quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

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Anti-Sionismo Cristão: do Lado Errado da História, da Justiça e da Bíblia

Em junho de 1982, Israel decidiu que já bastava! Depois de estabelecer novos quartéis-generais no Líbano no início dos anos 1970, a Organização Para a Libertação da Palestina (OLP), dirigida por Yasser Arafat, lançava freqüentes ataques terroristas contra o Norte de Israel, acompanhados por incessantes bombardeios de foguetes. Grande número de israelenses foram mortos, centenas ficaram feridos e milhares foram forçados a fugir ou a se esconder em bunkers subterrâneos. Com a Operação Paz Para a Galiléia, Israel invadiu o Líbano e forçou a OLP a retroceder para a Tunísia.
Nem todos ficaram satisfeitos que Israel tivesse ido ao Líbano para se defender. No dia 22 de junho de 1982, John Piper, então pastor da Igreja Batista Bethlehem, em Minneapolis, Minnesota (EUA), escreveu em um artigo intitulado “As Profecias e a Invasão do Líbano”:
Ai dos seguidores de Cristo que fecham os olhos para o desalojamento de 600.000 cidadãos libaneses [Nota: foram perto de 200.000] sob coação dos rifles judeus. Ai dos cristãos que acham que Jesus Cristo consente na matança de 10.000 libaneses [Nota: na realidade, as 6.000 mortes de civis ocorreram de ambos os lados] porque as balas vieram dos tanques israelenses. Deus não concorda com os pecados desse povo rebelde. Eles estão sob juízo por causa de seus pecados. Nossa resposta pode somente ser esta: um brado de indignação justa contra a arrogância e a agressão de Israel; e uma oração para que eles possam se arrepender e ser salvos antes que seja tarde demais.[1]
Por que Piper faria tal declaração? Biblicamente, podemos entender os motivos pelos quais o mundo se voltaria injustamente contra Israel. Isso foi predito (Zc 12 e 14). Mas por que um cristão diria tais coisas? Porque John Piper é um cristão anti-sionista.
Os cristãos anti-sionistas (CaSs) são cristãos professos que discordam do direito histórico, legal, moral, profético e divino de Israel à prometida e demarcada Terra Santa das Escrituras. Eles fazem parte de um movimento que fica mais forte a cada dia. Muitos deles buscam isolar e punir Israel através de sanções econômicas.

Características Comuns

Os ensinamentos deles compartilham uma série de características comuns:
1. Os CaSs pressupõem erroneamente que a revelação do Novo Testamento tem mais valor do que a revelação do Antigo Testamento.
Eles crêem que Jesus e os escritores do Novo Testamento expandiram e redefiniram os conceitos do Antigo Testamento, tais como o Reino, o Povo Escolhido e a Terra Prometida. Conseqüentemente, os CaSs atribuem novos significados às promessas do Antigo Testamento que Deus fez a Israel. Esta prática leva à Teologia da Substituição, à qual muitos CaSs aderem.
2. Os CaSs usam de métodos alegóricos de interpretação das Escrituras.
A postura dos anti-sionistas da Igreja da Escócia revela claramente essa abordagem: “Para os cristãos do século XXI, as promessas sobre a terra de Israel não devem ser tomadas literalmente, ou como aplicáveis a um território geográfico definido. (...) A “terra prometida” na Bíblia não é um lugar, porém uma metáfora sobre como as coisas deverão ser entre o povo de Deus”.[2]
3. Os CaSs usam o argumento fraudulento do silêncio para tentarem provar sua opinião.
Eles pressupõem falsamente que sua posição sobre a Terra Santa é verdadeira apenas porque os escritores do Novo Testamento não falam com freqüencia sobre as promessas da terra para Israel e sobre a restauração de Israel à sua terra. Em certa ocasião, quando confrontado a respeito desse argumento do silêncio, Gary Burge retrucou: “É um silêncio tão alto”.[3]
4. Os CaSs são defensores e ativistas de ideais esquerdistas.
Muitos CaSs pertencem à Esquerda Evangélica. Eles crêem que o papel da igreja no mundo é lutar pela paz e justiça social e promover uma versão contemporânea do movimento do Evangelho Social do final do século XIX e começo do século XX. O movimento do Evangelho Social era liberal em sua teologia, continha componentes socialistas e se concentrava em corrigir problemas sociais por meio do ativismo social, em vez de enfatizarem a transformação do coração através da fé pessoal em Jesus Cristo. O movimento dos cristãos anti-sionistas é um pouco diferente. Os CaSs propagam justiça bíblica, todavia insistem em que os tribunais internacionais corruptos e sem Deus são a autoridade final para determinar os direitos de Israel à terra.

