Abbas acusa Israel de "guerra religiosa" e critica Hamas

Ramala, 11 nov (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, acusou nesta terça-feira Israel de levar a região a uma "guerra religiosa" e criticou o movimento islamita Hamas pelos ataques da semana passada em Gaza contra uma dirigentes do Fatah.
Em discurso público em função do décimo aniversário da morte do histórico líder palestino Yasser Arafat, seu sucessor pediu a Israel para acabar com qualquer comportamento provocador.
Lembrando os últimos confrontos em Jerusalém Oriental e na Esplanada das Mesquitas - para os judeus, o Monte do Templo -, o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP) declarou que os palestinos "defenderão al-Aqsa e as igrejas dos colonos e o extremismo".
A seu entender, a violência dos últimos meses se deve às exigências de ultranacionalistas judeus de rezar na esplanada, onde fica o terceiro lugar mais sagrado para o islã.
Ele também afirmou no ato que os palestinos pedirão em breve ao Conselho de Segurança da ONU para pôr fim à ocupação no prazo de três anos.
Caso o pedido não seja aprovado, o Estado da Palestina pedirá a integração em tratados e organizações internacionais, começando pelo "Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional".
Em um plano mais interno, o dirigente palestino criticou o movimento Hamas e o acusou da série de explosões junto a carros e residências de dirigentes de seu partido, o Fatah, em Gaza.
"Os líderes do Hamas são responsáveis por essas criminosas explosões (...) Os comentários do Hamas contra nós são similares aos da ocupação (Israel)", disse Abbas em um ato do qual participaram milhares de palestinos.
A cerimônia foi realizada na Muqata, junto ao mausoléu que abriga os restos mortais de Arafat, que faleceu em 2004 em um hospital de Paris. EFE