sábado, 12 de julho de 2014

''Israel usa arsenal sofisticado contra foguetes palestinos obsoletos'' - Sim! E o que deveria ser? Se colocará potência nas mãos de agressores? - Quanto ao SEGUNDO ARTIGO: O QUE DIZ ESTAR CONTANDO HISTÓRIA; CADÊ A RESPONSABILIDADE INFORMATIVA QUANTO AOS FATOS QUE REMONTAM AO IMPÉRIO TURCO-OTOMANO, REGÊNCIA EUROPÉIA, COMUNIDADES ALI VIVENDO, E HABITAÇÃO JUDAICA, EM 1948, JÁ SUPERIOR À ÁRABE, ALÉM DAS CONSEQUÊNCIAS DOS GENOCÍDIOS PRATICADOS PELO CONTINENTE ÁRABE CONTRA O DIMINUTO CONTINGENTE JUDEU QUE ALI VIVIA, TRABALHAVA E PRODUZIA EM PAZ? TOMEM VERGONHA EDITORES DE BOLHAS.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/07/140711_gaza_arsenais_hamas_israel.shtml

Jonathan Marcus

Analista para Assuntos de Diplomacia da BBC

Atualizado em 11 de julho, 2014 - 15:01 (Brasília) 18:01 GMT

Soldado israelense (AFP)



Israel tem à disposição arsenal mais sofisticado e soldados treinados

O conflito entre militares israelenses e braços armados do Hamas e de outros grupos palestinos na Faixa de Gaza é uma clássica batalha assimétrica.

Os dois lados estão longe de serem equiparáveis em termos de poder de fogo, mas ainda assim podem exercer grande pressão um sobre o outro.

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Inevitavelmente, a perda de vidas nos dois lados também é assimétrica. O número de vítimas entre os palestinos vem crescendo desde o início da operação israelense na Faixa de Gaza, território palestino pequeno e densamente povoado.

Israel argumenta que uma proporção significativa da infraestrutura do Hamas está localizada em áreas civis.

As Forças de Defesa Israelenses (IDF, na sigla em inglês) dizem que são cuidadosas e tentam evitar, ao máximo, atingir civis.

No entanto, algumas de suas táticas de combate são contestáveis: grupos de direitos humanos em Israel criticam o fato de militares israelenses terem como alvos casas de suspostos comandantes militantes palestinos, localizadas em áreas populosas.

O hábito de Israel de telefonar para moradores para alertá-los antes dos bombardeios não tem sido eficiente na redução do número de vítimas.

Mas quais recursos estão sendo usados pelos dois lados, enquanto a guerra vai se tornando o desfecho mais provável?
Arsenal palestino

O Hamas e outros grupos palestinos mais radicais em Gaza construíram um arsenal de foguetes obsoletos que, ao longo dos anos, aumentaram consideravelmente seu alcance. Este é um fator importante. Nenhum desses armamentos é sofisticado.

BBC



A maioria conta com tecnologia da era soviética e é composta por foguetes de artilharia construídos para serem lançados em grandes quantidades em vez de individualmente.

Alguns foram contrabandeados através de túneis vindos do Sinai, no Egito; alguns são fabricados em oficinas na Faixa de Gaza, apesar de muitos deles dependerem de peças contrabandeadas trazidas do Irã e da Síria.

Sistemas de baixo alcance incluem morteiros pesados e os foguetes Grad e Qassam, com alcance de até 48 quilômetros e 17 quilômetros, respectivamente.

Há também o foguete de longo alcance Fajr-5, conhecido como M75. Pode atingir uma distância de 75 quilômetros, ameaçando grandes cidades como Tel Aviv e Jerusalém.

Mas o uso do Fajr-5 traz grandes problemas práticos. O armamento é pesado e muito grande, com 6 m de comprimento. Requer operação mecânica e precisa ser posicionado em locais escondidos dos olhos intrometidos dos drones israelenses.

A última novidade é o aparente uso pelos palestinos do foguete Khaibar-1, um sistema ainda maior de longo alcance, que seria de fabricação síria.

O armamento teria sido utilizado no início deste mês e teria alcance de até 160 quilômetros, podendo chegar até a costa norte de Israel.

O alcance deste armamentos é um fator crucial, por ameaçar a população de grandes cidades israelenses.

Isso também significa o aumento da pressão no governo de Israel, de duas formas: de um lado empurra para o aumento do conflito, mas também lembra contra o potencial custo de um conflito aberto.

O problema para o Hamas e para outros grupos armados é a habilidade limitada de manter estas operações. Fontes do setor de serviços secretos de Israel sugerem que os grupos palestinos têm milhares de foguetes de menor alcance e, no máximo, apenas alguns sistemas que chegam a centenas de quilômetros de alcance.

