quinta-feira, 2 de abril de 2015

A unificação das influências e forças judaico cristãs são importantíssimas e vitais para multidões bem intencionadas que com pureza de coração praticam e vivem espiritualidade em suas possíveis opções



Ceia Judaica é celebrada na Paróquia São Judas Tadeu em Uberlândia
Ritual tem sido realizado desde 2009. Celebração reuniu em média 250 pessoas.
31/03/2015 16h19 - Atualizado em 31/03/2015 16h19
Do G1 Triângulo Mineiro
Ceia Judaica (Foto: Reprodução/TV Integração)Ritual da Ceia Judaica foi realizado em Uberlândia
(Foto: Reprodução/TV Integração)
A tradicional ceia judaica foi celebrada na noite desta segunda-feira (30), na Paróquia São Judas Tadeu, localizada na Praça Lincoln, no Bairro Presidente Roosevelt, emUberlândia.
A celebração, que já está no sexto ano, reuniu cerca de 250 pessoas que seguiram com seriedade os costumes. As velas foram acesas por mulheres, o vinho foi servido quatro vezes e no ato da purificação as mãos foram lavadas por discípulos vestidos com roupas iguais ao que os hebreus usavam na sinagoga.
Na liturgia foi apresentada histórias e cantos marcantes de quando o povo judeu foi liberado da escravidão.

A ceia é retratada como um momento de partilha aos que têm fome. Os alimentos que foram servidos teve uma significação: a liberdade. As ervas amargas lembram o sofrimento, as águas salgadas com salsa as lágrimas derramadas, a pasta vermelha com mistura de raspas de maçã, castanhas e vinho recorda a argila que os hebreus usavam para fazer os tijolos, o pedaço de osso recorda o sacrifício do cordeiro, o pão sem fermento o povo que não teve tempo de assar o alimento enquanto saía do Egito e o ovo a vida que poderia recomeçar.

“Nada é por acaso, cada alimento da ceia judaica traz uma história da amargura, do sofrimento e da pobreza do deserto que o povo de Deus passou e da escravidão do Egito para a libertação até chegar à terra prometida”, ressaltou padre Olimar Rodrigues.

Essa prática vem sendo realizada desde 2009 e até o ano passado a ceia era feita na catedral. Esta é a primeira vez que ocorreu na paróquia São Judas Tadeu. E é também a primeira vez que a fisioterapeuta Denyele Carvalho Zanata levou sua filha Sara para participar do momento, que segundo ela é a base da fé.
“Para nós é muito importante por que este é um momento pedagógico, a base da nossa crença religiosa está nesta ceia. A ceia judaica é a instituição da eucaristia em que Jesus também participou, segundos os estudiosos. Além disso, é um momento de espiritualidade que todo ritual tem e por isso é importante. Trago minha filha para conhecer e sentir este momento da presença de Deus”, concluiu a fisioterapeuta.

Triângulo Mineiro
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