sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Ser Criança ou Adolescente NÃO exime a ser da responsabilidade de atos terroristas. Uma pedra atirada do alto de uma colina contra um veículo em movimento tanto rompe um vidro como mata ou aleija um bebê, criança, adolescente, idoso e adulto, portanto é lógico que está sujeito a ser penalizado e de preferência impedido (a) por todos os meios.



Israel liberta adolescente palestina acusada de planejar ataques
Malak al-Khatib, de 14 anos, estava há seis semanas presa. Tribunal militar a condenou a dois meses de prisão.
13/02/2015 13h09 - Atualizado em 13/02/2015 13h09
France Presse
Da France Presse
A menina palestina Malak al-Khatib, de 14 anos, é abraçada por seu pai após ser solta da prisão em Tulkarem, na Cisjordânia, nesta sexta-feira (13) (Foto: Jaafar Ashtiyeh/AFP)A menina palestina Malak al-Khatib, de 14 anos, é abraçada por seu pai após ser solta da prisão em Tulkarem, na Cisjordânia, nesta sexta-feira (13) (Foto: Jaafar Ashtiyeh/AFP)
Israel libertou nesta sexta-feira (13) uma estudante palestina de 14 anos cuja prisão há seis semanas por planejar atacar israelenses gerou revolta na Cisjordânia.
Um fotógrafo da AFP na cidade de Tulkarem, na Cisjordânia, declarou que Malak al-Khatib foi libertada e recebida por seus pais, parentes e pelo prefeito, antes de ser levada para sua aldeia natal, Beitin, a 40 km de distância.
Malak foi presa a caminho de casa quando voltava da escola no dia 31 de dezembro, e um tribunal militar posteriormente a condenou a dois meses de prisão.
O Clube dos Prisioneiros Palestinos declarou que foram deduzidas duas semanas de sua sentença devido a idade da jovem.
Segundo a acusação, ela pegou uma pedra para lançar contra carros em uma estrada utilizada por colonos israelenses perto da aldeia e também estava em posse de uma faca para atacar funcionários de segurança caso fosse presa.
Israel detém cerca de mil crianças por ano na Cisjordânia, muitas vezes sob a acusação de arremesso de pedras, de acordo com o grupo Defense for Children International Palestine.
A prisão de Malak atraiu os meios de comunicação à porta da casa de sua família e chamou mais atenção da opinião pública que o normal por se tratar de uma menina.
O Clube dos Prisioneiros estima que 200 menores palestinos estão detidos em prisões israelenses, mas apenas quatro são meninas, e Malak era a mais nova.
Na época de sua prisão, uma porta-voz militar israelense declarou que Malak foi condenada após um acordo judicial.
No entanto, segundo o pai da jovem sua confissão não tinha validade.
"Uma menina de 14 anos cercada por soldados israelenses vai admitir qualquer coisa", disse ele amargamente.
"Ela iria admitir a posse de uma arma nuclear se fosse acusada", completou.
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