quarta-feira, 19 de novembro de 2014

10 Bilhões - Estephen Emmot - Homenagem ao Bairro da Paz em Salvador da Bahia



Mas você não precisa pagar o custo real - isto é, o custo sa degradação ambiental, da poluição causada pela mineração, pelos processos industriais e pelo transporte, da consequente perda de ecossistemas e do aumento das mudanças climáticas. Aquilo que os economistas gostam de chamar de "externalidades".

Pelo menos ainda não. Contudo, esse custo - o custo das consequências da produção de um carro - terá de ser pago por alguém no futuro.

Talvez por você. Mais provavelmente por seus filhos.

Este ano voaremos seis trilhões de quilometros de avião.

Se considerarmos que um voo de longa distância costuma utilizar cerca de cem toneladas de combustível, essa quantidade responde por boa parte da poluição e das emissões de gases de efeito estufa.

Vale a pena lembrarmos que nossas coisas na verdade não provém de supermercados, hipermercados, lojas de departamento, lojas comuns ou lojas virtuais.  Elas vêm de países como a China, o Marrocos, o Brasil, a Turquia, a Espanha, a Coreia do Sul e o Peru. Quer sejam aspargos, pijamas ou eletroeletronicos.

Cerca de quinhentos milhões de conteineres de coisas - coisas que iremos consumir, como carros japoneses e alemães, laranjas sul-africanas, aspargos peruanos, flores de corte quenianas, camisetas e vestidos do Marrocos ou do Vietnã, tênis, aparelhos de som, notevooks, celulares e televisores da China ou da Coreia - serão enviados ao mundo todo este ano. Além de bilhões de toneladas de matérias-primas que formarão a base do nosso consumo: metais, fosfatos, grãos, petróleo, gás e carvão.