terça-feira, 26 de agosto de 2014

À Israel cabe responsabilidade por impedir a propagação de novos focos terroristas assim como é obrigatório erradicar os já existentes. יהוה Iehouah Tseva'ot sobrevoa os locais pronto para ação manifesta.



http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/08/emirados-arabes-atacam-milicias-islamicas-na-libia.html

Emirados Árabes atacam milícias islâmicas na Líbia
Ataques foram lançados a partir do Egito, dizem funcionários dos EUA. País vive onda de violência desde queda de Kadhafi em 2011.
25/08/2014 19h49 - Atualizado em 25/08/2014 20h09
Da AFP
Os Emirados Árabes Unidos realizaram, de maneira secreta, ataques aéros contra milícias islâmicas na Líbia, usando bases do Egito, segundo informaram nesta segunda-feira (25) dois funcionários norte-americanas.
"Os Emirados Árabes Unidos levaram adiante esses ataques", disse à agência France Presse um funcionário sob condição de anonimato, confirmando a informação publicada pelo jornal New York Times.
O país vive à beira da anarquia desde a queda de Muammar Kadhafi em 2011, derrubado por uma rebelião apoiada pelas potências ocidentais.

Na ausência de um Exército regular, as autoridades líbias são incapazes de controlar as dezenas de milícias formadas por ex-insurgentes.

Nesta sexta-feira, um avião não identificado bombardeou posições de milicianos islâmicos perto do aeroporto de Trípoli, matando 10 homens, segundo um porta-voz da aliança de grupos armados.
O avião atacou um quartel-general e um depósito de mercadorias no sul de Trípoli, afirmou Mohamed al-Ghariani, porta-voz da operação "Fajr Libya" (Aurora da Líbia).
"Pelo menos 10 homens, todos eles combatentes da 'Fajr Libya', morreram e 20 ficaram feridos no ataque aéreo", segundo Al-Ghariani.
'Governo de salvação'
Nesta segunda, Assembleia da Líbia nomeou em Tripoli um pró-islâmico para formar um "governo de salvação nacional", em um gesto de desafio ao gabinete provisório instalado no leste do país e que parece incapaz de retomar o controle do país frente às milícias.
Isso pode tornar ainda mais complexa a situação na Líbia, que agora corre o risco de ter dois governos concorrentes.
A reunião de Trípoli foi convocada pelos islamitas, que dominam a Assembleia e contestam a legitimidade do novo Parlamento, onde são minoria.
Eleito em junho, o Parlamento está sediado em Tobruk, a 1.600 km a leste da capital da Líbia, assim como o governo interino, em razão da violência que assola grande parte do país.
"O Conselho Geral Nacional (CGN, reunido em Trípoli) expulsou Abdallah al-Theni do cargo de chefe de governo e encarregou Omar al-Hassi de formar, dentro de uma semana, um governo de salvação" nacional, anunciou o porta-voz dessa assembleia, Omar Ahmidan.
Os islamitas acusam o governo e o Parlamento de serem cúmplices dos ataques aéreos contra os seus integrantes, realizados, segundo eles, pelos Emirados ÁrabesUnidos e pelo Egito durante os combates pelo controle do aeroporto de Trípoli, fechado desde 13 de julho.

'Decisões ilegais'
O CGN considera que o governo e o Parlamento “perderam toda a legitimidade”, declarou Ahmidan, ressaltando que a Assembleia apoia as “operações legítimas para concluir a libertação do país”, referindo-se à ofensiva islamista contra as milícias nacionalistas nos arredores do aeroporto da capital.

O primeiro-ministro nomeado pelo CGN, Omar al-Hassi, um professor de Ciência Política da Universidade de Benghazi (leste), foi candidato em junho, quando o CGN escolheu Ahmed Miitig. Mas essa nomeação foi posteriormente anulada pela justiça, permitindo a Abdallah al-Theni continuar no seu lugar.

Durante uma coletiva de imprensa com o chefe do Parlamento em Tobruk, Al-Theni rejeitou o anúncio da Assembleia, dizendo que “o conselho é ilegal, as suas decisões são ilegais e o único órgão legislativo legal é o Parlamento” eleito em 25 de junho.

O Parlamento chamou de “terroristas” as milícias islâmicas e jihadistas que desafiam a sua legitimidade e declarou a sua intenção de lutar contra eles.

Ele nomeou no domingo à noite um novo chefe do Estado-Maior, o general Abdel Razzak Nadhuri, que imediatamente declarou “guerra ao terror”.

O Parlamento garantiu o seu apoio “ao Exército para continuar sua guerra (contra a coalizão de milícias islâmicas Fajr Libya e o grupo jihadista Ansar Asharia que controla grande parte Benghazi, a segunda maior cidade do país) para obriga-los a parar os massacres e depor suas armas”.