quarta-feira, 22 de abril de 2015

Notícia certa: Família de palestino obriga Israel a retirar seu nome do memorial dedicado a vítimas letais de atos terroristas, pelos sentimentos xenófobos para com judeus e israelenses.



Israel retira nome de palestino de muro dedicado a vítimas de atentados
Jovem palestino foi queimado vivo por judeus em julho de 2014. Julgamento dos três acusados acontece atualmente em Jerusalém.
22/04/2015 07h25 - Atualizado em 22/04/2015 07h25
France Presse
Da France Presse
Soldados israelenses passam em frente a memorial com nome de vítimas de terrorismo em Herzl, em Israel. Nome do palestino Mohammed Abu Khdeir, morto em julho do ano passado, foi retirado da homenagem (Foto: Menahem Kahana/AFP)
Soldados israelenses passam em frente a memorial com nome de vítimas de terrorismo em Herzl, em Israel. Nome do palestino Mohammed Abu Khdeir, morto em julho do ano passado, foi retirado da homenagem (Foto: Menahem Kahana/AFP)
Israel retirou o nome de um jovem palestino queimado vivo por judeus de um muro construído em Jerusalém em homenagem às "vítimas de atos terroristas".
Haim Pitoussi, porta-voz da instituição que administra este muro de recordação, confirmou à AFP informações divulgadas por um canal de televisão.
Ele não apresentou justificativas, mas a família do palestino havia criticado a iniciativa das autoridades israelenses de acrescentar o nome de Mohamed Abu Jdeir à lista do memorial do monte Herzl.
A inclusão do nome de Mohamed Abu Jdeir era significativa, já que seria um dos poucos palestinos vítimas de judeus que seria acrescentado ao muro de recordação.
Mas o pai do jovem palestino, Husein Abu Jdeir, reclamou na terça-feira (21) que não havia recebido um pedido de consentimento.
"Sou palestino, não israelense, e não quero o nome dele ao lado dos nomes de soldados israelenses", disse à AFP.
Mohamed, de 16 anos, foi sequestrado em de julho de 2014 em Jerusalém Oriental. Seu corpo, carbonizado, foi encontrado poucas horas depois. Três judeus extremistas confessaram o assassinato como uma forma de vingança pelo sequestro e morte de três adolescentes judeus, três semanas antes.
"O que espero de Israel é que faça justiça e que os assassinos de meu filho sejam condenados condenados à prisão perpétua", declarou Husein.
O julgamento dos três extremistas acontece atualmente em Jerusalém.
Mundo
versão clássica
Globo © 2001-2014
princípios editoriais