Deus prometeu a Jacó: “Eis que te farei fecundo, e te multiplicarei, e te tornarei multidão de povos, e à tua descendência darei esta terra em possessão perpétua” (Gn 48.4).
Eles definem justiça em termos de igualdade de recursos e de poder. Portanto, a expressãopaz e justiça se torna um eufemismo para “Israel precisa entregar mais terra”.
Não existe nada de não-cristão em um clamor por justiça. Entretanto, os CaSs enfatizam demais esse clamor e direcionam mal seus esforços. Por exemplo, os cristãos anti-sionistas freqüentemente mencionam em poucas palavras o reconhecimento dos sofrimentos dos israelenses e depois gastam a maior parte do seu tempo recontando as supostas injustiças dos israelenses contra os palestinos, como se houvesse uma equivalência moral entre a inconveniência de um posto de controle e ser explodido por um homem bomba.
Se os CaSs estão tão preocupados com a justiça, eles fazem bem se considerarem as seguintes questões: A quem a comunidade internacional prometeu a terra de Israel, apenas para dividi-la em pequenos pedaços até que pouco sobrasse para o povo judeu? Quem estava disposto a aceitar o Plano de Partição da ONU de 1947 e foi subseqüentemente atacado por cinco nações árabes? Qual país tem repetidas vezes renunciado à terra na esperança de paz, todavia, em troca, continua a ser bombardeado por foguetes? Que país tem sido o alvo constante de homens-bomba e terroristas, no entanto, é vilipendiado por construir uma barreira de segurança efetiva para proteger seu povo contra tais chacinas? Que país é rodeado por inimigos que juraram atirá-lo ao mar? Todas estas perguntas têm apenas uma resposta? Israel – a verdadeira vítima da injustiça.
5. Os CaSs evidenciam uma falta de humildade em sua posição diante de Deus pelo tratamento que dispensam a Israel.
A despeito da advertência de Paulo em Romanos 11.18: “não te glories contra os ramos”,significando que não se deve denegrir o povo judeu, os cristãos anti-sionistas demonstram uma atitude de arrogância e triunfalismo em relação a Israel, assim como é a avaliação judicial e autoritária que fazem de que o Israel moderno não tem direito divino à Terra Santa. Pelo contrário, que direito tem alguém de julgar se Israel deveria possuir ou não a Terra Santa? Deus prometeu a Jacó: “Eis que te farei fecundo, e te multiplicarei, e te tornarei multidão de povos, e à tua descendência darei esta terra em possessão perpétua” (Gn 48.4).
É verdade que o Israel moderno não é uma teocracia, mas um Estado secular. Como toda nação, ele erra ocasionalmente em suas políticas e práticas. A maioria dos cristãos sionistas reconhece esse fato. Mas, por temor reverente a Deus, o Juiz absoluto e final, e em deferênia a Suas muitas promessas relacionadas ao direito divino de Israel à terra, os cristãos sionistas não concluem presunçosamente que o povo judeu deveria ser desapossado do que Deus lhe prometeu. Os cristãos sionistas se aproximam de Israel, não como árbitros autoindicados, mas como amigos que podem criticar, porém, oferecem apoio. Os CaSs não entendem que Deus tem as nações por responsáveis pelo tratamento que dispensam a Israel, mesmo quando Israel está em estado de incredulidade (Jr 2.3; Ez 35).

Quem Está do Lado do Senhor?

O cristão anti-sionista Gary Burge declarou: “Os cristãos sionistas (...) são os zelotes da Terra Santa porque são teólogos fracos. Eles seguem a estrada que leva a Massada e, quando chegarem lá, verificarão que Jesus não está no topo para recebê-los”.[4] Burge está correto ao afirmar que Jesus não estará no topo de Massada. Ele estará no topo do Monte das Oliveiras, lutando pelo Seu povo de Israel (Zc 14), quando vier para estabelecer Seu Reino na terra, que Ele prometeu lhe dar para sempre.
Até lá, a luta pela terra de Israel é, em última instância, uma batalha espiritual; e os cristãos anti-sionistas devem tomar cuidado ou serão encontrados lutando pelo lado errado. (Bruce Scott – Israel My Glory – http://www.beth-shalom.com.br)
Bruce Scott é diretor dos Ministérios de Campo de The Friends of Israel.

Notas:

  1. John Piper, “Prophecy and the Invasion of Lebanon”, Desiring God, 22 de junho de 1982, www.tinyurl.com/PiperCaZ.
  2. “The inheritance of Abraham? A report on the “promised land””, Church of Scotland Church and Society Council, maio de 2013, www.tinyurl.com/CScotlandCaZ, 9.
  3. Gary M. Burge, “The New Testament and the Land: How Early Christianity Challenged Ethnic Territorialism”, palestra apresentada em 2010 na Conferência “Christ at the Checkpoint” (Cristo no Posto de Controle), Bethlehem Bible College, Belém, Israel, MP3, http://christatthecheckpoint.com/index.php/multimedia/lectures-2010.
  4. Ibid.

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