quarta-feira, 20 de maio de 2015

Gaza, Cisjordânia, Golan e Sinai são terras israelitas e sempre serão




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16/01/2015 às 15:52 \ Cultura, Mundo, Oriente Médio


Nesse momento pós-ataques em Paris em que a Europa se une contra o terror islâmico, mas ainda se nega a enxergar que a luta de Israel é a luta de todo o Ocidente, como comentei aqui, trago em primeiro mão para o blog mais um vídeo educativo da Prager University legendado em português a meu pedido, no qual o professor de Direito de Harvard Alan Dershowitz analisa se os assentamentos de Israel na Cisjordânia são o motivo para não haver paz entre judeus e palestinos, como os inimigos do povo israelense – e até supostos amigos – costumam alegar.

Entenda o caso em menos de 5 minutos e eduque os amigos compartilhando este post. Confundir motivo com pretexto é, com frequência, cair na propaganda do terror.



A política de Israel de construir comunidades civis na área conhecida como Cisjordânia é o motivo de não haver paz permanente entre Israel e os palestinos? A resposta para esta questão, apesar de todo o som e fúria direcionado ao “problema dos assentamentos”, é não. Os assentamentos israelenses na Cisjordânia não são o maior obstáculo a um acordo de paz.

Um pouco de contextualização histórica esclarecerá isto. Por duas décadas antes de junho de 1967 a Cisjordânia, incluindo boa parte de Jerusalém, era controlada pela Jordânia. Nessa época — em que Israel não tinha um único assentamento —havia vários ataques terroristas palestinos contra o Estado-nação do povo judeu. Ou seja, os palestinos cometeram atentados contra Israel não havendo assentamentos, e cometeram atentados contra Israel havendoassentamentos. Se Israel retirasse cada assentamento da Cisjordânia amanhã, é improvável que algo mudasse.

Na verdade, se a história ensina algo, Israel poderia estar em situação pior. Em 2005, Israel abandonou cada comunidade, cada casa, cada fazenda, cada estrutura que construiu na Faixa de Gaza. Como os palestinos de Gaza reagiram? Eles lançaram milhares de foguetes e cometeram vários outros atentados contra o Estado-nação do povo judeu. Os atentados continuam até hoje. E a cada ano o alcance desses foguetes aumenta e sua carga útil fica mais letal. Apenas um sistema antimísseis muito sofisticado de Israel mantém o país seguro. Podemos culpar Israel por não querer o risco de uma guerra de foguetes de duas frentes?

Mas muitos dizem que Israel não tem o direito de estar na Cisjordânia. Permita que eu, professor de Direito em Harvard, diga que, com base na lei internacional, essa posição está incorreta. Ocupações militares são claramente permitidas sob a lei internacional se precedidas de um ataque agressivo de um estado vizinho. A Jordânia, que é a vizinha ao leste de Israel, atacou o país em 1967, apesar dos repetidos esforços de Israel para manter a Jordânia fora da Guerra dos Seis Dias. Ao se defender da Jordânia, Israel capturou a Cisjordânia e o leste de Jerusalém. Sob a lei internacional, até que uma paz significativa seja conseguida e todo o terrorismo contra o país cesse, Israel tem todo o direito de manter controle militar sobre essa área. Como um tratado de paz não foi atingido e o terrorismo prossegue com novas ameaças de ataque quase diariamente, Israel não tem obrigação legal de se retirar. Dado o perigo em que Israel poderia se colocar ao sair da Cisjordânia, expondo suas principais cidades e seu aeroporto internacional a ataques de foguete, seria irresponsável fazê-lo, que é o motivo de Israel ainda estar lá.

Ainda assim, eu reconheço plenamente que uma ocupação militar é consideravelmente diferente tanto legalmente quanto politicamente de construir assentamentos civis, mesmo em um território que está legitimamente sujeito a ocupação militar. Por isso eu por tanto tempo me opus à construção de assentamentos na Cisjordânia. Acredito que isso causou indignação e deu aos inimigos de Israel um pretexto para atacar a legitimidade da ocupação em geral. Este é o motivo também de eu sempre ter apoiado os esforços de Israel para trocar terreno por paz como o país fez em múltiplas ocasiões ao longo das últimas décadas.

Então, mesmo que os assentamentos possam ter contribuído para dificultar a paz, eles não são o grande obstáculo que os inimigos de Israel alegam ser. Eles não são o motivo por que não há um acordo de paz entre Israel e os palestinos. O motivo sempre foi e continua sendo a relutância dos líderes palestinos — e, de acordo com pesquisas palestinas, também de boa parte da população palestina — em reconhecer o direito de Israel existir como o Estado-nação do povo judeu. Até ou a menos que a liderança e o povo palestino reconheçam o direito do Estado de Israel de ser livre de investidas militares, de terrorismo, de ataques com foguetes e de guerra diplomática, a disputa na Cisjordânia ficará sem solução.

