quinta-feira, 25 de setembro de 2014

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quarta-feira, Setembro 24, 2014
ANO NOVO JUDAICO COMEÇA A MEIO DE GRANDES CRISES MUNDIAIS
Começa esta noite o novo ano judaico, mais precisamente o ano 5775 desde a criação do mundo. 
Este dia, que marca a véspera das grandes celebrações e feriado do Ano Novo judaico, começou no entanto com uma série de confrontos esta manhã no Monte do Templo, com o arremesso de grandes pedras e pequenos explosivos por parte dos palestinianos contra os polícias israelitas, obrigando a polícia a "empurrar" os manifestantes violentos para dentro da mesquita Al Aqsa, onde ficaram barricados durante algum tempo. 
Desde o final da intervenção em Gaza que Jerusalém tem vivido distúrbios diários entre os palestinianos e a polícia israelita.

ONU JUNTA LÍDERES MUNDIAIS
Mas este novo ano inicia-se com a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, onde os líderes de mais de 140 nações do mundo se irão reunir a partir de hoje para debater alguns dos mais preocupantes focos das graves crises mundiais, e que incluem a deflagração do vírus ébola - que já se prevê possa atingir mais de 1 milhão de pessoas já no próximo mês de Janeiro - o crescimento do islamismo radical por todo o mundo, a guerra na Ucrânia, as alterações climáticas e muitas outras situações para as quais os líderes mundiais não encontram respostas.
Certamente que no topo das discussões e preocupações estará a crescente ameaça dos terroristas islâmicos organizados em vários grupos e que estão a esbater as fronteiras das antigas regiões da Assíria e Babilónia. 
As conquistas territoriais feitas pelo "Estado Islâmico" no Norte do Iraque e em partes da Síria, na tentativa de formar um novo "Califado Islâmico" obrigaram à intervenção de uma força multi-nacional comandada pelos Estados Unidos e que já começou a despejar bombas em alguns dos redutos do movimento islâmico em território sírio.
Milhões de pessoas estão sendo vítimas destes conflitos na região do Médio Oriente (Síria, Iraque), e também na África (República Centro Africana, Sudão, etc.) e na própria Europa, com a actual conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
Alguns destes conflitos têm provocado a maior vaga de refugiados desde a 2ª Guerra Mundial. E, como se não bastassem todos estes conflitos e suas trágicas consequências, os líderes mundiais têm ainda nas suas agendas o debate sobre as preocupantes alterações climáticas, cujas consequências estão a afectar o mundo inteiro e cujas causas são claramente da responsabilidade humana.
O conflito interno na Síria já provocou mais de 190.000 mortos. Outros conflitos continuam diariamente a semear a morte e a devastação em outras partes do mundo, como é o caso do Mali, da Líbia e da Nigéria, onde o grupo radical islâmico "Boko Haram" continua a sua saga de perseguição e massacre das populações cristãs. 
Esta tarde, o secretário-geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban ki-Moon irá abrir a Assembleia Geral, certamente com palavras de esperança na resolução destas crises, logo seguido pelo presidente norte-americano Barack Hussein Obama, que irá com toda a certeza abordar a crescente ameaça do terrorismo islâmico e justificar a recente intervenção para tentar travar a mesma.
Esta assembleia, cujo encerramento está previsto para o dia 30, dá continuidade à mega-cimeira mundial sobre as alterações climáticas, em que mais de 120 líderes mundiais estiveram presentes e na qual Barack Obama abordou em poucas palavras todo o conteúdo das discussões e preocupações que juntam os líderes das maiores nações do mundo: "Dentre todos os desafios imediatos que nos trazem aqui durante esta semana - terrorismo, instabilidade, desigualdade, doença - há um assunto que irá definir os contornos deste século mais dramaticamente do que qualquer outro, e que é a urgente e crescente ameaça de um clima em mudança" - afirmou Obama na sua intervenção de ontem.
Mas a cimeira sobre as alterações climáticas não gerou nenhum acordo palpável entre os poderosos EUA e China, muito menos entre os mais pobres, destacando até um maior fosso entre ricos e pobres, e colocando-se em dúvida qualquer êxito num novo pacto climático a alcançar em finais de 2015.
Dentre as inúmeras participações de líderes mundiais nesta Assembleia Geral, estão também previstas as intervenções do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e do presidente da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas.

Não vai ser um ano fácil para Israel. O Hamas já promete uma nova guerra, o Hezbollah continua a ameaçar a Norte, a presença dos grupos rebeldes sírios junto à fronteira Norte não deixa Israel sossegado. Ao mesmo tempo que o foco das preocupações mundiais é actualmente a ameaça do terrorismo dos grupos islâmicos, Israel sabe que o seu maior problema continua a ser o Irão, que não pára de desenvolver o seu programa nuclear para fins nada pacíficos.
Shana Tova, Israel! Um bom ano para todos!

Shalom à(s) 9/24/2014
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