colíder da área temática “Segurança Nacional e Segurança Pública” da Associação Brasileira de Ciência Política.
Entrevista com o autor

O senhor postula, no seu livro, a existência de uma “guerra de propaganda” contra Israel. Quem move essa guerra, e a quais interesses ela serve?
Países árabes e/ou islâmicos não conseguiram destruir o Estado de Israel militarmente. O Irã está se preparando para isto. Deste modo, procuram uma outra estratégia para deslegitimar a existência de Israel. A “Flotilha da Paz” foi uma bem bolada operação de marketing com o intuito de demonizar o Estado de Israel, no afã de isolá-lo da comunidade internacional.

O ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, Prêmio Nobel da Paz, afirma que Israel promove uma política de apartheid na Palestina, além de declarar que o Estado judaico tem cometido crimes terríveis contra os direitos humanos em Gaza, “onde um milhão e meio de seres humanos são mantidos aprisionados, quase sem acesso algum para o mundo exterior”, e que esse tratamento desumano conta com o apoio dos Estados Unidos. Visto que Carter não pode ser considerado marxista e critica abertamente o país do qual foi presidente, o que o senhor tem a dizer sobre essas declarações dele?
Gaza está bloqueada tanto por Israel como pelo Egito. Por que Carter só critica Israel com veemência? E um importante detalhe não deve ser esquecido: o Hamas prega a destruição de Israel, mas não do Egito.

De que forma o surgimento do Hamas conseguiu intensificar ainda mais o antigo conflito entre judeus e palestinos no Oriente Médio?
O imbróglio era de natureza nacionalista. O Hamas ajudou a introduzir o componente religioso (islâmico) em um conflito que já era per se complexo. O próprio Hamas e a Fatah (que é mais nacionalista) travaram uma recente guerra civil pelo domínio de Gaza.

Qual seria a sua sugestão de medidas políticas a serem tomadas para que possa haver paz entre o Estado de Israel e seus vizinhos palestinos?
Em primeiro lugar, é preciso que os árabes/islâmicos aceitem o direito de Israel existir. Não vejo isto ser possível a curto ou médio prazo. E a longo prazo, como diria Keynes, todos nós estaremos mortos.

Por que o senhor acha que o episódio da “Flotilha da Paz” simboliza o mal-entendido sobre o que de fato ocorre na Faixa de Gaza?
Gaza sofre um bloqueio naval, pois o Irã está enviando foguetes para que o Hamas possa disparar contra Israel. Quem quiser enviar ajuda humanitária a Gaza, não precisa enviar via “flotilhas”. Basta contatar as autoridades israelenses, que a ajuda será entregue via terrestre aos habitantes de Gaza. O resto é propaganda.

EXISTE UM MUNDO SIONISTA PODEROSO E ATUANTE ENTRE VOCÊS PELO BEM-ESTAR DE ISRAEL E DO MUNDO INTEIRO. RELIGIOSOS OU NÃO, SEMPRE EXISTIMOS E EXISTIREMOS E DIFERENTE DOS JUDEUS BRASILEIROS OU ISRAELENSES NOSSO COMPROMISSO É COM UMA CONSCIÊNCIA DE LONGO ALCANCE CUSTANDO O PREÇO QUE CUSTAR. AGORA IMAGINEM SE SUA MANIFESTAÇÃO PRIMITIVA E IGNORANTE EM HIGIENÓPOLIS É ALGUMA SURPRESA E SE JÁ NÃO ANALISAMOS TAIS POSSIBILIDADES HÁ MUITO TEMPO!


IEHOUAH VOS CONCEDA MISERICÓRDIA E SEJA SEVERO DE ACORDO COM VOSSO DESEJO. 



O maestro e pianista argentino-israelense Daniel Barenboim afirmou na sexta-feira (04) à Agência Efe que é "uma infâmia" que tenham matado três meninos israelenses, mas que Israel não tem o direito de responder com um bombardeio.
Barenboim, que se apresentará amanhã e depois em Madri e no dia 7 em Barcelona, assegurou que está "muito dolorido como ser humano e como israelense" pelos adolescentes sequestrados na Cisjordânia que apareceram mortos na segunda-feira passada, mas também "pelo fato de o governo de Israel se sentir no direito de administrar uma culpabilidade coletiva".

"Já aprendemos isso na Segunda Guerra Mundial: que nenhum ser humano tem o direito de fazer isso. Que encontrem os que fizeram uma coisa tão infame como matar três crianças, mas não bombardeiem toda uma região", ressaltou.

O pianista está convencido que o "grande problema" da orquestra que fundou em 1999 junto com o intelectual palestino Edward Said, a West-Eastern Divan, formada por músicos árabes e israelenses, é que "está a anos, a gerações, antes de seu tempo".

Divan, como ele a chama, é "muito bem-vista por uma minoria em Israel e uma minoria na Palestina e muito mal vista pela maioria, que está criando todos os escândalos e toda a crueldade que há agora na região".

As pessoas que "não veem a necessidade da Divan", disse, em referência à polêmica de dois anos atrás com um porta-voz do Partido Popular que questionou a continuidade da orquestra na Espanha -sua sede está na cidade sevilhana de Pilas -, é "por coisas" que não têm nada a ver "com um fator econômico".

"A história da Divan é um fenômeno histórico, e não digo isso com arrogância. É a única que funciona hoje em dia entre israelenses e árabes. Trata-se de um trabalho em conjunto que não se pode imaginar", concluiu. 


Barenboïm e o tabu Wagner


 Há três meses, o maestro Daniel Barenboïm (israelense) executou (em Israel) um trecho da ópera ’Tristão e Isolda’, de Wagner (músico-símbolo do nazismo), o que lhe valeu a execração pública. Um escritor (palestino) sai em defesa de Barenboïm e da arte





por Edward W. Said






A tempestade desencadeada em Israel pelo concerto, realizado no dia 7 de julho de 2001, pelo notável pianista e regente Daniel Barenboïm, durante o qual executou um fragmento para orquestra de uma ópera de Richard Wagner, merece toda a nossa atenção. Esse bom amigo, devo esclarecer de saída, tornou-se desde então objeto de uma avalanche de críticas, de insultos e de censuras escandalizadas. Isso porque Richard Wagner (1813-1883) era, ao mesmo tempo, um grande compositor e um notório anti-semita (e por esse motivo, profundamente repugnante). E porque, bem depois de sua morte, foi o músico preferido de Hitler, tendo sido, de uma maneira geral e não sem razão, associado ao regime nazista e ao terrível destino de milhões de judeus e de outros povos "inferiores" exterminados por esse regime.

Várias décadas após sua morte, Richard Wagner, um notório anti-semita, tornou-se o músico preferido de Hitler. Sua música foi proibida em IsraelSe, às vezes, é tocada nas rádios e se gravações se encontram à venda no país, de fato, a apresentação pública da música de Wagner é proibida em Israel. Para inúmeros judeus israelenses, essa música - rica, de extraordinária complexidade, e que influenciou enormemente o universo musical - acabou, de certo modo, simbolizando os horrores do anti-semitismo alemão.

Um gênio intragávelÉ preciso deixar claro que muitos europeus não-judeus rejeitam Wagner por razões semelhantes, sobretudo nos países que sofreram a ocupação nazista durante a II Guerra Mundial. O caráter grandiloqüente, "germânico" (adjetivo excessivamente empregado) e tão imperioso de sua obra, composta exclusivamente por óperas, o apego ao passado, aos mitos, às tradições e às realizações germânicas, sua prosa incansável, prolixa e pomposa sobre as raças inferiores e os heróis sublimes (e germânicos), fazem de Wagner um personagem difícil de aceitar e, mais ainda, de gostar ou de admirar.

Entretanto, é inegável que ele foi, incontestavelmente, um gênio, no que se refere ao teatro e à música. Revolucionou a concepção de ópera, transformou completamente o sistema tonal e criou dez grandes obras-primas, dez óperas que figuram no pináculo da música ocidental. O desafio que lança, não só aos judeus israelenses, mas a todos, é o seguinte: como admirar e interpretar sua música, dissociando-a de seus escritos odiosos e da utilização que deles fizeram os nazistas.

Uma proposta ousadaComo Daniel Barenboïm muitas vezes enfatizou, nenhuma das óperas de Wagner contém elementos diretamente anti-semitas. Para falar sem rodeios, se Wagner expressava em seus panfletos o ódio pelos judeus, estes - enquanto judeus, ou personagens judeus - não se encontram, de modo algum, em sua obra musical. Inúmeros críticos descobriram vestígios de anti-semitismo em algumas personagens que Wagner trata com desprezo e escárnio nas óperas; mas trata-se, aqui, de imputações, e não de provas de anti-semitismo. Se é inegável a semelhança entre Beckmesser - personagem insignificante de Die Meistersinger von Nürenberg, única ópera cômica de Wagner - e as caricaturas que geralmente se faziam dos judeus na época, não é menos verdadeiro que Beckmesser representa, na ópera, um cristão alemão e não, é claro, um judeu. Em seu espírito, Wagner fazia uma distinção entre os judeus na realidade e os judeus em sua música: prolixo em seus escritos, não falava sobre eles em sua obra musical.

É preciso deixar claro que muitos europeus não-judeus rejeitam Wagner por razões semelhantes, sobretudo nos países que sofreram a ocupação nazistaSeja como for, as obras de Wagner, por consenso, nunca haviam sido apresentadas em Israel antes do dia 7 de julho de 2001. Além da Orquestra Sinfônica de Chicago, Daniel Barenboïm dirige a Berliner Staatoper (Ópera de Berlim), que realizou três concertos consecutivos em Jerusalém. Inicialmente ele havia programado, para o dia 7 de julho, um espetáculo que incluía o primeiro ato da ópera Die Walküre. A pedido do diretor do Festival de Israel, que o havia convidado e à orquestra alemã, Daniel Barenboïm substituiu o referido ato por obras de Schumann e de Stravinsky. No final do concerto, Barenboïm propôs ao público apresentar, como bis, um curto fragmento de Tristan und Isolde. Provocou um debate contraditório entre as pessoas do auditório e anunciou, finalmente, que tocaria o fragmento, sugerindo, aos que se sentissem chocados com o fato, que deixassem a sala, o que alguns fizeram. A obra de Wagner foi bem recebida por um auditório de 2.800 israelenses que ficaram encantados e, tenho certeza, foi extremamente bem interpretada.

Uma vida de iconoclastaEntretanto, os ataques contra Barenboïm não cessaram desde então. No dia 25 de julho de 2001, a imprensa informava que a Comissão do Knesset (Parlamento) responsável pela Cultura e pela Educação "convocava os órgãos culturais de Israel a boicotarem o maestro (...) por haver tocado a música do compositor preferido de Hitler por ocasião da mais importante manifestação cultural de Israel, enquanto ele não se desculpar". O músico, que sempre se considerou israelense apesar de haver passado os primeiros anos da infância na Argentina, tornou-se objeto de ataques maldosos por parte do Ministério da Cultura e de outras sumidades.

Ele cresceu em Israel, freqüentou a escola hebraica e tem um passaporte israelense além do passaporte argentino. Figura central da vida musical do país durante anos, sempre foi considerado um grande trunfo cultural de Israel, mesmo se, desde o fim da adolescência, viveu a maior parte do tempo na Europa e nos Estados Unidos. Por circunstâncias que se devem a razões profissionais: foi quase sempre fora de Israel que lhe apareceram perspectivas importantes. Ter dirigido e tocado em Berlim, Paris, Londres, Viena, Salzburgo, Beirute, Nova York, Chicago, Buenos Aires e em outros lugares, sempre ocultou o fato de que ele residisse num lugar preciso. Em certa medida, como veremos, essa vida cosmopolita, até iconoclasta, é uma das causas da grande cólera que se abate sobre ele desde o incidente Wagner.

