sexta-feira, 7 de novembro de 2014

יהוה Iehouah é meu nome Obama. Existo abstrato e concreto. Sempre estive no planeta e além dele. Me importo e me faço presente. Falo em bilhões, um e nenhum. Quando falo e me identifico as situações se tornam mais rápidas com múltiplas opções. Os sofrimentos vividos por judeus e outros são escolhas de vocês como raça humana. Continuo presente e atuante. Decreto e realizo. Imagino e concebo. Levantei líderes em sua nação, no Brasil e no México que têm o suficiente de mim para reescrever bruscamente a história dos povos. Todo sionista ou amante da Bíblia Sagrada de judeus e cristãos que me resistir caíra primeiro, pois o Grande Israel descrito por Benaiah Cabral como de Gaza até Cisjordânia e do Golan até o Sinai, é a Capital da Execução da Minha Vontade neste Mundo ocupado por sua humanidade. Os Estados Unidos Da América serão fortalecidos e multiplicados se apegando a esta superlativa diretriz, mexicanos se desenvolverão, o Brasil brilhará meu poder se apegando às lideranças sionistas, a China e a Rússia crescerão com paz e segurança, assim como a Índia árabes e africanos viverão suas preferências e europeus reencontrarao a inspiração criadora. Em Mim, em Meu Nome יהוה IEHOUAH filhos e filhas da América sejam e vivam uma aplicação global de ser e viver Israel com sua eterna capital Jerusalém.



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Caio Blinder
De Nova York
Civilização, direitos humanos, geopolítica e outras picuinhas
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07/11/2014 às 6:00 \ Eleições EUA 2014
A lavada lá fora
Netanyahu e Obama: relações para lá de azedas
Netanyahu e Obama: relações para lá de azedas
Fatores domésticos foram determinantes para a lavada que os republicanos deram nos democratas nas eleições de terça-feira nos EUA, transformadas em um referendo sobre a gestão Obama. O mundo 
lá fora influenciou a lavada devido ao diagnóstico de uma Casa Branca vacilante e confusa na sua política externa.
No geral, a opinião pública americana est á resguardada e avessa a ímpetos internacionalistas após as guerras no Afeganistão e Iraque, mas se mostra ansiosa diante de um mundo que parece girar fora de controle, com avanços terroristas no Oriente Médio, a agressão russa na Ucrânia e a crescente autoconfiança chinesa. Já o presidente não transmite confiança. E de pensar que houve um tempo em que Barack Obama tinha uma taxa de aprovação em política externa acima da de política doméstica.
Aliados e adversários externos de Barack Obama agora tomam nota de um presidente mais enfraquecido e mais acuado no Congresso de maioria republicana, tanto na Câmara, como no Senado. Vladimir Putin em Moscou está se divertindo com as agruras de Obama em Washington.
É verdade que um presidente americano tem considerável margem de manobra para conduzir a política externa, mas há limites. É possível visualizar um maior cerco do Congresso republicano em torno de Obama em questões de Oriente Médio. Uma meta do presidente é conseguir um acordo nuclear com o Irã, em um projeto acolhido com profunda desconfiança por aliados estratégicos dos EUA na região, como Israel e Arábia Saudita.
Com os sauditas, as relações são espinhosas, mas algumas arestas foram aparadas quando Washington finalmente resolveu entrar na luta contra os terroristas do Estado Islâmico no Siraque (Síria + Iraque). No caso de Israel, as coisas estão para lá da azedas. O problema entre Obama e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu é até pessoal, antipatia mútua. E poucas coisas irritam mais a Casa Branca do que a desenvoltura de Netanyahu para atuar no Congresso francamente pró-Israel, rompendo o protocolo.
Na quinta-feira, vazou a informação sobre mais uma carta secreta de Obama ao aiatolá Khamenei, o líder supremo iraniano, como parte das tratativas nucleares. Nas estimativas da Casa Branca, a chance de um acordo nuclear é de 50/50. E o Congresso fará o que estiver ao seu alcance para diminuir as chances de um acordo, para a alegria de Israel e da Arábia Saudita. A pressão de Obama por um acordo enfrenta uma renovada resistência no Congresso depois das eleições de terça-feira e aumentou o poder dos setores que querem bloquear os planos da Casa Branca e impor novas sanções ao Irã. Neste bloco estão não apenas senadores republicanos, mas também democratas.
Na quinta-feira, o presidente da Câmara, o republicano John Boehner, expressou preocupação com a carta de Obama ao aiatolá Khamenei, dizendo que “não confia nos iranianos” e que tem dúvidas sobre as negociações nucleares. Presidentes americanos costumam investir em política externa quando estão manietados dentro de casa, especialmente nos dois anos que restam no segundo e último mandato. Não será nada fácil para Obama, que corre o risco de tomar lavada em várias frentes de atuação.
