segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Gaza e Cisjordânia são e sempre serão Israel. Você não expropria aquilo que lhe é de direito. Quando assassinos covardes falam em defesa de suas sagradas armas erguidas pelo terror torna-se ridículo um brasileiro crescido e educado não enxergar a realidade e ainda tentar mediocrizar a fatualidade antissemita de tal cegueira.

http://observador.pt/2014/09/01/israel-apropria-se-de-400-hectares-perto-de-belem/

ISRAEL
Israel apropria-se de 400 hectares perto de Belém
HÁ 2 HORAS
Os EUA já condenaram esta acção. A organização não governamental Peace Now afirma ser a maior apropriação dos últimos 30 anos.


Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel.
ABIR SULTAN/EPA
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Fábio Monteiro  fabiomaxixe  Email
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EUAISRAELPALESTINA
Israel anunciou a apropriação de cerca de 400 hectares do colonato de Eztion, situado nos arredores de Belém, no passado domingo. A organização não governamental Peace Now, com delegação no terreno, denuncia ser a maior apropriação em 30 anos. Um responsável do Governo palestiniano afirmou, à agência Reuters, que esta notícia só irá causar mais tensão depois do conflito em Gaza, que ocorreu nos últimos meses.

Os Estados Unidos da América já criticaram este anúncio e classificaram-no como “contraprodutivo” para as negociações de paz, incitando o Governo israelita a reverter esta decisão. “Nós afirmamos claramente estar contra esta atividade de colonato”, disse um membro do Governo norte-americano não identificado, à agência Reuters. “Este anúncio, tal como todos os anteriores relacionados com colonatos que Israel faz, é contraprodutivo para o objetivo do país já anunciado de negociar uma solução de dois Estados com os palestinianos.”

“Pedimos ao Governo israelita que volte atrás nesta decisão”.

A rádio Israel, escreve a agência Reuters, diz que esta medida é uma resposta ao rapto dos três adolescentes pelos militantes do Hamas naquela região, em junho, uma das faíscas que desencadeou a guerra de sete semanas em Gaza que matou mais de 2000 pessoas. O anúncio, tornado público no domingo pelos militares israelitas, não explicava a razão desta decisão de apropriação.

A Peace Now, uma organização não governamental que é assumidamente contra a instauração de colonatos na Cisjordânia, afirma que esta apropriação tem a intenção de transformar o local onde vivem 10 famílias, perto de um seminário judeu, num colonato permanente. Desde o ano 2000, que o Governo israelita anunciava a intenção de construir naquele local um “grande colonato”. No ano passado, foi a concurso público o orçamento para a construção de 1.000 casas para aquele local.

Segundo um representante palestiniano, aqueles terrenos eram utilizados para o cultivo de azeitonas.

Israel tem sido alvo de fortes críticas devido às suas atividades de colonatos, algo que a maioria dos países ao nível mundial considera ilegal de acordo com a lei internacional. Trata-se também de um grande obstáculo para a criação de um Estado palestiniano ou qualquer acordo de paz.

Nabil Abu Rdainah, porta-voz do presidente palestiniano Mahmoud Abbas, pediu publicamente para Israel voltar atrás nesta apropriação. “Esta decisão vai criar mais instabilidade. Isto só vai inflamar a situação depois da guerra em Gaza”, afirmou. Desde que Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, em 2009, este tem estado em desacordo com Netanyahu na temática dos colonatos, sendo que esta foi uma das principais razões para o falhanço das últimas negociações de paz.

Oficialmente, Israel declarou que a construção do colonato não constitui um novo estabelecimento, porque o local é “designado de vizinho de um [colonato] já existente, Alon Shvut.

Cerca de 500,000 israelitas vivem entre os 2.4 milhões de palestinianos na Cisjordânia e na zona Este de Jerusalém, território que o estado judeu conquistou depois da guerra de 1967.



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fmonteiro@observador.pt
UM COMENTÁRIO


António Vieira
1 Set 2014
O habitual… mas tenho a certeza que se algém se queixar muito alto é porque é anti-semita, neo-nazi, apoiante do Hamas, tem rockets escondidos na cave e coloca os filhos a fazerem de escudos humanos… Graças a Deus que o “Peace Now”, “Breaking the Silence” e muitos outros grupos de Judeus corajosos existem e não se calam.

http://www.dw.de/israel-prepara-expropria%C3%A7%C3%A3o-de-400-hectares-na-cisjord%C3%A2nia/a-17892473


Israel prepara expropriação de 400 hectares na Cisjordânia
Área é declarada como pertencente ao Estado judeu. Estados Unidos e Autoridade Nacional Palestina criticam a medida, que traria mais instabilidade à região.

Assentamento judeu de Beitar Illit, na Cisjordânia
Israel pretende apropriar-se de cerca de 400 hectares de terras na Cisjordânia ocupada, disse neste domingo (31/08) uma fonte do Exército israelense. A área conhecida como Gva'ot, no bloco de assentamentos judeus Gush Etzion, próximo a Belém, foi declarada como pertencente ao Estado.
Os proprietários das terras palestinos têm agora 45 dias de prazo para se apresentar a um comitê militar de Israel, confirmou um porta-voz do governo em Tel Aviv. Segundo a Rádio Israel, a medida seria uma reação ao sequestro e morte de três jovens judeus por membros do grupo radical islâmico Hamas na Cisjordânia em meados de junho – que desencadearam o recente conflito na região.
Os Estados Unidos qualificaram a expropriação da área, para a possível construção de assentamentos, de "contraprodutiva" no contexto dos atuais esforços pela paz. "Pedimos que o governo de Israel volte atrás nessa decisão", disse um porta-voz do Departamento de Estado.
Um porta-voz do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, também pediu que Israel voltasse atrás. "Essa decisão levará a mais instabilidade", disse.
A organização israelense Peace Now, que se opõe a assentamentos na Cisjordânia, afirmou que a apropriação dos 400 hectares teria como objetivo transformar um local onde dez famílias vivem, ao lado de um seminário judeu, num assentamento permanente.
A construção de um grande assentamento na área é discutida por Israel desde o ano 2000. Segundo a Peace Now, a apropriação agora anunciada por Israel é a maior desde os anos 1980. Segundo uma autoridade da região, palestinos são proprietários das terras, onde cultivam oliveiras.
A construção de um assentamento na Cisjordânia também é criticada pela comunidade internacional, sendo classificada como ilegal e como obstáculo para uma solução pacífica para o conflito entre israelenses e palestinos.
Há poucos dias, depois de várias tréguas unilaterais ou bilaterais, Israel e Hamas chegaram, na última terça-feira, a um acordo sobre um cessar-fogo ilimitado, pondo fim a 50 dias de conflito, que causou 2.143 mortos palestinos e 71 israelenses. Novas conversações entre israelenses e palestinos estão previstas no prazo de um mês.
No início de junho, Abbas formou um governo de união com o Hamas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, interrompera negociações pela paz com Abbas, mediadas pelos EUA, em abril, depois que o presidente da Autoridade Nacional Palestina chegara a um acordo de reconciliação com o Hamas.
Na última sexta-feira, Netanyahu pediu a Abbas que escolhesse entre as negociações de paz com Israel ou com o movimento de resistência palestino Hamas.
Cerca de 500 mil israelenses vivem em meio a 2,4 milhões de palestinos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, em territórios dos quais o Estado judeu se apossou em 1967.
LPF/lusa/rtr/dpa
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