quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015



Clérigos de países que estão sendo ameaçados pelo Estado Islâmico continuam condenando o grupo pela execução do piloto jordaniano Muaz al-Kassasbeh, que foi queimado vivo.

Grande parte deles repete o argumento -- já refutado pelo grupo terrorista -- que execuções com fogo são proibidas no Islã, enquanto condenam o ato como um "crime hediondo" e "inaceitável" -- caso do clérigo saudita Salman al-Udah, da União Internacional para Acadêmicos Muçulmanos e membro de seu conselho de curadores:
A resposta destes mesmos líderes islâmicos para punir o "crime hediondo e inaceitável"? Cortar mãos e pés (de lados opostos, como manda a lei islâmica) dos membros do Estado Islâmico e crucificá-los. 
Quem diz isso é Ahmed al-Tayeb, o grão-xeique da universidade al-Azhar, a mais respeitada e influente instituição sunita do mundo.



استنكر شيخ الأزهر «أحمد الطيب» حرق تنظيم «الدولة الإسلامية» للطيار الأردني الأسير «معاذ الكساسبة» داعيا إلى «قتل وصلب وتقطيع أيدي وأرجل إرهابيي التنظيم» حسب بيان للأزهر.

وقال «الطيب» في بيان له «العمل الإرهابي الخسيس الذي أقدم عليه تنظيم داعش الإرهابي الشيطاني من حرق وإعدام الطيار الأردني معاذ الكساسبة، هذا العمل الإرهابي الخسيس الذي يستوجب العقوبة التي أوردها القرآن الكريم ...أن يقتلوا أو يصلبوا أو تقطع أيديهم وأرجلهم من خلاف» على حد قوله.





terça-feira, 3 de fevereiro de 2015


O piloto jordaniano Muaz al-Kassasbeh, que foi capturado pelo EI, teve sua execução gravada e publicada pelo grupo. No vídeo, com direito a produção hollywoodiana, podemos ver o soldado da coalizão liderada pelos americanos sendo queimado vivo dentro de uma pequena jaula.

O nome dado ao vídeo é "curando os corações dos crentes/fiéis" e foi retirado diretamente do Corão (surata 9:14):

Combatei-os! Alá os castigará por intermédio de vossas mãos, aviltá-los-á e vos fará prevalecer sobre eles, e curará os corações dos fiéis"
Alguns líderes muçulmanos vieram a público condenar o método escolhido pelo EI para executar o prisioneiro. Todos se baseavam neste Hadith: 

لا يعذب بالنار إلا رب النار

"Ninguém além do Senhor do Fogo (Alá) pode punir com fogo"
O Estado Islâmico se antecipou as críticas e respondeu aos futuros questionamentos na marca de 1 minuto. O grupo cita Ibn Taymiyya, uma das maiores autoridades religiosasmuçulmanas em toda a história e o precursor do Salafismo -- a ideologia que comanda o EI e o Reino da Arábia Saudita:

“Ibn Taymiyya, que Alá tenha piedade dele, disse: 
Então, se o horror de vulgarmente profanar o corpo for um chamado para eles [os infiéis] acreditarem [no Islã], ou para parar sua agressão, é a partir daqui que realizamos a punição e [temos] permissão para legalmente lançar Jihad"



A verdade é que quem está certo -- ou sendo honesto -- neste caso é o grupo Estado Islâmico. 

A proibição de usar fogo para matar realmente existe na religião muçulmana -- chegando ao ponto de proibir o uso de eletricidade para matar até insetos, já que alguns eruditos islâmicos consideram a eletricidade como uma manifestação do fogo. Mas há diversas exceções. Uma foi mencionada pelo próprio grupo terrorista e a outra se chama "Doutrina do Equilíbrio", que é explicada aqui pelo maior líder sunita da atualidade, Yusef al-Qaradawi. 

É por causa destas exceções que atentados terroristas -- que usam fogo para matar não só vítimas inocentes, como também os próprios muçulmanos que os realizam -- são classificados como alguns dos "atos que mais agradam a Alá". E esta declaração foi feita pelo clérigo Hashem Islam Ali Islam, que faz parte do comitê de Fatwas (decisões legais islâmicas) da Universidade al-Azhar, no Egito. Esta instituição é considerada o centro teológico do islamismo sunita do mundo inteiro.






Em uma clara forma de abuso e exploração de suas próprias crianças, árabes mandam um menor de idade -- a criança parece ter menos de 10 anos --, abusar sexualmente de uma soldado isralense para filmar uma eventual reação e usá-la como propaganda anti-Israel.







sábado, 31 de janeiro de 2015



No dia 15 de agosto de 2014, o xeique 'Adl al-Kalbani afirmou em seu twitter (que tem mais de 1 milhão e 400 mil seguidores) que "o Estado Islâmico é um verdadeiro produto do salafismo, e temos que enfrentar isso com toda a transparência".



O que faz a afirmação ser ainda mais reveladora é fato de que, no final das contas, o próprio xeique al-Kabani é um salafi, assim como o Reino da Arábia Saudita -- que exporta essa ideologia para todo o mundo.