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06/11/2014 às 6:00 \ Eleições EUA 2014
Lições da lavada
Uma festa republicana com certeza
Uma festa republicana com certeza
Barack Obama se limitou a dizer que os republicanos tiveram uma “boa noite” nas eleições de terça-feira, ao invés de lavada, onda ou desmoronamento (os americanos gostam do termo electoral landslide). Obama nem repetiu o “surra” que usou na derrota democrata de 2010. Agora, de qualquer forma, foi ainda pior. Foi uma espetacular vitória republicana, cuja pedra de toque foi a conquista do Senado, além da expansão da maioria da Câmara e de governos estaduais. Existe uma avalanche de lições a respeito. Vou dar espaço à ala conservadora (louros da vitória) para destacar as lições. Quem alinha é W. James Antle III.
A primeira lição que ele tira é que foi mesmo uma landslide republicana e não um protesto genérico contra o governo de plantão. A prova é que os republicanos conseguiram inclusive abrir rachaduras no chamado “muro azul” (azul de democrata), vencendo eleições para governador em estados considerados terra firme dos adversários, como Massachussetts e Maryland. Os republicanos varreram quase todas as disputas realmente competitivas no Senado e deram um susto na Virgínia, um estado que supostamente marcha de forma inexorável para o lado democrata, assim como o Colorado, onde triunfou um conservador assumido, mas sem as perigosas travessuras e gafes de um político do Tea Party.
Uma outra lição foi a capacidade do presidente Obama de ser nocivo para a brand democrata. O pico de Obama foi logo depois de sua primeira eleição em 2008 e, assim como no caso de George W. Bush, concorrendo em um cenário ingrato, ele foi reeleito com uma margem de voto popular (51%) comparável ao desempenho do antecessor.
Aqui eu quero enfatizar um ponto: marqueteiros republicanos bravateavam antes da onda Obama sobre maiorias eleitorais permanentes. Democratas não podem ter esta ilusão, mesmo quando forjam sólidos blocos eleitorais com a demografia a seu favor (um país que em meados do século terá as minorias como maioria). Maiorias eleitorais permanentes são a marca de regimes autoritários ou aparelhados, não de democracias.
Outra lição, esta para os republicanos (na verdade, outro alerta), é que eles podem ainda desperdiçar a oportunidade que foi esta lavada eleitoral. Habilidade política será necessária para calibrar o confronto com a Casa Branca ainda de Barack Obama. Com as agendas conflitantes entre alas do partido e um batalhão de senadores e governadores postulando a presidência em 2016, será complicado para os republicanos encontrarem a medida entre marcar posição e o histrionismo oposicionista (na minha intervenção, o mesmo vale agora para a postura do Executivo, que não pode forçar a barra com o Legislativo nas mãos do outro partido).
Na banda liberal, Peter Beinart tem sua lição sobre a landslide republicana. Ele argumenta que os democratas têm motivos para temer o horizonte. O motivo? Os republicanos estão cada vez mais famintos para vencer. Eles mantêm a paixão da base mais radical, mas moderam o purismo ideológico. Como regra geral, quanto mais tempo um partido fica longe da Casa Branca, mais faminto ele se torna. Com a fome, descarta a ortodoxia nociva, sem esfriar a base.
Entre 1932 e 1952, foram necessárias cinco derrotas presidenciais para os republicanos convencerem os militantes mais ardorosos e conservadores a cerrar fileiras com Dwight Eisenhower, que aceitara o New Deal (programas sociais e intervenção estatal) da era Roosevelt. Entre 1980 e 1992, os democratas precisaram de três derrotas para convencer a base esquerdista a seguir o caminho centrista de Bill Clinton.
Nas duas eleições de Obama, os republicanos não conseguiram a proeza. A elite partidária respaldou John McCain em 2008 e Mitt Romney em 20012, candidatos com conquistas bipartidárias e independência ideológica que poderiam atrair eleitores independentes. Mas, ambos enfrentaram muita hostilidade da base e foram forçados a repudiar muitos aspectos de suas identidades políticas na campanha. Vale lembrar que a turma aguerrida e teapartista dos republicanos, como o senador presidenciável Ted Cruz está, para usar o termo infame, em cruzada contra candidatos ao estilo McCain/Romney.
Beinart arremata que os republicanos ainda estão diante de imensos desafios para seduzir blocos eleitorais como jovens, minorias e mulheres, mas, neste vitorioso ciclo eleitoral de 2014, eles deixaram de cavar o buraco.

***
Colher de chá para a sacada do Ronaldo (dia 6, 16:24). 

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05/11/2014 às 3:39 \ Eleições EUA 2014
Gangorra quebrada
Quem vai consertar o jogo político americano?
Quem vai consertar o jogo político americano?
Paladino de uma mudança histórica na sua primeira eleição em 2008, o democrata Barack Obama governou nos primeiros dois anos com a Câmara e o Senado do seu lado. Nos dois anos que restam no seu segundo e ultimo mandato, Obama deverá governar com um Congresso republicano.
Não é uma situação inusitada para democratas e republicanos, mas no day after da estrondosa derrota democrata nas eleições de terça-feira é difícil visualizar um final de mandato consequente para Obama. Com a vitória republicana e a fraqueza do presidente democrata, existem algumas tênues oportunidades de compromisso bipartidário. Obama precisa de um legado e os republicanos precisam mostrar serviço. No entanto, o cenário é de muito rancor partidário e os atores políticos devem se posicionar para o páreo eleitoral de 2016.
