sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Shlomo Sand não demonstra nada em suas colocações senão um apelo ao excesso de uso da ignorância comum aos incapazes de observar, compreender e agir de forma construtiva. Até uma cidadã pra usá-lo como referência apedreja a si mesma chorando que Israel seja uma mistura de povos. Cabeças insanas! Portugal e Brasil são o quê? - Assim vive o antissemitismo, antijudaismo, antissionismo e antibiblismo: se alimentando de intensa ignorância.


http://observador.pt/opiniao/israel-e-esquerda-anti-ocidental/
Israel e a esquerda anti-Ocidental

João Marques de Almeida
HÁ UMA HORA
A esquerda totalitária, representada em Portugal pelo PCP e pelo Bloco, organiza manifestações contra Israel porque é profundamente anti-Ocidental; e Israel é um alvo fácil para atacar o Ocidente

Tópicos
ANTI-SEMITISMOESQUERDAHAMASISRAELMANIFESTAÇÕES
Muitos interrogam-se, com alguma surpresa, por que razão há tantas manifestações contra Israel cada vez que o seu governo usa a força militar para se defender de ataques dos seus vizinhos. E a surpresa aumenta quando se fazem comparações. Alguém viu manifestantes na Embaixada da Síria quando o seu governo matou (e mata) milhares de cidadãos sírios? Não. E alguém notou alguma manifestação na Embaixada da Rússia, desde que Moscovo anexou unilateralmente a Crimeia, numa violação clara do direito internacional, e provocou uma Guerra que já causou milhares de mortos e centenas de milhares de refugiados? Também não. Estas comparações mostram que a principal razão das manifestações contra Israel não é a morte de civis. Na Síria e na Ucrânia também morrem inocentes, velhos e crianças. Não é apenas em Gaza. Se se manifestassem a favor das vítimas sírias e russas, poderíamos levar a sério as suas intenções humanitárias em relação à Palestina. Mas ninguém acredita nas preocupações humanitárias de manifestantes com dois pesos e duas medidas.

Alguns sugerem assim que a causa desta prontidão para atacar Israel seria a ignorância sobre o que se passa na região, sobre a verdadeira natureza do Hamas e sobre a história do conflito desde 1947. Obviamente que não é essa a causa. Há muita ignorância, mas os líderes políticos dos manifestantes conhecem a história e sabem muito bem como é o Hamas. Aliás, muitos deles – líderes de pequenos partidos políticos da esquerda totalitária – entendem perfeitamente a natureza do Hamas. E mesmo que não conheçam devidamente a história do conflito entre Israel e os seus vizinhos árabes, também não estão interessados. Regressar ao passado ou tentar educá-los não passa de uma perda de tempo.

O anti-semitismo é outra das sugestões habituais para explicar as posições anti-Israel. Estou certo que será um factor relevante, mas estou igualmente convencido de que não é a principal causa. Há uma disposição para se juntarem, pontualmente, a movimentos anti-semitas e para beneficiarem eleitoralmente das posições anti-Israel, procurando captar votos entre sectores islâmicos – evidente sobretudo em França e no Reino Unido. Mas o anti-semitismo não faz parte da cultura histórica da esquerda totalitária. Eles sabem muito bem de onde vieram Marx, Trotsky, Rosa do Luxemburgo e outros dos seus heróis.

A principal razão, julgo eu, será ainda mais profunda que o anti-semitismo. A esquerda totalitária, representada em Portugal pelo Partido Comunista e pelo Bloco de Esquerda, organiza manifestações contra Israel porque é profundamente anti-Ocidental; e Israel é um alvo fácil para atacar o Ocidente. A estratégia da esquerda totalitária visa diabolizar os valores e as instituições da ordem política e económica ocidental. Ataca o capitalismo, os mercados, o sistema financeiro, o poder norte americano, as ideias liberais, e no meio disto Israel. Quando alguns apontam aos manifestantes anti-Israel que o país respeita direitos humanos fundamentais como a igualdade entre géneros, a liberdade de imprensa, os direitos das minorias sexuais, falham o alvo. Os anti-israelitas sabem isso muito bem, e é também por isso que atacam Israel. Precisam de convencer que um país onde se respeita os valores ocidentais leva a cabo operações militares para matar “civis indefesos.” E conhecem muito bem a táctica do Hamas, que consiste em colocar os seus combatentes e as suas armas em hospitais e escolas para forçar Israel a matar civis. A população de Gaza está refém de uma estratégia terrorista e suicida dos seus líderes. Essa é a verdadeira tragédia do povo palestiniano. A esquerda totalitária europeia sabe isso muito bem e comporta-se como cúmplice do Hamas.

As razões que explicam os ataques a Israel são as mesmas que levam os dirigentes da esquerda totalitária a atacar os Estados Unidos, a União Europeia, o Euro, a NATO, a economia de mercado e a democracia pluralista, quando rejeitam a legitimidade eleitoral substituindo-a pelos protestos de rua. Eles odeiam os valores ocidentais e, tal como as seus antecessores da primeira metade do século XX, que se aliaram ao fascismo e ao nazismo quando lhes interessou, aliam-se agora ao radicalismo Islâmico. Para eles, tudo é preferível ao Ocidente. O que é extraordinário é a complacência existente nas nossas sociedades em relação a forças políticas que continuam, no essencial, a ser totalitárias e revolucionárias.

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3 COMENTÁRIOS


Helder Vaz Pereira
15 Ago 2014
Onde essa gente estaria bem, seria na Coreia do Norte, pois lá teriam tudo o que desejam.

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Marta Seca
15 Ago 2014
O mundo não é assim tão simples.
Não reduza o problema de Israel a uma questão de “direitas” e “esquerdas”.
Shlomo Sand, judeu e professor catedrático na Universidade de Tel-Aviv, demonstrou num livro que foi best-seller em Israel durante vários meses (“A Invenção do Povo Judeu”) que os actuais judeus não são um “povo” – são os descendentes de diferentes povos que, em distintas partes do Mediterrâneo, do Mar Negro, do Norte de África e do Médio Oriente, se converteram ao judaísmo nos primeiros séculos da nossa era (facto facilmente comprovável por testes genéticos).
O mito do “povo judeu” e do “regresso à terra prometida” foi construído pelo chamado “sionismo” – um movimento de intelectuais judeus da europa central durante o século XIX.
Em contrapartida, os “judeus” históricos – aqueles de quem fala a bíblia, que combateram os romanos (e entre os quais nasceu Cristo…) – foram os que sempre habitaram aquelas terras e que mais tarde se converteram ao islamismo, ou seja, os antepassados dos actuais palestinianos.
Mas leia o livro (ou os de muitos outros historiadores judeus actuais).
Não há tradução portuguesa.
Versão espanhola:
“Lá Invención del Pueblo Judio”
Shlomo Sand
Editora Akal

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Filipe Pereira
15 Ago 2014
Marta, só questiono o seguinte: é assim tão importante a raça, o credo ou a cor na definição de um povo? É que pensava que o mais importante era o sentimento se pertença. O que interessa a origem dos actuais judeus se actualmente se identificam todos com aquela cultura? Seria o mesmo que dizer que os verdadeiros americanos são brancos ou outra barbaridade qualquer semelhante.