quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Iehouah Tseva'ot é pelo povo puro da Nigéria e contra seus inimigos assim como é contra o parlamento atualmente antissemita da França e a devastação promovida por grupos islâmicos em seu meio. Recordemos que há pouco tempo França votou a favor do terrorismo que veste palestinos e Nigéria votou contra.


EntrarAssine
Mais ZH
Assinantes

Publicidade




Sociedade
Ataques terroristas na França e na Nigéria tiveram reações opostas
Mundo reagiu com veemência ao ataque à revista Charlie Hebdo, mas silenciou sobre massacre africano
20/01/2015 | 22h51
Ataque do grupo Boko Haram na Nigéria (à esquerda) e reação às mortes na revista francesa (à direita)Foto: Montagem com fotos de Aminu Abubakar e Eric Cabanis / AFP


Milhões de pessoas tomaram as ruas das cidades francesas e de algumas capitais europeias para protestar contra o ataque de 7 de janeiro à revista Charlie Hebdo. Paris recebeu 40 líderes mundiais, jornais dedicaram suas primeiras páginas ao assunto durante dias consecutivos e gente de todas as partes repetiu o slogan: "Je Suis Charlie".

Enquanto o Ocidente chorava os 12 mortos do atentado ao jornal, um outro ataque promovido por radicais islâmicos, do grupo Boko Haram, ocorria no norte da Nigéria. Estima-se que o número de mortos possa chegar a 2 mil civis. A reação internacional à carnificina quase se resumiu ao silêncio.


O peso diferente dado aos mortos franceses e aos mortos nigerianos desencadeou na Europa e nos Estados Unidos uma discussão semelhante à que emergiu no Brasil a partir da mobilização em favor do traficante Marco Archer. A pergunta que se fez foi o motivo de algumas mortes causarem mais comoção do que outras.

Um arcebispo nigeriano chegou a rogar que o mundo dedicasse ao seu país o mesmo apoio oferecido à França, enquanto alguns grupos tentavam emplacar a frase I Am Baga, uma variação do Je Suis Charlie com referência à região onde ocorreu o massacre africano. Os resultados foram pífios. A revista norte-americana Time lembrou que, diferentemente do que ocorreu na França, nenhum líder mundial apareceu na Nigéria para prestar solidariedade, nada sobre o assunto saiu na primeira página de grandes jornais e revistas e, para completar, na entrega dos Globos de Ouro, não houve artista que lembrasse de homenagear os mortos africanos, só os franceses.


E, no entanto, os dois episódios eram similares. Em ambos os casos, tratava-se de um ataque contra a liberdade e a democracia. Paul Slovic, um professor de psicologia ouvido pela Time, explicou a diferença:

— A distância psicológica entre nós e a França é menor do que a diferença entre nós e a Nigéria. Existe uma sensação de vulnerabilidade pessoal no ataque de Paris que não temos em relação aos ataques do Boko Haram.


Abra já sua conta Combinada Flex E aproveite todos os beneficios!santander.com.br/Conta_Combinada

Venda Muito Mais Aceitando Cartões Como Pagamento Cadastre-se agora!www.pagpop.com.br

Venda para + de 350.000 compradores no Brasil e no mundo. Acesse agora!anuncie.nei.com.br

Voos com Descontos até 70%. Encontra Voos aos Melhores Preços.voos.low.cost.jetcost.com.br

VEJA TAMBÉM






Compartilhar:





Publicidade

O MELHOR DA ZH





Zero HoraNo jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, política, moda, cultura, colunistas e mais.


© 2000-2015 clicRBS.com.br
Todos os direitos reservados