domingo, 24 de agosto de 2014

http://noticias.r7.com/internacional/israelenses-fazem-campanha-para-que-messi-condene-morte-de-menino-em-israel-24082014 - GIDEON LEVY?

24/8/2014 às 13h54 (Atualizado em 24/8/2014 às 14h05)

Israelenses fazem campanha para que Messi condene morte de menino em Israel

Garoto vestia camisa da seleção argentina com o nome do craque quando morreu
EFE
Messi e seus colegas de Barcelona visitaram Israel em abril e encontraram o primeiro-ministro israelense Benjamin NetanyahuAP
Centenas de israelenses começaram uma agressiva campanha nas redes sociais para envolver o craque argentino Lionel Messi no conflito em Gaza e obrigá-lo a condenar a morte de um menino israelense, que vestia a camisa da seleção argentina com o nome do astro do Barcelona quando foi atingido por um morteiro lançado do território palestino na última sexta-feira (22).
A campanha foi criticada por jornalistas israelenses de prestígio como Gideon Levy, que a tacharam de demagógica e partidária, já que a sociedade israelense não reagiu da mesma forma na morte de aproximadamente 600 crianças na Faixa de Gaza, muitas da quais também vestiam a camisa do jogador argentino.
Uma das mensagens postadas no Facebook, enviada com cópia tanto para o perfil de Messi como do Barcelona, diz: "Ei Leo Messi, dê uma olhada para este menino que estava usando a camisa nacional do melhor jogador do mundo", junto com uma foto de Daniel Tregaron com o uniforme argentino.
O menino, de quatro anos, morreu na última sexta-feira pelo impacto de um morteiro lançado da Faixa de Gaza contra um kibutz do sul de Israel e se tornou a primeira criança israelense a perder a vida no atual conflito.
Segundo fontes oficiais palestinas, pelo menos 567 crianças e menores palestinos morreram nos 48 dias de contínuos bombardeios israelenses sobre a Faixa de Gaza, os dois últimos, um bebê de dois anos e uma adolescente de 17, nesta mesma manhã.
A campanha também faz ataques contra o Barcelona, pois a equipe é patrocinada pela Catar Airways, empresa aérea do país onde vive exilado o líder político do Hamas, Khaled Mishaal. Em outra mensagem, divulgada no Twitter e também com cópia para o perfil de Messi, está escrito: "Daniel foi morto por uma organização terrorista que patrocina sua equipe".
Há duas semanas, Messi postou em seu perfil do Facebook que sente uma "enorme tristeza" pela morte de crianças no atual conflito, junto com uma foto de uma criança palestina ferida.
O jogador afirmou que, como pai e embaixador da boa vontade da Unicef, está "terrivelmente triste pelas imagens que vemos do conflito" entre Israel e Palestina, onde a violência já matou e feriu um número incontável de jovens e crianças.
Nos 48 dias de bombardeios israelenses sobre a Faixa de Gaza, 2.108 palestinos já morreram e mais de 10,5 mil ficaram feridos. Também já morreram no conflito 64 soldados e dois civis israelenses — entre eles o menor com a camisa de Messi — um beduíno e um trabalhador asiático, estes últimos atingidos por projéteis lançados da Faixa de Gaza. Em artigo publicado hoje, o jornalista israelense, Gideon Levy, criticou a sociedade israelense por não ter se sensibilizado com a morte de crianças palestinas.
"Vamos admitir a verdade: as crianças palestinas em Israel são consideradas insetos. É uma declaração horrível, mas não há outra maneira de descrever Israel em 2014. Durante seis semanas, centenas de crianças foram destruídas", afirmou.
"Alguém tem que levantar a voz e gritar: chega! Nenhuma desculpa ou explicação pode ajudar, não existe isso que uma criança pode ser morta e outra não.
São crianças mortas por nada, centenas de crianças que morreram e ninguém se sensibilizou em Israel. Mas bastou apenas um menino, um único menino, para que sua morte causasse dor e comoção", disse. 
Gideon Levy - Haaretz




