quinta-feira, 6 de novembro de 2014

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Jordânia e Israel entram em crise por discórdia sobre mesquita de Al-Aqsa
Amã convocou seu embaixador por causa de conflito na área do templo. Policiais israelenses entraram na mesquita no confronto, dizem palestinos.
05/11/2014 20h53 - Atualizado em 05/11/2014 21h03
Da Reuters
Palestinos limpam a mesquita Al-Aqsa após confronto com policiais israelenses  (Foto: Reuters/Ammar Awad)Palestinos limpam a mesquita Al-Aqsa após confronto com policiais israelenses (Foto: Reuters/Ammar Awad)
Uma discórdia crescente a respeito da localidade sagrada mais volátil de Jerusalém gerou uma crise entre Israel e Jordânia nesta quarta-feira (5) e Amã convocou seu embaixador pela primeira vez desde o tratado de paz de 1994 entre os dois países.
Como sinal das tensões, um palestino atirou o carro contra pedestres no centro de Jerusalém também nesta quarta, matando um policial paramilitar de fronteira israelense antes de ser morto a tiros pela polícia. Mais de uma dezena de pessoas ficaram feridas.
Em um segundo ataque mais tarde, uma van dirigida por um palestino atropelou três soldados na Cisjordânia ocupada. Um deles estava gravemente ferido e os outros dois sofreram ferimentos moderados, disseram um porta-voz do serviço de ambulâncias e a polícia.

O incidente em Jerusalém ocorreu depois de embates violentos entre a polícia israelense e palestinos na entrada da mesquita de Al-Aqsa, datada do século 8, o terceiro local mais sagrado para o Islamismo.
Palestinos recolhem entulhos e limpam o interior da mesquita Al-Aqsa após conflito com policiais israelenses (Foto: AFP Photo/Ahmad Gharabli)Palestinos recolhem entulhos e limpam o interior da mesquita Al-Aqsa após conflito com policiais israelenses (Foto: AFP Photo/Ahmad Gharabli)
Autoridades palestinas disseram que as forças de Israel atravessaram o limiar da mesquita pela primeira vez desde 1967. A polícia israelense negou ter entrado no recinto religioso.
Bem no momento em que Israel lida com o segundo atentado palestino mortal em Jerusalém em duas semanas, e com o risco de um terceiro levante palestino, a Jordânia trouxe uma nova dimensão ao conflito chamando seu diplomata de volta.
Amã chama embaixador
Falando em Paris, na França, antes de se reunir com o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, o ministro jordaniano das Relações Exteriores, Nasser Judeh, declarou que Amã retirou seu embaixador por causa da situação no complexo da mesquita de Al-Aqsa.
"Enviamos mensagens reiteradas para Israel, direta e indiretamente, dizendo que Jerusalém é uma linha vermelha", afirmou Judeh.
Ele acusou os israelenses de violações e incursões, de impedir as pessoas de orar livremente e de permitir a entrada de extremistas. "Estas violações são revoltantes" para os muçulmanos do mundo todo, disse.
A Petra, agência de notícias oficial do reino árabe, relatou que a Jordânia irá apresentar uma queixa ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) por conta das ações de Israel na cidade e no complexo conhecido pelos muçulmanos como Nobre Santuário, que abriga a mesquita de Al-Aqsa e o santuário do Domo da Rocha.
Integrantes de forças de segurança israelenses fazem ronda perto do domo da mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém (Foto: AFP Photo/Ahmad Gharabli)Integrantes de forças de segurança israelenses fazem ronda perto do domo da mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém (Foto: AFP Photo/Ahmad Gharabli)
Os muçulmanos creem que o profeta Maomé ascendeu aos céus do Domo da Rocha no século 7, e os judeus reverenciam a colina da Cidade Velha de Jerusalém como Monte do Templo, local mais sagrado do Judaísmo onde dois templos bíblicos teriam sido erguidos.
O porta-voz do ministro israelense das Relações Exteriores, Emanuel Nahshon, declarou que o gesto da Jordânia foi equivocado e que não contribui para o apaziguamento das tensões.
“Esperamos que a Jordânia repudie a violência premeditada vinda de Ramallah (na Cisjordânia ocupada), e a morte de inocentes que isso causou”, disse Nahshon em um comunicado.
A medida jordaniana ocorreu pouco mais de uma semana depois de o país e Israel comemorarem o 20º aniversário de seu tratado de paz.
Proibição às orações
Em uma cerimônia em 26 de outubro reconhecendo o marco, o embaixador jordaniano, Walid Obeidat, usou um tom de alerta ao mencionar uma campanha de ultranacionalistas israelenses para suspender uma proibição de Israel às orações de judeus no complexo sagrado.
Obeidat disse que qualquer mudança no quadro atual acabaria ameaçando o acordo, o segundo do gênero que Israel firmou com um Estado árabe desde o tratado com o Egito em 1979.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ofereceu garantias públicas de que irá manter o arranjo existente para que os muçulmanos possam rezar no complexo. O local tem sido administrado por autoridades religiosas jordanianas desde antes e depois da captura israelense de Jerusalém Oriental da Jordânia na guerra de 1967.
Na semana passada, Israel fechou o complexo na Cidade Velha de Jerusalém em meio aos episódios crescentes de violência entre palestinos e israelenses. A medida enfureceu o rei Abdullah, da Jordânia, que é o zelador oficial da localidade sagrada.
O embaixador de Israel na Jordânia, Daniel Nevo, afirmou que o governo israelense se mostrou bastante sensível à posição de Amã em relação a Al-Aqsa e ao papel mais abrangente do reino pró-Ocidente em um Oriente Médio cada vez mais dividido pelos conflitos sectários.
“Nosso maior temor na atualidade é que alguém esteja tentando criar distúrbios no Monte do Templo para atear fogo na região, para prejudicar tanto a Jordânia quanto Israel”, afirmou Nevo à Rádio Israel.
“Acredito ser de comum interesse de Israel e da Jordânia sobreviver ao Estado Islâmico e aos extremistas ao norte e ao leste”.
Para Netanyahu, o mais recente ataque em Jerusalém foi um resultado direto do que ele chamou de incitação por parte do Hamas e do presidente palestino apoiado pelo Ocidente, Mahmoud Abbas, sobre a situação no complexo sagrado.


