quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Verdadeiro ou Falso? Depois do Genocídio de 80 Almas e outras ações inaceitáveis, o que esperam Norte Americanos? Escalada Global bem armada contra os pacíficos da humanidade? Já sabem onde isso vai dar e o que deve ser feito.



http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2014-08-19/radicais-islamicos-dizem-ter-decapitado-jornalista-americano-e-fazem-ameacas.html
SITES IGEMAIL
Último Segundo

Radicais islâmicos dizem ter decapitado jornalista americano e fazem ameaças
Conselho Nacional de Segurança não confirmou a autenticidade do material, mas já expressou suas condolências
iG São Paulo | 19/08/2014 20:38:18 - Atualizada às 19/08/2014 20:45:18



Desaparecido desde novembro de 2012, o jornalista James Foley teria sido decapitado por militantes do Estado Islâmico, anunciou o grupo radical nesta terça-feira (19). Os rebeldes, cujo objetivo é criar um califado islâmico em partes dos territórios sírio e iraquiano, divulgaram imagens do momento do suposto assassinato nas redes sociais.


Foto: Reprodução/Youtube
Radical do EI pouco antes de matar suposto jornalista James Foley, capturado na Síria em 2012
Batizado de "Uma Mensagem à América", o vídeo mostra Foley de joelhos em uma área desértica, vestido com roupas laranjas ao lado de um sujeito inteiramente de preto, da cabeça aos pés, como têm se apresentado os integrantes do EI. Antes de morrer, o suposto jornalista lê uma carta na qual diz que seu "verdadeiro assassino" é a América.

Leia mais:
Estado Islâmico faz ameaça aos EUA: 'Afogaremos todos vocês em sangue'
Gritos de mulheres e crianças enterradas vivas atormentam refugiados no Iraque

"Gostaria de ter tido mais tempo. Gostaria que pudesse ter esperança para ver minha família de novo", resume ele antes de ser decapitado.

O Conselho Nacional de Segurança ainda não confirmou a autenticidade do material, mas afirmou que, caso as imagens sejam de fato do jornalista norte-americano, "expressa suas condolências mais profundas à família e a seus amigos".

Jornalista do GlobalPost, Foley desapareceu no noroeste da Síria, próximo à fronteira com a Turquia, no dia 22 de novembro de 2012 - feriado de Ação de Graças nos EUA -, quando foi forçado a entrar em um veículo por um homem armado. Foi a última vez em que se ouviu falar nele. O periódico ainda não confirmou a identidade do decapitado.

Leia também:
ONU envia ajuda humanitária a meio milhão de fugitivos da guerra no Iraque
Mulheres yazidis estariam sendo obrigadas a casar com extremistas no Iraque

No mesmo vídeo, os radicais do Estado Islâmico ainda mostram outro jornalista, Steven Sotloff, e o ameaçam, dizendo que sua vida está nas mãos do presidente norte-americano, Barack Obama. "Ela depende de sua próxima decisão", diz nas imagens um sujeito mascarado com sotaque britânico.

*Com agências de notícias



Hamas mata 18 palestinos acusados de colaborar com Israel
R7-23/08/2014
O Hamas matou nesta sexta-feira (22), 18 palestinos acusados de colaborar com Israel. As execuções aconteceram em público, na frente de ...


A Bola

Hamas admite envolvimento do grupo na morte de três jovens ...
Valor Economico (Assinatura)-21/08/2014
A morte dos jovens também foi vingada com o sequestro e assassinato ... O caso também aumentou a perseguição de Israelaos militantes do ...
Membro do Hamas admite que grupo sequestrou jovens israelenses
Boa Informação-21/08/2014

Israel reage a foguetes e ataca Gaza antes de fim de trégua
BBC Brasil-19/08/2014

Líder do Hamas admite morte dos 3 jovens judeus na Cisjordânia
Jornal da Mídia-22/08/2014

Disparo do Hamas mata criança israelense de 4 anos
DCI-22/08/2014


Expresso

Circuito Mato Grosso

DCI

Marataízes




DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2014


EUA: EXECUÇÃO DE FOLEY É UM 'ATAQUE TERRORISTA' AO PAÍS - Assim como vive יהוה Iehouah! A execução do jornalista foi um, inaceitável, ataque terrorista contra o país americano e as nações soberanas, civilizadas, do mundo. Deve ser base definitiva do aniquilamento do Estado Islâmico e toda estrutura que o apoie.

