domingo, 1 de fevereiro de 2015

10 BILHÕES - STEPHEN EMMOT - O LUGAR DOS 500.000 JUDEUS DA FRANÇA É EM ISRAEL ASSIM COMO VIRÁ SER DE TODOS QUE POR ALGUM MOTIVO FAÇAM PARTE DO ATUAL, ANTIGO E ETERNO POVO DE ISRAEL


O problema da terra é simples: já estamos usando toda a terra agricultavel existente no planeta.

Ainda assim, a demanda por alimentos terá dobrado - no mínimo - até 2050.

Isso significa que, a cada década, crescerá a pressão para o desmatamento das florestas tropicais remanescentes do mundo para uso humano, pois essa é, de modo geral, a única terra disponível que sobrou para expansão da agricultura. A menos que a Sibéria derreta antes que o desmatamento termine.

Até 2050, é provável que cerca de um bilhão de hectares de terra tenha sido desmatado para atender às demandas de alimentos de uma população crescente. E, com isso, virão três gigatoneladas a mais de emissões de CO2 por ano.

Se a Sibéria descongelar antes de pararmos o desmatamento de grande parte da floresta tropical remanescente, isso criará uma grande quantidade de novas terras disponíveis para a agricultura e nos dará acesso a uma fonte muito rica de minerais, metais, petróleo e gás. É quase certo que, no processo, isso mude por completo a geopolítica mundial. A Rússia se tornaria uma força econômica e política considerável neste século por causa de seus recursos minerais, agrícolas e energéticos recém-descobertos. E haveria a inevitável liberação de enormes quantidades de gás metano - hoje preso sob a tundra congelada siberiana -, acelerando ainda mais o problema do clima.

Enquanto isso, mais três bilhões de pessoas precisarão de um lugar para viver.

Até 2050, 70% da população mundial já viverá em cidades. Este século verá a rápida expansão das cidades, bem como o surgimento de outras inteiramente novas. É importante ressaltar que, das dezenoves cidades brasileiras cuja população dobrou nos últimos dez anos, dez estão na Amazônia. Esse crescimento irá gerar a necessidade de ainda mais terra.

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