Avanços republicanos estavam assegurados nas eleições de terça-feira, como é a praxe em pleitos no meio do mandato presidencial, e a conquista do Senado (além da expansão da maioria na Câmara) era uma forte possiblidade. Os resultados, porém, foram mais amargos do que os democratas esperavam (o mesmo comigo).
A onda republicana foi complementada por importantes vitórias nas eleições para governador (realizadas em 36 dos 50 estados), um reforço político e moral para um partido que perdeu as duas últimas eleições presidenciais e sobre o qual pesam dúvidas sobre sua viabilidade na disputa pela Casa Branca, quando eleitores democratas comparecem em maior número e com mais entusiasmo do que em votações no meio do mandato presidencial.
Nenhum consolo para os democratas lembrar que as pesquisas revelam que os republicanos que agora controlam o Congresso são alvo de ainda mais insatisfação do que eles. O fato é que os republicanos ganharam, transformando a campanha em um referendo sobre a gestão Obama. Agora, eles precisam fazer a transição de um partido implacável na oposição ao governo para um que mostre que também tem um agenda positiva, que vá além do obstrucionismo.
A reputação democrata também é melancólica. Basta lembrar que a taxa de aprovação do Congresso americano em algumas pesquisas é de 13% (a de Obama está na faixa de 40%). As lideranças parlamentares são motivo de escárnio. Aliás, uma pesquisa recente revelou que apenas 43% dos americanos sabiam qual partido controlava a Câmara e o Senado (o comparecimento às urnas na terça-feira foi de 36%).
Este é um país, ao mesmo tempo, desmotivado, frustrado, furioso e temperamental com seus políticos. Em um jogo polarizado, os partidos têm suas coalizões eleitorais, mas nenhum deles mantém o pulso firme no poder.
O ciclo eleitoral de 2014 foi o quarto em menos de uma década em que os eleitores removeram de um partido o controle do Congresso ou da Casa Branca. Esta semana, um ex-assessor do governo de George W. Bush, Peter Wehner, disse ao Wall Street Journal que o problema mais grave nem é mais o sobe e desce, mas a gangorra quebrada. O país perdeu a confiança nos seus partidos e nas suas lideranças ( tantos os jumentos que simbolizam os democratas, como elefantes, que simbolizam os republicanos)
O alerta é que se os republicanos não conseguirem dar conta da desilusão popular, esta vitória se revelará transitória, com a gangorra quebrada “em funcionamento” novamente em 2016, quando estará em jogo também o grande prêmio que é a Casa Branca.
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Colher de chá para Francisco Pintão (dia 5, 7:27), veterano junkie na coluna de política americana, que neste ciclo eleitoral trabalhou com acerto, ao contrário do Instituto Blinder & Blainder, que teve um desempenho aquém da margem de erro.
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PS- Coluna, obviamente, tem espírito cívico e para os vencedores na democracia americana oferece “congratulations”. Esta coluna postada em Nova York saúda os resultados eleitorais, mostrando o vermelho (republicano) no Empire State Bulding na noite de terça-feira.

As cores da vitória na capital do mundo
As cores da vitória na capital do mundo
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04/11/2014 às 6:00 \ Eleições EUA 2014
Nas eleições americanas, um confronto melancólico
Suspense é sobre o tamanho da vitória do elefante republicano sobre jumento democrata
Suspense é sobre o tamanho da vitória do elefante republicano contra jumento democrata
Terça-feira, dia de votação nos EUA. Agora, o negócio é acompanhar a “horse race”, a corrida entre os elefantes republicanos e os jumentos democratas (símbolos dos dois partidos), com os jumentos lamentando que estejam amarrados ao presidente Barack Obama. Agora, é uma questão de saber se a máquina de mobilização democrata será páreo duro, suficiente para conter os estragos e impedir que os republicanos, não apenas ampliem sua maioria no Câmara (onde estão em jogo todas 435 cadeiras), mas capturem o Senado (em disputa, 36 dos 100 assentos).
A outra incógnita, simplesmente extenuante na “horse race”, é se saberemos apenas em janeiro de 2015 o desfecho deste páreo político caso ele dependa do segundo turno de eleições para senador nos estados da Louisiana e da Geórgia.
Chris Cillizza, um repórter do Washington Post que respira poluição política sem cessar, foi conversar com uma dúzia de marqueteiros democratas envolvidos nas campanhas do atual ciclo eleitoral. Ele cheirou um crescente nervosismo em relação ao ambiente político que não seria apenas nocivo para o lado deles, mas estaria piorando. Claro que baixar as expectativas ainda mais pode ser uma jogada de marqueteiros. No entanto, é o que é: Barack Obama é prejudicial para a saúde de candidatos democratas.