http://www.defesanet3.hospedagemdesites.ws/geopolitica/noticia/16532/EUA--execucao-de-Foley-e-um--ataque-terrorista--ao-pais/

EUA: EXECUÇÃO DE FOLEY É UM 'ATAQUE TERRORISTA' AO PAÍS

NENHUM COMENTÁRIO:  



Expresso




















Web
Imagens
Vídeos
SOBRE A MORTE DO NOBRE EDUARDO CAMPOS, DESCANSE EM SHALOM...
iehouah.blogspot.com/2014/08/cabulos... - Em cache
CABULOSO.XPJ.UOL.COM.BR - COMENTÁRIO PERTINENTE SOBRE A MORTE DO NOBRE EDUARDO CAMPOS, DESCANSE EM SHALOM - RECOMENDA-SE AÉCIO PARA PRESIDENTE ...
Cinco Tiros, E Se Matou Em Seguida No Centro De Campo ...
www.cabuloso.xpg.com.br/portal/galle... - Em cache
Saiba Mais Sobre Policial Civil Matou A Ex-mulher Com Cinco Tiros, E Se Matou Em Seguida No Centro De Campo Grande Ms . Veja se tiver coragem Fotos e ...
cabuloso.com - fatos da vida real
www.cabuloso.xpg.com.br/portal/ - Em cache
Conheça o Site Cabuloso 2014, Fotos Acidente de Trânsito SP, MG, RJ, BH Kabuloso Corpo de Bombeiros Resgate Fotos e Vídeos de Acidentes do Acidente da ...


יהוה IEHOUAH יהוה
Judaísmo Hebraísta Representa O Soberano Senhor יהוה Iehouah Elohim Através da Inteligência;Honra; Unidade; Harmonia, Em uma Visão Hebraísta; Sionista; Integralista; Mentalista.
terça-feira, 30 de setembro de 2014

IEHOUAH E SIONISTAS INTERNACIONAIS JUNTO DE POVOS EQUILIBRADOS DO MUNDO SE MOVAM PARA EXTERMINAR O ESTADO ISLÂMICO E EDUQUEM O MUNDO PARA LIBERTA-LO DE ANTISSEMITAS E ANTIAMERICANISTAS QUE SE ESQUECEM DE QUE SÃO FEITOS
http://shalom-israel-shalom.blogspot.com.br/2014/09/menina-adolescente-que-escapou-do-isis.html?m=1



 ▼
sexta-feira, Setembro 26, 2014
MENINA ADOLESCENTE QUE ESCAPOU DO ISIS TESTEMUNHA DE VIOLAÇÕES E CONVERSÕES FORÇADAS AO ISLAMISMO PELOS MILITANTES ISLÂMICOS


Uma menina denominada "Aria" (nome fictício) num campo de refugiados no Iraque e que conseguiu escapar dos militantes do ISIS descreveu algumas das atrocidades que estão sendo cometidas pelo grupo terrorista, incluindo a conversão forçada ao islamismo e a violação de jovens mulheres pelos líderes do ISIS.
"Em Mosul, eles tentaram forçar-nos a mudar de fé e de religião" - revelou a menina de 15 anos a quem foi dado o nome fictício de "Aria" à repórter da CNN no campo de refugiados Khanke no noroeste do Iraque. "Eles disseram-nos: 'Leiam o nosso Corão.' Algumas das moças contestaram: 'Nós nunca fomos à escola - não sabemos ler.' Eu não poderia compreender o Corão."
Aria foi raptada há mais de seis semanas atrás quando a sua família estava tentando fugir de carro da sua casa em Sinjar, sabendo que os militantes do ISIS se estavam aproximando. Daí a pouco, foram cercados por um comboio de veículos carregando as bandeiras negras do grupo terrorista, e a adolescente foi levada cativa.


"Eles obrigaram-nos a sair do carro" - testemunhou Aria, continuando: "As meninas e as mulheres foram separadas dos homens, incluindo o meu irmão de 19 anos. Mas eles só levaram as meninas, obrigando-nos a entrar numa mini-van."
As mulheres foram então levadas para Mosul, onde o ISIS tem criado uma forte presença, e levadas para uma casa onde ficaram fechadas com outras adolescentes que também tinham sido raptadas.
Aria testemunhou que as moças ficaram ali durante mais de 3 semanas, sob condições horríveis, e que um sheik veio ali buscar 20 meninas, incluindo a sua cunhada com 14 anos.
"Ele forçou-a. Fiquei muito assustada. Muitas das minhas amigas foram violadas. É duro falar acerca disso" - confessou a menina.
"A toda a hora estou vendo as caras deles" - prosseguiu Aria - "Tenho pesadelos. Não posso deixar de pensar em como é que eles forçaram aquelas meninas. Vi e passei por muito."


