quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Zechariah, 8:4 - Thus says יהוה Yehowah of Armies: "Old men and old women will again dwell in the streets of Jerusalem, every man with his staff in his hand for very age.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Anti-arabismo no Líbano: "Ele odiava os árabes, mas os árabes o amavam. 'Gigante da poesia' Said Akl morre aos 102"

O site Alwababa traz um artigo que fala sobre falecimento do poeta Libanês Said Akl:
O poeta libanês Sid Akl, cujo trabalho era amado pelos leitores árabes, mas que odiava tanto o arabismo que chegou ao ponto de inventar uma versão latinizada do dialeto libanês, morreu sexta-feira aos 102 anos. 
Akl defendeu o nacionalismo libanês, embora muitas vezes expondo pontos de vista contraditórios sobre a política no tumultuado Oriente Médio.
Algumas de suas letras prestaram homenagem a Meca e a Jerusalém ocupada por Israel, embora ele tenha comemorado a invasão israelense do Líbano na década de 1980. 
O renomado poeta "morreu pacificamente", segundo amigos em conferência de imprensa. 
"O Líbano e todos os árabes hoje perderam um gigante da poesia, que Deus guarde sua alma Said Akl", escreveu no Twitter o ex-primeiro-ministro Saad Hariri. 
Nascido em 1912, em uma aldeia cristã libanesa oriental, ele era um feroz defensor da idéia da especificidade libanesa, classificando o pequeno país mediterrâneo como estritamente fenício, nunca árabe. 
Akl sentiu uma afinidade para com uma tendência cultural e política defendida por alguns cristãos libaneses desde o início do século 20 até a eclosão da guerra civil de 1975-1990, que procurou enfatizar traços culturais específicos libaneses diferentes do resto dos árabes .
O poeta, cuja espessa cabeleira branca e os gestos extravagantes o faziam instantaneamente reconhecível, inventou uma versão latinizada do dialeto local, e batizou-a de "alfabeto libanês".
Ele fundou um jornal chamado Lebnaan (Líbano em árabe) e escreveu poemas como "Yara" em seu alfabeto. 
Ao mesmo tempo, ele manteve uma relação paradoxal com a língua árabe. 
Enquanto desprezava publicamente qualquer coisa árabe, ele foi um poeta inovador no idioma e um grande letrista de canções que se tornaram favoritas entre os nacionalistas árabes. 
Entre suas canções mais conhecidas está "Zahret al-Madaen", da diva libanesa Fairouz, que significa "Flor de todas as Cidades" e que é dedicada a Jerusalém. 
Akl foi ainda mais longe em suas contradições, declarando uma vez: "A língua árabe está destinada a se tornar extinta. E se eu me tornei um dos grandes poetas da língua árabe, é justamente para que eu possa ter a autoridade para expressar essa idéia." 
 Vários de seus poemas mais refinados -- alguns dos quais seguem o modelo "Ghazal", que expressa amor por uma mulher -- são ensinados em escolas libanesas. 
Uma de suas obras, "Lubnan no Haka" (Se o Líbano falasse), é um poema épico que mistura referências históricas com ficção. 
Akl é visto como o pai espiritual de um grupo libanês de extrema-direita, os Guardiões dos Cedros, que defendeu ferozmente a invasão israelense do Líbano em 1982.
Em uma entrevista, ele se referiu a tropas israelenses como "um exército de libertação" que procurou defender os libaneses do "terrorismo" palestino. 
No época da invasão, a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) estava sediada no Líbano, e recebeu o apoio de grupos de esquerda locais e de muçulmanos.

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