terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Essa é fácil. Regra básica do pensamento hediondo antissemita é inventar motivos para entre vários atacar Israel ou aos judeus.


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Homeland une Israel e Paquistão; líderes das nações rivais se indignam com a quarta temporada da série
De Rodrigo Torres ▪ segunda-feira, 29 de dezembro de 2014 - 15h15 
Insinuações de que os países teriam ligações com o terrorismo é o principal motivo de críticas das nações do Oriente Médio.
Homeland conseguiu um feito inédito: uniu dois rivais históricos, Paquistão e Israel. Porém, a façanha foi alcançada de uma forma, no mínimo, curiosa: líderes das nações ficaram igualmente indignados com o modo com que seus países foram representados na quarta temporada da série do Showtime.
Claire Danes pelas ruas da tensa e fictícia Islamabad.
De acordo com o New York Post, um diplomata do Paquistão que não quis se identificar apontou diversas falhas na série estrelada por Claire Danes, desde a falta de vegetação nas cenas externas (filmadas na Cidade do Cabo, África do Sul), ao sotaque impreciso dos atores da série. "Islamabad é uma cidade tranquila e estonteante, com belas montanhas e uma vegetação exuberante", descreveu a fonte paquistanesa, até demonstrar sua revolta com o que viu na telinha: "EmHomeland, é retratada como um buraco sujo, uma zona de guerra onde tiroteios e bombas explodem e cadáveres ficam espalhados. Nada está mais longe da verdade!"
Politicamente, a queixa foi ainda maior, principalmente no envolvimento do país da ficção com o terrorismo: "Repetidas insinuações de que uma agência de inteligência do Paquistão é cúmplice em proteger os terroristas à custa de civis paquistaneses inocentes é não somente absurdo, como também um insulto aos sacrifícios irrevogáveis de milhares de pessoas da Segurança paquistanesa na guerra contra o terrorismo ... Homelandfaz parecer que o Paquistão tem desprezo para com os americanos e seus valores e princípios. Isso não é verdade. "
Curiosamente, as reclamações do Paquistão se seguem a acusações de Israel, amplamente noticiadas recentemente, por tratar atos de um ex-primeiro-ministro israelense como terrorismo: "Menachem Begin matou 91 soldados britânicos no King David Hotel antes de se tornar primeiro-ministro", diz Dar Adal (F. Murray Abraham) em dado momento da série, o que, segundo Herzl Makov, diretor do memorial Menachem Begin Center, é descontextualizar um evento militar crítico, em que as vítimas receberam três avisos antes de consumada a tragédia, que nem teve autorização direta de Begin – embora, por sua posição, o mesmo tenha assumido a responsabilidade.

O Showtime se negou a comentar as reclamações.