Um talento reconhecido por todos O caráter grandiloqüente, "germânico", imperioso e racista de sua obra faz de Wagner um personagem difícil de aceitar e, mais ainda, de admirarO personagem, contudo, é complexo, o que também explica a tempestade que provocou. Todas as sociedades são constituídas, majoritariamente, por cidadãos médios ? pessoas que seguem caminhos já abertos ? e por um pequeno número que, em virtude dos talentos que possuem e de uma inclinação à independência, não são nada medianos e questionam a maioria ordinariamente dócil, e até a ofendem. Os problemas sobrevêm quando essa maioria dócil tenta, dentro de sua visão das coisas, reduzir, simplificar e codificar as pessoas complexas que não seguem rotinas e que formam uma minúscula minoria. O choque é inevitável ? quando os seres humanos se reúnem em grande número, têm dificuldade para tolerar alguém visivelmente diferente, mais dotado e mais original que eles ? e suscita, de modo infalível, a raiva e a irracionalidade entre a maioria. Vejam o que Atenas fez a Sócrates, culpado de ser um gênio que ensinava a juventude a pensar por si mesma e a saber duvidar: ela o condenou à morte. Os judeus de Amsterdã excomungaram Espinosa, cujas idéias estavam acima de suas capacidades de compreensão. Galileu sofreu o castigo da Igreja. Al-Hallaj1 foi crucificado por causa de seus pensamentos visionários. E vem sendo assim há séculos. Barenboïm é um personagem talentoso, absolutamente fora do comum, que transpôs muitas linhas vermelhas e violou muitos dos tabus que amarram a sociedade israelense. Isso merece abordar alguns detalhes.

Inútil lembrar que, musicalmente falando, Barenboïm é excepcional. Possui todos os dons possíveis e imagináveis que fazem um grande solista e um grande regente ? uma memória perfeita, uma competência, e mesmo uma inteligência técnica notável, a capacidade de tocar o público e, principalmente, um imenso amor pelo que faz. Nada do que diz respeito à música está fora de seu alcance ou lhe é demasiado difícil. Demonstra, em tudo o que faz, um domínio aparentemente sem esforço - talento que lhe reconhecem todos os músicos vivos hoje.

A quintessência do mal e do anti-semitismoMas as coisas não são tão simples. Tendo passado os primeiros anos de sua vida na Argentina, onde se fala espanhol, e depois em Israel, onde se fala hebraico, possui as duas nacionalidades sem possuir, de fato, nenhuma. A partir do fim da adolescência, não viveu realmente em Israel, preferindo a atmosfera cosmopolita e cultural dos Estados Unidos e da Europa onde, atualmente, ocupa dois cargos que estão entre os de maior prestígio do mundo musical: regente da que, sem dúvida, é a melhor orquestra norte-americana, e diretor de uma das mais antigas e admiráveis companhias do mundo. Isso, continuando sua carreira de pianista. Se pôde levar esse tipo de vida itinerante e ver seus méritos tão reconhecidos, não foi, é evidente, por se dobrar constantemente às normas de pessoas comuns mas, muito pelo contrário, por saber ir além das conveniências e transpor as barreiras.

O trecho da ópera de Wagner foi bem recebido por um auditório de 2.800 israelenses que ficaram encantados e, naturalmente, foi muito bem interpretadoIsso é verdadeiro com relação a qualquer pessoa fora do comum, que tem necessidade de viver acima das conveniências da sociedade burguesa. Poucas realizações artísticas e científicas importantes aparecem quando se vive no âmbito estreito que presumivelmente deve regular a vida social e política.

E as coisas se complicam mais ainda. Sua vida é tão rica e ele viaja tanto, sem contar seus dons lingüísticos (fala fluentemente sete línguas), que Barenboïm, de certa forma, se sente em casa em qualquer lugar e em lugar nenhum. O que quer dizer que passa em Israel apenas alguns dias por ano, permanecendo em contato por telefone e pela imprensa. E não viveu somente nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, mas também na Alemanha onde, atualmente, passa a maior parte de seu tempo. Pode-se imaginar que, para muitos judeus, que ainda consideram a Alemanha a quintessência do mal e do anti-semitismo, a pílula seja dura de engolir, em especial porque sua música predileta, enquanto intérprete, pertence ao repertório austro-alemão clássico, cujo cerne são as óperas de Wagner (nisso, Barenboïm segue as pegadas de Wilhelm Furtwangler, o maior regente alemão do século XX e outra figura política muito complexa).

Subserviência e bajulaçãoDe um ponto de vista estético, para um músico clássico, trata-se de uma boa escolha, e mesmo de uma escolha inevitável: concentra-se nas principais obras de Mozart, Haydn, Beethoven, Brahms, Schumann, Brückner, Mahler, Wagner, Richard Strauss, sem contar, evidentemente, muitos outros compositores dos repertórios francês, russo e espanhol, nos quais é exímio. Mas a música da Áustria e da Alemanha permanece como centro do repertório; uma música que, por vezes, constituiu enorme problema para alguns filósofos e artistas judeus, sobretudo após a II Guerra Mundial. Arthur Rubinstein, o grande pianista, amigo e mentor de Barenboïm, disse mais ou menos o seguinte: que jamais iria tocar na Alemanha porque, explicou, como judeu, era-lhe difícil passar uma temporada num país que massacrou tantas pessoas de seu povo. E o fato de Barenboïm morar em Berlim, no coração da ex-capital do III Reich, considerada por muitos judeus como portadora, ainda hoje, dos estigmas do antigo mal, lançou, então, a perturbação no espírito de muitos de seus admiradores israelenses.

Em se falando de artistas, dizer que é necessário dar provas de abertura de espírito, que a arte e a política são coisas distintas, é, de fato, um absurdo desmentido exatamente pela maioria dos artistas e dos músicos que mais admiramos. Todos os grandes compositores interessaram-se pela política, de uma maneira ou de outra, e defenderam idéias políticas fortes, algumas parecendo hoje pouco defensáveis, como a adulação do jovem Beethoven por Napoleão, em quem via um grande conquistador, ou a adesão de Debussy à direita nacionalista francesa. Haydn, para citar outro exemplo, foi um empregado subserviente de seu aristocrata mecenas, o príncipe Esterhazy; e até o maior de todos os gênios, Johann Sebastian Bach, que sempre tinha seu lugar de bajulador à mesa de um arcebispo ou na corte de um duque.

A essência da alma alemã No dia 25 de julho de 2001, uma Comissão parlamentar "convocava os órgãos culturais de Israel a boicotarem" Daniel BarenboïmNão damos muita importância a essas realidades porque pertencem a um passado relativamente distante. Nenhuma delas nos choca tanto quanto um dos panfletos racistas de Thomas Carlyle, publicado na década de 18602. Mas dois outros fatores devem ser igualmente considerados. Primeiro, a música é uma forma artística diferente da linguagem verbal: as notas não têm sentido estável, ao contrário de palavras como "gato", ou "cavalo". Além disso, a música é, quase sempre, transnacional; vai além das fronteiras de um país, de uma nacionalidade ou de uma língua. Não é preciso saber alemão para apreciar Mozart; tampouco é necessário ser francês para ler uma partitura de Berlioz. Deve-se conhecer música: essa técnica extremamente especializada que se adquire à custa de uma laboriosa atenção, que não tem grande relação com assuntos como história ou literatura, ainda que, em minha opinião, seja necessário conhecer o contexto e as tradições em que se insere uma obra musical para se poder, verdadeiramente, compreendê-la e interpretá-la. De certa maneira, a música se parece com a álgebra, embora não por completo, como mostra o caso de Wagner.

Se fosse o caso de um compositor menor, ou de um músico que compusesse suas obras num meio hermético, ou ao menos sem provocar agitação, as contradições de Wagner teriam sido aceitas e toleradas de modo um pouco mais fácil. Porém, Wagner era incrivelmente loquaz: suas declarações, seus projetos, sua música, enchiam a Europa, espalhando-se com ímpeto numa mesma correnteza, sempre exagerados, tentando, como nenhum outro músico, submergir o público. No centro de todas as suas obras, ele reina extraordinariamente egocêntrico, narcíseo, com o ego encarnando, a seus olhos, a essência da alma alemã, seu destino e seus privilégios.

Uma ópera particular em BayreuthEvidentemente, não posso discutir aqui a obra de Wagner, mas parece-me importante salientar que o músico procurava a polêmica, a atenção. Sua própria causa, que se confundia com a da Alemanha, e que ele concebia nos termos revolucionários mais extremos, está presente em todas as suas obras. Sua música iria ser uma música nova, uma arte nova, uma estética nova; iria encarnar a tradição de Beethoven e de Goethe e transcendê-los numa nova síntese universal. Na história da arte, ninguém atraiu a atenção como Wagner, nem suscitou tantos escritos e comentários.

Portanto, se os nazistas puderam se apropriar dele, não esqueçamos que outros músicos viram em Wagner um herói e um grande gênio, compreendendo que suas realizações iriam mudar o rumo da música ocidental. Em vida, teve uma ópera particular, quase um santuário, que mandou construir para apresentar seu trabalho na pequena cidade de Bayreuth, onde todo ano se realiza um festival exclusivamente dedicado às suas obras. Bayreuth e a família Wagner eram caros a Hitler e, para complicar mais as coisas, o neto de Richard Wagner, Wolfgang, ainda dirige o festival de verão, onde Barenboïm se apresenta, regularmente, há duas décadas.

Compreendendo e conhecendo o Outro Surgem problemas quando uma maioria dócil tenta reduzir, simplificar e codificar pessoas complexas, que não seguem rotinas e são uma minúscula minoriaMas isso não é tudo. Barenboïm é um artista que derruba obstáculos, transpõe linhas proibidas e entra em território tabu. Sem pretender arvorar-se em personalidade política, nunca escondeu sua oposição à ocupação dos territórios palestinos por Israel e foi o primeiro israelense, no início de 1999, a propor dar um concerto gratuito na Universidade de Bir Zeit, na Cisjordânia. Nos três últimos anos (os dois primeiros em Weimar e o último em Chicago), reuniu jovens músicos israelenses e árabes a fim de tocarem juntos ? um empreendimento audacioso que tenta ir além da política e do conflito e criar uma aliança na arte não política da interpretação musical.

É fascinado pelo Outro e recusa enfaticamente a irracionalidade inerente à atitude que consiste em dizer que é melhor não conhecer do que conhecer. Como ele, penso que a ignorância não poderia ser uma boa estratégia política para um povo e que, portanto, cada um à sua maneira deve compreender e conhecer o Outro proibido. Poucas pessoas pensam assim, porém, a meu ver ? e um número cada vez maior de pessoas se junta a mim ? é a única posição intelectualmente coerente. Isso não significa, entretanto, que seja necessário relaxar a defesa da justiça nem a solidariedade para com os oprimidos, abandonar sua identidade ou afastar-se da realidade política. Mas significa que ser cidadão passa pela razão, pela compreensão e pela análise intelectual, e não pela organização e pelo estímulo de paixões coletivas como as que parecem dominar os radicais. Há muito tempo defendo tais idéias, e talvez seja essa a razão pela qual, apesar de nossas divergências, Barenboïm e eu continuamos amigos.

A tirania da maioriaA recusa total, a condenação puramente irrefletida, a denúncia global de um fenômeno tão complexo quanto Wagner é uma coisa irracional e, no fundo, inaceitável; da mesma forma que é estúpida e contraproducente, de nosso lado árabe, a política que, há anos, consiste em utilizar expressões como "entidade sionista", e em se recusar totalmente a compreender e a analisar Israel e os israelenses, sob o pretexto de que não se pode reconhecer sua existência porque causaram a nakba (catástrofe) palestina. A história tem sua dinâmica própria e, se não quisermos que os judeus israelenses invoquem o Holocausto para justificar as abomináveis violações dos direitos humanos que cometem contra o povo palestino, deveremos, também nós, superar a imbecilidade de dizer que o Holocausto nunca aconteceu e que os israelenses - homens, mulheres e crianças - estão condenados à nossa eterna hostilidade.

O choque é inevitável. Veja-se o que Atenas fez a Sócrates; os judeus de Amsterdã, a Espinosa; a Igreja, a Galileu... Ou Al-Hallaj, que foi crucificadoNa história, não há nada imobilizado no tempo; nada que escape à mudança; nada que esteja além da razão, da compreensão, da análise e da influência. Os políticos e os demagogos profissionais podem dizer todas as bobagens que quiserem e fazer como acharem melhor. Mas, entre os intelectuais, os artistas e os cidadãos livres, é necessário que sempre haja lugar para a diferença de opinião, para outras idéias, meios de questionar a tirania da maioria e, ao mesmo tempo, e o que é ainda mais importante, para fazer avançarem a liberdade e as luzes humanas.