A chave da marquetagem republicana foi nacionalizar estas eleições de ter ça-feira. Elas foram transformadas em um plebiscito sobre a gestão de Obama. O presidente não é tratado como uma figura sinistra (isto ainda existe em algumas catacumbas políticas), mas como um executivo inoperante e incompetente. A ironia é que Obama é desmoralizado pelos republicanos quando existe um desprezo generalizado pela classe política (há pesquisa em que a taxa de aprovação do Congresso marca 13%).
Nenhum consolo para a Casa Branca que a taxa de desemprego tenha caído dois pontos desde janeiro de 2013 (para 5.9%) e a economia crescido 3.5% no terceiro trimestre, completando um período de dois trimestres do melhor desempenho em mais de uma década. Com tudo isto, existe a sensação de que a casa e o mundo, sob administração Obama, estejam despencando. A taxa de aprovação do presidente está na faixa dos 40%, em contraste aos 69% de janeiro de 2009 (mês de sua primeira posse), quando a economia global realmente desabava.
Teria sido melancólico de qualquer jeito. É a coceira dos seis anos, ou seja, o partido do presidente no meio do seu segundo e último mandato sofre em eleições nas quais a Casa Branca não está em jogo; o mapa eleitoral favorece os republicanos, pois estão em disputa mais cadeiras vulneráveis dos democratas; este é um país em alta ansiedade e, ao mesmo tempo, de apatia política, especialmente junto à coalizão democrata de jovens, mulheres solteiras e minorias.
Uma vitória republicana na terça-feira, ou seja, a conquista do Senado, talvez se revele fugaz, com uma reviravolta nas eleições de 2016, quando também estará em disputa a Casa Branca. No entanto, no day after ou em janeiro, será pleno direito republicano celebrar os resultados. Já para os democratas, perder cadeiras nas duas casas do Congresso, mas preservar o Senado, será uma vitória.
***
Colher de chá para o depoimento eleitoral do “texano” Rey Cintra (dia 4,12:45).  E mais uma para o “floridense” J.R. Monteiro (dia 4, 17:29). Pelo menos na coluna, lavada democrata, hehehe. Ainda em busca de eleitores republicanos. Não vale o mero simpatizante.

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03/11/2014 às 6:00 \ Eleições EUA 2014
Tradições, coceira e fingimento nas eleições americanas
Os balões para a festa de Mitch McConell no Kentucky e como possível líder da maioria republicana no Senado
Os balões para Mitch McConnell no Kentucky e como possível líder da maioria republicana no Senado
A divisão educacional do Instituto Blinder & Blainder oferece esta coluna com material didático sobre as eleições americanas da terça-feira. Em jogo estarão as 435 cadeiras da Câmara dos Deputados (onde o mandato é de dois anos e será expandida a maioria republicana), 36 das 100 cadeiras do Senado (onde o mandato é de seis anos e o suspense é se os republicanos deverão conseguir a maioria) e 36 dos 50 governos estaduais. Eletrizante? Nem tanto, especialmente em uma eleição na qual não está em jogo o grande prêmio: a Casa Branca, que tem como inquilino o democrata Barack Obama.
Na tradição americana, o comparecimento às urnas em eleições do meio do mandato presidencial de quatro anos é mais baixo do que quando existe a disputa pela Casa Branca. Tem sido assim desde meados do século 19. Nos últimos tempos, o perfil do eleitor nestas eleições de meio de mandato presidencial costuma favorecer os republicanos, pois o comparecimento é maior de votantes brancos e mais velhos. A coalizão democrata é mais presente nas eleições presidenciais (mulheres, jovens e minorias). Basta ver que Barack Obama foi reeleito em 2012 quando a taxa de desemprego estava acima de 8% (hoje está abaixo de 6%). Pesquisas confirmam maior entusiasmo republicano no atual ciclo eleitoral.
Em outra tradição americana, existe a “coceira dos seis anos”, ou seja, a ideia de que uma eleiç ão no sexto ano de governo de um presidente com dois mandatos costuma enfraquecer o partido que controla a Casa Branca. Isto aconteceu com sete presidentes desde a Grande Depressão. Nada promissor para os democratas com a taxa de aprovaç ão de Obama abaixo de 50% por mais de um ano. A dos republicanos no Congresso é bem mais melanc ólica, o que não serve de consolo para tantos candidatos democratas ao Senado que simplesmente fingem não conhecer o presidente na campanha eleitoral.
Já o dinheiro não finge. Controle do Congresso pode se revelar fugaz para os republicanos (pois é quase consenso que os democratas deverão retomar o controle do Senado em 2016, mas não o da Câmara), mas investimentos são mais caros do que nunca. O independente Center for Responsive Politics estima que neste ciclo eleitoral serão gastos quase US$ 4 bilhões, a mais cara campanha da história em eleições do meio do mandato presidencial. Os republicanos estão gastando um pouco mais do que os democratas, algo natural na esteira da decisão da Corte Suprema de 2010, que tornou legal para as corporações (assim como para os sindicato) gastarem o quanto quiserem para apoiar ou atacar candidatos.
