quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Inteligência somente em Iehouah. O Doutor Bruno Mattos recorre ou pratica pela ignorância, o revisionismo historico para atacar o Sionismo, enquanto o Blog do Gindre recorre a fatos reais e visíveis sem teatralização. Adolf Hitler foi amplamente aclamado como herói da reestruturação de uma Alemanha devastada por guerras e crises, elogiado pela própria Revista Times como homem exemplar global e ovacionado por vastas multidões bem intencionadas. Testemunhas de Jeová, judeus, católicos, ortodoxos e evangélicos se esforçaram ao máximo para serem cidadãos cooperadores do bem-estar alemão, COMO QUALQUER CIDADÃO DE QUALQUER NAÇÃO O FARIA EM DIAS ATUAIS. E a máquina mortífera nazista cruel, impiedosa veio se revelar sucessivamente, aos poucos, idêntica a causa palestina e muçulmana, com APOIADORES idênticos a esse advogado de terrorismo e antissemitismo. Além do que, as manchetes de jornais não refletem fielmente a íntegra de cada assunto e para quem não seja cego ou estúpido, as manchetes citadas por ele denotariam divisões entre os sionistas daqueles tempos sobre a política vigente na querida Alemanha. Infelizmente, assim como o Brasil está nas garras do PT, aquela política estava nas mãos dos que hoje conhecemos como nazistas hitleristas. Pobre advocacia!




http://gindre.com.br/sionismo-nao-e-nazismo/

Sionismo não é nazismo

Posted by  45 days ago
Category: Miscelânea

É claro que não é na educação do homem que se deve procurar a origem do sentimento nacional, mas em algo que a precede. Em que? Meditei longamente sobre essa questão e respondi: no sangue. E persisto nessa opinião. O sentimento da identidade reside no ‘sangue’ do homem, em seu tipo físico e racial e apenas aí. () O tipo físico do homem reflete sua estrutura mental de maneira ainda mais total e perfeita que o estado de espírito individual. () É o porquê de não crermos na assimilação espiritual. É fisicamente impossível que um judeu, nascido  várias gerações de país de sangue judeu livre de qualquer miscigenação, se adapte ao estado de espírito de um alemão ou de um francês, assim como é impossível para um negro deixar de ser negro.(JABOTINSKY, Ze’ev. Carta sobre o autonomismo. 1936)
Minha mulher é cristã e protestante e, segundo minha educação, eu me oponho evidentemente a toda coerção em questão de sentimentos e, nesse caso, prefiro o humano ao nacional. Mas, hoje sou da opinião de que é preciso dar prioridade ao nacional considero que os casamentos mistos não são de forma alguma desejáveis. Se eu tivesse conhecido hoje minha esposa, se eu a tivesse conhecido nos últimos 18 meses, teria combatido de todas as minhas forças qualquer inclinação afetiva por ela, dizendo-me que como judeu não poderia me permitir ser subjugado por meus sentimentos.” (NORDAU, Max. Carta a TheodorHerzl. 1898)
Por sugestão do doutor Laudauer, eu fui à Iena em 08-11 para encontrar o professor Hans Gunther, fundador da teoria da raça nacional-socialista. A conversa durou duas horas. Gunther foi muito amistoso. Declarou não ter direito de autor sobre conceito de arianismo e concordou comigo sobre o fato de os judeus não serem inferiores, mas diferentes, e que era preciso resolver o problema com decência.” (RUPPIN, Arthur. Diário pessoal. 1933)
É fato que o sionismo possui um componente racista, como a rigor possuem todos os nacionalismos étnicos, sejam eles germânico, eslavo, han, hutu, turco, etc. E não se trata de algo que estava apenas nas origens do sionismo. Ainda hoje o Estado de Israel financia várias pesquisas em busca da originalidade genética do judeu. Ficou célebre o livro “Legacy: a genetic history of the jewish people” (veja aqui), de  Harry Ostrer, professor da Universidade de Yeshiva.
Esse racismo se exprime, inclusive, em relação aos judeus sefaridis (veja um exemplo aqui). E cabe uma explicação. Durante boa parte do século XIX a pauta dos movimentos judaicos asquenazis foi a de sua inclusão nos nascentes nacionalismos europeus. Desejavam sua inclusão plena como cidadãos franceses, alemães, polacos, etc. Mas, foram impedidos pelo crescente antissemitismo que se torna evidente no famoso caso Dreyfus. A “solução” encontrada, então, foi criar seu próprio nacionalismo. Ocorre que esse nacionalismo é portador do mesmo olhar eurocêntrico que seus congêneres exerciam sobre povos africanos e do Oriente Médio. Dai que embora universalmente judaico, o sionismo jamais conseguiu se livrar do olhar de superioridade do tipo asquenazi frente aos seus pares sefaradis.
Mas, também é fato de que mesmo dentro da cultura judaica há fortes críticas a esse componente racial, que passam pelo clássico “Os Khazares: a 13° tribo e as origens do judaismo moderno”, de Arthur Koestler, e pelo recente “A invenção do povo judeu”, de Shlomo Sand, professor da Universidade de Tel Aviv.
Solução final
Mas, aqui há uma divergência central em relação ao nazismo. O sionismo não demoniza o árabe como portador de um mal intrínseco, cuja eliminação passa a ser justificada como uma tarefa de salvação da humanidade, tal como os alemães fizeram em relação aos judeus.
É possível que a extrema-direita de Israel deseje mesmo o extermínio total dos palestinos, mas o objetivo é o controle territorial e não o extermínio racial. E uma proposta assim não encontraria respaldo em boa parte dos sionistas (mesmo a imensa maioria que hoje apóia a política de apartheid concedida aos palestinos).
Não há, portanto, nada parecido com a “solução final” por mais trágica que seja à situação de palestinos frente ao domínio de Israel.
Fascismo
O nazismo foi um caso particular de fascismo. Como tal possuía características intrínsecas como o desprezo à democracia burguesa, o totalitarismo de partido único e o fortíssimo culto à personalidade. Nenhuma dessas características faz parte nem da ideologia sionista nem do funcionamento do Estado de Israel. Daí que não seja possível dizer que o sionismo é uma reedição do nazismo.


