terça-feira, 12 de agosto de 2014

NETANYAHU FAZ MAL PARA ISRAEL? NEGATIVO, SENHOR RABINO HENRY SOBEL. ELE NÃO ESTÁ À ALTURA DO PESO HISTÓRICO DE SUA FUNÇÃO. TÊM TOMADO DECISÕES INADEQUADOS PRA TER COMPREENSÃO MEDIÁTICA E POLÍTICA A PONTO DE SACRIFICAR POVO E EXÉRCITO NAS MÃOS DE MARGINAIS GLOBAIS, BANCA OS ÉTICOS HUMANISTAS DISPOSTOS A VER E CELEBRAR A INSANA DESTRUIÇÃO DE ISRAEL. TALVEZ NISSO ELE FAÇA MAL E MUITÍSSIMO. A POSIÇÃO DE UM GRAJEW JÁ É PARTE DE UM PERFIL PSICOLÓGICO ANTIGO DO JUDAÍSMO INTERNACIONAL AFETADO PELO TERROR MILENAR ESTRUTURADO CONTRA A IDENTIDADE TERRITORIAL E SOCIAL DO SER HUMANO JUDEU. POR INCRÍVEL QUE PAREÇA AINDA É ANTISSEMITISMO PURO E LETAL. PRATO CHEIO PARA UMA ARMA INÍQUA COMO O 247.- AGORA QUANTO A SOBEL: ÉS VALIOSO BRASILEIRO, JUDEU E CIDADÃO MUNDIAL, APENAS NÃO TERMINE SEUS DIAS NESTE MUNDO SONHANDO QUE O DISTANCIAMENTO DA HALACHÁ OU O FALSO HUMANISMO SUBSTITUIU A LEGÍTIMA EMANAÇÃO DO CREADOR NA TERRA - A QUESTÃO NÃO É CRIANÇAS OU ONÇAS DE NENHUMA PROCEDÊNCIA, APENAS A SOBREVIVÊNCIA INCONDICIONAL DO POVO JUDEU-ISRAELITA-ISRAELENSE RELIGIOSO OU NÃO COMO NAÇÃO NO ISRAEL PÁTRIO BIBLICO OU COMO COMUNIDADE EM QUALQUER LUGAR DO PLANETA TERRA - ISSO SIM É HUMANISMO OBJETIVO E REAL




SOBEL: "NETANYAHU FAZ MAL PARA ISRAEL"

Rabino Henry Sobel critica a posição do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu no conflito em Gaza e diz não concordar em assistir passivamente a morte dos civis: "É preciso negociar, negociar. Uma criança não é palestina ou israelense. Uma criança é uma criança"; coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew também cobra responsabilidade de Israel no massacre



11 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 05:25

247 – O rabino Henry Sobel, em documentário exibido pela TV Cultura, criticou a posição de Israel no conflito em Gaza e a falta de diálogo: "O Oriente Médio precisa é acabar com o fundamentalismo, o pensamento religioso radical que está predominando na região. É preciso negociar, negociar. Uma criança não é palestina ou israelense. Uma criança é uma criança".

Ele afirma que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu faz mal para Israel. “Mas felizmente o Estado é maior do que sua pessoa, não podemos confundir o Estado com o governo."

Afirma não concordar em assistir passivamente a morte dos civis em Gaza. Os ataques vitimaram quase 1.900 pessoas em Gaza. Por outro lado, afirma que o exército israelense tem o direito de se defender dos foguetes do Hamas. “Pode até se questionar a dimensão desta defesa, mas o direito a ela não pode ser questionado", diz.

Ele também critica a presidente Dilma Rousseff por não ter expressado também sua posição sobre os ataques terroristas do Hamas." "O Hamas tem falhado, o governo de Israel tem falhado e o Itamaraty falhou", concluiu (leia aqui na coluna de Mônica Bergamo).

Coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo e presidente emérito do Instituto Ethos e idealizador do Fórum Social Mundial, Oded Grajew também cobra responsabilidade de Israel no massacre. Leia aqui:

A responsabilidade de Israel

Nasci em Tel Aviv em 1944, de mãe e pai judeus, cuja família foi praticamente exterminada pelos nazistas. Vivo há anos no Brasil, país que deveria ser valorizado pelo exemplo de convivência harmoniosa, não só entre árabes e judeus, mas entre comunidades de diversas origens religiosas e nacionais.

Nos primeiros anos do Estado de Israel (criado em 1948), os kibutzim –cooperativas onde ninguém acumula bens pessoais e todos compartilham da mesma forma os deveres e os benefícios da comunidade e tudo é decidido coletivamente– foram a base da atividade econômica nos territórios do novo país.

Lembro-me que a vida era difícil, mas havia um enorme espírito de solidariedade entre as pessoas e as famílias. Meus pais dividiam um pequeno apartamento (onde nasci) com um casal de amigos e sempre me falaram que foram os anos mais felizes de suas vidas. Foi uma infância muito feliz para mim também.

Hoje Israel tem uma economia capitalista que gerou muita riqueza (o país tem uma das maiores renda per capita do mundo), mas, ao mesmo tempo, muita desigualdade. A competição passou a ser a cultura dominante e os poucos kibutzim que sobraram são compostos basicamente por pessoas que escolheram um modo de vida mais solidário e menos materialista.

Um dos meus maiores sonhos é presenciar a paz entre Israel, os palestinos e os países árabes. Infelizmente o novo conflito, de trágicas consequências humanas, torna esse sonho ainda distante. De novo, cada lado joga a culpa no outro. Todos são responsáveis, mas considero que a responsabilidade de Israel é maior, não por querer questionar as inúmeras justificativas que usa para defender suas ações, mas pelo fato de ser o mais forte.

Israel é de longe o país mais forte militarmente e economicamente da região e tem como aliado incondicional os Estados Unidos, a maior potência mundial. O mais forte, em qualquer circunstância, deveria ter maior responsabilidade.

A contrapartida do poder é a responsabilidade. É assim com os adultos que deveriam ter muita responsabilidade com as crianças (suas e dos outros), os ricos em relação às pessoas mais pobres e carentes, a sociedade em relação aos idosos, os países prósperos e fortes em relação aos mais vulneráveis, os políticos com seu povo. É dessa forma que se pratica a solidariedade, a justiça e os mandamentos do judaísmo, cristianismo e islamismo.

O mais forte deveria ser exemplar, servir de referência e ser o mais solidário, ousado e generoso. O mais forte, em nenhuma circunstância, deveria usar a sua força para agredir e destruir o mais fraco, mesmo quando agredido. Não quero entrar na discussão interminável e inútil de quem tem mais razão. A que tem servido a lógica do olho por olho, reagir à violência com mais violência? Apenas para alimentar o ódio, gerar matanças e inviabilizar a paz.

Israel, o país mais poderoso da região, poderia recuperar os ideais e o espírito de solidariedade e generosidade de seus primeiros anos. Assim teria a grandeza de quebrar o inútil ciclo da violência e não usar toda a sua força e seu poder para matar e destruir, mas para se empenhar tenazmente, para perseguir até obter a paz na região.