DECAPITAÇÕES DE CRIANÇAS
O grupo ISIS, que tem estado activo no Iraque e na Síria, tem sido acusado de decapitar crianças e de levar a cabo violações em massa na região.

"Eles estão sistematicamente a decapitar crianças, mães e pais. O mundo nunca viu um mal como este nesta geração. Há até um parque em Mosul onde eles têm decapitado crianças e enfiado as suas cabeças em paus" - afirmou numa entrevista anterior Mark Arabo, porta-voz nacional para os cristãos iraquianos.
E acrescentou: "Eles guardam-nas no parque. Isto são crimes contra a humanidade. O mundo inteiro deveria juntar-se. Isto é muito mais amplo do que uma comunidade ou um credo. Estes são crimes contra a humanidade e eles estão a fazer as coisas mais horrendas e mais chocantes que se possa imaginar" - explicou.
Outras vítimas que têm conseguido escapar ao grupo terrorista, incluindo um rapaz de 13 anos identificado como Mohammed, têm também confirmado que o ISIS está a doutrinar os rapazes com a sua ideologia em acampamentos infantis, onde os militantes levam a cabo decapitações, apedrejamentos e crucificações.

FUGA
Aria e uma amiga conseguiram fugir após terem telefonado a um tio dela que conhecia pessoas dispostas a ajudar. As meninas cobriram a cabeça com os véus e correram pela porta da casa onde estavam sendo sequestradas, e os amigos do tio da amiga de Aria conseguiram levá-la em segurança para uma casa em Fallujah.
Quando se juntou à família, Aria ficou a saber que o seu irmão tinha sido assassinado.
"Isso entristeceu-me muito. Eu só tinha aquele irmão. Ele só tinha casado há seis meses. Fiquei tão triste com a notícia. Eles mataram-no e a outros homens quando me sequestraram. Eles mataram-no com um tiro na cabeça. A minha mãe dormiu toda a noite ao lado do corpo do filho."
Aria confessou ainda ser perseguida pela culpa ao saber que os membros do ISIS haviam violado as outras meninas na casa quando souberam que Aria e a amiga tinham escapado.
"Eles violaram-nas por nós termos escapado. Foi esse o castigo. Eles aumentaram a segurança para mais ninguém conseguir fugir. Tenho de viver com isso" - lamentou Aria.

É este o terrorismo islâmico que os EUA, a França e uma coligação internacional (incluindo países árabes) estão a tentar combater.
É esse mesmo tipo de terrorismo que Israel tem vindo a combater, quando tenta defender as suas populações civis dos ataques terroristas do Hamas, da Jihad Islâmica e seus pares.
Mas isso o mundo não quer entender...

Shalom, Israel!

Shalom à(s) 9/26/2014
Partilhar
 
2 comentários:

Anónimo27 Setembro, 2014
Jamais vi tamanha barbaridade.De toda dor e sofrimento, o Senhor quando vier, lhes enxugará toda a lágrima e lhe darão uma vida eterna cheia de paz e do Amor do Pai.

Fabiana

Responder

antonio30 Setembro, 2014
A culpa é sempre dos governos norte-americanos! George Bush tirou do poder o ditador iraquiano, destruiu quase completamente seu exército e acabou dando força a esses grupos de radicais islâmicos, que perseguem cristãos e outras minorias. O mesmo está Obama a conseguir na Síria, ao tentar derrubar o ditador sírio... Obama deve admitir seu erro e, de alguma forma, deixar Assad recuperar ou aumentar a força de seu exército, para que ele possa derrotar esses fanáticos, principalmente esse grupo ISIS. Ou deverá Obama levar tropas para a região. Não conseguirá deter esses monstros apenas com aviões a jogar bombas aqui ou ali....

Responder

Carregar mais...


Página inicial
Ver a versão da Web
Acerca de mim

Shalom
Ver o meu perfil completo
Tecnologia do Blogger

Cesar Augusto Cabral Arevalo Iehouah às 10:26

Nenhum comentário:
Postar um comentário

Início
Visualizar versão para a web
Sou Serei IEHOUAH ELOHIM ADONAI


Cesar Augusto Cabral Arevalo Iehouah

Visualizar meu perfil completo

Tecnologia do Blogger


Livraria Cultura
MeinkampfemárabeA aliança entre os grupos muçulmanos envolvidos com Hajj al-Husseini e o governo nazista não era meramente tática. Ela era essencial, estratégica, pois envolvia um ponto nevrálgico de ambas as ideologias: o extermínio dos judeus.


