terça-feira, 2 de setembro de 2014

Não há real povo palestino e sim árabes que com outros árabes jordanianos celebram a morte de crianças e outros que eles imputam a Israel pela covardia social e inabilidade política. Não ha estado palestino pois nunca se organizam pra isso, antes pra matar, roubar e depois mentir ao mundo. Qualquer anexação é irreal pois Gaza e Cisjordânia é Israel e somente Israel pode e deve administrá-los, após extinção do Hamas e elementos mafiosos parecidos.




http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2014/09/02/ministros-de-israel-criticam-anexacao-na-cisjordania.htm

Ministros de Israel criticam anexação na Cisjordânia


Em São Paulo 02/09/2014 - 10h34



2 / 200Amir Cohen/Reuters1°.set.2014 -

Um parquinho de escola no kibutz de Nahal Oz, localizado na fronteira com a faixa de Gaza, em Israel, fica vazio no dia da volta às aulas. Um muro de concreto construído para proteger contra ataques de mísseis e morteiros pode ser visto ao fundo. Mesmo após o cessar-fogo nos conflitos em Gaza, acertado entre Israel e Hamas no dia 27 de agosto, muitas famílias de Nahal Oz não voltaram para casa, temendo uma retomada das tensões. No dia 22 de agosto, um menino de 11 anos foi morto no kibutz em um ataque de morteiro

O decreto que anexou cerca de 400 hectares da Cisjordânia ao território de Israel no domingo (31) causou revolta não somente entre os palestinos, mas também entre os próprios ministros israelenses contrários à decisão do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

Segundo a agência da RFI, o ministro das Finanças, Yair Lapid, disse que a anexação é um "roubo" e que ela prejudicará os próprios israelenses a longo prazo. Ontem (1º), a ministra da Justiça, Tzipi Livip, também havia criticado a decisão por considerar que a medida trará mais instabilidade à região.

Arte/UOL

Mapa mostra localização de Israel, Cisjordânia e Gaza

Ainda de acordo com a RFI, a medida israelense pode fazer com que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, dissolva a ANP e transfira a responsabilidade de gerir a Cisjordânia para a Israel - que teria que oferecer serviços básicos a 2,5 milhões de palestinos.

A anexação do território está ligada ao fato da região ser o local exato do assassinato dos três jovens judeus mortos em junho, supostamente, pelo Hamas. A morte dos três causou o último conflito entre o grupo extremista e o Exército israelense, que provocou mais de 2.000 mortes.

O território fica entre Jerusalém e o assentamento Gush Etzion. Na região, vivem 500 mil israelenses e 2,4 milhões de palestinos e a área foi conquistada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Para a ONG israelense 'Paz Agora', a medida é a maior anexação de território dos últimos 30 anos e ocupará cinco vilas palestinas.

Destruição causada por bombardeios na faixa de Gaza



110 / 110Ibraheem Abu Mustafa/Reuters28.ago.2014 - Cadeira de rodas é vista em meio a escombros de hospital de reabilitação de El-Wafa, que foi destruído durante a ofensiva israelense em Gaza. Os pacientes que recebiam tratamento no hospital foram transferidos para outra unidade, disseram autoridades
ONU, EUA e GB criticam a medida
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, criticou a medida israelense e pediu que o país "respeite seus compromissos internacionais" e "reveja sua decisão".

A ONU lembrou que a "colonização é ilegal" e que a expropriação dos palestinos "está totalmente contra a tentativa de encontrar uma solução para a existência dos dois Estados".

Aliados tradicionais de Israel criticaram a medida. Para os Estados Unidos, a anexação é "contraproducente" para os esforços que trariam paz à região. Já o secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Philip Hammond, afirmou que a atitude é "deplorável" e "uma decisão insensata". Ele ainda disse que a atitude causará "um estrago sério para Israel na comunidade internacional".

