segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

NETANYAHU não tem por obrigação ser vidente e ao avisar sobre eminente risco global, como no caso do Irã, é fatual e esperado que o culpado faça de tudo para escapar de ação destra dos povos. Por outro lado, nenhum serviço de inteligência humano terrestre é infalível e está sujeito tanto a erros como a ser enganado. Mossad e Netanyahu assim como outros serviços secretos e supostos relatórios vazados não podem proteger os povos, seja de um Hitler ou um "Ahmadnejad". Se uma nação de declarações e comportamento hostil como o atual Irã/Irão liderada por uma horda de fanáticos islamitas, perigosa ao bem-estar de todas as nações, for inocente, que se comprometa, que ceda, que mostre com selos de paz que é pela paz. É bom lembrar ao líder mundial antissemita, que a nação, o povo israelense e os amigos de Israel não são idiotas pra desperceber tudo que ele fará contra Netanyahu até o dia 17 de março, e quem o diga, talvez, depois!



19/02 19:47
CET























Enquanto as potências mundiais tentam chegar a um acordo sobre a questão nuclear iraniana, o Estado hebraico mostra-se pronto a deixá-lo cair por terra se considerar que há uma ameaça à sua segurança.

A política de Israel é a de não confirmar nem desmentir que tem armas nucleares. O ministro dos Assuntos Estratégicos israelita deu, à euronews, uma entrevista onde fala do nuclear, mas apenas do iraniano.

James Franey, euronews:

Yuval Steinitz, fala-se muito de negociações sobre a questão nuclear iraniana, qual é a sua opinião sobre a forma como as coisas estão a correr?

Yuval Steinitz, ministro dos Assuntos Estratégicos israelita:

Isso perturba-nos muito. Acreditamos que o Irão não deve ser ou tornar-se uma potência nuclear. Se o Irão continuar demasiado perto de construir uma bomba duas coisas podem acontecer. Primeiro, mais cedo ou mais tarde, o Irão vai produzir uma bomba. Como aconteceu após um acordo semelhante com a Coreia do Norte, há alguns anos. E, em segundo lugar, outros países, os sunitas, por exemplo, vão reivindicar o mesmo direito.

Por isso, em vez de parar a corrida islâmica às armas nucleares, vão ter vários Estados nucleares no Médio Oriente, no volátil Médio Oriente, no mundo muçulmano. E você sabe qual será o resultado final.

Euronews:

Na sua opinião quão perto estão eles de conseguir uma bomba?

Yuval Steinitz:

Não sei. Ainda há muitas zonas sombrias em relação a uma série de questões. Estamos a acompanhar de perto as negociações. Acreditamos que, desde o início, a abordagem global deveria ter sido diferente. Para o Irão se livrar das sanções, ser reconhecido como membro legítimo da comunidade internacional, para as instalações nucleares civis do Irão obterem o reconhecimento internacional, o Irão deve dar algo em troca. O Irão deve desmantelar as suas instalações de enriquecimento de urânio para que o mundo tenha a certeza de que o país não pode produzir uma bomba e nem está na iminência de ter a capacidade de produzir uma bomba.

Euronews:

Os iranianos vão responder que já estão sujeitos a controlos rigorosos…

Yuval Steinitz:

Só posso dizer o seguinte: nos últimos 10/15 anos, o mundo assinou dois acordos com dois regimes desonestos. Regimes brutais e perigosos que tentavam desenvolver armas atómicas.

Um deles foi assinado com a Líbia em 2003, o outro com a Coreia do Norte, em 2007. O acordo com a Líbia consistia no desmantelamento de todas as suas instalações em construção.

O acordo com a Coreia do Norte focava-se no congelamento da maior parte dos seus componentes e no desenvolvimento de melhores métodos de supervisão e fiscalização. Nós conhecemos o resultado. A Coreia do Norte tem armas nucleares, produzidas três ou quatro anos após o acordo. Portanto, temos de aprender com as lições da história recente.

O acordo com o Irão, para ser um acordo justo e satisfatório, deve ser mais próximo do modelo líbio que do modelo norte-coreano. Se o Irão tiver armas nucleares, ele criará um mundo novo e perigoso. Será a primeira vez que os radicais islâmicos têm armas tão perigosas. E isso não é apenas o futuro do Médio Oriente ou Israel, trata-se do futuro do mundo.

Euronews:

No livro “O combate ao terrorismo”, de 1995, o primeiro-ministro disse que, em 3/4 anos o Irão teria uma bomba nuclear. A comunidade internacional deve acreditar nas vossas previsões quando estão, muitas vezes, erradas?

