terça-feira, 18 de novembro de 2014

LEVA CONTIGO FREDERICA, OS MILITANTES PALESTINOS POIS NÃO HÁ LUGAR PRA ELES DE GAZA À CISJORDÂNIA E DI SINAI AI GOLAN


17/11/2014 às 23h14

Representante da União Europeia nega plano de sanções contra Israel

A Alta Representante da União Europeia para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, afirmou nesta segunda-feira que um documento que revelava possíveis sanções contra Israel, revelado pelo diário israelense "Haaretz", é um documento interno e "hipotético", que não chegou a ser discutido pelos 28 países-membros do Bloco Europeu.
O documento revela novos detalhes de sugestões apresentadas em discussões internas entre membros da União Europeia (UE) em Bruxelas. Entre as opções consideradas estariam sanções às companhias europeias envolvidas na construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
- Esses assuntos não estavam na pauta dos ministros hoje, e também não estava no centro das discussões de hoje - afirmou Mogherini, alegando não ter lido a matéria do "Haaretz". - Certamente também não discutimos a possibilidade de isolar ou sancionar ninguém, mas sim, como voltar a motivar as partes envolvidas para que o diálogo retorne, e que possamos criar um cenário positivo para que israelenses e palestinos reiniciem o processo de paz.
Ainda assim, o encontro dos ministros terminou com um condenação formal contra a expansão dos assentamentos e indicações de medidas punitivas contra Israel.
"Lembrando que os assentamentos são ilegais sob a lei internacional, a União Europeia e seus Estados-membros continuam empenhados em assegurar a operação contínua, plena e efetiva aplicação da legislação em vigor e acordos bilaterais aplicáveis aos produtos de liquidação", diz a mensagem dos ministros. "A UE acompanha de perto a situação e suas implicações mais amplas e permanece pronta para tomar novas medidas no sentido de proteger a viabilidade da solução de dois Estados".
Os ministros ressaltaram em seu comunicado que "o desenvolvimento das relações com parceiros israelenses e palestinos dependerá de seu engajamento em nome de uma paz duradoura baseada num solução biestatal".
O acordo de livre comércio entre Israel e União Europeia exclui os produtos das colônias, que estão sujeitos a taxas aduaneiras. Em maio deste ano, a UE proibiu a importação de frangos e ovos das colônias judaicas da Cisjordânia ocupada.
A possibilidade de penalidades gerou uma resposta intensa do ministro israelense das Relações Exter iores, Avigdor Lieberman, que fez questão de separar as relações que o país mantém com a Europa, da turbulenta situação envolvendo a minoria palestina.
“Não é possível associar as relações bilaterais que Israel mantém com a União Europeia com as relaç ões entre Israel e os palestinos”, afirmou Lieberman após um encontro com o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier.
“Uma coisa deve ficar clara: nunca aceitaremos que construções em bairros judaicos de Jerusalém sejam considerados assentamentos. Não aceitaremos limitações de construção em áreas judaicas da cidade”, disse ele.
“Estamos sendo desafiados pela má vontade em reconhecer o direito do povo judeu a seu Estado”, afirmou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. “Israel é um Estado judaico e democrático, onde todos os cidadãos têm direito ao voto”, afirmou o premiê.
O Globo, com agências internacionais