quinta-feira, 23 de outubro de 2014

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Mandela: o mito e a realidade

Mais uma vez a imprensa e grandes representantes mundiais se uniram para glorificar outra notória figura da esquerda mundial Nelson Mandela, que morreu no último dia 5, na África do Sul. Como todo mundo vai defendê-lo pelas coisas boas que fez e como não tenho rabo preso a ninguém nem a nenhum partido político, tomo a liberdade de contar o outro lado da história. Não tenho a intenção de falar mal do líder africano. Mas quero demonstrar que tal louvor de maneira alguma se justifica quando se está falando a verdade.

Nelson Mandela foi um comunista julgado (que fique bem claro) e preso por crimes de terrorismo e não por lutar contra o apartheid, como a mídia mundial inventou. Preso, Mandela foi acusado de preparar 210 mil granadas de mão, 48 mil minas antipessoais, 1.500 bombas-relógio, 144 toneladas de nitrato de amônio, 21,6 toneladas de pó de alumínio e uma tonelada de pólvora negra. Ao todo, foram 193 acusações de terrorismo. O julgamento foi conduzido por um judiciário independente e testemunhado por observadores internacionais. Mandela aceitou as acusações e confessou todos os crimes. Seus atos foram considerados desumanos até pela Anistia Internacional, que à época o classificou como um “assassino”. Durante anos, Nelson Mandela ficou na lista de terrorista dos Estados Unidos.

O evento conhecido como “Church Street Bombing” foi um ato terrorista aprovado por Mandela e Oliver Tambo, seu companheiro na luta armada comunista na África do Sul. No dia 20 de maio de 1983, um carro bomba colocado pelo grupo armado Umkhonto we Sizwe, braço armado do partido comunista de Mandela, o African National Congress (ANC), matou 19 pessoas e feriu mais de 200. Outro partido do qual Mandela fez parte foi o Partido Comunista da África do Sul (SACP), financiado durante décadas pelo trabalho escravo em minas de diamantes africanas. Tanto é que Mandela foi contra o filme “Diamante de Sangue”, estrelado por Leonardo di Caprio.

Mandela ainda escreveu o livro “Como Ser Um Bom Comunista”, onde se lê que “sob um governo comunista, a África do Sul se tornará a terra do leite com mel”. Porém, desde que o ANC assumiu o governo, a moeda sul-africana, o “Rand”, desvalorizou 70% e as políticas inspiradas no marxismo têm gerado grande êxodo de mão-de-obra qualificada do país, além de perseguição aos bôeres brancos (ou seja, para Mandela, perseguir negros não pode, mas perseguir brancos pode), que fogem para outros países onde encontram liberdade. Atualmente, o desemprego entre os negros na África do Sul chega a 45%. Durante o apartheid, não chegava a 20%. A epidemia de aids tomou proporções enormes.

Apesar de os jornais e revistas publicarem as fotos de Mandela ao lado de Michael Jackson, Lula e George Bush, o ex-presidente sul-africano era amigão de vários ditadores genocidas como Muamar Kadafi, Fidel Castro, entre outros. Há muitas fotos na Internet. O comunista sul-africano chegou até a elogiar as incursões militares de Cuba em seu continente, que mataram milhares de pessoas. O filósofo brasileiro Olavo de Carvalho escreveu: “Nelson Mandela foi condenado por um tribunal da África do Sul a 30 anos de prisão por ter colocado bombas em lugares públicos. Em Cuba, Armando Valladares foi condenado à mesma pena - 30 anos de prisão - por haver-se recusado a colocar uma plaquinha com louvores a Fidel Castro na mesa do seu escritório. Qual dos dois foi celebrado pela mídia internacional como um mártir e vítima de opressão? O primeiro. Qual dos dois países foi repetidamente punido pela ONU por violar direitos humanos? A África do Sul. Qual ganhou uma cadeira na Comissão de Direitos Humanos da ONU? Cuba.”

Se for assim mesmo, como dizia Maquiavel, os fins justificam os meios. Podemos apoiar ditaduras genocidas, podemos colocar bombas em lugares públicos, podemos ser a favor da expulsão de lavradores de suas terras, podemos apoiar governos que dizem lutar pela igualdade quando promovem a desigualdade, podemos esconder os fatos reais dos cidadãos que leem os jornais, revistas e assistem à TV para construir heróis revolucionários. Podemos fazer qualquer coisa que seremos perdoados pela história ao declarar “amor incondicional pela humanidade” e lutar pela utopia alegórica politicamente correta de “igualdade mundial”. 


Ricardo Gasparini