http://territoriospalestinos.blogspot.com.br/2013/05/ligacoes-entre-nazismo-e-sionismo.html?m=1

Territórios Palestinos
Notícias e análises a respeito da questão palestina, com visão diferente da que é mostrada pela grande imprensa, que trata "Israel" como um país legítimo e suas ações militares como atos de defesa

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Acordos entre nazistas e sionistas no período de 1933-1936, de acordo com jornais da época
A leitura de jornais publicados no período de 1933 a 1936 mostra uma estarrecedora relação entre os nazistas e os sionistas (algo que eu já tinha ouvido falar, mas achava que não era verdade). Os sionistas estiveram a favor do Acordo de Transferência de judeus para a Palestina celebrado com Hitler. Vejamos os fatos, tal como publicados no jornal New York Times (as datas entre parêntesis correspondem ao dia em que cada notícia foi publicada), para em seguida tirarmos algumas conclusões:

Congresso Sionista realizado em Praga rejeita o boicote contra a Alemanha Nazista, optando por aprovar duas suaves resoluções, objetivando facilitar a emigração de judeus para a Palestina. (25 de agosto de 1933)

Grupos sionistas dissidentes se posicionam contra o Acordo com os nazistas e defendem organizar o boicote contra a Alemanha Nazista, ignorando as decisões do Congresso Sionista (26 de agosto de 1933)

Judeus sionistas alemães se posicionam contra o boicote contra produtos alemães. (2 de março de 1935)

Governo Nazista permite a publicação do jornal oficial dos judeus sionistas alemães, o Juedische Rundschau, pois o Congresso Sionista Mundial, a ser realizado na Suíça, está prestes a acontecer (12 de agosto de 1935)