O expediente mais comum utilizado para criticar ações israelenses contra seus inimigos, notadamente os grupos terroristas palestinos, é efetuar comparações entre judeus e nazistas de todas as maneiras possíveis: quando alguma ação militar é executada contra o Hamas, centenas de vozes se erguem para denunciar o “Holocausto palestino” perpetuado pelo “Estado sionista” (ou sionazista, em alguns casos), acusam o Estado de Israel de limpeza étnica, de supremacismo judaico, deapartheid, dentre outras coisas. Os tradicionais meios de comunicação de massa – canais televisivos, jornais de grande circulação – e os não tão tradicionais – como os blogueiros estatólatras de plantão – utilizam ad nauseamesse expediente, seja de modo explícito ou sub-reptício. Abundam cenas e relatos de destruição, dor, sofrimento e tristeza na Faixa de Gaza como se se tratasse, de fato, de uma limpeza étnica, enquanto se ignora solenissimamente os milhares foguetes palestinos que chovem sobre as cidades israelenses – provocando destruição, dor, sofrimento, tristeza e, acima de tudo, terror.
Vladimir Ilitch Ulianov, mais conhecido como Lênin, possuía uma máxima interessante: “acuse o seu inimigo daquilo que você é”. Os grupos terroristas palestinos – que dominam tanto a propaganda quanto as modernas técnicas terroristas – seguem esse conselho há décadas, e não é à toa: as origens da “resistência” palestina à “ocupação” judaica no Oriente Médio é algo que tem origem em uma convenientemente ignorada aliança entre o nacional-socialismo alemão e a causa palestina.

A raiz dos grupos terroristas palestinos – OLP, FPLP, Fatah, Hamas – e de sua ideologia pode ser atribuída a um homem: Hajj Amin al-Husseini. O pai de Hajj, Muhammad Tahir al-Husseini, foi Qadi (chefe do Supremo Conselho Islâmico) em Jerusalém e primeiro Grão Mufti da cidade. Nomeado ao posto pelas autoridades otomanas na década de 1860, Tahir al-Husseini incitou a perseguição contra imigrantes judeus, chegando a conseguir a aprovação de uma lei que proibia a aquisição de terras por parte de judeus em Jerusalém e áreas circunvizinhas. Em 1908, quando Muhammad Tahir al-Husseini morreu, o posto de Grão Mufti de Jerusalém foi ocupado por seu filho mais velho, Kamil al-Husseini.
A postura de Kamil foi bastante diferente daquela adotada por seu pai: buscou uma política mais apaziguadora do que Muhammad Tahir com relação aos judeus e, quando o Império Otomano ingressou na Primeira Guerra, demonstrou simpatia e abertura aos britânicos. Com a derrota dos turcos, em 1918, diversos territórios do Império Otomano foram divididos entre França, Inglaterra e Rússia, estabelecendo-se o Mandato Britânico da Palestina por volta de 1920. Nessa mesma época, Hajj al-Husseini organizou um levante armado contra os judeus que já habitavam a região da Palestina, o que levou a muitas mortes e à destruição de diversas propriedades de imigrantes judeus. O pretexto para esse levante foi o apoio dado pelas autoridades britânicas à Declaração de Balfour (1917), que pedia a criação de um Estado judeu na região da Palestina.

hajj
Hajj Amin al-Husseini (1895 - 1974)
No ano de 1921, com a morte de Kamil, Hajj assumiu o posto de Grão Mufti de Jerusalém e de líder do Supremo Conselho Islâmico. Adotando uma postura completamente diferente da do irmão, Hajj al-Husseini não apenas ressuscitou a agressiva política antissemita de seu pai, Muhammad Tahir, como foi além e recrudesceu-a: viajou por todos os países árabes da região com vistas a formar uma grande liga antijudaica. Seu objetivo não era garantir que houvesse Palestina para os palestinos, mas era a perseguição aos judeus que garantisse ou sua expulsão, ou seu extermínio.