Mais uma tradição americana: os americanos resmungam sem cessar sobre seus políticos, mas a renovação no Congresso é pequena. Contribuição  de campanha favorece quem já tem a cadeira e o desenho eleitoral dos distritos beneficia o status quo. Para o azar dos democratas, existem mais disputas competitivas onde um democrata tem o assento. Por este motivo, as projeções são de ganhos para os republicanos de 4 a 14 cadeiras na Câmara, onde o partido já tem maioria de 233. No Senado, em que os republicanos precisam de um ganho de seis cadeiras para conquist á-lo, os democratas estão defendendo 21 das 36 em jogo. Em sete das quais, o derrotado candidato presidencial republicano Mitt Romney venceu em 2012.
O controle republicano da Câmara e possível conquista do Senado não refletem a polarização americana. O país está empatado e empacado. Basta ver os números divulgados no domingo na pesquisa Wall Street Journal/NBC News: 46% dos entrevistados querem uma vitória republicana no Congresso na terça-feira, enquanto 45% desejam a dos democratas. A divisão sexual é escandalosa. Entre os homens, a predileção por vitória republicana é de 53 a 38. Entre as mulheres, o favoritismo democrata é de 52 a 39.
***
Colher de chá para Carmem, Daniel M e Pablo Vilanovo pelos debates matutinos (matutinos para mim, agora três horas para trás de Brasília).

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02/11/2014 às 6:00 \ Eleições EUA 2014
As eleições americanas estão aí (de 2014, 2016, 2020…)
Jeb Bush e Mitt Romney no plano de voo seguro
Jeb Bush e Mitt Romney no plano de voo seguro
Existe a tal história de que uma eleição começa quando a outra termina, especialmente para o complexo industrial-político que vive do negócio (políticos, marqueteiros, ativistas e consumidores junkies do noticiário), mas este ciclo eleitoral americano nem espera uma eleição começar para vivenciar outra.
As eleições desta terça-feira (Congresso e governos estaduais) claro que são importantes, mas no final das contas são o aquecimento para os grandes embates de 2016. Sempre é assim, mas o cenário palpitante da próxima eleição presidencial compete de forma especialmente intensa com esta próxima terça-feira.
Leia mais:

É o Obama, estúpido!

Verdade que o imediato finalmente ganhou urgência e o noticiário está mais carregado. Para os junkies, já está tudo na veia noticiosa. Será que a desafiante republicana em Iowa vai ganhar? Será que a senadora democrata na Louisiana segura sua cadeira? E como vão votar os esquimós no Alasca?
Eu confesso que por viver há mais de 25 anos (desta vez) nos EUA e por ossos do ofício, estou mais familiarizado com o mapa político da Carolina do Norte do que com o do Mato Grosso do Sul. De cabeça, nem sei o nome de prefeitos de algumas das mais importantes cidades brasileiras, mas acompanho política municipal de algumas das mais importantes nos EUA. No entanto, desta vez foi difícil engrenar no ciclo eleitoral americano.
Parte da culpa obviamente foi a atenção profissional e pessoal que devotei por semanas a fio às eleições brasileiras, mas fui “contagiado” por um certo desânimo sobre a corrida americana da terça-feira, onde o grande lance é a ambição republicana de emplacar o Senado, no qual os democratas têm maioria de 55 a 45.
Não podemos, porém, desdenhar. Sei que se trata apenas de um aquecimento para 2016 e o cenário definido como muito provável de controle republicano do Congresso pode ser revelar fugaz (apenas dois anos). Mas, vitória é vitória e derrota é derrota. Ainda por cima diante das expectativas de mais ganhos para os republicanos na Câmara (onde o partido já é maioria).
Neste cenário de controle republicano do Legislativo em Washington, será a vez dos democratas darem o troco com obstrucionismo, enquanto a Casa Branca poderá exercitar com frequência o veto (será possível que haverá mais projetos de lei derrubando o Obamacare, a reforma da saúde?).
Portanto, está aí a promessa de mais dois anos exasperantes em Washington, enquanto já se discute com intensidade qual republicano irá desafiar Hillary Clinton em 2016. Desponta até o nome de Mitt Romney e pode haver outro Bush (Jeb) na jogada. Exasperante! No entanto, melhor assim para os republicanos, pois se eles vierem com uma cara radical (Rand Paul ou Ted Cruz), melhor começar a discutir a eleição de 2020.
***
Já dera a colher de chá na sexta-feira para meu assessor eleitoral Emerson. No domingão, para outros dois junkies no assunto: Francisco Pintão e Marcel.
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01/11/2014 às 6:00 \ Hipsters
Confissões de uma hipster
Coxinha antes que era cool
Coxinha antes que era cool
O Instituto Blinder & Blainder já foi (e continua sendo) nepotista, deixando a filha do CEO escrever na coluna. Populista, ele abriu espaço para leitores. E por que não para amigos? Bia Leal é amiga, jornalista e mais jovem foi estagiária em Nova York na produção do Manhattan Connection, o programa da Globo News. A Bia me mandou um e mail aflito e instigante sobre ela e o Brasil, o Brasil e ela. Na coluna, eu voltei para “casa”, para o mundo, mas não quero desertar totalmente a pátria e suas aflições. Veterano editor, eu calculei que havia ali uma boa oportunidade para fazer mais uma inovação na coluna e trazer a pensata de alguém jovem que pensa fora da caixa. A coluna também pode pensar out of the box. A Bia deu uma limpada no e mail com vistas à publicação na coluna. Boa leitura!

