sexta-feira, 22 de agosto de 2014

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Israel mata três líderes do Hamas
Atualizado em  21 de agosto, 2014 - 17:12 (Brasília) 20:12 GM

Foguetes do Hamas atingiram casas em Israel dias após fracasso em negociações
Em um mais um desdobramento da crise em Gaza, um ataque aéreo de Israel matou nesta quinta-feira três comandantes militares do alto escalão do Hamas, que controla o território palestino, segundo militantes do grupo.
Mohammed Abu Shamala, Mohammed Barhoum e Raed al-Attar morreram em um ataque próximo à cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
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Segundo autoridades palestinas, a ofensiva militar de Israel teria matado 10 pessoas.
As Forças de Defesa de Israel dizem que um israelense ficou gravemente ferido por causa de foguetes lançados pelo Hamas.
Novos confrontos foram registrados entre Israel e o grupo palestino após o fracasso das negociações para um novo cessar-fogo de longo prazo na terça-feira.
Israel afirmou que continuará os ataques até "conseguir garantir a paz na região".
O conflito em Gaza já dura seis semanas. Nesse período, 2.138 pessoas morreram, de acordo com autoridades. A grande maioria das vítimas é palestina. Do lado israelense, 67 pessoas – muitas das quais militares - perderam a vida em meio aos confrontos.
Em outros desdobramentos:
As Forças Aéreas de Israel atacaram e "atingiram" seis ativistas da Jihad Islâmica que estariam lançando foguetes contra Israel no norte de Gaza.
Um ataque aéreo de Israel matou quatro palestinos durante um velório em um cemitério na cidade de Gaza, médicos disseram à agência de notícias AFP.
Pelo menos seis palestinos, quatro deles crianças, foram mortos em ataques coordenados por Israel na cidade de Beit Lahiya, no norte de Gaza, e na cidade de Gaza, segundo a AFP.

Ataque de Israel matou quatro crianças palestinas

Ataque que matou líderes do Hamas não teve aviso prévio, segundo moradores
'Míssil atrás de míssil'
O ataque de Israel a Rafah provocou o desmoronamento de um prédio de quatro andares.
Morador de Rafah, Hamza Khalifa disse à agência de notícias AP que não houve alerta por parte das forças de defesa de Israel: "Nós só ouvimos o barulho dos mísseis F-16 sendo lançados, um atrás do outro, foram ao todo seis ou sete".
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, elogiou a "inteligência" do Shin Bet, o serviço de segurança interna de Israel, e a "execução precisa" do ataque.
"A operação Margem Protetora continuará até que seu objetivo seja alcançado – a restauração da paz para cidadãos de Israel e a destruição significativa da infraestrutura terrorista", afirmou ele.
Quem eram os líderes mortos do Hamas
Raed al-Attar, o mais importante comandante do Hamas no sul de Gaza, foi responsável por entregar pessoalmente o soldado israelense Gilad Shalit para os egípcios durante o intercâmbio de prisioneiros ocorrido em 2011. O papel de Attar no Hamas ia desde contrabandear armas para a Faixa de Gaza a supervisionar o recrutamento de novos militantes e a compra de armas na região de Rafah, segundo Israel.
Mohammed Abu Shamala era um comandante de Rafah que teria sido responsável pelo planejamento da captura de Shalit; ele também era acusado por Israel de matar um soldado em 1994 e orquestrar um ataque em 2004 que matou seis soldados.
Mohammed Barhoum, um parente próximo do porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, era um comandante militar do alto escalão do grupo palestino.
Segundo a repórter da BBC Yolande Knell, os três comandantes do Hamas mortos nesta quinta-feira foram responsáveis por contrabando, construção de túneis e captura do soldado israelense Gilad Shalit em 2006.
"Os assassinatos de três líderes do Qassam (o braço militar do Hamas) é um crime grave", afirmou o porta-voz do grupo Sami Abu Zuhri à agência de notícias Reuters. "Mas isso não nos amedrontará e Israel pagará um preço alto."
As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter realizado 20 ataques em alvos em Gaza durante a noite desta quarta-feira em resposta ao lançamento de foguetes. Desde que as negociações para estender o cessar-fogo fracassaram, 213 foguetes foram lançados de Gaza em direção a Israel, de acordo com os militares israelenses.
Em outro desdobramento, o Hamas alertou companhias aéreas internacionais a interromper os voos de e para o aeroporto internacional de Ben Gurion em Tel Aviv a partir desta quinta-feira.
Sem acordo
O Hamas também confirmou que estava abandonando de vez os esforços para negociar um cessar-fogo duradouro com Israel.
O grupo palestino havia participado de negociações no Cairo pedindo o fim para os bloqueios israelense e egípcio a Gaza, além de autonomia para operar um porto e um aeroporto locais.
Israel, por sua vez, pediu garantias que o Hamas e outras facções em Gaza depusessem as armas.
O Conselho de Segurança da ONU demonstrou "grave preocupação" sobre o recomeço dos confrontos e a retomada "das negociações de ambas as partes para urgentemente alcançar um cessar-fogo duradouro e sustentável".
As autoridades de Gaza afirmam que um total de 54 palestinos foram mortos desde que a trégua temporária foi suspensa.

Hamas alertou companhias aéreas estrangeiras a interromper voos com destino a Tel Aviv
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