O clima antijudaico alimentado diuturnamente por Hajj al-Husseini era um fator de grande instabilidade na região, o que provocava confrontos diários entre judeus e árabes palestinos. Em 23 de agosto de 1928, uma sexta-feira, três árabes foram mortos no bairro judeu de Mea Shearim, em Jerusalém; durante o sermão na Mesquita de Al-Aqsa, o Grão Mufti conclamou todos os fiéis islâmicos a atacar os judeus de Mea Shearim. Após as preces na mesquita, uma grande multidão afluiu para o bairro judeu e atacou seus habitantes, que não foram pegos de surpresa. O saldo foi de 249 mortos (116 árabes, 133 judeus) e aproximadamente 600 feridos, judeus em sua maioria. Um ano depois, dois outros atos bárbaros contra os judeus na Palestina tiveram lugar na região: o primeiro foi em 24 de agosto na cidade de Hebron, onde 67 judeus foram assassinados e centenas ficaram feridos – muitos deles mutilados; o segundo foi em Safed, onde 18 judeus foram mortos e 80 ficaram feridos. Esses pogroms foram convocados pelo próprio Grão Mufti de Jerusalém, que vinha sustentando que os sionistas estavam tentando tomar de assalto a Mesquita de Al-Aqsa. Não havia qualquer complô do tipo.
Ao longo da década de 1930, a perseguição promovida pelo Grão Mufti de Jerusalém contra os habitantes judeus da região da Palestina alçou um nível internacional jamais visto até então. Entre os dias 7 e 17 de dezembro de 1931, Hajj al-Husseini promoveu em Jerusalém o Congresso Islâmico Mundial, que reuniu 130 delegados de 22 países. O congresso foi uma grande demonstração antijudaica, com diversas declarações conclamando pela perseguição aos judeus e o boicote a suas empresas em todo o mundo. Também por essa época, o Grão Mufti apoiou entusiasticamente o primeiro grupo terrorista palestino, o Al-Kaff Al-Aswad‎ (“Mão Negra”), fundado pelo clérigo sírio Izz ad-Din al-Qassam – que dá nome às Brigadas al-Qassam, o braço militar do Hamas.

Zeloso por difundir e amplificar cada vez mais seu espírito antijudaico, Hajj al-Husseini mantinha contato com diversos governos, inclusive na Europa. E foi um governante em particular que, em 1933, atraiu a mais ampla e sincera simpatia do Grão Mufti de Jerusalém: o recém-eleito chanceler alemão Adolf Hitler. Em 31 de março de 1933, Hajj al-Husseini enviou um telegrama oficial ao gabinete de Hitler informando que os muçulmanos na Palestina e ao redor do mundo viam com entusiasmo sua ascensão à chancelaria alemã. A partir desse ano, as relações entre a autoridade islâmica de Jerusalém e o governo nazista só foram aumentado e se fortalecendo. O Grão Mufti se tornou voluntariamente uma espécie de garoto-propaganda do regime nazista no Oriente Médio, sobretudo junto às autoridades e grupos islâmicos da região – em especial a Irmandade Muçulmana, que hoje governa o Egito. Com a fundação do Comitê Pan-Árabe de Bagdá, em 1934, o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, de Hitler, montou um escritório oficial na Palestina, onde passou a trabalhar em estreita cooperação com as autoridades islâmicas do Oriente Médio.
hitlerhajj
Hajj al-Husseini com Adolf Hitler, 28 de novembro de 1941.
No dia 19 de abril de 1936, Hajj al-Husseini convocou um levante geral de árabes contra os judeus na Palestina. Grupos armados de extermínio foram formados e, durante 177 dias, mais de três mil judeus foram assassinados. Dezenas de milhares de colonos judeus tiveram suas propriedades destruídas, e muitos se viram forçados a fugir da região. Os governos de Hitler e Mussolini não apenas forneceram grandes somas de dinheiro para a revolta, como também abasteceram os grupos de al-Husseini com armamentos que entravam pela Jordânia e a Arábia Saudita. A autoridade britânica na região se viu forçada a agir, o que fez com que Hajj al-Husseini fugisse em 1937 para o Líbano. Em outubro de 1939, mudou-se para Bagdá até a queda do ditador iraquiano Rashid Ali al-Gaylani, em maio de 1941, quando fugiu para Teerã. Em 8 de outubro daquele ano, os Aliados ocuparam a Pérsia, mas Hajj al-Husseini conseguiu escapar mais uma vez. Graças a uma ação da Inteligência Militar Italiana, o agora ex-Grão Mufti de Jerusalém foi para a Turquia e, de lá, para a Itália, chegando a Roma em 10 de outubro de 1941.