Tel Aviv - Eles podem se tornar o duo de vencedores, aqueles que chegarão a um acordo com os palestinos: um furioso Barack Obama presidente dos Estados Unidos em oposição ao jogador primeiro ministro Benjamin Netanyahu (que perdeu o jogo). Se um Obama reeleito obedecer ao seu coração e lógica, ao seu código moral e aos seus valores, e aos interesses Americanos e do resto do mundo, então podemos esperar por um velho-novo presidente na Casa Branca. Um presidente que traduzirá sua raiva contra Netanyahu em pressão para que Israel finalmente acabe com a ocupação.

É precisamente esse par, que não tem andado junto e nem consultado um ao outro que pode levar ao grande momento. Todos os que conhecem Obama pessoalmente testemunham que o problema palestino está no seu coração. Ao longo dos últimos anos, tenho escutado testemunhos disso mais de uma vez – algumas vezes de israelenses, algumas de palestinos e algumas, de estadunidenses, mas sempre de fontes confiáveis.

Mas o primeiro Obama decidiu deixar esses sentimentos profundos e o seu senso natural de justiça de lado e se tornou adicto de considerações de sobrevivência política. Ele tentou, logo no começo de sua primeira gestão, lidar com a ocupação israelense. Seus primeiros telefonemas do gabinete foram para Netanyahu e para a Autoridade Nacional Palestina e ele designou um enviado especial imediatamente.

Mas esse movimento foi meramente uma corrida. Assim que entendeu o tamanho das forças que estavam trabalhando para perpetuar a ocupação israelense, o homem mais forte do mundo decidiu lavar as mãos e deixar o tema de lado.

Obama se parecia com alguém que tinha desaparecido e perdido o interesse. Ele traiu a sua posição como líder da América e do mundo. Netanyahu o humilhou e insultou, ignorou solenemente os seus pedidos e tomou o seu próprio caminho, e Obama engoliu todos os insultos de uma maneira que obscureceu quem era o presidente da maior potência mundial e quem era o primeiro ministro de um protetorado.

Mas do segundo Obama se espera maior autoconfiança e que ele esteja menos preocupado com considerações de sobrevivência. É aqui que a grande oportunidade reside: uma nova e promissora realidade poderia surgir se ele enfrentasse um primeiro ministro de direita que já mostrou não ligar a mínima para as suas exigências, que interveio contra ele nas eleições e continuamente o insulta.

É difícil acreditar que a vontade de Obama capitule nesse segundo mandato também. É difícil acreditar que ele perdoará o comportamento de um Israel que fala de dois estados para dois povos, mas se recusa até a congelar as construções nos assentamentos em territórios ocupados. Essa máscara deve ser retirada da face de Israel, e ninguém pode fazê-lo melhor do que um furioso e moral presidente em seu segundo mandato.

Israel precisa de um presidente dos EUA furioso. Esta é a última chance para salvar a si mesmo do curso da ocupação. O país nunca fará isso por sua própria iniciativa – não há simplesmente a menor possibilidade. Sem a raiva dos EUA, não há razão para fazer isso, enquanto a vida em Israel for tão boa e os palestinos, tão fracos.

Se outra pessoa que não Netanyahu for eleito aqui – alguém que venha a dar início a negociações, blá, blá, blá, quem conversará com os palestinos é claro que os desapontará, como sempre aconteceu nas últimas décadas – então nada mudará. Obama provavelmente cairá mais uma vez no truque da imagem de um país supostamente moderado.

Mas Netanyahu como primeiro ministro e Avigdor Lieberman como seu número dois vão provavelmente insultar Obama. E um presidente como Obama, com um bem desenvolvido senso de justiça e um sofisticado senso de história, provavelmente não perderá a chance de fazer alguma coisa, de novo.