Parâmetros de feiúra e de infâmiaDificilmente se pode afastar essa idéia como sendo de origem "ocidental" e não podendo, portanto, se aplicar a árabes ou a muçulmanos, tampouco às sociedades e tradições judias. Trata-se de um valor universal que se encontra em todas as tradições que conheço. Em todas as sociedades, existem conflitos que opõem justiça e injustiça, saber e ignorância, liberdade e opressão. Não se trata de tomar esse ou aquele partido porque nos dizem para fazê-lo e, sim, de escolher cuidadosamente e chegar a opiniões que levem em conta todos os aspectos da situação. O objetivo da educação não é acumular fatos nem saber de cor a "boa" resposta, mas ensinar a pensar de maneira crítica por si-mesmo e a compreender a significação das coisas por si-mesmo.

No caso de Wagner e de Barenboïm, a solução mais rasteira consistiria em rotular o maestro de oportunista ou de aventureiro indiferente. É igualmente simplista dizer que Wagner era um ser pavoroso, com idéias reacionárias e que, por conseqüência, sua música, por mais maravilhosa que seja, é insuportável porque infestada do mesmo veneno que sua prosa. E como se poderia provar isso? Quantos escritores, músicos, poetas, pintores sobrariam, se sua arte fosse julgada tomando-se como parâmetro sua atitude moral? E quem decidiria sobre os parâmetros de feiúra ou de infâmia aceitáveis na produção de um artista?

Censura à poesia palestina Pode-se imaginar que, para muitos judeus, que ainda consideram a Alemanha a quintessência do mal e do anti-semitismo, a pílula seja dura de engolirUma vez que se começa a censurar, não há limites teóricos. Penso, ao contrário, que incumbe ao espírito poder analisar um fenômeno complexo como a questão de Wagner em Israel (ou, para tomar outro exemplo, apresentado num célebre ensaio pelo brilhante romancista nigeriano Chinua Achebe, a questão de como deve ser lido Au c?ur des ténèbres, de Joseph Conrad, para um africano nos dias de hoje) e levar em conta o mal e a arte.

Um espírito maduro deveria conseguir apreender conjuntamente dois fatos contraditórios: o primeiro, que Wagner era um grande artista; o segundo, que Wagner era um ser humano odioso. Infelizmente, um fato não existe sem o outro. Isso significa que não se deve ouvir Wagner? De modo algum, embora seja evidente que não se deve, absolutamente, infligir a música de Wagner àqueles que ainda ficam perturbados com a associação entre ele e o Holocausto. Entretanto, destacaria que é necessário dar provas de abertura diante da arte. O que não quer dizer que não seja preciso julgar moralmente os artistas culpados de práticas imorais e funestas, e sim, que a obra de um artista não pode ser julgada e condenada unicamente com base nisso.

Notemos um último ponto e uma outra analogia com a situação árabe. Durante o apaixonado debate do ano passado, no Knesset, sobre a questão de saber se os estudantes de segundo grau deveriam ou não ter a opção de ler Mahmoud Darwish, muitos de nós vimos, na violência com a qual a idéia foi atacada, o indício da estreiteza de espírito do sionismo ortodoxo. Lamentando que fosse possível se opor à idéia de que jovens israelenses aproveitassem a leitura de um grande autor palestino, muitas pessoas ressaltaram que não se podia esconder eternamente a história e a realidade, e que semelhante censura não cabia nos programas escolares.

A campanha "anti-normalização"A música de Wagner suscita um problema parecido, se bem que a associação de sua música e de suas idéias a fatos terríveis represente, inegavelmente, um verdadeiro trauma para aqueles que pensam que os nazistas se apropriaram de um compositor feito sob medida. Mas, em se tratando de um artista da envergadura de Wagner, não era possível ignorar eternamente sua existência. Se Barenboïm não tivesse apresentado sua música em Israel, no dia 7 de julho de 2001, cedo ou tarde algum outro o teria feito. Uma realidade complexa sempre acaba escapando do lacre. Trata-se, pois, de se compreender o fenômeno Wagner, e não de se reconhecer ou não sua existência.

No início de 1999, Daniel Barenboïm propôs dar um concerto gratuito na Universidade (palestina) de Bir Zeit, na CisjordâniaNo contexto árabe, a campanha contra a "normalização" com Israel, um problema urgente, de uma atualidade inteiramente distinta ? Israel pratica métodos de punição coletiva e assassinatos cotidianos contra todo um povo cujo território ocupa ilegalmente há 34 anos ? não deixa de permitir uma associação com os tabus israelenses que atingem a poesia palestina e Wagner. O problema decorre do fato de que os governos árabes mantêm relações econômicas e políticas com Israel, enquanto certos grupos tentam proibir qualquer contato com os israelenses. Proibir a normalização não é coerente, pois a opressão do povo palestino por Israel ? razão de ser de tal proibição ? não diminuiu em conseqüência dessa campanha: quantos lares palestinos escaparam da demolição graças às medidas antinormalização? Quantas universidades palestinas tiveram condições de assegurar ensino aos estudantes graças à antinormalização? Nenhuma, infelizmente! E é por isso que eu disse que, para um intelectual egípcio, é preferível ir à Palestina por solidariedade, ensinar, dar uma conferência ou oferecer ajuda médica, do que ficar em casa e impedir que outros o façam. A antinormalização radical não é uma arma eficaz nas mãos de quem não tem poder: seu valor simbólico é pequeno e seu efeito real é apenas passivo e negativo.

Espírito crítico e libertadorPara serem eficazes, as armas dos fracos ? como na Índia, na América do Sul, no Vietnã, na Malásia e em outros lugares ? são sempre ativas, e até agressivas. Trata-se de colocar o opressor poderoso numa posição de desconforto e de vulnerabilidade, moralmente e politicamente, ao mesmo tempo. Os atentados-suicidas não produzem esse efeito, tampouco a antinormalização que, no caso da luta de libertação na África do Sul, tomou a forma de um dispositivo que incluía o boicote a professores universitários estrangeiros.

Eis porque penso que devemos tentar penetrar a consciência israelense por todos os meios de que dispomos. Dirigir-se ou escrever a públicos israelenses quebra seu tabu em relação a nós. O medo de ser interpelado justamente sobre o que sua memória coletiva apagou está na origem, exatamente, do debate sobre a literatura palestina. O sionismo tentou excluir os não-judeus e, na realidade, boicotando indiferentemente até o próprio nome de "Israel", nós o ajudamos muito mais do que o detivemos. Num contexto distinto, é por isso que, se feriu profundamente inúmeras pessoas que ainda sofrem os traumas do genocídio anti-semita, a interpretação de um fragmento de Wagner por Barenboïm teve como efe 


http://www.diplomatique.org.br/acervo.php?id=370


AFP/27.mar.2010
(2010)
(OsiasWurman)


http://www.viomundo.com.br/politica/noam-chomsky-e-colegas-denunciam-cobertura-da-midia-sobre-gaza.html

Noam Chomsky e colegas denunciam cobertura da mídia sobre Gaza
 
 


publicado em 18 de novembro de 2012 às 11:06

A cobertura da mídia sobre Gaza: nós sabemos!
Em texto manifesto, linguistas denunciam a manipulação do noticiário pela grande imprensa para camuflar o massacre do povo palestino, apelam a jornalistas para que não sirvam de joguetes e para que as pessoas se informem pela mídia independente. Entre os signatários, Noam Chomsky. Confira a íntegra.
Enquanto países na Europa e América do Norte relembravam as baixas militares das guerras presentes e passadas, em 11 de Novembro, Israel estava alvejando civis. Em 12 de novembro, leitores que acordavam para uma nova semana tiveram já no café da manhã o coração dilacerado pelos incontáveis relatos das baixas militares passadas e presentes.
Não havia, porém, nenhuma ou quase nenhuma menção ao fato de que a maioria das baixas das guerras modernas de hoje são civis. Era também difícil alguma menção, nessa manhã de 12 de novembro, aos ataques militares à Gaza, que continuaram pelo final de semana. Um exame superficial comprova isso na CBC do Canada, Globe and mail, na Gazette de Montreal e na Toronto Star. A mesma coisa no New York Times e na BBC.
De acordo com o relato do Centro Palestino para os Direitos Humanos (PCHR, pela sigla em inglês) de domingo, 11 de Novembro, cinco palestinos, entre eles três crianças, foram assassinados na Faixa de Gaza, nas 72 horas anteriores, além de dois seguranças. Quatro das mortes resultaram das granadas de artilharia disparadas pelos militares israelenses contra jovens que jogavam futebol. Além disso, 52 civis foram feridos, seis dos quais eram mulheres e 12 crianças. (Desde que este texto começou a ser escrito, o número de mortos palestinos subiu, e continua a aumentar.)
Artigos que relatam os assassinatos destacam esmagadoramente a morte de seguranças palestinos. Por exemplo, um artigo da Associated Press publicado no CBC em 13 de novembro, intitulado “Israel estuda retomada dos assassinatos de militantes de Gaza”, não menciona absolutamente nada de civis mortos e feridos. Ele retrata as mortes como alvos “assassinados”. O fato de que as mortes têm sido, na imensa maioria, de civis, mostra que Israel não está tão engajado em “alvos” quanto em assassinatos “coletivos”. Assim, mais uma vez, comete o crime de punição coletiva.
Outra notícia de AP na CBC de 12 de novembro diz que os foguetes de Gaza aumentam a pressão sobre o governo de Israel. Traz a foto de uma mulher israelense olhando um buraco no teto de sua sala. Novamente, não há imagens, nem menção às numerosas vítimas sangrando ou cadáveres em Gaza. Na mesma linha, a manchete da BBC diz que Israel é atingido por rajadas de foguetes vindos de Gaza. A mesma tendência pode ser vista nos grandes jornais da Europa.
A maioria esmagadora das notícias enfatizam que os foguetes foram lançados de Gaza, nenhum dos quais causaram vítimas humanas. O que não está em foco são os bombardeios sobre Gaza, que resultaram em numerosas vítimas graves e fatais. Não é preciso ser um especialista em ciências da mídia para entender que estamos, na melhor das hipóteses, diante de relatos distorcidos e de má qualidade e, na pior, de manipulação propositadamente desonesta.
Além disso, os artigos que se referem à vítimas palestinas em Gaza relatam consistentemente que as operações israelenses se dão em resposta ao lançamento de foguetes a partir de Gaza e à lesão de soldados israelenses. No entanto, a cronologia dos eventos do recente surto começou em 5 de novembro, quando um inocente, aparentemente mentalmente incapaz, homem de 20 anos, Ahmad al-Nabaheen, foi baleado quando passeava perto da fronteira. Os médicos tiveram que esperar seis horas até serem autorizados a buscá-lo. Eles suspeitam que o homem pode ter morrido por causa desse atraso. Depois, em 08 de novembro, um menino de 13 anos que jogava futebol em frente de sua casa foi morto por fogo do IOF, que chegou ao território de Gaza em tanques e helicópteros. O ferimento de quatro soldados israelenses na fronteira em 10 de novembro, portanto, já era parte de uma cadeia de eventos que começou quando os civis de Gaza foram mortos.
Nós, os signatários, voltamos recentemente de uma visita à Faixa de Gaza. Alguns de nós estamos agora conectados aos palestinos que vivem em Gaza através de mídias sociais. Por duas noites seguidas, palestinos em Gaza foram impedidos de dormir pela movimentação contínua de drones, F16, e bombardeios indiscriminados sobre vários alvos na densamente povoada Faixa de Gaza . A intenção clara é de aterrorizar a população, e com sucesso, como podemos verificar a partir de relatos dos nossos amigos. Se não fosse pelas postagens no Facebook, não estaríamos conscientes do grau de terror sentido pelos simples civis palestinos em Gaza. Isto contrasta totalmente com a consciência mundial sobre cidadãos israelenses chocados e aterrorizados.
O trecho de um relato enviado por um médico canadense que esteva em Gaza, servindo no hospital Shifa ER no final de semana, diz: ” os feridos eram todos civis, com várias perfurações por estilhaços: lesões cerebrais, lesões no pescoço, tamponamento cardíaco, ruptura do baço, perfurações intestinais, membros estraçalhados, amputações traumáticas. Tudo isso sem monitores, poucos estetoscópios, uma máquina de ultra-som. …. Muitas pessoas com ferimentos graves, mas sem a vida ameaçada foram mandadas para casa para ser reavaliadas na parte da manhã, devido ao grande volume de baixas. Os ferimentos por estilhaços penetrantes eram assustadores. Pequenas feridas com grandes ferimentos internos. Havia muito pouca morfina para analgesia.”
Aparentemente, tais cenas não são interessantes para o New York Times, a CBC, ou a BBC.
Preconceito e desonestidade com relação à opressão dos palestinos não é nada novo na mídia ocidental e tem sido amplamente documentado. No entanto, Israel continua seus crimes contra a humanidade com a anuência plena e apoio financeiro, militar e moral de nossos governos, os EUA, o Canadá e a União Europeia. Netanyahu está ganhando apoio diplomático ocidental para operações adicionais em Gaza, que nos fazem temer que outra operação Cast Lead esteja no horizonte. Na verdade, os novos acontecimentos são a confirmação de que tal escalada já começou, como a contabilização das mortes de hoje que aumenta.
A falta generalizada de indignação pública a estes crimes é uma conseqüência direta do modo sistemático em que os fatos são retidos ou da maneira distorcida que esses crimes são retratados.
Queremos expressar nossa indignação com a cobertura repreensível desses atos pela mainstream mídia (grande imprensa corporativa). Apelamos aos jornalistas de todo o mundo que trabalham nessas mídias que se recusem a servir de instrumentos dessa política sistemática de camuflagem. Apelamos aos cidadãos para que se informem através de meios de comunicação independentes, e exprimam a sua consciência por qualquer meio que lhes seja acessível.
Hagit Borer, linguista, Queen Mary University of London (UK)
Antoine Bustros, compositor e escritor, Montreal (Canadá)
Noam Chomsky, linguista, Massachussetts Institute of Technology, USA
David Heap, linguista, University of Western Ontario (Canadá)
Stephanie Kelly, linguista, University of Western Ontario (Canadá)
Máire Noonan, linguista, McGill University (Canadá)
Philippe Prévost, linguista, University of Tours (França)
Verena Stresing, bioquímico, University of Nantes (França)
Laurie Tuller, linguista, University of Tours (França)