Entenda a ofensiva de Israel em Gaza
Como o novo conflito começou?
A tensão aumentou drasticamente após o sequestro de 3 jovens israelenses na Cisjordânia, em junho. Israel então fez missão de busca que prendeu 420 palestinos e matou 6 inocentes. Após 18 dias, os corpos dos jovens foram achados. Vários grupos jihadistas assumiram o crime. Mas Israel culpa o Hamas, que não se posicionou. Depois, um palestinos de 16 anos foi morto em Jerusalém por judeus radicais
Em qual contexto político o crime aconteceu?
As relações entre os governos israelense e palestino já estavam tensas desde que, em abril, Hamas e Fatah anunciaram governo de unidade nas regiões autônomas palestinas. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que o novo governo reconhece os acordos de paz assinados, mas Israel acha que Abbas não pode fechar acordo com Israel e, ao mesmo tempo, com o Hamas, que quer a destruição de Israel
Por que a área do conflito é polêmica?
Os jovens israelenses eram de assentamentos em território palestino da Cisjordânia considerados ilegais pela ONU por violar o artigo 49 da Quarta Convenção de Genebra, de 1949, que proíbe a transferência violenta de população civil para outro Estado. Israel discorda dessa interpretação e alegando que a área nunca teria sido parte de um Estado soberano e que o acordo não se aplica ali
Por que a ONU fala em "emergência humanitária"?
A ofensiva de Israel está cada vez mais sangrenta. Em poucas semanas, mais de mil palestinos foram mortos nos ataques em Gaza, inclusive dezenas de idosos e crianças. Cerca de 53 mil soldados israelenses agem em uma pequena faixa de terra de 362 km2, ondem vivem meio à extrema pobreza 1,8 milhão de palestinos. A ONU diz que mais de 3/4 das vítimas são civis e já são mais de 80 mil desabrigados
Mais sobre o conflito entre Israel e o Hamas

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Batalha assimétrica
O conflito entre militares israelenses e braços armados do Hamas e de outros grupos palestinos na faixa de Gaza é uma clássica batalha assimétrica. Os dois lados estão longe de serem equiparáveis em termos de poder de fogo, mas ainda assim podem exercer grande pressão um sobre o outro.

Brasileiros na região
A freira brasileira Maria Laudis teve que abandonar a igreja e todos seus pertences na casa onde morava na faixa de Gaza para proteger a própria vida. O imóvel ao lado de onde a religiosa pernambucana vivia foi alvo de um dos projéteis lançados por Israel.
Conheça os pontos da negociação entre Israel e palestinos

Estado palestino
Os palestinos querem um Estado plenamente soberano e independente na Cisjordânia e na faixa de Gaza, com a capital em Jerusalém Oriental. Israel quer um Estado palestino desmilitarizado, presença militar no Vale da Cisjordânia da Jordânia e manutenção do controle de seu espaço aéreo e das fronteiras exteriores

Fronteiras e assentamentos judeus
Os palestinos querem que Israel saia dos territórios que ocupou após a Guerra dos Seis Dias (1967) e desmantele por completo os assentamentos judeus que avançam a fronteira, considerados ilegais pela ONU. Qualquer área dada a Israel seria recompensada. Israel descarta voltar às fronteiras anteriores a 1967, mas aceita deixar partes da Cisjordânia se puder anexar os maiores assentamentos.

Jerusalém
Israel anexou a área árabe da Jordânia após 1967 e não aceita a dividir Jerusalém por considerar o local o centro político e religioso da população judia. Já os palestinos querem o leste de Jerusalém como capital do futuro Estado da Palestina. O leste de Jerusalém é considerado um dos lugares sagrados do Islã. A comunidade não reconhece a anexação feita por Israel.

Refugiados
Há cerca de 5 milhões de refugiados palestinos, a maioria deles descendentes dos 760 mil palestinos que foram expulsos de suas terras na criação do Estado de Israel, em 1948. Os palestinos exigem que Israel reconheça seu "direito ao retorno", o que Israel rejeita por temer a destruição do Estado de Israel pela demografia. Já Israel quer que os palestinos reconheçam seu Estado.

Segurança
Israel teme que um Estado palestino caia nas mãos do grupo extremista Hamas e seja usado para atacar os judeus. Por isso, insiste em manter medidas de segurança no vale do rio Jordão e pedem que o Estado palestino seja amplamente desmilitarizado. Já os palestinos querem que seu Estado tenha o máximo de atributos de um Estado comum.

Água
Israel controla a maioria das fontes subterrâneas da Cisjordânia. Os palestinos querem uma distribuição mais igualitária do recurso.