Os líderes palestinos também estão atentos para o fato de que o novo governo do Egito tomou medidas para fechar muitos dos túneis entre a Faixa de Gaza e o Sinai, o que complica o fornecimento de mísseis e componentes no futuro.

Mas os combatentes palestinos não são totalmente passivos: claramente possuem planos de defesa bem elaborados para tentar evitar qualquer incursão israelense por terra.

Existem também uma infraestrutura subterrânea sofisticada, e as práticas operacionais israelenses, de outros combates contra os palestinos, foram cuidadosamente estudadas.
A resposta israelense

A resposta de Israel ao aumento dos ataques com foguetes tem natureza tanto defensiva quanto ofensiva.

O diversificado poderio aéreo isralense tem sido usado em uma série de ataques contra locais de onde os foguetes palestinos estão sendo lançados, lojas de armas e contra os elementos de comando do Hamas e de outros grupos.

Até agora isso não interrompeu ataques com foguetes, mas fez subir o número de mortos e feridos entre os palestinos.

Outro ponto importante da estratégia isralense, além das táticas ofensivas, é que éla conta com o sistema de defesa antimísseis Domo de Ferro para defender a população civil.

BBC


Como funciona o Domo de Ferro

O Domo de Ferro não consegue interceptar todos os mísseis; radares e sistemas de comando analisam onde os mísseis poderão cair e interceptam apenas aqueles que estariam indo em direção a áreas civis.

Além deste sistema, Israel também está se preparando para uma operação por terra, caso seja necessária. Já enviou três brigadas para a região da fronteira com a Faixa de Gaza e os reservistas foram mobilizados.
Futuro

Se os disparos de foguetes contra Israel continuarem, os ataques aéreos de Israel também vão continuar e o número de mortos entre os palestinos vai aumentar.

Outros países estão criticando cada vez mais o governo de Israel e o país já lançou uma ofensiva diplomática. Mas, novamente, se os disparos de foguetes não pararem muitos governos aliados vão perceber o tipo de pressão exercida contra o governo israelense.

E o Hamas está sendo pressionado também. A relação do grupo com o governo do Egito se deteriorou, eles estão com problemas financeiros e a maior parte de sua infraestrutura na Cisjordânia está sendo desmontada, o que deixa o Hamas isolado.

Paradoxalmente, a fraqueza do Hamas também é um problema para Israel. A alternativa ao poder do Hamas pode ser a anarquia na região, com grupos extremistas jihadistas assumindo o controle e outros combatentes chegando à região vindos do Sinai.

Isso não beneficiaria o futuro da segurança de Israel.

De qualquer forma os disparos de foguetes continuam e a possibilidade de uma incursão por terra aumenta.

Israel insiste que não quer fazer uma operação terrestre. Por outro lado, o maior "feito" do Hamas poderá ser desencadear esta operação.

Gaza (AFP)

Gaza (BBC)
Morte de jovens vindos dos dois lados da fronteira foi o estopim para nova onda de ataques

Um conflito que levou sete dias para começar e agora ninguém sabe como vai terminar: militantes palestinos e israelenses na Faixa de Gaza estão envolvidos em um dos mais violentos confrontos em meses.

Gaza está sofrendo diversos ataques aéreos e militantes palestinos lançam foguetes em Israel.

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Entenda o que está acontecendo:
Por que Israel e militantes em Gaza estão sempre em conflito?

A Faixa de Gaza, um pedaço de terra localizado entre Israel e Egito, se tornou um local recorrente para o conflito entre Israel e palestinos.

O território foi tomado por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Em 2005, o país retirou suas tropas e colonos que lá viviam. Israel considerou o ato como o fim da ocupação, mas ainda exerce controle sobre boa parte da fronteira e dos territórios aéreos e marítimos de Gaza. O Egito controla a fronteira sul de Gaza.

Restrições impostas há anos por Israel no movimento de pessoas e bens para dentro e fora da Faixa de Gaza provocam dificuldades sócioeconômicas severas para o 1,7 milhão de palestinos vivendo lá.

Israel diz que as restrições são para prevenir ataques por militantes, incluindo o movimento islâmico Hamas, que prega a destruição de Israel e comanda Gaza.

O Hamas cita as medidas de Israel e a contínua ocupação da Cisjordânica e em Jerusalém Oriental como razões para seus ataques ao Estado judeu antes e depois de 2005.

Israel diz que seus ataques aéreos e incursões em Gaza foram necessárias para garantir a segurança de suas fronteiras e proteger os cerca de 3,5 milhões de pessoas que vivem no alcance dos foguetes.

Duas grandes ofensivas israelenses, uma entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, e outra em novembro de 2012, representaram grandes golpes na capacidade dos militantes, mas, gradualmente, eles se recuperaram e os conflitos recomeçaram.
O que causou os últimos ataques?