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65 Comentários para “Noam Chomsky e colegas denunciam cobertura da mídia sobre Gaza”







Ernesto, novamente não sei por que as aspas ao me chamar de “judeu”. Sou judeu, nascido de pai e mãe judeus, estudei em colégio judaico, frequentei tnuá e tudo mais. Morei durante um ano em Israel, 3 meses em um kibutz, trabalhando nas plantações e criadouros. Ah, lá não se trabalha de sol a sol literalmente, já que o shabat é uma das principais contribuições do judaísmo à civilização ocidental – um dia de descanso na semana.


Eu concordo, para alguns palestinos mais radicais, a existência de Israel é uma afronta. No entanto, olhe pelo lado deles – para eles, os judeus simplesmente começaram a chegar aos montes a partir de 1881, e em 1947 a ONU lhes deu metade da terra em que moravam. Por outro lado, em Israel também há fanáticos que acham que se deveria invadir e anexar de vez Gaza e a Cisjordânia e expulsar (ou exterminar) os palestinos, e alguns até afirmam ser nosso “direito divino” tomar-lhes o pouco que lhes sobrou.


Sim, Israel é um país próspero, e também concordo com você que as lideranças árabes, em particular as palestinas, não são flor que se cheire, e são parte da causa do atraso dos palestinos. No entanto, é extremamente desrespeitoso e preconceituoso de sua parte retratar os palestinos como povo atrasado, belicoso e preguiçoso – pior ainda, traçando um paralelo com programas de assistência social brasileiros e de sobra ofendendo as famílias que se valem desses programas para sobreviver. Israel não é um jardim com verdes e plantações. É um país de terreno árido. O verde e as plantações são encontrados nos kibutzim, graças a técnicas de irrigação desenvolvidas por lá, mas não fale como se o país todo fosse um imenso tapete de grama, que acaba bem na fronteira, pois isso não é verdade. E nem Gaza nem a Cisjordânia são “aridez e pedras”, como você falou. Também há plantações, cultivo, criação de animais. Eles não têm os recursos e o dinheiro que os israelenses têm (em parte pela corrupção de seus líderes, em parte pelo bloqueio de Israel, em parte pelos bombardeios que minam sua infra-estrutura), mas fazem o possível.


Israel também tem seus problemas socio-econômicos (em 2011, houve um movimento de protesto por justiça social, lembra?), ou seja, pode ser um país próspero, mas só para a sua classe alta. E quanto a ser a única democracia do Oriente Médio, eu podia escrever um artigo inteiro sobre isso, mas vou tentar ser sucinto. Por um lado, Israel pode ser uma democracia, mas uma democracia com muitos cidadãos de segunda categoria (árabes, etíopes, sefaradim, etc), e com uma série de restrições veladas à liberdade de expressão. Por outro lado, há outros exemplos de democracia no Oriente Médio. A Turquia, por exemplo, é democrática desde bem antes da Primavera Árabe, bem como o Líbano. O Iraque está cambaleando em seus primeiros passos para uma democracia estável, apesar do estrago que os EUA causaram por lá. E a Primavera Árabe trouxe os ventos da democracia para o Egito e a Tunísia.


Não entendi sua afirmação de que sou condescendente. Quanto a Cuba, apenas mencionei que o bloqueio imposto pelos EUA acabou com a economia deles, assim como o bloqueio de Israel a Gaza os impede de prosperar. Quanto aos palestinos, não é condescendência, é respeito e humanismo – caso você não saiba, eles são seres humanos também. Quanto aos homens-bomba, por favor, me mostre onde eu fui condescendente com eles. Inclusive eu disse: “Os ataques a Gaza pelo exército de Israel são tão imorais quanto os lançamentos de foguetes Qassam ou os atentados suicidas“. Não defendo lançamentos de foguetes, não defendo atentados, defendo sim a dignidade da maioria dos palestinos, que não são terroristas nem militantes do Hamas, nem ficam “ocupados demais lançando mísseis”.


Não sou condescendente com Israel – no tocante ao modo com que lida com os palestinos. E não tenho que ser condescendente com os judeus, pois não estou aqui a condenar os judeus como um todo por causa do que o governo de Israel faz. Não vamos misturar as coisas, uma crítica aos bombardeios que Israel faz em Gaza ou ao bloqueio por eles imposto não é um ataque aos judeus como um todo.


Você insiste em mencionar os desvios de Arafat e a Síria – seria para desviar o assunto? Pois não é o que está em pauta aqui. Mas mesmo assim vou responder. Se você buscar meus comentários mais antigos por aqui, verá que eu também denuncio a corrupção dos líderes palestinos, também critico ditadores como Assad, Mubarak e companhia.


Quando eu falei em célula terrorista, foi neste trecho aqui: “[...] bombardeios a escolas e hospitais com a justificativa que lá operava uma célula terrorista [...]“. O que quero dizer é que a justificativa padrão de Israel quando suas bombas atingem escolas e hospitais, matando crianças, idosos, grávidas, enfermos, médicos e outros inocentes, é a de que a escola ou hospital era usada pelo Hamas como base terrorista. Em nenhum momento afirmei que há em Gaza apenas uma célula terrorista. Não distorça minhas palavras, por favor.


Um dos seus comentários a mim dirigidos não faz nenhum sentido, não entendo o que você estava tentando provar. Se não me acha laico, me rotule como secular, conservador, ortodoxo, o que quiser. Sou tão judeu quanto você, e também o são Chomsky, Avnery, Pappé, Finkelstein e outros que criticam as ações de Israel. Eu, assim como eles, também tenho orgulho da herança cultural judaica, e por isso mesmo me sinto na obrigação moral de protestar contra atitudes desumanas do país que teoricamente deveria ser representante de tudo que há de melhor no judaísmo. Não nego que haja anti-semitismo, eu mesmo já senti na pele. Se procurar um artigo aqui do Viomundo daquela época da polêmica piada do Rafinha Bastos sobre os velhinhos de Higienópolis, irá ver minha opinião a respeito. Mas, faço questão de frisar, não confunda uma crítica à truculência de Israel no trato com os palestinos com anti-semitismo. E se há muita gente que confunde os dois e acaba soando anti-semita quando quer apenas criticar Israel, parte da responsabilidade é de pessoas como você, que fazem questão de misturar os dois para usar a desculpa do anti-semitismo como defesa a essas críticas.


Enfim, melhor sorte na próxima vez.