Yuval Steinitz:

Eu acho que o primeiro-ministro Netanyahu previu que o Irão poderia produzir armas nucleares se o mundo não fizesse nada em relação a isso. E se não encontrasse muitas dificuldades pela frente. Por isso, em primeiro lugar, é bom que o Irão não tenha chegado a este ponto. Isso não é mau. É bom que esteja a levar tempo a consegui-lo.

Euronews:

Fizeram várias previsões. Shimon Peres, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros, disse à televisão francesa, penso que em 1992, que o Irão teria uma bomba até ao final dessa década.

Yuval Steinitz:

E os iranianos vieram dizer que tinha havido perturbações e problemas com os computadores, que tiveram algumas dificuldades e que encontraram alguns materiais… Eu não sei do que é que eles estavam a falar, mas tiveram muitas dificuldades no passado. Ainda hoje, mas não estão longe.

Euronews:

A que distância estão?

Yuval Steinitz:

Não sei. Um ou dois anos. Depende. E sem os esforços do primeiro-ministro Netanyahu e de Israel em geral, mas do primeiro-ministro Netanyahu, em particular, sem os seus esforços diplomáticos e os seus discursos em Israel, nos Estados Unidos, naONU, na Europa, o mundo não colocaria tanta ênfase na questão. Na verdade, Netanyahu não está sozinho, mas desempenhou um papel fundamental no despertar do mundo para a ameaça nuclear iraniana.

Euronews:

Uma pergunta final, falou na questão dos discursos aos Estados Unidos da América. O primeiro-ministro Netanyahu planeia falar ao Congresso, em Washington, no próximo mês. Pensa que foi inteligente aceitar esse convite sem falar com o presidente Obama. Porque os Estados Unidos são um dos aliados estratégicos de Israel. Se não, o seu principal aliado estratégico.

Yuval Steinitz:

Ninguém, nem o primeiro-ministro Netanyahu, quer ofender os Estados Unidos. Temos muito respeito pelos Estados Unidos e pelo presidente Obama. Mas eu não conheço nenhum líder mundial que receba um convite para falar neste fórum, a reunião conjunta do Congresso – a Câmara dos Deputados e o Senado – e o rejeite. Às vezes podemos ter divergências, e há algumas divergências sobre a abordagem global. Por um lado, qual deve ser o objetivo final das negociações? Por outro, agradecemos a cooperação e diálogo muito forte que temos, sobre esta questão, com todo o P5+1, especialmente, com os americanos. E estou confiante de que, mesmo após as eleições em Israel, esta aliança estratégica, a cooperação em termos de segurança e a amizade… a profunda amizade entre Israel e os Estados Unidos da América vai continuar a existir, venha quem vier.

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Segunda, 23 de Fevereiro de 2015


Irão Mossad desmente Netanyahu quanto a bomba atómica
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, foi desmentido pelos seus próprios serviços de informações em 2012, quando declarou que o Irão estava a um ano de distância de se dotar da bomba atómica, segundo documentos secretos hoje divulgados.


MUNDO
Lusa

21:59 - 23 de Fevereiro de 2015 | Por Lusa





A documentação foi revelada pelo jornal The Guardian e a cadeia televisiva Al-Jazeera.
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As mensagens disponibilizadas pelo diário britânico e a televisão do Qatar proveem de trocas entre os serviços de informações sul-africanos e homólogos estrangeiros, como o Mossad israelita, a CIA norte-americana ou o MI6 britânico, entre 2006 e dezembro de 2014.

Uma destas trocas de correspondência põe em causa a intervenção de Netanyahu na tribuna da Organização das Nações Unidas, em 2012. Na ocasião, o chefe do Governo israelita exibiu um cartaz, com uma bomba em vias de explodir, para ilustrar o que pretendia ser o seu alarme pelo alegado estado avançado do programa nuclear iraniano.

Reivindicando basear-se em informações da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Netanyahu garantira que, a partir do verão de 2013, "no mais tardar", o Irão só precisaria de alguns meses para obter suficiente urânio enriquecido para a sua primeira bomba".

Algumas semanas mais tarde, a Mossad concluiu, em relatório recebido pelos serviços sul-africanos, em 22 de outubro de 2012, que o Irão "não tinha a atividade necessária" para a produzir.

O Irão "não parece estar pronto para enriquecer urânio a um nível suficiente para produzir bombas nucleares", especificou-se no documento.

Para o The Guardian, este episódio ilustra "um fosso" entre a retórica dos homens políticos israelitas e a análise dos serviços de informações deste país.

Um dirigente israelita, questionado pelo The Guardian, considerou que não havia qualquer contradição entre as duas posições. O primeiro-ministro e o Mossad "disseram que o Irão estava a enriquecer urânio com objetivo de produzir a bomba", destacou.

A publicação destas mensagens secretas ocorre quando Netanyahu se preparar para discursar, essencialmente sobre o Irão, em 03 de março, no Congresso dos EUA, intervenção que está a causar polémica tanto nos EUA como em Israel.