PS- um bom contraponto ao texto da Bia poderá eventualmente ser publicado.
***
Beatriz Leal

Uma grande amiga minha me questionou sobre a banalização do termo “hipster” e me alertou para a sua origem, que é muito mais interessante e complexa do que parece. Esclareço que o uso meio “pastelão” do termo neste texto é, no fundo, uma homenagem para todos aqueles que fazem o cansativo exercício de pensar fora da caixa, hipsters ou não.
De acordo com a minha timeline do Facebook, em São Paulo, hipster é aquele que está questionando o ódio ao PT e repudiando a VEJA sem argumentos técnicos. Em Brasília, o hipster parou de comparar Lula com FHC de forma simplista e de idolatrar Che Guevara. Eu – que até então me considerava hipster (gosto de Los Hermanos way before it was cool) – fiquei bastante confusa.
Estudei numa escola tradicional em Higienópolis que não me ensinou a ler jornal. Quando, na 6a série, discutimos sobre privatização nas telecomunicações, a única fonte de informação da professora foi a VEJA. Além disso, ao contrário de amigos que aos 16 anos brigaram com os pais ao colocar o Che na parede do quarto, eu não banco muito meus questionamentos dentro de casa. O dia em que eu perguntei por que que eu tinha que estudar Francês ou Alemão em vez de um idioma com alfabetos diferentes, como Árabe ou Indiano, veio a acusação: “tá parecendo petista”. Me ofendi. Tranquei-me no quarto em vez de questionar porque “petista” era sinônimo de ofensa em São Paulo. You see, naquela época eu ainda não gostava de Los Hermanos.
Quando o Lula se elegeu em 2002, eu já tinha 16 anos e não votei. Estava fazendo intercâmbio nos Estados Unidos. Na High School, eu pegava uma matéria chamada “American Government”, e meu professor, por acaso, era senador democrata pelo estado de Iowa. Ele me perguntou: “você está feliz com as eleições no Brasil?”. E eu, sem hesitar, disse: “não!”. Quando ele me perguntou “por quê?”, eu não tinha argumentos que não fossem “porque o Lula não tem um dedo”, “porque ele é analfabeto”, “porque ele bebe”. Foi aí que eu virei hipster.
Em 2004, a família toda se mudou para Brasília. Sair da bolha de Higienópolis sem saber porque eu odiava o Lula só ajudou a alimentar meu hipsterianismo: fui chamada de coxinha way before it was cool. E os meninos cabeludinhos brasilienses que ouviam Rage against the machine argumentavam comparando corrupção e macroeconomia entre Lula X FHC. Me apaixonei por um deles. Só depois eu fui entender que usamos os fatos para justificar paixões: sejam elas ódios ou amores.
Caio, nós dois sabemos que o antilulismo não é infundado, né? Lemos o livro do Diogo e temos a história da nossa família traçada em São Paulo da época em que o ex-prési assumiu a presidência do sindicato dos trabalhadores. Do outro lado, há aquela ideologia dos anos 1980 que ajudou a cultivar os pôsteres dele ao lado de Che. Os radicais de um lado irritam os radicais do outro. Claro. Demorei para compreender isso. Mas quando esse estalo chegou, fui fazer estágio no Manhattan Connection (chupa, Dado).
Em conversas sobre o atual momento histórico da imprensa, debate-se muito a influência dos jornalistas que viveram aquela fase antiLula X Lula Herói, que, hoje, anos mais tarde, ajudam a polarizar a imprensa entre PT X PSDB. Cheguei à fórmula abaixo:
Jornalistas que sofreram a manipulação da imprensa lá em Minas no governo Aécio
+
Galera liberal social, que defende os direitos LGBT e das domésticas (incluo-me nesse grupo)
+
Quem está questionando a forma como a imprensa é feita (e lida)
=
neo-hipsters de São Paulo.
Enquanto isso, em Brasília, jornalistas-pesquisadores que superaram as idolatrias e ódios discutem sobre como passar informações inteligentes de gestão pública para o (e)leitor quando a sociedade está tão acomodada a ler fofoca política. Esse povo acadêmico (também me incluo aqui) está pouco se lixando para PT, PSDB, Dilma, Lula e Aécio – somos idealistas e alienados.
Os superados menos acadêmicos debatem economia e história. Para argumentar em favor da alternância de poder, questiona-se: “ok, você que adora comparar Lula e FHC e não tem perspectiva histórica, responda-me: quem fez o melhor governo do Brasil até 2002?”. Do outro lado, os superados da economia falam em argumentos de macroeconomia financeira, baseando-se nas colunas econômicas escritas por empresários para tentar explicar um projeto econômico de governo. E aí fica aquela briga Bolsa Família X facilitar o mercado para micro e pequenas empresas.