Responder





seg, 26/11/2012 - 3:37


Ernesto Goldstein



Caro Beto
A minha consideração a sua longa resposta me leva a pontuar algumas questões, pelo bem da verdade.
Não sei se odia de descanso é a pricncipal contrubuição doJudaismo à civilização ocidental… Acho que são os Dez Mandamentos e a concepção ética aí embutida… Afinal,o “Não Matarás” foi uma absoluta novidade na época em que foi criado pelos judeus (e não por um Deus na minha opinião…).. Muitos filosofos e juristas concordariam comigo… As Tabuas de Lei estão decorando a entrada do Congresso Norte Americano, por exemplo,entre outros… Antes, a vida humana era considerada sem valor… Muitos ainda a consideram assim,por exemplo os “homens-bomba ” e sua ideologia assassina.
Trabalhar de sol a sol é uma expressão por demais conhecida da lingua portuguesa que dispensa explicações… Há culturas que não valorizam o trabalho, há indivíduos que canalizam suas energias para outro tipo de atividade.. lembro que em Israel, que voce diz conhecer, se trabalha, se estuda, se pesquisa,etc etc de sol a sol… O pretenso sexto exercito do mundo (ouvi um indivíduo falar esta tolice na TV Bamndeiranteshoje) é composto de cidadãos /soldados,na acepção mais democrática que se pode cobnceber de um Exército Nacional…E nunca tentou dar um Gilpe de Estado, como é tão corriqueiro na tua democrática Turquie, não é verdade, “Beto”? A propria ideia de um militar israelense tentando uma quartelada é tão absurda que soa como maluquice…Quem manda lá é a Autoridade Legalmente constituída, ungida pelo Parlamento, eleito pelo Povo… Novidade sim no Oriente Médio,e voce sabe disso, Beto…
Beto,os judeus não começaram a chegar aos montes, eles estavam presentes em Israel desde tempos imemoriais, mesmo seu país tendo sido destruido pelos romanos e boa parte do povo judeu, exilado à força…
Os habitantes árabes (escassos)da região foram estimulados por lideres arabes demagogos inclusive o Muftide Jerusalem (aliado de Hitler) a se retirarem em massa para permitir o pretenso (e planejado…) massacre que os exercitos de sete paises arabes certamente perpetrariam (todos contavam com isto…) aos judeus: Voce conhece a expressão arabe “Itbach al-Yahud,” (morte aos judeus) proferida por multidoes arabes desde os anos 20 em progroms incitados e estimulados pelo ja citado Mufti? Pois bem, aquele punhado de valentes judeus, em 1948, com a ajuda de voluntarios de todo o mundo (lembrando a valorosa Espanha republicana) derrotou sete exercitos arabes, com a ajuda apenas da URSS e Tchecoeslovaquia e garantiu a existencia (legal) do Estado de Israel… Certamente se voce pudesse estaria entre estes valorosos soldados (eu tambem) eis que voce se diz judeu e la viveu e conviveu 1 ano… A não ser que discorde da existencia do Estado de Israel o que tornaria estranho a tua presença lá…Claro está que isto por outro lado não seria problema nenhum: Israel, ao contrario de “Gaza”é um país democratico onde se admite a existencia de TODAS as opiniões, há partidos árabes no Parlamento, há judeus religiosos CONTRA a existencia de Israel porque o Messias ainda não chegou, sendo, portanto Israel uma heresia (!!) Já em Gaza se coloca a oposição na cadeia (!!!) e se fuzila sumariamente e se arrasta o corpo pelas ruas de pretensos “traidores” (possivelmente membros da Fatah, como saber…)enfim territorio da barbarie nas maos de uma gang criminosa a serviço sabe-se lá de quem.. Talvez o Iran,é o que diz a imprensa israelense livre e democratica.
O povo de Gaza alegadamente passa fome devido ao “bloqueio” israelense (uma mentira cafageste)Curioso com conseguem driblar facilmente tal bloqueio e contrabandear para Gaza centenas e centenas de foguetes e misseis… Ora, Beto, porque não contrabandeiam também alimentos.. Imagino que para cada foguete corresponderiam em peso e em grana dezenas de igogurtes, frutas, litros de leite e outros generos, enganando os tenebrosos militares israelense e comendo a vontade.
Tambem vou voltar a comentar o massacre sírio.Porque? Porque sim Beto, voce não ´pode determinar o que as pessoas vão falar… Parece até que é um tema que voce gostaria de evitar… Assad,o tirano e algoz dos sírios é um mero representante (títere, como diziam os soviéticos) do Iran. Não tem mais nunhma representatividade, seu desgaste é colossal… Nem Gadhaffi (lembra dele, este combatente da liberdade especialmente contra aviões civis)ousou bombardear seu povo com sua aviação para revidar ataques de insurgentes (aqui sim)contra seu exército.. Nunca jamais nenhum de nossos manjados Gorilas latinoamericanos ousou tanto… Nem Pinochet chegou perto.. Apenas bombardeou o presidente Allende em seu palacio,mas o povo? Velhos, aleijados, crianças aleatoriamente? POis bem, a tal imprensa que Chomski condena tanto praticamente dá carta branca a Assad para massacrar seu povo… Afinal são os costumes culturais deles,é assunto interno deles… Quanta hipocrisia… Que afronta à dignidade dos povos… Um dia, o povo sírio recuperará a sua dignidade e vera que seu verdadeiro inimigo não são os judeus (sim Judeus, Beto,em arabe innguem fala em”Israel”,falam sim Judeus… Não feche os seus olhos à verdade…)mas sim aqules que os incitaram e insuflaram,que lhe prometeram vitorias impossiveis,que os iludiram por decadas para fechar seus olhos para sua exploração e tirania… Sultões obesos,torneiras de ouro em iates,ditadores sanguinarios, empulhadores e demagogoss variados , canalhas e facínoras, esta é a liderança arabe… Pobre povo arabe, precisara de muitas primaveras, verões e invernos… Beto, desculpe-me,mas sugiro quer voce agora passe um ano em Damasco ou à beira do Eufrates, conviva com este povo que voce tanto defende… Ah,esqueci… Não mencione que é judeu… Não lhe darao visto para a Arabia Saudita,Emiratos Arabes,Kuweit , Iran, e diversos outros países… Acho injusto, mas parece que não gostam muito de nós… O Marrocos, por exemplo, há 20 anos contava com 350.000 judeus,diversas familias lá estavam há 2.000 anos… No entanto,tiveram que fugir… Deixando seus bens é claro… Igual na Espanha em 1492,Portugal, França, etcetc etc Não é novidade para o povo judeu… UMa longa historia de perseguições e expoliações…
Mas de Israel, Beto, perca as esperanças…O povo judeu nunca saira de um milimetro de Israel… … Voce que diz ter vivido lá deveria saber disto…Que os palestinos não contem com isto, porque se arriscam a um amargo fim…Quando poderiam ter um futuro glorioso de cooperação pacífica. progresso e entendimento… O fanatismo é mesmo lamentavel…
Um abraço amistoso
E.


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ter, 27/11/2012 - 1:43


abolicionista



“Não matarás”, realmente, uma grande contribuição. Como é grande a distância entre as palavras e as coisas, não?






ter, 27/11/2012 - 13:52


beto_w



Ernesto, respondo aqui às suas colocações.


Em nenhum momento eu falei que o shabat é a principal contribuição judaica, mas sim uma das principais. Poderíamos passar horas discutindo isso, mas não vem ao caso no momento, já que essas contribuições todas não isentam o povo judeu de tratar os outros povos com justiça e com ética (outra grande contribuição judaica, você mesmo disse).


Você ainda tenta imputar aos palestinos a qualidade de preguiçosos, ou insinua que eles, ao invés de trabalharem como os israelenses, canalizam suas energias para a violência. Pois bem, na medida do possível, a maioria dos palestinos tenta sim viver uma vida normal, trabalhar, estudar, pesquisar – “de sol a sol”, igual aos israelenses. Nem todo palestino é terrorista ou militante do Hamas.


O exército de Israel não precisa dar golpes porque o governo o apóia em suas loucas e cruéis empreitadas. E em nenhum momento eu falei nada sobre Israel não ser uma democracia. A “minha” (??) Turquia já sofreu golpes de estado sim, assim como o meu Brasil – e ambos hoje em dia são democráticos. Você pode até dizer que Israel foi a primeira democracia da região, mas já não é mais a única. E mesmo que o fosse, isso não lhe dá o direito de bombardear a população civil palestina.


Concordo com você, sempre existiram judeus morando na Palestina, mas em pouco número, em sua maioria religiosos ortodoxos, e em paz e harmonia com seus vizinhos e governantes. A partir de 1881, com a primeira Aliá russa, começaram a chegar outros judeus aos borbotões, falando línguas estranhas, com costumes estranhos, roupas estranhas – naturalmente os habitantes locais enxergaram isso como uma invasão, e isso os incomodou.


Sim, os árabes então montaram milícias para atacarem os assentamentos desses novos imigrantes, organizaram pogroms, mas os judeus também organizaram suas milícias – que também atacavam assentamentos árabes. Nenhum dos dois estava com a razão na minha opinião, pois eu abomino a violência. Sim, em 1948, os países árabes tentaram acabar com a existência do país recém-criado, e foram rechaçados. Mas nada disso dá a Israel o direito de fazer um cerco à população de Gaza e de bombardeá-los.


Não discordo da existência de Israel, discordo da maneira que trata os palestinos. Concordo que há liberdade de expressão em Israel mas de nada vale essa liberdade se o Knesset é dominado por um bando de crápulas que passa leis cada vez mais segregacionistas, aprova expansões de assentamentos, e permite ao exército cometer atrocidades impunemente.


Sim, o que a mídia mostra de Gaza é selvageria, barbárie. Mas é selvageria e barbárie bombardear a torto e a direito, lançar fósforo branco em áreas densamente povoadas ou torturar crianças. Vamos olhar no espelho um pouco e ver no que nos tornamos.


Os túneis de Gaza são utilizados para contrabandear de tudo um pouco, incluindo comida, materiais de construção, roupas, cigarros, e sim, armas. Mas você não acha tenebroso que eles tenham que contrabandear comida?


Você pode comentar sobre a Síria, a Líbia, o que quiser. Longe de mim determinar o que você fala, mas novamente, isso é desviar o assunto. Os erros dos governantes árabes não justificam os erros dos governantes israelenses.


Eu sei que, simplesmente pelo fato de ser judeu, não sou bemvindo em vários países árabes. Sei que desde 1948 vários países árabes expulsaram os judeus e confiscaram seus bens – é óbvio que eu não apóio isso. Mas isso tampouco dá a Israel carta branca para fazer isso com os palestinos. E eu sei que o anti-semitismo nesses países é muito disseminado. Mas esse anti-semitismo árabe é coisa recente, você bem sabe que os judeus viveram bem melhor na idade média sob domínio muçulmano do que sob domínio cristão. Esse anti-semitismo surgiu como antagonista ao sionismo, e as instituições judaicas que insistem em misturar as estações confundindo judaísmo, sionismo e Israel contribuem em muito para isso. Nem todo judeu precisa ser sionista, ou defender toda e qualquer ação de Israel, por mais imoral que seja.


O povo judeu não precisa sair de Israel, mas sim conviver com os palestinos e lhes permitir uma vida digna em termos de igualdade. Nem todo palestino é fanático, mas as ações militares de Israel contribume para o fortalecimento desse fanatismo. Ah, e entre os israelenses também há uma parcela de fanáticos, que acha que deveríamos invadir Gaza e a Cisjordânia, anexá-los ao território israelense, e expulsar os palestinos.


Uma ultima coisa, sem argumentos ad-hominem, por favor. Pare de insinuar questionamentos sobre minha identidade judaica, ou sobre a minha vivência. Vamos tentar manter um diálogo civilizado.






ter, 20/11/2012 - 11:48


Luca K



@Jair de Souza; Parabéns pelos teus esforços em expor a barbaridade q vem sendo cometida contra o povo palestino. Veja q mesmo em um canal de imprensa metido a ser apegado a ‘verdade dos fatos’, Carta C, temos ‘jornalistas’ q se prestam a fazer exatamente o q o Chomsky e os demais DENUNICIAM! Leia aqui, cuidado pra não vomitar: http://www.cartacapital.com.br/internacional/o-hamas-e-a-direita-de-israel-aliados-na-loucura/#todos-comentarios




Ernesto Goldstein



Voces são muito bons em se congratular mutuamente… Parecem uns professores quetive na minha velhaFaculdade… Ficavam se elogiando mutuamente enquanto nós estudantes viamos o ridiculo daquilo com clareza cristalina….


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ter, 20/11/2012 - 0:18


Noam Chomsky e colegas denunciam cobertura da mídia sobre Gaza | Hum Historiador



[...] do Vermelho - publicado também em Viomundo [...]


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sex, 22/02/2013 - 1:28


Ernesto Goldstein



É verdade, caro Beto, judeus usam roupas estranhas (????), alguns usam barbas estranhas, que os nazistas adoravam puxar e ridicularizar… Eu, de minha parte, a unica roupa estranha que uso é uma camisa do Fluminense….Em Israel, vi garotos usando-a tambem, alem das camisas do Flamengo e, claro, da onipresente seleção brasileira…Não acredito que isto tenha aborrecido muito aos arabes…Afinal, eles tambem usam “roupas estranhas” (rs) Agora, me perdoe, linguas estranhas…Uhnnn…Voce estara se referindo ao idiche….Será?? Talvez fale em escrita estranha tambem….Ou ao hebraico…Os rolos da Torah… Apenas uma livre associação que fiz… Uma coisa tenho certeza…As mulheres israelenses aborrecem tremendamente aos arabes… Tem liberdade sexual,usam pilulas e tem opiniao propria, votam, trabalham estudam, enfim, sao liberadas… Nem se cogita de (com todo o respeito…) burkas, veus ou ainda a nefanda e execrada mutilação genital feminina… Ou seja a presença do Estado Democratico de Israel, como dizem meus netos, chegou para abalar…Ounico partidocomunista de todo o Oriente Medio funciona em Israel, com carteirinha e tudo, sabia? Eu sei que sabia….


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seg, 19/11/2012 - 14:23


Urbano



Essa manipulação é tão antiga quanto o próprio conflito. E os mocinhos são sempre quem? Isso mesmo: os davizinhos…


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seg, 19/11/2012 - 10:35


Jose Mario HRP



O nobre Noam sempre ao lado da razão!
Para quem lê, embora esteja longe de ser um verdadeiro espirita, os livros espiritas, um verdadeiro Mensageiro em missão!
Terá grandes méritos quando da volta as colônias!


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seg, 19/11/2012 - 0:51


Mauro Santayana: Israel e a nova guerra mundial « Viomundo – O que você não vê na mídia



[...] Noam Chomsky e colegas denunciam cobertura da mídia sobre Gaza Conselho Mundial da Paz condena agressão de Israel a Gaza [...]


