sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O TEMPO DAS TRIBOS


O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa

Michel Maffesoli
Forense-Universitária, 2006 - 297 páginas
1 Resenha

Neste livro, Michel Maffesoli faz uma análise da mudança de enfoque da sociedade pós-moderna. O individualismo é substituído pela necessidade de identificação com um grupo, aspecto verificado na moda, por exemplo, e que é reforçado pelo desenvolvimento tecnológico - televisão a cabo, computador, etc. Não se trata de uma nova cultura, mas de sua transformação, como aspecto decisivo deste final de século. O surgimento de grupos, de conjuntos musicais, esportivos e turísticos é apontado como característica dessa 'nova' sociedade. 'O Tempo das Tribos' trata a cultura não como uma conseqüência da sociedade, mas como um de seus aspectos mais importantes, pois é por meio dela que os indivíduos se posicionam socialmente.




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CAMPOS, F.K. (UFMT) - 2010O TEMPO DAS TRIBOS.
Michel Maffesoli nasceu em Graissessac, 14 de novembro de 1944, é um sociólogo Francês, considerado como um dos fundadores da sociologia do quotidiano e conhecido por suas análises sobre a pós-modernidade, o imaginário e, sobretudo pela popularização do conceito de tribo urbana. Foi aluno de Gilbert Durand, é professor da Université de Paris – Descartes ‒ Sorbone. Michel Mafessoli construiu uma obra em torno da questão da ligação social comunitária e aprevalência do imaginário nas sociedades pós-modernas. Para o autor o fenômeno das tribos urbanas se constitui nas diversas redes, grupos de afinidades e de interesses, laços de vizinhanças que estruturam nossas megalópoles. A expressão “tribo urbana” foi cunhada pelo sociólogo francês Michel Maffesoli, que começou usá-la nos seus artigos a partir de 1985, e a expressão ganhou força três anos após a publicação do seu livro Le Temps des tribus: Le déclin de l’individualisme dans les sociétés postmodernes.
A comunidade Emocional
No paradigma cultural, o qual o mundo está nessa fase tribal, há uma volta de valores que a modernidade julgava está perdido. A pós-modernidade adota o aspecto emocional, e resgata uma sensibilidade entre as novas gerações. O autor (p.37), propõem um novo paradigma que venha substituir o paradigma do individualismo na compreensão da sociedade contemporânea, pois, ele está “baseado na necessidade de solidariedade e de proteção que caracterizam o conjunto social”.
A metáfora tribo, para (MAFFESOLI, 2006, p.37) nos permite dar conta do processo de desindividualização e do papel de cada pessoa, aqui reconhece a idéia da“persona”, da máscara que pode ser mutável e que integra sobretudo numa variedade de cenas, de situações que só valem porque são representadas dentro de uma tribo. Existe essa fluidez desses tempos pós modernos que faz com que essas novas tribos se ajuntam.
O autor (MAFFESOLI, 2006, p.37) chama essa multiplicidade de “paradigma estético”, no sentido de vivenciar ou de sentir em comum. Só existe na relação com o outro. E assim nos fala (MAFFESOLI, 2006, p.37), que não se trata só da história que construo, associado a outros indivíduos racionais, mas de um “mito do qual participo”. Esses mitos podem ser os heróis, santos, figuras emblemáticas, ideal-tipos, mais são apenas “formas” vazias, que permitem a qualquer um reconhecer-se com os outros. Assim as figuras míticas, os tipos sociais permitem uma “estética” comum e que servem de receptáculo à expressão do nós.
O princípio de individuação, de separação, estes, pelo contrário, são dominados pela indiferenciação, pelo perder-se em um sujeito coletivo, o que ele chama de (Maffesoli 2006, p.38), “neotribalismo” (Novo tribalismo, grifo meu), que segundo o autor a sociedade é constituída por diversos tribalismos, que são eles: esportivos, hedonistas, religiosos, musicais, tecnológicos, sendo uma “comunidade emocional” ou “nebulosa afetiva” (p.39) que vai exprimir-se numa sucessão de ambiências, de sentimentos, de emoções típico da sociedade moderna de acordo com o ethos (éthos: conjunto dos costumes e hábitos fundamentais, no âmbito do comportamento (instituições, afazeres...) e da cultura (valores, idéias ou crenças), característicos de uma determinada coletividade, época ou região), comunitário. O tribalismo refere-se, a uma vontade de “estar junto”, onde o que importa é o compartilhamento de emoções em comum.
A sensibilidade coletiva por um lado, está ligada ao espaço próximo, por outro, transcende o próprio grupo e o situa numa “linhagem” que se pode compreender, seja stricto sensu, seja em uma perspectiva imaginária (p.42).
“Emoção, sentimento, mitologia, ideologia...a sensibilidade coletiva, ultrapassando a atomização individual, suscita as condições de possibilidade para uma espécie de aura que vai particularizar tal ou tal época: como a aura

Referências a este livro


Flexíveis e plurais: identidade, casamento e família em circunstâncias pós ...
Jeni Vaitsman
Visualização de trechos - 1994




A sociedade pós-industrial e o profissional em turismo
Luiz Gonzaga Godoi Trigo
Visualização parcial - 1998

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Informações bibliográficas

Título O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa
Ensaio & teoria
Autor Michel Maffesoli
Edição 4
Editora Forense-Universitária, 2006
ISBN 8521803753, 9788521803751
Num. págs. 297 páginas

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