A Federação Sionista Alemã se posiciona contra discutir no Congresso Sionista Mundial a questão dos judeus na Alemanha Nazista , afirmando que seus delegados irão se retirar do Congresso caso a discussão ocorra. (17 de agosto de 1935)

No Congresso Sionista Mundial, o Jewish State Party, grupo dissidente do movimento sionista, posiciona-se totalmente contra o Acordo com os nazistas. (24 de agosto de 1935)

Judeus franceses se manifestam contra o Acordo com os nazistas. Os defensores do Acordo afirmam que ele possibilita a emigração de centenas de milhares de judeus alemães para a Palestina, com o capital que eles dispõem na Alemanha. (25 de agosto de 1935)

Congresso Sionista Mundial está prestes a decidir que o Acordo com os nazistas deve continuar, com apenas uma mudança: deverá existir supervisão por parte do comitê executivo sionista (1º de setembro de 1935).

A decisão pela manutenção do Acordo com Hitler é aprovada por esmagadora maioria no Congresso Sionista Mundial  (165 votos a favor, 12 votos contra). Membros do Jewish State Party deixam o Congresso xingando os demais sionistas de "agentes de Hitler" (3 de setembro de 1935)

O Governo Nazista proíbe o funcionamento da Liga Nacional dos Judeus Alemães, grupo assimilacionista que se opõe ao sionismo, confiscando todos os seus bens. (24 de novembro de 1935)

Governo Nazista se posiciona favoravelmente ao Acordo de Transferência, pois ele beneficia as exportações e enfraquece o boicote contra os produtos alemães (7 de janeiro de 1936)

Governo Nazista permite a realização do Congresso Sionista Nacional em Berlim. Os sionistas se posicionam contra as teorias assimilacionistas e desejam ganhar os judeus para o sionismo (3 de fevereiro de 1936)

Governo Nazista permite as atividades dos judeus sionistas, mas não as dos judeus assimilacionistas (9 de setembro de 1936)

Como se pode observar, no período mencionado (1933 a 1936), os nazistas fizeram acordos e permitiram as atividades dos judeus sionistas (que defendiam a migração dos judeus para a Palestina), ao passo que impediram as atividades dos judeus assimilacionistas (que defendiam a permanência dos judeus nos seus respectivos países de origem).

O Acordo de Transferência permitia a emigração de judeus da Alemanha para a Palestina, segundo o qual os bens dos judeus seriam convertidos em créditos para aquisição de produtos alemães, deduzido 25% a título de "imposto de emigração".

Pode parecer estranho que os nazistas tenham feito acordos com os sionistas (até ler os jornais da época, eu achava que isso era invencionice). Na verdade, havia uma lógica perversa: tanto os nazistas como os sionistas tinham um objetivo comum, que era a emigração dos judeus (o caráter racista de nazistas e sionistas está descrito em um artigo publicado por Al Jazeera: clique aqui para ler o artigo, que foi censurado e depois republicado)

Clique aqui para mais informações a respeito do Acordo celebrado entre nazistas e sionistas.

Com o Acordo de Transferência, os nazistas receberam vultosos recursos, que viriam a ser usados na 2a Guerra Mundial, bem como os sionistas puderam ocupar a Palestina por meio de violentas ações bélicas contra pessoas indefesas.

O resto da história é conhecido: judeus que não emigraram foram enviados para campos de concentração (de trabalhos forçados ou de extermínio), com 6 milhões de mortos, e a maior parte dos árabes palestinos foi morta ou fugiu para os países vizinhos (uma minoria conseguiu resistir e vive até hoje em "Israel").

Houve pagamento de indenização às vítimas do nazismo. As propriedades dos palestinos que fugiram dos massacres foram confiscadas e até hoje eles pleiteiam indenização e direito de retorno às terras das quais foram expulsos.

Bruno Mattos e Silva às 16:15
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Quem sou eu

Bruno Mattos e Silva
Advogado (USP), Consultor do Senado e estudante de História (UnB).