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dom, 18/11/2012 - 23:07


Ernesto Goldstein



São fatos frequentemente ignorados:
Israel subdisia a Faixa de Gaza fornecendo luz elétrica e água gratuitamente aos milhares de moradores palestinos GRATUITAMENTE. Sim, senhores, e nem mesmo nos momentos de maior conflito, quando o HAMAS bombardeava os civis israelenses sem trégua, ste forneciemnto foi suspenso! Já os aliados árabes dos palestinos de Gaza estão prontos, hipocritamente para lá mandar apenas dinheiro dos petrodólares, na casa dos milhões de dólares, (principalmente para as famílias dos chamados mártires) como o hipocrita chefe de estado do Catar e o rei saudita. Agora, nenhum árabe ira derramar uma gota de sangue por Gaza…
Por outro lado, diariamente dezenas de habitantes de Gaza cruzam a fronteira para ir se tartar GRATUITAMENTE nos hospitais israelenses. Disto eles sabem muito bem usufruir, e assim continuarão, pois Israel jamais negou socorro médico aos árabes… Todos asbem da excelência dos médicos e hospitais israelenses, procurados por pacientes de TODO o mundo (inclusive de muitos países áreabes…)


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seg, 19/11/2012 - 11:52


Jair de Souza



Seu comentário deveria ser divulgado ao máximo, por todos os lados, para que todo mundo soubesse o que é na verdade um sionista. Se eu dizer coisas do tipo das que você está dizendo, são capazes de me chamar de antissemita, de estar querendo passar aos outros a imagem de que Israel é um estado totalmente dominado pela visão do colonialismo em seu nível mais escroto, que os sionistas são colonialistas dos mais abjetos, daqueles que acham que os povos subjugados ainda deveriam agradecer pelas bondades dos ocupantes. Mas, quando esta visão é passada por um autêntico sionista, tudo fica muito mais crível. Obrigado. Vou tratar de divulgar suas ideias na medida de minha capacidade.


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seg, 19/11/2012 - 16:53


rodrigo



http://www.khanfactor.com/blog/?p=839


http://en.wikipedia.org/wiki/Israel_Project


http://www.thepeoplesvoice.org/TPV3/Voices.php/2009/09/16/how-low-will-israel-stoop-to-win-the-pro-1






ter, 20/11/2012 - 19:39


Ernesto Goldstein



O seu linguajar diz muito sobre voce, Jair, seus ódios e ressentimentos…Tente burilar um pouco mais o que voce escreve, evite palavras chulas, não fica bem para uma pessoa tão nobre e digna, defensora dos oprimidos de todo o mundo…E tente respeitar quem pensa diferentemente, afinal, o outro merece respeito (e pode ter razão…)






ter, 20/11/2012 - 19:49


Ernesto Goldstein



Há momentos em que é necessartio esfregar a verdade na cara das pessoas para elas enxergarem… Já alguns, nem assim…Procure se informar sobre o que ocorre na Siria? Tambem é culpa dos judeus?






seg, 19/11/2012 - 13:49


abolicionista



Isso é uma piada, não? Se Israel bloqueia a entrada de qualquer produto, inclusive de alimentos, em Gaza, obviamente Israel tem a obrigação de fornecer recursos mínimos, sem os quais os habitantes de Gaza morreriam. O mesmo acontece com prisioneiros de guerra, é obrigação de quem os aprisiona mantê-los vivos e fornecer um mínimo de assistência hospitalar, etc. O contrário disso seria simplesmente um genocídio.
Nada disso muda o fato de que o bloqueio a Gaza é uma atitude imperial de Israel, atitude que só faz fortalecer ainda mais o Hamas, grupo que se alimenta do desespero daqueles que não possuem qualquer perspectiva de vida digna e convivem com a humilhação de viver em um território ocupado. Só falta dizerem que os habitantes de Gaza vivem às custas de Israel, que são preguiçosos, etc… Bom, quando foi evocada essa retórica de lavadeira, só resta perguntar: se a situação deles é tão confortável, você trocaria de lugar com eles?


Responder





ter, 20/11/2012 - 19:46


Ernesto Goldstein



O unico “bloqueio” que a Faixa de Gaza sofre é naval, visando tenta impedir que ARMAS entrem no territorio. Afinal, elas serão usadas contra civis, em uma tentativa de chantagear e encurralar um estado independente, criado graça~s ao apoio (bemvindo) da URSS, Tchecoeslovaquia e Hungria, que lhe enviou armas no não tão distante ano de 1948 (leia um pouco mais), De fato, alimentos e produtos entram livremente em Gaza, lá há hoteis de luxo (para receber delegações estrangeiras, claro! Porque voce não tenta ir lá? Fale com o seu chefe de celula do PT…)Em Gaza há ricos e pobres, há atrazo porque islamicos não permitem nem Universidades nem mulheres estudando (ao contrario de israel) O Hamas é que é retrogrado e atrazado, a esquera apoia-lo é parte de um quadro de cinismo, corrupção e desonestidade que reinam na atualidade… Enfim, cansei..






qua, 21/11/2012 - 13:34


beto_w



Ernesto (novamente, respondo aqui pois o site tem um limite de níveis de resposta, e o botão “responder” não aparece abaixo de seu comentário), para começar, por que coloca “bloqueio” entre aspas? É sim um bloqueio, e não só naval. Israel controla quase tudo que entra em Gaza, obriga qualquer navio a aportar em território israelense e a deixar ali sua carga para que entre por terra em caminhões cuja quantidade diária é limitada, e também restringe o pouco que entra via fronteira com o Egito. E pior ainda, proíbe qualquer tipo de exportação de Gaza, o que detona qualquer economia – pergunte a Cuba.


Esse controle todo é um dos principais causadores do sofrimento e da miséria dos palestinos, e não o Hamas. Não, alimentos e produtos não entram livremente em Gaza – só os produtos israelenses. Material de construção é extremamente restrito, sob a justificativa de que poderia ser usado para construir instalações para “fins terroristas”. Como é que se espera que os palestinos organizem um estado independente se não se lhes dá condições nem ao menos de construir casas, escolas, hospitais? E pior ainda, a cada onda de violência se destrói mais e mais.


Sim, em Gaza há UM hotel de “luxo” (acho que seria considerado 3 estrelas no máximo por padrões de hotelaria internacionais), arriscado a fechar suas portas a cada surto de violência. Há lojas, um shopping center, há sim universidades, e as mulheres estudam sim. Elas são obrigadas a usar o hijab na universidade – mesmo as que não são religiosas ou nem ao menos muçulmanas – e estudam em classes separadas dos homens. Mas podem sim estudar. Isto é, quando Israel não bombardeia a universidade, como ocorreu em 2008. Mas tudo isso é uma tentativa dos palestinos de viverem uma vida normal, o que lhes é negado cada vez que Israel lança bombas sobre suas cabeças.


O Hamas pode ser um problema na região, mas nem de longe é o principal causador da miséira em Gaza. Não apoio os atentados, os lançamentos de foguetes Qassam, mas tampouco vou apoiar assassinatos de quem quer que seja, muito menos bombardeios a escolas e hospitais com a justificativa que lá operava uma célula terrorista, classificando a morte de centenas de inocentes como “dano colateral”, ou tentando passar a conta ao Hamas por ter usado essas instalações para fins militares.


Enfim, é pena que você tenha se cansado. Se viesse com a mente aberta poderia enxergar um outro lado do conflito que o discurso que permeia a comunidade judaica não mostra.






sex, 23/11/2012 - 0:27


Ernesto Goldstein



É muito raro encontrar “prisioneiros de guerra” que lançam 1.800 mísseis em uma semana- inclusive os Grad de fabricação iraniana – na cabeça de seus aprisionadores… Deixe de ser hipócrita amigo…
Luca (?), não tenho heróis, sionistas ou não… Já passei da adolescencia ha tempos… Me parece que a principal “provocação ” de Israel é existir!! Prosperar, progredir, ser a única democracia do Oriente Médio… Quer insulto maior? Enquanto palestinos eram ludibriados por reis, tiranos e ditadores variados de todas as facções Baath imaginaveis, que os mantinham iludidos nos nefastos campos de refugiados, dedicados a cultivar ódios e se iludir, Israel trabalhava e trabalhava… Alguem aí já visitou um kibutz, esquerdinhas de araque? Provavelmente não.. E voce “Beto” que diz ser “judeu”? É dureza… Lá se trabalha de sol a sol literalmente… O resultado se vê na fronteira de Gaza… Do lado de cá um jardim, com verde e plantações.. Do lado de lá aridez e pedras… Estão ocupados demais lançando misseis e recebendo o bolsa familia da ONU e da familia real saudita…






ter, 27/11/2012 - 1:28


abolicionista



Quer dizer que a prosperidade de Israel se deve ao trabalho nos kibutz? Olha, não quero criticar a prosperidade de ninguém, acho que Israel deveria mesmo se tornar um exemplo democrático no oriente médio. Tampouco tenho nada contra os judeus, considero a cultura judaica admirável sob vários aspectos, enfim, isso nem vem ao caso… A questão é que Israel não parece o tipo de país com potencial agrário-exportador. Simplesmente não é uma possibilidade, economicamente falando. Por falar nisso, é impressionante como o nacionalismo consegue tornar os homens estranhos uns aos outros e, ao mesmo tempo, tão parecidos. Os argumentos dos falcões são muito parecidos com os dos representantes do Hamas. Os trabalhadores dos kibutz trabalham tanto quanto os lavradores palestinos, sírios, egípcios, a vida no campo é dura. Não concordo com Aaron David Gordon, não acho que o trabalho braçal seja superior ao comércio, esse tipo de argumento, aliás, foi utilizado para discriminar judeus durante séculos. Não obstante, se os israelenses realmente querem a paz, e não apenas satisfazer desejos vingativos, poderiam pensar duas vezes antes de votar no Likud. A cada bomba que Israel lança na faixa de gaza, o Hamas agradece. Quanto ao “cansei” com o qual você termina sua resposta, achei que esse movimento já tinha acabado. Em tempo a esquerda consciente jamais deve apoiar nenhum nacionalismo, porque a esquerda é internacionalista e todo nacionalismo carrega elementos mítico e regressivos que, fora de controle, podem conduzir ao fascismo (veja-se o caso do nacional-socialismo). Finalmente, não sou especialista no assunto, mas, cada vez que me informo a respeito, menos credibilidade dou aos argumentos bélicos de Israel.






seg, 19/11/2012 - 14:39


beto_w



Olha nós aqui de novo. Ernesto, por favor, de que fonte você tirou essa informação de que Israel fornece água, energia elétrica e tratamento médico a Gaza gratuitamente? Eu sei que Gaza depende de suprimentos de água, combustível, comida, materiais de construção, etc. vindos de Israel, que faz questão de controlar e limitar as quantidades que entram. Como são praticamente proibidos por Israel de importarem ou exportarem diretamente qualquer produto que seja, é óbvio que acabam dependendo de Israel. Ainda mais quando, a qualquer momento que o conflito se torna mais intenso, Israel pune coletivamente os palestinos destruindo sua infra-estrutura. Em 2006, a usina termoelétrica de Gaza foi destruída, e até hoje não voltou a sua capacidade plena de 140MW.


Quanto a tratamento médico, a capacidade de Gaza é precária, mas existe. Há hospitais, mas poucos médicos, enfermeiros e material. E volta e meia esses hospitais são bombardeados. Então, ao invés de se vangloriar da nobre oferta de energia e tratamento médico gratuitos que o Cavaleiro Branco Israel oferece aos primitivos e aproveitadores palestinos, envergonhe-se do fato deles ainda dependerem de Israel para essas coisas. Pois não interessa quem paga, os bolsos das companhias de energia e das operadoras de saúde israelenses só engordam.