Sim, Obama pode. Israel nunca foi tão dependente de seu país. A questão é se ele quer fazer isso, e se será suficientemente corajoso e determinado.
Isso terá de acontecer rapidamente. Não é nem necessário esperar pela posse. Obama deve mudar as regras do jogo de acordo no qual Israel pode ser agressivo como quiser e meter o nariz no mundo inteiro. A Europa não pode fazer isso, nem as Nações Unidas, e certamente não os Palestinos. Só Obama pode.

Portanto, quando o presidente subiu ao palco na noite da vitória, a esperança se acendeu mais uma vez. Depois das decepções dos últimos quatro anos, que foram tão amargas, dada as grandes expectativas que as precederam, essa esperança não é a mesma que acompanhou a primeira vitória. Mas é ainda assim esperança. E não há outra coisa.

Tradução: Katarina Peixoto



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9 ComentáriosInsira o seu Comentário !

wendel - 17/11/2012
Lá vem a musiquinha desgastada" anti-semita!!!! kakakakakakak!!!!!!!! Tome tento, rapaz, e debata no campo das idéias!


Ezequiel Mizrahi - 16/11/2012
Com certeza não sou 'idiota", mas o wendel demonstra ser intolerante, enganador, desmerecer a existência de Israel é prática dos antisemitas!


wendel - 12/11/2012
Levi, caia na real!!! Chamar o Estado de Israel de protetorado dos Estados Unidos, nas páginas do Haaretz, é muito arriscado! Senão vejamos: Obama foi eleito e reeleito, com algum propósito que ainda não atino bem! Todos sabemos que, para ser eleito presidente dos EE.UU, tem que se comprometer com a defesa de Israel senão....., os milhões de dólares para a campanha, não aparecem! O AIPAC, é quem dita a politica externa deles, e as Corporações, Empreiteiras de Reconstruções, as Firmas de Mercenários, etc, quando querem faturar algum, pressionam pela guerra e saque! Aos ingênuos, resta somente a substituição do real pelo ideal, tal qual o Levy propõe, mas.... Assim meu caro Levy, vamos aterrizar, e pensar que o Obama, ou seja lá quem for "o presidente mais poderoso do mundo", conforme vc diz, nada vai fazer, porque estão de pés e mãos atadas por conta dos compromissos assumidos antes de serem eleitos! A alternância dos partidos no poder naquele país, visa tão somente, "mudar para que tudo permaneça como antes"! Em tempo: a matemática sobre os comentários aqui postados, muito se assemelha, ao idiota que não tendo argumentos, apela para as palavrinhas mágicas! Esta musiquinha, já está muito manjada! A menos que esteja recebendo algum para posar de advogado de defesa!!!


Ezequiel Mizrahi - 12/11/2012
5 comentários, 4 contra Israel, 1 a favor! Israel não é um protetorado, o povo de Israel tem direito histórico sobre as terras de Israel. O povo de Israel tem direito, como qualquer povo, a viver em paz na sua terra. Fato que os árabes desde antes de 1948, quando da independencia de Israel, não permitem. Querem a destruição total do estado judeu. Isto ninguem comenta, é natural! Nas últimas 72 horas, mais de 100 foguetes vindo de gaza cairam sobre solo israelense, a humanidade nada diz! a verdade é uma só: enquando os árabes foram dominados por seus pares, nunca haverá paz com Israel. Israel é o motivo para eles se perpetuarem no poder, é o "inimigo" externo que quer dominar o mundo árabe. Comentários antissemitas, disfarçados de antiisraelense. Só haverá paz no mundo árabe, quando os árabes se entenderem, quando investirem os petrodólares na educação de seu povo, e não colocar a culpa pela desgraça de seu povo em Israel. E como vai a matança na síria? Israel também é culpado?