Eu, que, apesar de leiga em economia me mantenho hipster, mesmo que contra à intromissão do Planalto nas decisões do Banco Central, achava um tanto utópico o abre-geral liberalista que defende que a área assistencialista do Brasil seja administrada pelas políticas de responsabilidade social das empresas – principalmente em uma sociedade que ainda não aprendeu a consumir informação e enxergar além das particularidades, interesses, amores e ódios de cada texto que corre nas redes sociais (enquanto isso, nas paredes dos quartos, os cartazes de líderes políticos são substituídos por cartazes de colunistas).
De minha parte, eu me posicionava contra o exacerbado liberalismo econômico para defender o Bolsa Família, pois já havia me inteirado melhor sobre este com informações deste tipo. Com o seu convite de publicar aqui, Caio, fui apurar melhor a informação, para não fazer exatamente o que tanto rejeito: disseminar certezas absolutas sobre aqueles assuntos que não domino. Aí conversei com meu amigo de faculdade, Pedro Valadares, que escreve e desmistifica o liberalismo econômico (continuo confusa, porém um pouco menos hipster).
Nos sensibilizamos com a Marília Pêra arrastada por organizações militares no “Roda Viva” e, depois, nas primeiras eleições, sendo questionada bruscamente por que ela decidiu não ser sugada para o outro pólo. Hoje, escuto pessoas dizendo: “Vocês, que foram nas manifestações do ano passado, por que agora não votam no Aécio?” – sei que a comparação é simplista (por favor, ninguém transforme a Marília em meme, ok?), mas se tem alguma coisa útil nos hipsters, é que levantamos questões no meio de tanto mainstream.
Mas que mainstream o quê? O Brasil é o país mais hipster de todos. O que o clima dessa eleição indicou é que de fato NÃO há consenso. Graças aos hipsters de plantão, as pessoas começaram a discutir (se xingar, se bater) e isso é um (mesmo que penoso) avanço democrático.
Só é uma pena para os hipsters como eu. Onde não há mainstream, não há mais espaço para a gente. Tchau! Tô indo pra Miami!
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31/10/2014 às 20:56 \ Eleições EUA 2014
É o Obama, estúpido!
O presidente não transmite confiança
O presidente não transmite confiança
Barack Obama, com sua fama de narcisista, conseguiu: é o centro das atenções quando sua popularidade é anêmica e os democratas estão no sufoco eleitoral. Não deveria ser assim nas eleições americanas que acontecem no meio de um mandato do presidente em que estão em jogo o Congresso e governos estaduais (36 dos 50). A Casa Branca não deveria ser o grande foco. Na campanha em um punhado de estados em que os democratas estão mais vulneráveis, há um esforço para se distanciar do presidente. Há candidato que sequer assume que votou no presidente, caso de Alison Lundergan Grimes, no estado de Kentucky.
Na próxima terça-feira, apenas 1/3 das cadeiras do Senado (100 no total) está em disputa. A maioria democrata (55 a 45) está ameaçada porque a disputa para valer acontece em estados nos quais o partido está acossado (na Câmara, a projeção é de um ligeiro aumento da maioria republicana). A ameaça cresceu pois este ciclo eleitoral se moldou em parte como um referendo sobre o estilo de administração de Obama.
Na nova narrativa republicana, Obama deixou de ser um tirano e passou a ser um presidente inoperante, um pedestre perdido na esquina vendo os problemas passarem. Para a maleável e implacável agitprop republicana, Obama é sempre o alvo preferencial, ainda por cima por ele ter se mostrado ruim de briga, como se estivesse acima da política. Eleitores, portanto, têm a oportunidade para canalizar suas frustrações e ansiedades para a forma com a qual o presidente lida com desafios como a ameaça terrorista, a epidemia Ebola, o quebrado sistema de imigração e ironicamente mesmo uma economia que está em situação melhor do que a dos demais países ricos.
Obama não transmite confiança e uma economia que no terceiro trimestre cresceu 3.5% é insuficiente para aplacar a frustração popular. Não dá pé para os democratas adaptarem o clássico bordão do marqueteiro James Carville na vitoriosa eleição de Bill Clinton em 1992, exclamando “a economia melhorou, estúpido”! E o sentimento popular de frustração é devidamente explorado pelos republicanos em ritmo populista. A economia cresce e a bolsa está bombando, mas há uma sensação de meia bomba na população com os salários estagnados, as crescentes desigualdades sociais e um número recordista de americanos que conseguem apenas empregos temporários. O mesmo Obama que já foi acusado de socialista, ganha a pecha de elitista.
Assim, apesar de meses de tendências positivas na economia americana, os democratas estão ameaçados no Congresso. Estariam ameaçados de qualquer forma pois nas eleições de meio do mandato presidencial a base republicana comparece com mais entusiasmo com seu perfil de votante branco e mais velho.
Para as democratas, preocupados com a apatia de sua base (mulheres solteiras, jovens e minorias), o negócio é investir mais em uma campanha do medo do que da esperança sobre o cenário de uma hegemonia republicana no Congresso. Até agora, a mensagem não parece ter surtido efeito, pois a expectativa maior é sobre o grande embate de 2016, quando também estará em jogo a casa hoje ocupada por Barack Obama, cansado de guerra. Em parte, o presidente está abandonado por seu próprio partido, até pela coalizão que o consagrou em duas eleições.
