segunda-feira, 9 de março de 2015

De quem, Israel, você se lembrará quando estiver sobre ataque local e mundial? Palestinos, árabes e outros sofrem nas mãos dos líderes que eles apoiam para te ver destruído e usar o sofrimento como pretexto publicitário, enquanto israelenses e judeus brincam de fazer política sobre os túmulos de seis milhões do holocausto e milhares de vidas israelitas sacrificadas ou escravizadas cada vez que deram as duas faces e a nuca à tapa? Sejam a nação que a sobrevivência requer de vocês, pois do contrário, viajando para o She'ol, toda filosofia politica e religião corrompida serão execrados da existência com tudo que é repugnante aos olhos atemporais de Iehouah Elohim


Sondagens preveem empate nas legislativas em IsraelAntecipadas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, as eleições legislativas do próximo dia 17 vão ser marcadas pela fragmentação do voto e pelo crescimento de pequenos partidos, indicam as sondagens. 
Expresso |14:36 Segunda, 9 de Março de 2015
Cartaz do primeiro-ministro de Israel e líder do partido conservador Likud, Benjamin Netanyahu. As Eleições Legislativas acontecem no próximo dia 17. / EPA/ABIR SULTAN

As sondagens sobre as eleições legislativas em Israel, agendadas para o próximo dia 17, indicam que o partido conservador Likud, do primeiro-ministro Benjamín Netanyahu, e a União Sionista, coligação de oposição centro-esquerda, representada por Isaac Herzog e pela ex-ministra da Justiça Tzipi Livni, lideram as disputas eleitorais e estão empatados em intenções de voto.

As eleições vão ser marcadas pela fragmentação do voto e pelo crescimento dos pequenos partidos, indicam as sondagens. Segundo o analista eleitoral Gideon Raat, da Faculdade de Ciências Políticas da Universidade Hebraica de Jerusalém, "não está claro que se irá respeitar a tradição de que o partido mais votado assuma o Governo". Segundo Raat, o partido que irá governar será o que conseguir somar mais apoios.

Este jogo de alianças, num primeiro momento, favoreceria Netanyahu, graças aos votos dos partidos de seus ministros da Economia, Neftalí Bennett (Casa Judaica), e dos Exteriores, Avigdor Lieberman (Yisrael Beitenu). Até o momento, a União Sionista apenas garantiu o apoio de um pequeno movimento de esquerda, o Meretz.

Interessam mais as figuras do que os partidos 

Os demais partidos também têm chances. Raat aponta o modelo personalista destas eleições, em que interessam mais as figuras políticas do que os partidos. O novo partido populista Kulanu é um dos exemplos. O seu líder, o ex-ministro Moshe Kahlon, tornou-se muito popular ao baixar as tarifas dos telemóveis, depois de acabar com o controlo das grandes companhias sobre o mercado. Também é de destacar nestas eleições a presença de partidos religiosos judeus que tentam, para defender seus interesses, entrar nas coligações.

Ao contrário do que se esperava, o discurso de Netanyahu no Congresso dos Estados Unidos, contra um acordo nuclear EUA-Irão, parece não ter influenciado as sondagens. O motivo, segundo o diplomata israelita Yigal Palmor, é que a primeira preocupação nestas eleições é a questão social, e esta será determinante para os resultados.

Em sentido oposto à desagregação do sistema partidário, três partidos árabes e um árabe-israelita uniram forças na chamada Lista Conjunta, que poderá determinar o resultado das eleições, evitando o terceiro mandato consecutivo de Netanyahu ou permitindo a candidatura de um partido de centro-esquerda.Palavras-chave israeleleições legislativasNetanyahusondagens










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Israel precipita-se para uma guerra impiedosa contra Gaza

Israel avança para a próxima erupção de violência contra os palestinianos, como se se tratasse de uma espécie de catástrofe natural que não pode ser evitada. Artigo de Gideon Levy, publicado no jornal israelita Haaretz.
9 de Março, 2015 - 12:12h

Cerca de 150 mil pessoas sem abrigo vivem na faixa de Gaza e cerca de 10 mil refugiados estão nos abrigos do UNRWA.


A próxima guerra rebentará este verão. Israel dar-lhe-á mais um nome infantil e ocorrerá em Gaza. Já existe um plano para evacuar as comunidades israelitas ao longo da fronteira da Faixa de Gaza.