Se essas condições, que devem ser a base de qualquer coexistência de dois Estados — havendo um Estado-nação para o povo judeu e um Estado palestino —, forem atendidas, a ocupação acabará, o problema dos assentamentos será resolvido, e as bênçãos de paz mútua serão finalmente alcançadas.

Sou Alan Dershowitz, professor de Direito da Universidade de Harvard, para a Prager University.

* Vídeo traduzido pelos Tradutores da Direita para o blog de Felipe Moura Brasil, na VEJA.com.

* Veja também aqui no blog:
* Lista de posts sobre o assunto – aqui.

Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil

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8 Comentários

Augusto Paiva - 

20/1/2015 às 20:22

Clérigo islâmico: “Não lutamos contra os judeus por causa da Palestina, mas porque Deus assim ordena” ➜ https://www.youtube.com/watch?v=0Z4aglyxV7s

André Luis - 

18/1/2015 às 10:45

Fora do tópico, mas nem tanto. Será que o Jean Willys, assim como a Dilma, também quer negociar com o Estado Islâmico. Estado Islâmico joga os gays do alto dos edifícios como punição –http://www.timesofisrael.com/islamic-state-throws-men…/

Ezequiel - 

18/1/2015 às 8:29

Tem somente uma coisa faltando de informacao ai!
Na verdade 1967 a Transjordania ocupava militarmente um territorio nao soberano, portanto neste caso nao podemos chamar a “Cisjordania” de territorio ocupado, mas sim de TERRITORIO EM DISPUTA, ja que ao fim da guerra, Israel conquistou legalmente em defesa como ele citou, mas naquele momento nao pertencia a nenhum pais e portanto, legalmente aquela terra passou a ser do vencedor de fato. Israel. Como havia ali uma populacao remanescente arabe que resolveu reativar a guerra no modo guerrilha terrorista, foi somente em 1993 com os acordos de oslo que Israel concedeu controle dividido em 3 tipos, sendo um totalmente controlado pela ANP.
Mas da mesma forma que os arabes que vivem ali hoje em dia puderam ter o direito de reivindicar soberania, assim tb sao os judeus que ali estao. portanto ainda hoje podemos considerar como um territorio em disputa e os chamados “assentamentos” sao nada mais do que Israel exercer o direito de habitar sua propria terra por lei!
Chore quem nao gosta, mas a verdade e essa e vao ter que aceitar. O status quo nao ira mais mudar.

marcos a. moraes - 

17/1/2015 às 9:19

É parte da verdade. Em 47 não havia Jordânia, mas um potentado britânico chamado Transjordânia, chefiado por um apaniguado do Império, com exercito comandado por militares britânicos. Foram eles que invadiram as terras que deveriam pertencer ao estado palestino. Daí pra frente, a Transjordânia tornou-se Jordânia com a dinastia Hussein pro-Inglaterra.

Sendo assim, os assentamentos são duplamente aceitáveis.

A mesma coisa aconteceu em Gaza. O Egito em 47/48 invadiu aquilo lá impedindo a formação do estado palestino. Um estado dividido em 2 partes, sem povo, cultura, lingua ou seleção de futebol.

MAM

Alex Wie - 

16/1/2015 às 17:52

Bom, tenho minhas criticas com relação aos assentamentos, por outros lado, não achei até hoje no mapa um país muçulmano democrático.
Logo o hamas tomou a faixa de gaza e a tranformou numa prisão a céu aberto.

Pedro - 

16/1/2015 às 17:11

Obrigado por esse vídeo Felipe, muito esclarecedor. Fico surpreso em um professor como esse conseguir dar aulas em Harvard.

Marcelo - 

16/1/2015 às 16:57

Os palestinos não querem fazer parte da política de Israel, nem serem representados no congresso israelense, por que:
1) Eles não querem um governo democrático.
2) Eles querem um teocracia, que prega abertamente a destruição dos judeus, por tanto, a coexistência com os judeus fere essa religião.
3) Eles são financiados de longa data pela URSS, como forma de subversão, pelo fato de Israel ser parceiro dos EUA.
4) Eles são financiados atualmente por países da OPEP, que veem a presença de um Israel nuclear próximo à Meca como uma ameaça à religião deles.

tico tico - 

16/1/2015 às 16:38

O dinheiro do petróleo de vários países do oriente médio é que tem possibilitado as constantes agressões a Israel, então, não há a possibilidade de paz. No entanto, me conforta o fato de que armamento nuclear é uma realidade para Israel, e, ponto final para os descontentes.




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