Responder





qui, 22/11/2012 - 18:39


Ernesto Goldstein



Beto
Sua atitude é curiosa… Voce parece ser bom e condescendente com tantos… Com o site e suas limitações,(descule, Webmaster…) com Cuba, com os palestinos e seus homens bomba… Menos com Israel e os judeus…O que voce acha de Yassir Arafat haver desviado, só em um ano, 1996, 46% do Orçamento Nacional Palestino, no montante de 326 milhões de dólares, que desapareceram (rá)denuncias diversas, inclusive de Issam Abu Issa, jornalista palestino que se cansou de denunciar os crimes de Arafat… Sera que a miséria de Gaza não tem a ver tambem com os seus lideres e suas mentiras… Pobres palestinos, ludibriados por Reis e sul´~oes como os sauditas, Qatar etc etc tudo bem (mal) Agora a farsa real são estes militantes terroristas de meia tijela… Voce condena també o ditador assoassino da Síria ou o “compreende” também? Ah, e não use o santo nome de Cuba em vão OK… Lembre-se que eu me chamo “Ernesto”….






sex, 22/02/2013 - 1:52


Ernesto Goldstein



Abolicionista, que bom que voce é a favor do comercio…. Eu de minha parte tambem sou… Afinal de contas, trabalho é trabalho…Mas voce não considera que o proletariado tem uma posição moralmente superior? Afinal de contas ele é explorado há seculos, como voce não deve ignorar… Nao se trata de preconceito não, é uma constatação histórica… Posso lhe recomendar alguns autores… Contra a escravidão devido ao seu simpatico apelido, já esta claro que voce é….






seg, 19/11/2012 - 15:47


Marcelo



Não é a informação que tenho. Segundo Uri Avneri, Israel não deixava entrar nem sabão em Gaza.


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sex, 23/11/2012 - 0:14


Ernesto Goldstein



É… Uri Avneri é um “judeu bom e digno” (de esquerda)… Mas voce escolhe o que citar até mesmo dele… E quanto ao sabão na Síria? É suficiente para lavar as mãos sujas de sangue do carniceiro Assad? …Massacrador de seu próprio povo… Imagine o que faria com os judeus se pudesse…inclusive com o Uri Avneri…






ter, 27/11/2012 - 1:41


abolicionista



Francamente Ernesto, não entendo por que falar sobre o Assad poderia justificar o ataque à Gaza. Assad é um tirano? Sim. Os bombardeios à Gaza são injustificáveis? Também sim. Por que uma sentença deveria contradizer a outra? Por favor, explique onde está a contradição entre as duas premissas.






seg, 19/11/2012 - 17:21


Luca K



É ISRAEL q invariavelmente INICIA os conflitos com ataques e provocações, os quais quase sempre matam muito mais civis q militantes. É ISRAEL q usa táticas CRIMINOSAS de puniçao coletiva, proibidas pelo Direito Internacional, contra a população de Gaza. De Set/Out de 2000 pra cá, os palestinos mataram 126 crianças israelenses e os israelenses mataram pelo menos 1476 CRIANÇAS PALESTINAS. 6 anos e meio atrás, logo após o Hamas vencer as eleiçoes nacionais palestinas e tomar controle em Gaza, o assessor de Olmert, Dov Weisglass, declarou q a resposta seria por os palestinos de ‘dieta’ sem chegar a matá-los de fome. O mínimo para evitar a desnutriçao seriam 170 caminhões/dia. Os israelenses permitem apenas 67. Desta vez, como tb nos eventos q antecederam o massacre contra Gaza em 2009(1400 vitimas), foram os israelenses q iniciaram os ataques no dia 8 de Nov., os quais foram respondidos por militantes palestinos com seus rudimentares foguetes. A última noticia q vi, referente ao sexto do dia do inicio de + um CRIME DE GUERRA ISRAELENSE, já são 95 palestinos mortos e 720 feridos.


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seg, 19/11/2012 - 18:45


Nelson



Granadas, mísseis, toneladas de bombas à base de fósforo branco e outras munições proibidas pela legislação internacional despejados indiscriminadamente sobre o povo palestino, se transformam, graças à pena de um sionista, em “socorro médico aos árabes”.
Como alguém tem coragem de escrever tantas barbaridades assim?


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qui, 22/11/2012 - 18:44


Ernesto Goldstein



nelson
Seu amigo “Beto” fala na existência de “uma célula terrorista ” em Gaza… Quá quá quá.. Que “célula” poderosa, capaz de lançar 1800 mísseis em uma semana contra um dos países com a tecnologia militar mais avançada do mundo (são voces que dizem…) Adoro ouvir historinhas mas há limita prá tudo.. Só pode ser um gozador ( ou um mentiroso farsante mistificando ouvintes – leitores naives)






dom, 18/11/2012 - 22:13


anac



O alvo é o Irã. Acredito que eles estão preparando alguma para justificar a guerra e invasão do Irã.
Esperaram apenas a definição das eleições nos USA. Em Israel ocorrer tmb eleições e uma guerra facilitará a vitoria do atual primeiro ministro. A atual cupula de Israel torcia pelo republicano nas eleições dos USA. Mas Obama não é de todo mal e já mostrou que, não obstante claudicante, seguirá israel. Covarde, jamais enfrentará o lobby judeu nos USA. Ja demonstrou a monumental covardia quando envolveu e incentivou Lula nas negociações com o presdente do irã e retirou o tapete de Lula quando desautorizado por Israel. Que so admite uma solução: bombardear o Irã.


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dom, 18/11/2012 - 21:35


Fernando



Está na hora dos países progressistas da America Latina realizarem uma ação militar contra o estado nazista de Israel.


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dom, 18/11/2012 - 22:04


Rodrigo Falcon



Isso!!! Com certeza!!! Repetiremos os equívocos da humanidade!!! Se antes os países do “primeiro mundo” quase nos destruiram, porque nós também não podemos nos devorar também!? Quem sabe, não iniciamos uma TERCEIRA GUERRA MUNDIAL!?
HÁ! Humanidade…


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seg, 19/11/2012 - 9:10


francisco niterói



Rodrigo


Este é o famoso troll anselmo.


Se infiltra em blogs progressistas a falar asneiras e com isso pretendendo desmoralizar qq debate progressista.


Faz um tempo, havia um comentarista que, sempre que se discutia rgulacao da midia, apresentava uma pauta ultra radical, incluindo “comites populares nas redacoes”. Mas os cacoetes ( nao vou descrever como estilo) literario transparecia no estilo de outro comentarista reacionario.






seg, 19/11/2012 - 7:28


Ted Tarantula



Otima ideia….mas quem seria o comandante dessas forças progressistas??
Fidel “Matusalem” Castro??? Hugo “Brancaleone” Chavez????
Antigamente se dizia que “o papel aceita tudo” quando alguem escrevia alguma insanidade mais óbvia..hoje pode-se dizer o mesmo do word é ou não é?


Responder





seg, 19/11/2012 - 13:50


Jair de Souza



É verdade, o word aceita até “gente” como você e seu coleguinha que fez a sugestão ridícula para permitir a sua “sábia” observação. Acho que o Instituto Anne Frank precisa renovar seus quadros. Talvez seus amiguinhos da Liga Anti-Difamação (ADL) dos EUA possam enviar alguns quadros para treinar vocês por aqui. Vocês estão deixando a desejar. Ou então, peçam socorro aos “sionistas bonzinhos”, eles pelo menos sabem disfarçar melhor seus objetivos.






dom, 18/11/2012 - 18:53


wendel



Senhores, nãos sejam infantis!
Falar de Obama, “o mais poderoso presidente do mundo”, é falar de abobrinhas!
Como “o mais poderoso”, se está atolado até o pescoço com as financistas de sua re-eleição? Agora terá que dar conta do prometido, e até já anunciou que “Israel tem todo o direito de se defender”! Defender, digo eu de pedras dos meninos palestinos? ou dos foguetinhos do Hamas?
Façam-me rir, enquanto vidas de civis, crianças, mulheres e idosos estão sendo ceifadas pela vaidade destes governos!
E tem mais: os fabricantes de armas, das Firmas de reconstrução, das seguradoras, e dos mercenários, não gostam de paz! Então……


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dom, 18/11/2012 - 18:22


Pedro Cruz



Quanta covardia!!!! Somos todos tão covardes???? Como o mundo pode aceitar isso???? Como essa imprensa pode ser tão criminosa, tão bestial???


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seg, 19/11/2012 - 9:45


Joselito



Sem desmerecer ou desmentir o que foi dito, mas somente corroborando.


Sabe-se que grupos paramilitares (dependendo do enfoque e interesses daquele que dá a notícia, chamados também de grupos terroristas), usam muito de escudo humano para se defenderem. Lançam mísseis de cima de prédios civis, como escolas e hospitais, as vezes até armazenam armamento em tais locais.
Dessa forma, a tentativa de desmilitarizá-los irá, fatalmente, acertar civis. E a culpa disto não poderia ser imputada única e exclusivamente àquele que ataca, mas também àquele que se defende usando de escudos humanos (civis), já que não dispõem de tecnologia moderna anti-missel, por exemplo.


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seg, 19/11/2012 - 11:57


Jair de Souza



Ou seja, sem desmerecer ou desmentir, mas desmerecendo e desmentindo tudo e tentando encontrar uma forma de dar razão aos agressores sionistas.






dom, 18/11/2012 - 17:32


Panino Manino



Pode colocar meu nome ali também.


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dom, 18/11/2012 - 17:19


Bonifa



Se houver guerra dos países do Eixo (Eixo ocidental: EUA e EU) contra a Rússia, será por razões de guerra de informação. Mas eles confiam em que a Rússia vai recuar diante de uma ofensiva séria de contrainformação . A Russian TV está informando a Humanidade sobre o que alguns patifes estão fazendo no mundo, sem que nenhuma outra fonte de informação diga algo verdadeiro sobre assunto. a Secretária Clinton já disse no Senado norte americano, que no momento os inimigos maiores seriam a Russian TV e a Al Jazzera, que fariam com que os EUA perdessem a Guerra da Informação. A Al Jazzera, conseguiram destruir, 95% dos seus repórteres pediram demissão. A Russian TV e outras fontes russas de informação são independentes, e continuam a maior ameaça à destruição do pensamento independente. Israel, o maior poder do Universo na atualidade, quer acabar com Gaza antes da Guerra com a Pérsia. E por isso, precipitado como sempre, Israel fez a encenação de uma pequena escalada de guerra impossível e ridícula, o gigante contra o pequeníssimo como se fossem iguais, depois disso acaba de bombardear as instalações da Russian TV em Gaza.


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dom, 18/11/2012 - 16:55


Ted Tarantula



Bom,,quer dizer…mau…parece que temos uma guerra de verdade, mas o que queria ver mesmo, no final..são os números para poder comparar com os 50.000 mortos, anualmente, em nosso país por arma branca, arma preta, facas e revolveres.., no mais cristão, mais católico e mais ‘cordial’ país do mundo, segundo se diz…mas parece que problema de violência para a “sinistra” é só quando a policia mata um criminoso…quando eles matam e barbarizam inocentes é só a “revolta inconsciente das classes oprimidas” e que a maioria das vitimas sejam membros das mesmas “classes oprimidas” é detalhe irrelevante na louvação que a insanidade supostamente politizada de nossos loucos letrados promove à marginalidade..


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dom, 18/11/2012 - 17:23


cinismo & sarcasmo



Isso mesmo Ted!!! Matemos todos nossos intelectuais!!! Queimemos todos seus livros!!!


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dom, 18/11/2012 - 20:18


Mário SF Alves



E dá-lhes Olavo, o que lava mais branco. Alma lavada e cabeça lavada, oca, findida.






dom, 18/11/2012 - 19:29


Marcos C. Campos



Outro viajante das galáxias. Pouse primeiro, pense e depois escreva. Escrever sem pensar leva a raciocínios confusos.


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dom, 18/11/2012 - 19:36


Acéfalo Por Opção!



Ted, esse aí de cima, não o do filme que se mostra bem mais capacitado, é mais um convocado pro expresso Caverna, cujo maquinista é o Rodrigo Leme.


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seg, 19/11/2012 - 17:40


Rodrigo Leme



Amor de verdade é isso: lembram de você até quando você não está na conversa.






seg, 19/11/2012 - 9:17


francisco niterói



É o que eu sempre digo:


VIVA A DEMOCRACIA! A GENTE OUVE A MAIOR ASNEIRA E AINDA FICA FELIZ AO PENSAR: “QUE BOM, PODERIA SER PIOR!”.


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seg, 19/11/2012 - 15:46


Marcelo



Ted, você está mencionando só os números absolutos. Em números relativos – que é o que interessa – estamso longe de ser o país mais violento do mundo.


