quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Sim Bibi, a batalha pode ser pela eterna Jerusalém e pelo soberano Israel, mas a guerra é por suas peles hoje e no futuro. Prepare os líderes do Grande Israel. Se o fizer, Iehouah Tseva'ot é contigo dentro ou fora do governo.


R7
18/11/2014 às 17h25 (Atualizado em 19/11/2014 às 09h29)

"Estamos em combate por Jerusalém, nossa eterna capital", afirma primeiro-ministro de Israel 

O pronunciamento aconteceu depois do atentado palestino contra uma sinagoga
Do R7, com EFE e agências internacionais
Netanyahu (foto) afirmou que "não vão conseguir" tirar os israelenses de JerusalémAP/Gali Tibbon
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse na última terça-feira (18) que os cidadãos de seu país estão em "um combate por Jerusalém, nossa eterna capital", e pediu ao mundo que condene sem restrições a "selvagem instigação palestina".
"Há quem queira nos tirar de nosso país e de nossa capital, mas não vão conseguir. Estamos em um combate por Jerusalém, nossa eterna capital", declarou Netanyahu em entrevista coletiva em seu escritório desta cidade.
O chefe do Executivo israelense acrescentou que "a defesa de Jerusalém é a defesa da segurança dos cidadãos de Israel" e ressaltou que esta situação exige "a união nacional".
Israel considera Jerusalém sua capital "eterna e indivisível", apesar de a comunidade internacional não a reconhecer como tal, uma vez que sua parte oriental está sob ocupação desde 1967. Os palestinos reivindicam esse território como capital de seu Estado.
Após lamentar o atentado realizado hoje por dois palestinos de uma aldeia de Jerusalém Oriental em uma sinagoga, que terminou com quatro rabinos mortos e oito feridos, Netanyahu pediu à comunidade internacional uma condenação sem paliativos perante este tipo de crime.
O atentado deve aumentar ainda mais a tensão das últimas semanas no local. Outros ataques já ocorreram nas últimas semanas na parte oriental da cidade, além de outros confrontos na Cisjordânia e em Tel Aviv. Entretanto, o incidente de hoje foi considerado o ataque mais grave dos últimos anos. 
O líder israelense lembrou também o atropelamento ocorrido em Jerusalém no mês passado, que acabou com a vida de um bebê de três meses e cujo autor foi um palestino da parte oriental da cidade. "O Hamas, o Movimento Islâmico (israelense) e a Autoridade Palestina instigam sem cessar contra o Estado de Israel e os judeus e asseguram que queremos destruir o Monte do Templo (Esplanada das Mesquitas) e modificar o status quo. Isso é uma mentira", ressaltou.
Netanyahu também qualificou de "escandalosas" as demonstrações de alegria hoje em Belém e em Gaza, onde foram distribuídos doces e se louvou o atentado da sinagoga. Mas, acrescentou, o ataque foi condenado pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, e "está bem que assim o faça".
No entanto, fez questão de ressaltar que, desde o assassinato de três jovens judeus no início de julho, o dirigente não tinha condenado um fato violento cometido contra israelenses.
Por fim, Netanyahu reiterou que seu gabinete adotou medidas de castigo, como a destruição das casas dos autores do ataque de hoje e de outros anteriores, e anunciou que reforçará a segurança e o cumprimento da lei e da ordem em Jerusalém.