O primeiro-ministro, em campanha para as legislativas de 17 de março, receia que os EUA assinem um acordo demasiado favorável ao Irão.

No domingo passado, deplorou que o "terrorismo nuclear" de Teerão "não tenha impedido a comunidade internacional de continuar a negociar um acordo nuclear com o Irão, que lhe vai permitir construir a capacidade industrial de que precisa para desenvolver armas nucleares".

O Guardian revela também que o MI6 e outros "serviços aliados" pressionaram para bloquear a venda de equipamento, entre fim de 2007 e início de 2009, de uma empresa sul-africana a uma iraniana, suspeita de envolvimento no programa de mísseis balísticos iranianos.

A empresa sul-africana, Electric Resistance Furnaces (ERFCO), fechou as portas depois de o contrato, de valor estimado entre 500 mil (441 mil euros) e um milhão de dólares (882 mil euros), ter sido anulado.

Os serviços de informações britânicos estimaram que a venda teria permitido aumentar de maneira significativa a capacidade do Irão de produzir mísseis balísticos, "alguns dos quais poderiam transportar ogivas nucleares".

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Spyleaks: Israel terá mentido sobre bomba nuclear do Irão

HÁ 32 MINUTOS







Em 2012, o primeiro-ministro israelita garantiu na ONU que o Irão estava prestes a conseguir desenvolver uma bomba nuclear. O relatório da Mossad, agora divulgado, vem desmentir essa versão.








Novo escândalo envolvendo serviços de espionagem: Netanyahu terá mentido sobre a alegada bomba nuclear do Irão




KOBI GIDEON / GPO /HANDOUT/EPA




Autor

Miguel Santos




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Afinal, o Irão não estava na iminência de desenvolver nenhuma bomba nuclear como garantiu Binyamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, em 2012. Pelo menos a fazer crer nos relatórios dos serviços secretos de Tel Aviv agora tornados públicos e que prometem transformar-se num escândalo ao caso que envolvia os métodos de espionagem utilizados pela NSA.




Na altura, as palavras do primeiro-ministro israelita, proferidas em plena cimeira da ONU em Nova Iorque, fizeram soar os alertas da comunidade internacional. Binyamin Netanyahu não deixava espaços para dúvidas: “Até à próxima primavera, no máximo até ao próximo verão, se se mantiverem as taxas de enriquecimento de urânio, eles (Irão) vão terminar a segunda fase de enriquecimento e avançar para a última. Daí, serão apenas poucos meses, ou até semanas, para terem a quantidade suficiente de urânio enriquecido para [construírem] a primeira bomba nuclear”.







Todavia, os documentos agorarevelados pela al-Jazeera e pelo The Guardian vêm contar uma versão diferente dos factos. É que, quando contactada pelos serviços secretos da África do Sul, a Mossad garantiu que o Irão“não estava a desenvolver uma atividade necessária para produzir armas de destruição massiva”, o que, se não desmente a versão do primeiro-ministro daquele país, retira-lhe grande parte do teor alarmista.








Parte do relatório enviado pela Mossad aos serviços secretos da África do Sul




Agora, e perante estas revelações, os Estados Unidos estão a tomar medidas para se afastarem da posição israelita: a um mês das próximas eleições em Israel, Barack Obama não vai encontrar-se com o seu homólogo israelita, apesar de ser esse o protocolo comum entre os dois países, explica o The Guardian. Isto numa altura em que os iranianos estão dispostos a negociar no palco internacional o seu plano nuclear. Depois de anos de impasse, um acordo parece estar próximo.




Mas esta não é a única revelação na série de documentos agora divulgados – e a Mossad não foi o único serviço secreto a ver os seus relatórios tornados públicos. Foram também revelados detalhes sobre operações contra organizações terroristas como a al-Qaeda e o Estado Islâmico, mas também planos sul-coreanos para eliminar o líder da Greenpeace e operações dos serviços secretos russos.




Quanto aos EUA, debaixo de fogo desde que Edward Snowden revelou os métodos de espionagem utilizados pela NSA, as novas revelações podem colocar, mais uma vez, o país no centro das críticas: a CIA terá tentado estabelecer contacto com o Hamas, mesmo depois da proibição do Governo norte-americano – os EUA são um dos países que consideram o Hamas uma organização terrorista. E também Barack Obama se viu recentemente envolvido neste escândalo: o presidente norte-americano terá, alegadamente, ameaçado o presidente da Palestina de retirar uma proposta para o reconhecimento da Palestina na ONU.




Até ao momento, a informação disponível ainda é reduzida e ainda não é possível perceber a verdadeira dimensão do escândalo, pelo que os próximos dias poderão trazer desenvolvimentos importantes.

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