Israel reabre acesso de judeus à Esplanada das Mesquitas

Jerusalém, 2 nov (EFE).- A polícia de Israel reabriu na manhã deste domingo o acesso dos judeus à Esplanada das Mesquitas de Jerusalém, depois de o local passar esta semana fechado às visitas de membros de diferentes religiões pela tensão causada pela tentativa de assassinato de um rabino.
Pouco depois da liberação, o deputado e membro da ala radical do partido conservador Likud, Moshe Feiglin visitou a esplanada e foi fotografado ao lado da Mesquita de al-Aqsa, terceira na hierarquia do islã, informou a rádio pública israelense.
O deputado pediu, um dia depois da tentativa de assassinato do rabino Yehuda Glick por um palestino, na quarta-feira, que somente o acesso de judeus fosse permitido para a realização de uma grande oração por sua recuperação.
Israel fechou na quinta-feira pela primeira vez em anos a esplanada, venerada pelos muçulmanos, pois abriga a Mesquita de al-Aqsa e o nobre santuário, coroado por sua vistosa cúpula dourada e onde está a pedra com a qual Maomé ascendeu aos céus em seu cavalo Buraq.
O lugar também é sagrado para o judaísmo, que durante mais de dois milênios rezou pelos bíblicos templos destruídos nesse mesmo local, em um penhasco do Monte Moriah.
Ao longo do fim de semana local - sexta-feira e sábado, a polícia israelense deteve 17 pessoas que violaram a proibição em Jerusalém, acrescentou a emissora israelense.
Há uma semana a cidade santa conta com a presença de mais mil de forças de segurança enviados para aplacar distúrbios e choques.
Após o fechamento, foi permitida na sexta-feira a oração muçulmana na esplanada para os maiores de 50 anos, e milhares de palestinos rezaram em diferentes pontos da cidade em um ato que também serviu de protestos pelas restrições.
Silwan é uma das áreas árabes do Jerusalém Oriental onde a tensão mais se acumula, instigada pela compra a algumas semanas de vários edifícios por colonos radicais judeus que se instalaram nele.
Em outro bairro árabe, o de Abu Tor na quinta-feira, tropas israelenses mataram a tiros um morador de 32 anos, ex-condenado e suposto membro do grupo Jihad Islâmica, principal suspeito da tentativa de assassinato do rabino Glick, e que, segundo a versão policial, resistiu à prisão e atirou contra os policiais.
Glick recebeu cinco disparos quando saía do centro Menachem Begin, em Jerusalém Oeste, não muito longe de Silwan, onde tinha apresentado uma conferência chamada "Israel volta ao Monte do Templo", para destacados ativistas da direita e da extrema direita ultranacionalista israelense. EFE