Hajj al-Husseini buscou apoio formal dos governos do Eixo contra os judeus na Palestina e a favor do movimento pan-árabe. Em 27 de outubro, encontrou-se pessoalmente com Benito Mussolini, que declarou seu apoio à causa palestina. Uma declaração formal foi rascunhada por al-Husseini e aprovada por Mussolini. Após esse encontro, al-Husseini foi para Berlim, onde obteve também do governo nazista a aprovação da declaração – aprovação que obteve diretamente de Adolf Hitler em 28 de novembro de 1941.
tropas
Al-Husseini passa a Divisão SS-Handschar em revista. Atrás, à direita, o SS-Brigadeführer Sauberzweig.
A partir desse momento, as relações entre autoridades islâmicas ao redor do mundo e o Terceiro Reich estreitaram-se sobremaneira. Hajj al-Husseini tornou-se um grande propagandista de Hitler em meio às comunidades muçulmanas do leste europeu, sobretudo dos Bálcãs, e do Cáucaso. Ele foi um dos grandes mentores das divisões islâmicas da Waffen-SS, obtendo recrutas em países como Albânia, Bósnia, Iugoslávia, Croácia e Azerbaijão. Elementos culturais tipicamente islâmicos chegaram a ser incluídos nas insígnias e nos uniformes das divisões islâmicas da SS, como o tradicional fez turco. A mais importante divisão islâmica da SS foi a DivisãoHandschar, croata, cujo comandante era o SS-Brigadeführer Karl-Gustav Sauberzweig.
A aliança entre os grupos muçulmanos envolvidos com Hajj al-Husseini e o governo nazista não era meramente tática. Ela era essencial, estratégica, pois envolvia um ponto nevrálgico de ambas as ideologias: o extermínio dos judeus. Em 1942, quando al-Husseini encontrou-se com Adolf Eichmann e ficou a par da chamada die Endlösung der Judenfrage (“a Solução Final da Questão Judaica”), instou Eichmann a exterminar todos os judeus, não poupando nem as crianças. E essa aliança estratégica se manteve até o fim da guerra, quando o Terceiro Reich caiu. No entanto, isso não afetou em nada os esforços de Hajj al-Husseini na promoção do extermínio de judeus no Oriente Médio. Em 1946, instalou-se no Cairo e, unindo-se novamente à Irmandade Muçulmana, utilizou sua expertise na formação das divisões islâmicas da SS para fundar os Batalhões de Alá, que se dedicavam ao assassínio de judeus. Os Batalhões de Alá foram uma das principais forças agressoras na primeira guerra enfrentada pelo Estado de Israel, que começou um dia após a sua instituição, em 1948. Até a sua morte, em 1974, Hajj al-Husseini sustentou até o fim sua posição pró-nazista em todos os seus meandros, como a negação do Holocausto.

A simpatia pelo nazismo não sumiu do seio dos grupos terroristas palestinos. Ao contrário, ela ainda está muito viva. Não são poucas as referências honrosas a Hitler e as tentativas de negação do Holocausto – que ora é descrito como uma fantasia sionista, ora como uma reação legítima ao complô sionista para dominar o mundo. Mahmoud Ahmadinejad, um dos principais financiadores do Hamas, promoveu em Teerã um encontro de revisão do Holocausto. Ekrima Sa’id Sabri, Grão Mufti de Jerusalém de 1993 a 2006 por indicação Yasser Arafat, então líder da Autoridade Palestina, argumentava que “Os Protocolos dos Sábios de Sião” provavam cabalmente que os sionistas tinham capacidade para inventar uma história como o Holocausto. Izz ad-Din al-Qassam – que, como vimos, também era pró-nazista – é o nome que batiza as Brigadas al-Qassam, braço militar do Hamas, responsáveis pelo lançamento diário de mísseis contra o sul de Israel. Os ecos da influência nazista reverberam até hoje contra os judeus.
O principal objetivo dos grupos políticos e terroristas palestinos jamais foi a fundação de um Estado palestino soberano, independente e plenamente reconhecido, mas o extermínio dos judeus da face da Terra. Esse sentimento existe de maneira inequívoca e inconfundível desde meados do século XIX, e, com o passar do tempo, sofisticou-se. O empenho do Terceiro Reich em apoiar essas iniciativas no Oriente Médio prova-o além de qualquer dúvida. Chamar o Estado de Israel de sionazista é ultrajante e despropositado, mas não seria equivocado chamar o Hamas de nazislâmico.

Felipe Melo edita o blog daJuventude Conservadora da UnB.


Share
Os artigos publicados com assinaturas no MSM são de responsabilidade exclusiva de seus autores, e podem ser reproduzidos com a devida citação da fonte.