A mensagem que se forja parece ser: é 2016, estúpido!
***
Colher de chá para o Emerson, inestimável no seu interesse por eleições americanas. Ele tem suas preferências, mas ninguém pode negar seu conhecimento. Emerson é  um excelente assessor técnico do Instituto Blinder & Blinder.
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31/10/2014 às 20:18 \ Eleições Brasil
Cabeças de brasileiros
Imagem de Mrs. Rousseff no editorial da Economist
Imagem de Mrs. Rousseff no editorial da Economist
O editorial da venerável The Economist sobre a reeleição de Dilma Rousseff concorda com o óbvio, que gerou uma polêmica que eu considero exagerada sobre preconceitos contra brasileiros que votam de forma significativa no PT. Existem, de fato, várias cabeças de brasileiros, cabeças inclusive regionais. A Economist, como foi enfatizado aqui, endossou Aécio Neves domingo passado, mas não considera surpreendente a vitória de Dilma Rousseff.
A revista observa no editorial que o Brasil continua sendo um país de severas desigualdades sociais e os eleitores mais pobres são gratos ao PT pela melhoria de seu padrão de vida e às oportunidades que tiveram em 12 anos de poder petista (oito de Lula e quatro de Dilma).
As vantagens de ser poder, a formidável máquina do PT, seu dinheiro (algum, na expressão do editorial, “parece que roubado da Petrobrás”) e a química de Lula com o povo combinaram para virar a campanha a favor de Dilma. Eu apenas arremato que os erros estratégicos da campanha de Aécio Neves na sua terra natal foram um fator essencial para sua derrota. Cabeça de mineiro!
PS- Parece que, como Lobão, eu não cumpri a palavra e cá estou de volta ao Brasil, do qual prometera partir (apenas uma ligeira recaída).
***
Colher de chá para o ágil Pedro Lemos. 
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30/10/2014 às 6:00 \ Egito, Líbia, Primavera Árabe, Síria, Tunísia
Enquanto isso…na Primavera Árabe
Na Tunísia, um raro motivo para alegria democrática e secular
Na Tunísia, um raro motivo para alegria democrática e secular
Conversa sobre Primavera Árabe? Será que a divisão sonhática do Instituto Blinder & Blainder está impondo a pauta da coluna? Como falar em Primavera Árabe após tantos pesadelos? Sem dúvida, a Síria é hors concours, além de qualquer pesadelo, além da imaginação. No entanto, a Primavera Árabe é um processo, um rebento. É um broto que nem completou quatro anos.
Já falei aqui das boas notícias da Tunísia, berço da Primavera Árabe, onde no domingo o partido islâmico Ennahda (o melhorzinho das irmandades muçulmanas) foi derrotado pela partido secular Nidaa Tounes nas eleições parlamentares. E é justamente ali na África do Norte que podemos ver o melhor e o pior produzido até agora pela Primavera Árabe (de novo, Síria é hors concours).
Na sacada de Paul Pillar, comparar as experiências de Tunísia, Líbia e Egito é uma lição para entender o que ajuda um país a caminhar rumo a algo que leva jeito de uma democracia estável e o que o leva na direção oposta.
Na Tunísia, a queda da ditadura Ben Ali não foi suave, mas os sinais são positivos. O país teve no domingo a segunda eleição democrática desde a revoluç ão de 2011. Já o país vizinho, a Líbia, está uma meleca, com a guerra entre milícias. Apenas a meleca síria é pior entre os países que foram palco da Primavera Árabe.
Paul Pillar observa que o quadro é menos caótico no Egito. No entanto, pouco consolo. O regime do general Sisi, que tomou o poder com o golpe que derrubou o governo da Irmandade Muçulmana, lembra a ditadura Mubarak e se mostra ainda mais autoritário. Com a ausência de canais pacíficos para expressar resistência, o risco é de mais violência e o terrorismo está em alta.
A jornada na Tunísia em parte é explicada pela vantagem de ser um país relativamente pequeno e homogêneo, mais próximo de hábitos culturais europeus. A desvantagem líbia foi ter amargado quatro décadas da brutal e excêntrica ditadura Kafadi. O país emergiu das trevas sem instituições independentes.
E no caso egípcio, mesmo com a rebelião popular, os militares nunca deixaram o poder, mesmo com ascensão da Irmandade Muçulmana. Hoje, o regime Sisi faz o que pode para esmagar o movimento islâmico, enquanto na Tunísia o partido Ennahda é tratado como um ator legítimo e ele se comporta de forma responsável e pragmática, ao contrário da Irmandade Muçulmana no Egito.
Em uma região do mundo povoada por ditaduras (seculares, teocráticas e militares) e assolada por guerras civis e terroristas completamente ensandecidos, a Tunísia exibe um precário e ainda promissor caminho democrático de desafio ao desalentador conceito de “uma pessoa, um voto, uma vez”.
***
Colher de chá para as intervenções de Paulo Vitor sobre religião. 


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