Israel sabe que essa guerra vai rebentar e sabe também porquê – e precipita-se ao galope, de olhos vendados, como se fosse um ritual cíclico, uma cerimónia periódica ou uma catástrofe natural que não pode ser evitada. Aqui e acolá nota-se até algum entusiasmo.

Pouco importa a identidade do primeiro-ministro e do ministro da Defesa – não há qualquer diferença entre os candidatos no que diz respeito a Gaza. Isaac Herzog e Amos Yadlin não dizem evidentemente nada e Tzipi Livni vangloria-se de, graças a ela, nenhum porto de Gaza ter sido aberto.

Os restantes israelitas também não estão interessados com o que se passa em Gaza e, não tarda, Gaza será obrigada a recordar-lhes mais uma vez a sua situação trágica da única maneira que lhe é permitida: com os rockets.

A situação em Gaza é desastrosa, terrível. Ela não é mencionada no discurso israelita nem na campanha eleitoral mais miserável e vazia que tenha havido aqui.

É difícil acreditar, mas os israelitas inventaram uma realidade paralela, cortada do mundo real, uma realidade cínica, insensível, enterrada na negação, embora todos estes desastres, que são na maior parte provocados por eles próprios, ocorram a uma curta distância das suas casas.

Os recém-nascidos morrem gelados sob os escombros das suas casas, os jovens arriscam a vida e atravessam a vedação fronteiriça para apenas obter uma ração de comida numa cela israelita.

Alguém ouviu falar disto? Alguém se preocupa com isto? Alguém percebe que isto conduz à próxima guerra?

Salma viveu apenas 40 dias, como a eternidade de uma borboleta. Era um bebé de Beit Hanoun, no nordeste da Faixa de Gaza, que morreu no mês passado de hipotermia, depois de o seu corpo frágil ter gelado com o vento e a chuva que penetraram na cabana de contraplacado e plástico onde ela vivia com a sua família, depois da sua casa ter sido bombardeada.

“Ela ficou gelada como um sorvete”, declarou a sua mãe sobre a última noite do seu bebé. O porta-voz do UNRWA [organização da ONU para os refugiados], Chris Gunness, contou a história de Salma na semana passada no jornal britânico The Guardian. Mirwat, a sua mãe, disse-lhe que, quando nasceu, ela pesava 3,1 kg. A irmã Ma'ez, de três anos, está hospitalizada por enregelamento.
Ibrahim Awarda, de 15 anos, que perdeu o pai num bombardeamento israelita em 2002, teve mais sorte. Decidiu atravessar a fronteira entre Gaza e Israel. “Eu sabia que seria detido”, declarou ao jornalista do New York Times em Gaza na semana passada. “Pensei que talvez fosse encontrar uma vida melhor. Deram-me comida decente e recambiaram-me para Gaza”.

Ibrahim ficou detido durante cerca de um mês em duas prisões em Israel antes de ser atirado de novo para a destruição, a miséria, a fome e a morte. Trezentos habitantes de Gaza morreram afogados no mar em setembro do ano passado, numa tentativa desesperada de deixar a prisão de Gaza.

84 habitantes de Gaza foram detidos pelas forças de defesa israelitas nos últimos seis meses, depois de terem tentado entrar em Israel; a maioria deles queria apenas fugir do inferno onde viviam. Outros nove foram detidos este mês.

Atiya al-Navhin, de 15 anos, tentou também entrar em Israel em novembro, apenas para fugir à sua sorte. Soldados do Tsahal abriram fogo sobre ele, foi tratado em dois hospitais israelitas e voltou para Gaza em janeiro. Agora, está deitado na sua casa, paralisado e incapaz de falar.

Cerca de 150 mil pessoas sem abrigo vivem na faixa de Gaza e cerca de 10 mil refugiados estão nos abrigos do UNRWA. O orçamento da organização foi gasto depois de o mundo inteiro ter ignorado o seu compromisso de contribuir com 5,4 mil milhões de dólares para a reconstrução de Gaza.

O compromisso de negociar o levantamento do bloqueio a Gaza – a única maneira de evitar a próxima guerra e a que se segue – também foi quebrado. Ninguém fala sobre isso. Não é interessante. Houve uma guerra, israelitas e palestinianos morreram para nada, passemos então à próxima guerra.

Israel fará mais uma vez de conta que está surpreendido e ofendido – os cruéis árabes atacam de novo com rockets, sem razão”.

Tradução de inglês para português por Comité de Solidariedade com a Palestina.
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