Braço armado do Hamas se prepara para guerra com Israel


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Abid Katib/Getty ImagesMembros do Hamas: "Nossa próxima vitória será a mais dura na história do movimento sionista", diz comunicado



Gaza - O braço armado do movimento islamita Hamas, os Batalhões de Ezedin al-Qassam, se prepara para uma nova guerra comIsrael que será, segundo um comunicado, "a mais dura da história do movimento sionista".

"Nossa próxima vitória será a mais dura na história do movimento sionista", diz um comunicado divulgado nesta quarta-feira pela milícia.

Os preparativos do Hamas para uma nova guerra incluem a reconstrução de túneis sob a Faixa de Gaza, assim como de seu arsenal de mísseis, já havia informado a imprensa palestina há três semanas.

"Estamos nos preparando e equipando para uma maior vitória que a que conseguimos na última batalha", disseram os Batalhões em seu comunicado de hoje, no qual acrescentaram que Israel "pagará um preço muito alto por suas práticas criminosas", entre as quais menciona a "judaização de Jerusalém".

A Anistia Internacional denunciou também nesta quarta, em um relatório intitulado "Famílias sob os escombros: ataques israelenses contra casas habitadas" que o exército de Israel matou muitos civis palestinos em ataques a residências que, em alguns casos, podem ser considerados "crimes de guerra" e que demonstrou uma "cruel insensibilidade" em seus bombardeios.


Por sua vez, as milícias palestinas dispararam contra o território israelense mais de 5 mil mísseis, ação que a AI considerou também um crime de guerra no mesmo relatório.

"Os grupos armados palestinos também cometeram crimes de guerra, lançando indiscriminadamente milhares de mísseis sobre Israel e matando seis civis (cinco adultos e uma criança)", diz o documento no que cabe à parte palestina.

Tópicos: Hamas, Israel, Oriente Médio