“داعش نبتة (سلفية) حقيقية يجب أن نواجهها بكل شفافية”Original: 






sexta-feira, 30 de janeiro de 2015



Texto escrito pelo Dr. Mahdi Abdul Hadi e retirado do site oficial da Sociedade Acadêmica Palestina [para o Estudo] de Assuntos Internacionais (الجمعية الفلسطينية الأكاديمية للشؤون الدولية):

VERMELHO: Os Khawarij foram o primeiro grupo islâmico a surgir após o assassinato do califa Uthman III, formando o primeiro partido republicano nos primeiros dias do Islã. Seu símbolo era a bandeira vermelha. Tribos árabes que participaram da conquista do Norte de África e da Andaluzia carregavam a bandeira vermelha, que se tornou o símbolo dos governantes islâmicos da Andaluzia (756-1355). Nos tempos modernos, o vermelho simboliza os Ashrafs de Hijaz (na Arábia Saudita) e os Hashemitas, descendentes do Profeta. Sharif Hussein desenhou a bandeira atual em junho de 1916, como a bandeira da revolta árabe. O povo palestino levantou-a como a bandeira do movimento nacional árabe em 1917. Em 1947, o Partido Baath Árabe interpretou a bandeira como um símbolo da libertação e da unidade da nação árabe. O povo palestino adotou novamente a bandeira na conferência palestina em Gaza, em 1948. A bandeira foi reconhecida pela Liga Árabe como a bandeira do povo palestino. Foi ainda aprovada pela OLP, o representante dos palestinos, na conferência palestina em Jerusalém em 1964.

PRETO: O Profeta Maomé (570-632)
No século VII, com a ascensão do Islã e a liberação de Meca, duas bandeiras - uma branca e outra preta - foram usadas. Na bandeira branca estava escrito: "Não há nenhum deus além de Alá e Maomé é o profeta de Alá."
Em tempos pré-islâmicos, a bandeira negra era um sinal de vingança. Era a cor do turbante usado quando se liderava tropas para a batalha.
Ambas as bandeiras negras e brancas eram colocadas na mesquita durante as orações de sexta-feira.
A dinastia abássida (750-1258), que controlava Bagdá, levou o preto como símbolo de luto pelo assassinato dos parentes do profeta e em memória da Batalha de Karbala.

BRANCO: A dinastia Umayyad (661-750), Damasco (Síria)
Os omíadas governaram por 90 anos, tendo o branco como sua cor simbólica como um lembrete da primeira batalha do Profeta em Badr, e para se distinguir dos abássidas, usando branco em vez de preto, como sua cor de luto.
Muawiyah Ibn Abi Sufian (661-750), fundador do Estado Umayyad, proclamou-se califa de Jerusalém (este foi o momento no qual Jerusalém se tornou uma cidade "sagrada" para muçulmanos).

VERDE: A dinastia Fatimida (909-1171), Norte da África
A dinastia Fatimida foi fundada no Marrocos por 'Abdullah al-Mahdi, e passou a dominar toda a África do Norte.
Eles usavam o verde como sua cor, para simbolizar a sua fidelidade a Ali, o primo do Profeta, que em uma ocasião foi enrolado em um cobertor verde no lugar do profeta, a fim de frustrar uma tentativa de assassinato.


Símbolos nacionais -- como o hino e a bandeira -- são representações dos valores e da cultura dos povos que os ostentam. Ambos pegam emprestado do passado histórico, da religião e da identidade cultural de sua população, que, por isso mesmo, os ve como expressões de seus próprios valores e crenças. Em sua grande maioria, os símbolos nacionais também fazem menção ao território que seu povo habita e que considera como seu lar.

Brasil: As estrelas, que estão na bandeira, nas armas e nos selos nacionais, representam os estados brasileiros e o distrito federal, e são o retrato do céu carioca no dia da Proclamação da República. 

Portugal: A esfera armilar amarela representa os descobrimentos portugueses.



Israel: A cor azul em sua bandeira é baseada em um corante chamado Tekhelet, que era feito de um caracol marinho. Esta cor é importante na cultura judaica, pois faz parte de um mandamento bíblico:
“Tê-lo-eis nas franjas, para que o vejais, e vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os observeis; e para que não vos deixeis arrastar à infidelidade pelo vosso coração ou pela vossa vista, como antes o fazíeis; (Num 15:39)
A estrela de Daví, que está estampada no centro da bandeira israelense, foi encontrada em sinagogas de Israel construídas nos séculos III e IV. A mesma terra de Israel que aparece centenas de vezes na Bíblia como sendo imprescindível para o cumprimento dos mandamentos da religião judaica.
Já a bandeira palestina é praticamente igual a bandeira jordaniana. Ambas representam os ocupantes árabes muçulmanos e foram desenhadas pelo inglês Mark Sykes. Nenhuma das duas é símbolo de povos nativos das regiões que ocupam e tampouco mencionam ou têm qualquer ligação com os locais que estes grupos clamam como sua pátria histórica.











Explicando o Oriente Médio apenas com fontes árabes




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