domingo, 22 de março de 2015

Netanyahu não tem por obrigação ou competência acreditar aleatoriamente em pessoas movidas por e que movimentam terrorismo e terroristas. A própria proposta de criar um estado dentro de um estado é absurda para qualquer povo da humanidade. Israel precisa passar a ter governos que não sejam tão misturados e utópicos a ponto dar passos para trás. A segurança árabe depende de um Israel tão soberano que sequer uma Rússia ou América pudessem ameaçar isso. Obama não representa atualmente o povo livre da América e tampouco poderia continuar no poder, pois seus atos traem os fundamentos norte-americanos. Quando, defender a inconsequência da imposição de terroristas e invasores de terras globais (lideranças palestinas) significa democracia ou liberdade? Infelizmente, a Equipe Obama, com todo disfarce, está competindo pra se tornar "Deus" do Islã Fundamentalista e Imperialista. Admite que a retórica e passos do Irã são nulos e ainda assim sacrifica Israel e o Mundo?




The Huffington Post/Damon Dahlen

Exclusivo: Barack Obama revela decepção com Benjamin Netanyahu após eleições de Israel, em entrevista ao Huffington Post

Em entrevista exclusiva ao The Huffington Post, o presidente dosEstados UnidosBarack Obama, está trabalhando com a hipótese de que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não apoia a criação de um Estado Palestino. Após uma campanha em que foi muito duro com palestinos, o premiê recuou e adotou um discurso mais ameno, afirmando que acredita em um Estado Palestino "possível".
Ao repórter Sam Stein, do HuffPost, Obama fez sua análise ante as palavras de Netanyahu:
"Acreditamos nas palavras dele quando ele disse que [o Estado Palestino] não aconteceria durante seu mandato. Portanto esse é o motivo pelo qual temos de avaliar quais alternativas estão disponíveis para garantir que não tenhamos uma situação caótica na região."
Obama revelou desconforto com comentários de Netanyahu durante a campanha. Pelo Facebook, o premiê, ainda em campanha, escreveu que o governo de direita estava em perigo. "Os eleitores árabes estão correndo em manada às urnas. Organizações de esquerda os estão transportando", postou. A oposição israelense tachou a postagem de "racista".
Obama acredita que esse discurso pode impactar nos valores democráticos de Israel.
"Indicamos que esse tipo de retórica é contrária ao que há de melhor nas tradições isralenses; que apesar de Israel ter sido fundado na terra histórica dos judeus e apesar da necessidade de haver uma terra judaica, a democracia israelense tem a premissa de que todos os cidadãos do país serão tratados de forma igualitária e justa."
Veja os principais trechos de Obama falando sobre política externa:
The Huffington Post: Tendo em vista os comentários recentes do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no fim da campanha sobre a solução de dois Estados, os Estados Unidos poderão continuar se opondo aos esforços palestinos de obter reconhecimento de seu Estado por meio da ONU?
Barack Obama: Bem, tive a oportunidade de conversar com o primeiro-ministro Netanyahu ontem e dei os parabéns ao seu partido pela vitória. Indiquei para ele que continuamos acreditando que uma solução de dois Estados é a única saída para a segurança de longo prazo de Israel, se o país quiser se manter tanto um Estado judaico como democrático. E indiquei para ele que, dadas as declarações dele antes da eleição, vai ser difícil encontrar um caminho no qual as pessoas acreditem de verdade que negociações sejam possíveis.
Portanto estamos avaliando o que está acontecendo. Acho que o primeiro-ministro Netanyahu ainda tem de formar um governo. Vamos manter consultas constantes com eles. Vamos assegurar, a despeito das nossas discordâncias sobre as políticas, a continuidade da nossa cooperação militar e de inteligência para manter a população de Israel segura, e essa cooperação também ajuda a manter a segurança para a população americana.
Mas vamos continuar insistindo que, do nosso ponto de vista, o status quo é insustentável e que, mesmo levando em conta a segurança de Israel, simplesmente não podemos manter o status quo para sempre, expandir as colônias, isso não é uma receita de estabilidade para a região.
A esta altura, existe alguma razão para acreditar que ele fala sério sobre um Estado palestino?
Bem, acreditamos nas palavras dele quando ele disse que [o Estado Palestino] não aconteceria durante seu mandato. Portanto esse é o motivo pelo qual temos de avaliar quais outras alternativas estão disponíveis para garantir que não tenhamos uma situação caótica na região.
E qual foi sua reação ao aviso dele no dia da eleição sobre os eleitores árabes indo para as urnas “como uma manada”?
Indicamos que esse tipo de retórica é contrária ao que há de melhor nas tradições isralenses; que apesar de Israel ter sido fundado na terra histórica dos judeus e apesar da necessidade de haver uma terra judaica, a democracia israelense tem a premissa de que todos os cidadãos do país serão tratados de forma igualitária e justa. E acho que isso é o que a democracia israelense tem de melhor. Se isso se perder, acho que não só é munição para aqueles que não acreditam no Estado judeu como também começa a haver uma erosão do significado da democracia no país.
Não dá para desdizer o que já foi dito, basicamente?
Bem, acho que essa é uma pergunta que deve ser feita ao primeiro-ministro.
Essa será nossa próxima entrevista, obviamente. Que impacto o senhor acha que as eleições isralenses terão na sua capacidade de vender um acordo nuclear com o Irã tanto para a população americana quanto para o Congresso?
Não acredito que o impacto seja significativo. Obviamente em Israel há muito ceticismo em relação ao Irã, o que é compreensível. O Irã fez comentários vis, comentários anti-semitas, comentários sobre a destruição de Israel. É precisamente por essa razão que, mesmo antes de me tornar presidente, disse que o Irã não poderia ter armas nucleares.
O que vai ter impacto sobre um possível acordo é, número um, o Irã estar preparado para mostrar, para provar para o mundo que não está desenvolvendo armas nucleares, e podermos verificar isso de forma intrusiva e conclusiva. E, francamente, eles ainda não fizeram os tipos de concessões que acredito serem necessárias para um acordo final. Mas eles caminharam, então existe a possibilidade.
A outra coisa será minha capacidade de mostrar, não só para a população americana ou para a população israelense, mas para o mundo, que de fato temos mecanismos que impedem o Irã de ter armas nucleares e que o acordo que for feito não é somente verificável, mas também torna muito menos provável que o Irã consiga dar esse salto, em comparação com a ausência de um acordo. E esse é um argumento que teremos de defender – se chegarmos a um acordo. Mas ainda temos trabalho pela frente.
Relatos recentes dizem que existe um rascunho de acordo em circulação, mas outros dizem que a questão sobre o ritmo das sanções da ONU ainda está pegando. Onde estamos agora? E quão decidido o senhor está em relação à ideia de que as sanções internacionais devam ser levantadas ao longo do tempo?
Não há acordo antes de tudo ser resolvido. E acredito ser prematuro dizer que haja um rascunho em circulação.
O que é verdade é que houve movimentações do lado iraniano. Estamos consultando com o P5+1. As negociações pararam por uma semana por causa do feriado do Nowruz, no Irã, o que nos dá tempo para garantir que todo mundo do P5+1 esteja à vontade com as posições que estão sendo tomadas. Isso permite consultas. Vamos voltar em uma semana. Nosso objetivo, porém, é concluir [o acordo] em questão de semanas, não meses.

Obama concede entrevista exclusiva ao HuffPost