terça-feira, 26 de agosto de 2014

Por יהוה Iehouah Que Vive! Como um Mestre das Relações Internacionais pode ser tão dúbio em sua expressão? Israel é um estado para judeus, árabes e outros. Antes da bem vinda derrota turco-otomana havia judeus, árabes e outros vivendo em péssimas condições sobre comando dos mesmos que praticaram descarada e impiedosamente o genocídio armênio além de outros. Respeite o Tsahal "Doutor". Respeitem a soberania israelense cidadãos do mundo, pois a obrigação bondosa de Israel é defesa local e global. Em palavras comuns às condições em que alguém pode se tornar Doutor de Algo: " Nada é tão frágil e instável quanto a fama do poder quando não apoiada na própria força. " - Maquiavel, em O Príncipe.




http://www.opovo.com.br/app/opovo/mundo/2014/08/23/noticiasjornalmundo,3302867/a-quase-impossivel-solucao-do-conflito-entre-israel-e-palestina.shtml

ANÁLISE INTERNACIONAL 24/08/2014

A quase impossível solução do conflito entre Israel e Palestina

Atualmente, o conflito étnico é um dos maiores conflitos sociais reconhecidas internacionalmente e para tratar adequadamente esse problema e contribuir para a sua solução, é preciso haver uma compreensão clara dos conceitos e teorias que lidam com os conflitos étnicos e as questões associadas com ele.

No entanto, existem equívocos e controvérsias entre os estudiosos no campo no tratamento desta questão complexa e politicamente sensível. Os principais debates giram, sobretudo, em torno de conceitos como etnia, raça e conflitos étnicos e questões teóricas, incluindo causas e resoluções de disputas,em especial conflitos violentos.

Assim, qualquer análise que se possa fazer sobre as relações internacionais no contexto moderno, necessariamente deve observar a nova ordem geopolítica mundial. Atualmente, o fenômeno da bipolaridade (sinônimo da dicotomia bem versus mal) foi vencido pela ideia de um cenário multipolar. Assim, diversos atores surgem de forma espontânea ou fabricada e mostram sua força.

De forma especial, gostaria de abordar neste espaços conflitos entre palestinos e judeus que remonta de um processo histórico muito longo: começou com a proposta sionista de regressar a Palestina, que se materializou em 1917 e depois prosseguiu quando, após a Primeira Guerra Mundial a Palestina se converteu num mandato britânico. Na sequência, a disputa ficou mais exposta em 1947, quando se criou o Estado de Israel.

A partir daí começou a primeira das quatro guerras árabes-israelenses. Tudo isto gerou uma reação que implicou, durante
a Guerra Fria, o alinhamento das potências ocidentais e, desde então, a tensão é permanente entre os Estados árabes, as organizações palestinas - algumas delas clandestinas - e Israel.

Por outro lado, a fórmula encontrada pela Organização das Nações Unidas de ter dois Estados – um palestino, o outro israelense– imbricados um dentro do outro e sem fronteiras, não é e nunca será uma fórmula viável. As consequências
podem ser vistas hoje, e é provável que sejam permanentes.

E os conflitos localizados entre Israel e Palestina, agora se estendem por outras áreas da região e surge um perigo maior do que se vive hoje.

Diante destes fatos, a Organização das Nações Unidas permanece inerte e também passa a ser alvos involuntário da guerra entre Israel e o Hamas, notadamente depois que várias de suas escolas foram atingidas por mísseis e esconderijos de armas foram encontradas em três centros, violando a neutralidade da organização.

O Secretário Geral da ONU, Back Moon em pronunciamento recente, afirmou que os ataques são “um ultraje moral e um ato criminoso” e exigiu para um inquérito internacional sobre “graves violações do direito internacional”.

Note-se também que, apesar da indignação do líder onusiano, suas palavras produzem pouco ou nenhum eco e embora internamente a Organização tenha expressado sua preocupação com o que pode acontecer no entorno da faixa de Gaza, notadamente com a população civil, a Comunidade Internacional se abstém a reagir.

Além disso, o Conselho de Segurança da ONU que em tese tem “a responsabilidade primária pela manutenção da paz e segurança internacional”, não foi capaz de enfrentar e resolver o conflito Israel-Palestina. O Conselho não tomou nenhuma ação significativa desde 1967, quando se aprovou a Resolução 242 de chamada em Israel a abandonar os territórios adquiridos durante a guerra com a Síria e o Egito.

Cabe destacar que os Estados Unidos têm usado a sua influência para manter o assunto fora da agenda do Conselho e tem usado repetidamente seu poder de veto em favor de Israel.

A relação Israel-Palestina está se deteriorando cada vez mais e o processo de paz se torna densamente estático; e, apesar do anúncio de “conversas de proximidade”, os resultados são mínimos. O nível elevado de militarização dos territórios palestinos ocupados (OPT),se traduz na criação de medo e insegurança aliada á impunidade que continua a castigar coletivamente civis inocentes.

Israel da mesma forma sofre com os resultados de um Estado militarizado que obriga seus jovens a policiar suas fronteiras contra ataques de atores não estatais. Estes ataques deterioram a possibilidade de um acordo de paz e coletivamente punem os civis palestinos que não participam em tais atos de violência. 

Certamente, aqui podemos retomar o pensamento do filósofo Immanuel Kant: “a paz perpetua não é um conceito vazio,
mas uma ideia prática, através de soluções que se buscam pouco a pouco”.

João Bosco Monte
Presidente Instituto Brasil Africa;
Pós doutorado em Relações Internacionais