Marcelo Freitas - 11/11/2012
O problema é que existe um forte lobby pró Israel dentro dos Estados Unidos que intimida o próprio Partido Democrata. Chego a insinuar que é este lobby é quem comanda de fato os Estados Unidos. Qualquer presidente americano sabe que, sem este apoio, dificilmente conseguirá governar o país. Obama somente foi tolerado por que não fez oposição sistemática à política fascista de Israel. Eles podem tudo, inclusive insultar a ONU!


alice - 11/11/2012
Israel jamais precisará de um Obama,precisa é de vozes como a sua em sua luta pelos direitos humanos,caro Gideon!


zenia chaves - 11/11/2012
Concordo totalmente. Mais do que uma resposta aos insultos de Netanyahu a Obama, inclusive em pleno Congresso Americano (o que me levou a pensar em um possivel racismo), a questão palestina e um freio à extrema-direita isrealense estão em jogo. Nós sabemos que Israel só canta de galo na região com armas, dinheiro e apoio americanos, né?


Ana Cruzzeli - 10/11/2012
Realmente, o primeiro ministro fez do Obama gato e sapato. Pisou no rapaz sem dó nem piedade, espera-se que ele dê o troco, afinal deve ter sangue naquelas veias, contudo há uma Hillary no meio do caminha desejosa de ser a primeira mulher presidente da terra da democracia e foi ela que durante esse anos mandou na politica externa. Se ela festejou o empalamento do Kadafi, não sei se mudará assim tão de repente. A mulher gosta de sangue e não fingi ser comedida na gula


Darcy Brasil rodrigues da Silva - 10/11/2012
Lendo ao artigo, me perguntava: que Obama é esse que nos descreve Gideon Levy? Trata-se, sem dúvida , de um Obama idealizado por alguém desesperado por mudanças lá onde elas menos se verificaram nos últimos 30 anos. Alguém que sabe perfeitamente que a força de Israel, que a arrogância desenfreada de Israel, se reduziria a uma bravata se perdesse o apoio e a cumplicidade dos EUA. Porém, Gideon,no fundo, sabe que Israel é muito mais que um simples protetorado dos EUA: Israel é a maior base militar de todas com as quais os EUA pode contar para operar os seus projetos de dominação bélica do mundo e,particularmente, do Oriente Médio. As disputas e diferenças entre Israel e a Palestina jamais explicariam,por si mesmas, as permanentes tensões existentes no Oriente Médio. O que ocorre é precisamente o contrário. Se secassem os postos de petróleo na Arábia Saudita , no Irã e no Iraque, nesse dia , fosse quem fosse o "o homem mais poderosos do mundo", Israel se veria desamparada ou, na melhor das hipóteses, a ceder a caneta destinada a assinar os novos acordos favoráveis às pretensões dos povos do Oriente Médio, em geral, e dos palestinos, em particular, ao negociador dos EUA face aos palestinos e demais países da região. O problema é que os poços ainda estão cheios e não existe o tal "homem mais poderoso do mundo". Em relação à política externa dos EUA, pouco Obama poderia mudar. A indicação de Hilary Clinton para ser Secretária de Estado do governo Obama não foi um acordo firmado dentro do Partido Democrata entre um ganhador e uma perdedora de suas prévias, visando compartilhar o poder e consolidar a unidade dos "democratas" em torno de Obama. Foi, em verdade, a indicação de um nome de confiança do complexo militar industrial que ,de fato, governa os EUA. Para Obama mexer em alguma peça na política externa dos EUA , teria que contar com amplo respaldo interno para tanto. Mesmo que Obama tivesse todas as qualidades que Gideon nele busca enxergar, nenhuma medida transformadora das atuais condições existentes no Oriente Médio conseguiria adotar agindo voluntaristicamente, como se acreditasse realmente ser "o homem mais poderoso do mundo". Obama sabe muito bem que, em matéria de política externa, o seu partido é indistinguível dos "republicanos", nada podendo fazer caso não obtenha apoio tanto dos deputados quanto dos senadores. Assim, concluo com as próprias palavras finais de Gideon, onde se confessa o seu desejo de mudança como um ato de esperança,posto que "depois das decepções dos últimos quatro anos, que foram tão amargas, dada as grandes expectativas que as precederam, essa esperança não é a mesma que acompanhou a primeira vitória. Mas é ainda assim esperança. E não há outra coisa".


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