O Hamas, que governou a Faixa de Gaza de 2007 até um governo de unidade com palestino da Cisjordânia ser formado em junho, diz que tentou manter a calma desde a última ofensiva israelense
.

Diversas casas em Gaza foram destruídas por ataques israelenses

Sua ala militar, a Brigada Izzedine al-Qassam, não participou oficialmente dos ataques que aconteceram entre novembro de 2012 e junho de 2014. No entanto, também não foi capaz de impedir os lançamentos de foguetes como um todo, atraindo ataques aéreos de Israel como retaliação.

O lançamento de foguetes e os ataques aéreos aumentaram após o sequestro e morte de três adolescentes israelenses em junho, ato que Israel atribui ao Hamas e que levou a uma repressão ao grupo na Cisjordânia. As tensões aumentaram após a morte de um jovem palestino no dia 2 julho, vista por muitos como forma de vingança.

No dia 7 de julho, o Hamas assumiu responsabilidade pelo lançamento de foguetes pela primeira vez em 20 meses após uma série de ataques aéreos que o grupo diz ter matado vários membros da Brigada Quassam. No dia seguinte, Israel deu início à "Operação Borda de Proteção", que tem como finalidade acabar com os ataques de foguetes e destruir as forças do Hamas. Desde então, houve centenas de ataques aéreos e centenas de foguetes foram lançados.
O que os dois lados querem?

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse na quarta-feira que a operação cresceria e continuaria até que o lançamento de foguetes cesasse e a calma retornasse às cidades israelenses. "O Hamas não deve mais ter meios de produzir foguetes", disse o ministro da Defesa Civil israelense, Gilad Erdan.

O líder político do Hamas, Khaled Meshaal, afirmou que não queria que a situação se deteriorasse. "Nós não pedimos por essa guerra", disse. "Nós faremos o que for necessário para nos defender e defender o nosso povo."

Alguns analistas dizem que o Hamas acredita que pode ter ganhos com um conflito prolongado. Eles dizem que o Hamas estaria atacando Israel num esforço para se reafirmar como um movimento de resistência num momento em que foi afetado pela destruição de túneis usados para contrabando.
Por que civis estão pagando o preço?

Autoridades palestinas dizem que os ataques aéreos causaram muitas mortes em áreas residenciais. O presidente Mahmoud Abbas acusou Israel de cometer "genocídio", enquanto grupos de direitos humanos alertaram que os ataques de Israel a áreas densamente povoadas e ataques diretos a casas de civis palestinos podem violar a lei internacional.

Israel disse que as casas que bombardeou eram de militantes e serviam como centros de comando, de onde ataques de foguetes eram coordenados. Segundo Israel, os militantes lançavam foguetes deliberadamente de áreas civis e guardavam foguetes em casas, escolas e hospitais.

Israel também aponta que as centenas de foguetes lançados em direção a seu território ameaça civis israelenses.

Foguetes de longo alcance foram lançados na direção de Tel Aviv e Jerusalém, assim como mais ao norte de Israel. Grupos de direitos humanos disseram que disparar foguetes de forma indiscriminada que ameaçam civis constitui um crime de guerra.
Existe algum tipo de mediação?

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou na quinta-feira que a situação em Gaza estava a ponto de explodir e insistiu que os dois lados interrompessem os ataques.

Os Estados Unidos pediram o mesmo, mas expressaram também apoio ao direito de Israel de se defender dos ataques de foguetes.

O Egito, que ajudou a intermediar cessar-fogos no passado, já acabou com qualquer esperança de mediação. O país abriu a sua fronteira em Rafah para a passagem de vítimas palestinas, mas não para aqueles que estão fugindo. Oficiais atribuem isso à preocupação com a segurança na península do Sinai, mas correspondentes dizem que eles também querem aumentar a pressão sobre o Hamas, que o Egito vê como ameaça.
Os dois lados já entraram em conflito antes. Como eles terminaram?

Israel lançou uma ofensiva por terra em dezembro de 2008 em resposta ao disparo de foguetes. Quando o país declarou um cessar-fogo unilateral 22 dias depois, dizendo que os objetivos tinham sido "mais que atingidos", estimados 1,3 mil palestinos tinham sido mortos, muitos deles civis. Treze israelenses morreram, incluindo quatro soldados em um incidente. A infraestrutura da área civil em Gaza foi destruída extensivamente.

Em novembro de 2012, Israel lançou a "Operação Pilar da Defesa" para proteger civis de ataques de foguetes e acabar com a capacidade do Hamas em lançar ataques. Oito dias depois de a operação começar, o Egito intermediou um cessar-fogo. Ao menos 167 palestinos e seis israelenses foram mortos.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/07/140711_entenda_conflito_israel_gaza_an.shtml