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dom, 18/11/2012 - 16:23


maria olimpia



Infelizmente o governo de israel tem tomado posições que, ao meu entendimento, tendem a provocar uma III Guerra Mundial! Sempre respeitei o sionismo, mas, o sionismo agora está a fazer o mesmo que antes lhe causou sofrimentos! O mundo se cala, a mídia se cala, Obama, infelizmente, não tem forças suficientes para denunciar a tragédia que está próxima…A ONU não serve para nada, ou melhor, não é nada!


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dom, 18/11/2012 - 23:31


Ernesto Goldstein



É? E o que voce acha do comportamente do movimento político HAMAS, que optou por bombardear Israel, escolhendo deliberadamente CIVIS como alvo, em um verdadeiro ato de guerra? Eu pergunto: qual país que voce conhece toleraria o que o Estado de Israel vem tolerando há meses, ou seja, o bombardeio sem treguas de seus civis por “soldados” sem uniforme (crime de guerra!) que se escondem entre civis para continuarem impunes?!?Até o hipocrita Obama reconhece o óbvio: O Estado democrático de Israel TEM O DIREITO DE SE DEFENDER!!! O que ele esquece é que quem determina COMO E QUANDO é o seberano povo de Israel, através de suas Forças de Defesa, comandadadas por seu governo legalmente eleito!!!


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seg, 19/11/2012 - 14:05


beto_w



Ernesto, vamos com calma. Aqui se debate com argumentos, sem agressividade. Eu também condeno os foguetes lançados de Gaza, mas punir a população de Gaza coletivamente e bombardear indiscriminadamente não faz parte do direito de defesa. A morte de civis palestinos, entre eles crianças, grávidas e idosos, não pode e não deve ser rotulada como simples “dano colateral”. Isso é desumano e completamente antagônico aos preceitos do judaísmo. Os ataques a Gaza pelo exército de Israel são tão imorais quanto os lançamentos de foguetes Qassam ou os atentados suicidas. Tente se colocar na pele de um palestino e imagine como é viver humilhado, miserável e oprimido, sempre com medo que a próxima bomba israelense caia na escola de seus filhos. Eu fiz isso, e comecei a enxergar muita coisa que me fez entender: Israel não é nem a vítima nem o mocinho nessa história, ao contrário do que você deve ter aprendido a vida toda, seja no colégio judaico, seja na tnuá. Tente reprimir apenas por alguns instantes esse impulso quase atávico de defender Israel incondicionalmente, e comece a tentar entender o outro lado do conflito.






seg, 19/11/2012 - 17:16


Luca K



@Ernesto Goldstein; vc mente. São teus heróis sionistas q sempre iniciam as provocações e agressões militares. Pra não falar q Israel, essa ‘maravilha’, foi criada via terrorismo, massacres, land grabs, guerras e limpeza étnica. O cientista politico Norman Finkelstein mostra claramente quem iniciou a agressão em entrevista a RT:https://www.youtube.com/watch?v=bpsS3rC4mpo






seg, 19/11/2012 - 10:00


Nelson



Não minha colega Maria Olímpia. O sionismo nunca respeitou ninguém; apenas sempre buscou concretizar seus propósitos de expansão territorial e de poder sem limites. O sionismo não está “a fazer o mesmo que antes lhe causou sofrimento”. Os sionistas não foram massacrados, os judeus é que foram. Há diferenças entre judeu e sionista.


Quanto a Obama, esqueça. Lembro, anos atrás, quando Hugo Chávez propunha ajudar os haitianos a melhorarem um pouquinho suas vidas desgraçadas e o Bush tentou aconselhá-lo a “deixar prá lá”. Bush teria afirmado que eles (os haitianos) são fodidos, nasceram para viver assim. Este é a mesma visão que os governantes dos EUA e de grande parte dos do mundo ocidental, do mundo que dizem civilizado, têm em relação aos palestinos.


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ter, 20/11/2012 - 19:25


Ernesto Goldstein



Nelson
Voce (e muitos como voce) gosta de eufemismos. Quando voce diz sionista, voce quer dizer “judeu”. Quando faz afirmações genéricas (os sionistas isto, os sionistas aquilo) mostra seu pre-conceito, Voce pode ate dizer que não tem nada contra os judeus (se bem que não ouvi voce dizer ainda…) mas provavelmente para voce judeu bom é judeu que abriu mao da sua identidade;;Afinal voce ama Chomsky…
A antiga URSS (conheci muito bem;;;)tambem tinha uma posição “anti-sionista” mas jamais se admitiu antisemita, mesmo perseguindo sistematicamente JUDEUS… A esquerda porem não pertencia a URSS e tambem não pertence ao Nelson. Ah, e um ultimo recado … Não fique citando o Coronel paracaidista Chavez… É ridículo demais para voce (ou não…)






qua, 21/11/2012 - 13:03


beto_w



Ernesto (respondo aqui, pois aparentemente o site tem um limite de níveis de resposta), tentar imputar a condição de antissemita ao Nelson e outros comentaristas aqui é uma tática covarde e injusta.


Eu sou judeu e, salvo raras exceções de seres um pouco mais exacerbados e paranóicos, quase nunca fui ofendido por aqui, e são raras as vezes que vejo antissemitismo de verdade.


As pessoas aqui criticam a truculência do governo de Israel. Quando eles falam em sionistas, estão se referindo ao governo de Israel, ao seu exército, e àqueles que defendem incondicionalmente as ações de Israel sem levar em conta o lado palestino. Não leve para o lado pessoal.


Quanto a “judeu que abriu mão de sua identidade”, não entendi. Tampouco entendi por que você colocou Chomsky nessa definição. Seria por ele se manifestar contra as ações de Israel? Bom, eu também o faço, mas continuo me definindo como judeu – vou à sinagoga (ok, não tão frequentemente quanto o rabino gostaria, mas acho que você e a maioria dos judeus laicos também não), conheço as rezas e tradições, observo os feriados religiosos, faço kiddush no shabat. Seria eu um “judeu que abriu mão de sua identidade” só porque não apoio Israel incondicionalmente?


Se quer continuar a debater neste espaço democrático, venha com argumentos e não agressões e acusações.






seg, 19/11/2012 - 15:57


shirl



É justo o que não compreendo, em meu mais humilde sentimento! Pois causam a mesma dor que um dia lhes causaram…Não capazes de compreender o que fazem.Em nome de interesses outros, que sempre os conduziram a desordem de suas vidas,de suas mentes.Acho que falta muito a esse povo divino ou profano, que os faça compreender para então entender o que pode ser paz.


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dom, 18/11/2012 - 15:26


Amira Hass: Medo e ódio em Gaza enquanto a ofensiva continua « Viomundo – O que você não vê na mídia



[...] Noam Chomsky e colegas denunciam cobertura da mídia sobre Gaza Conselho Mundial da Paz condena agressão de Israel a Gaza [...]


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dom, 18/11/2012 - 12:05


J Souza



O problema da mídia é que parece que tem muita gente que cursou Publicidade e Propaganda empregada como Jornalista…


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dom, 18/11/2012 - 12:06


J Souza



… Principalmente entre os Editores!


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dom, 18/11/2012 - 19:41


Rodrigo Falcon



São “jornalistas” mesmo, com diploma, carteirinha e MTB. Só esqueceram de corrigir o nome das faculdades, não é jornalismo, é achismo mesmo.


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dom, 18/11/2012 - 11:40


joao



Pobre humanidade…


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dom, 18/11/2012 - 11:34


Israel aprendeu alguma lição com a Operação Chumbo Fundido, de 2008? « Viomundo – O que você não vê na mídia



[...] Noam Chomsky e colegas denunciam cobertura da mídia sobre Gaza Conselho Mundial da Paz condena agressão de Israel a Gaza [...]


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sex, 23/11/2012 - 0:08


Ernesto Goldstein



Por favor, senhores, não editem os posts enviados… Não fica nada bem para quem se diz democrático… Beto: Não penso que voce que voce seja um judeu laico, “Beto”… Judeu laico não vai à Sinagoga nem faz kidush, nem dá satisfações a rabinos… Seria uma hipocrisia… Conheço dois ou três rabinos mas não frequento nenhuma sinagoga, portanto eles não me cobram nada… Mas pertenço ao povo judeu (e els sabem disso…) tanto quanto eles!! A religião judaica, aprenda “Beto”, para os judeus laicos, (em geral de esquerda…poderia listar dezenas: os bolcheviques Trosky, Kamenev,Sverdlov, Zinoviev, o frances Leon Blum, só para começar – sei que voce conhece…) mas como dizia, a religião judaica é apenas parte da rica herança cultural judaica, que o mundo inteiro herdou, consciente ou inconscientemente… Aí estão incluídos tesouros como o Monoteísmo, a Torah, a Psicanálise e a contribuição (desculpe o orgulho) de milhares de cientistas, pesquisadores, matemáticos, escritores e artistas… Veja bem estou falando de Judaismo, Cultura Judaica, e não de Israel, portanto, vamos baixar os mísseis, OK, caro “Beto”. Beto, voce pode ser tudo menos ingenuo… Negara por acaso que existe antissemitismo?
Proximamente falaremos do Estado de Israel, que tanto o preocupa… Mesmo sendo do tamanho de Sergipe…
 









 
http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-logica-sionista?page=1

A lógica sionista

dom, 18/01/2009 - 09:00 - Atualizado em 25/04/2012 - 22:40

Por higienopolis


Esse episódio da Palestina é extremamente interessante porque nos dá uma certa oportunidade de analisar o fenômeno do sionismo (logo, logo, a janela vai se fechar) - E é bom diferenciar o sionismo da "herança judaica" - Herança judaica, ou seja, ter um ascendente que eventualmente tenha seguido as "práticas sionistas", é provavelmente um atributo comum a uns 40%, 50% dos brasileiros, por exemplo.


O sionismo é uma doutrina que usa da "herança genética" - ficta ou não - como fator de coesão entre os seus adeptos. Fatores de coesão como uma "raça" que compõe uma minoria dentro de uma coletividade mais abrangente ajudam a abstrair as relações pessoais das "antipatias" naturais entre os seres-humanos. Você pode não gostar daquele sujeito, mas o ajuda porque ele é da mesma "raça", que por sua vez forma uma minoria e precisa, portanto, se proteger - ou prevalecer.


Assim é que os sionistas em geral parecem dar extrema importância ao episódio envolvendo Jacob (Israel) e Esau (edomitas - os palestinos - os "gentios") - tomando os filhos de Esau num contexto mais amplo, i.e., toda a humanidade não enquadrada na "raça" acolhida pelo sionismo .


Já antes do nascimento de seus gêmeos, Rebecca teria ouvido de "Deus" (ou a serpente ? - pode-se travar um paralelo com o episódio de Adão e Eva ?) que os seus dois filhos dariam origem a duas grandes nações.


Esse "Deus" diz ainda a Rebecca que um(a) deles(as) seria mais forte que o(a) outro(a), e o irmão mais velho serviria o mais novo... Jacob(Israel) nasce após Esaú, segurando os calcanhares deste - Bom, o resto da história conhecemos - Jacob consegue "comprar" o direito de herança de seu irmão com um prato de lentilhas, e consegue enganar o próprio pai para dele obter a necessária benção - Após Jacob encontra um anjo, luta com ele e desse anjo recebe o nome de "Yisrael" - aquele que luta (com ou contra) Deus...


Independentemente da verdade eventualmente oculta na história, o fato é que esse episódio parece refletir uma característica bastante visível do sionismo - o caráter segregacionista - e eventualmente pode estar a refletir outro - a busca pela hegemonia.


Daí a atitude comunal para os de dentro - o auxílio, a ajuda, a oferta de oportunidades - e a pouca importância para a desigualdade externamente - se ela existe, eventualmente parte dos que apenas tem a "herança sionista", mas não mais pertencem, de fato, ao sistema..


Interessante que as atitutes "discriminatórias", as críticas dos de fora parecem até ser bem-vindas, pois ajudam a reforçar a coesão... De um lado, limita-se o proselitismo, evitando-se o caráter universalista, com a auto-imposição e propaganda de elementos raciais - e por outro, faz-se a vitimização da "comunidade" quando da crítica.


Faço algumas provocações, até esperando respostas iradas... Mas parece que não estou falando algo tão absurdo... Cadê o questionamento ? 








































































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