quarta-feira, 27 de maio de 2015

NÃO HÁ DEFESA SEM ATAQUE E TODO ATAQUE DEVE CONTABILIZAR EFEITOS COLATERAIS




Israel ataca Faixa de Gaza após disparo de foguete palestino
Quatro ataques foram feitos contra Rafah, Khan Yunis e a cidade de Gaza. Incursão é a terceira desde o fim da guerra em 2014.
27/05/2015 06h23 - Atualizado em 27/05/2015 12h05
France Presse
Da France Presse
Forças de segurança palestina inspecionam local de ataque israelense em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, nesta quarta-feira (27) (Foto: Said Khatib/AFP)
Forças de segurança palestina inspecionam local de ataque israelense em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, nesta quarta-feira (27) (Foto: Said Khatib/AFP)
Aviões de Israel realizaram quatro ataques contra a Faixa de Gaza na manhã desta quarta-feira (27), informaram testemunhas,horas após o disparo de um foguete do enclave palestino.
A aviação israelense atacou campos de treinamento da Jihad Islâmica em Rafah, Khan Yunis e na cidade de Gaza, segundo as testemunhas, que não relataram vítimas.
Um foguete lançado por militantes palestinos da Faixa de Gaza atingiu o sul de Israel na terça-feira, sem deixar vítimas.
O Exército hebreu confirmou ter atacado "quatro infraestruturas terroristas no sul da Faixa de Gaza" como represália ao disparo do foguete.
"O fato de o território do Hamas ser utilizado como base de retaguarda para atacar Israel é inaceitável, intolerável e terá consequências", declarou o tenente-coronel Peter Lerner, porta-voz militar israelense.
O movimento islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, não reivindicou o ataque.
O ministro israelense da Defesa, Moshe Yaalon, fez uma advertência ao Hamas e atribuiu o ataque à Jihad Islâmica.
"Israel não vai ficar de braços cruzados depois dos disparos de ontem contra seus cidadãos por parte da Jihad Islâmica. Consideramos o Hamas responsável pelos disparos a partir da Faixa de Gaza e não vamos tolerar nenhuma ameaça contra os habitantes do sul (de Israel)", declarou Yaalon.
"Sem tranquilidade em Israel, a Faixa de Gaza pagará um preço muito alto, tão alto que qualquer um que nos provocar vai lamentar. Não aconselho ninguém a nos testar", completou o ministro.
O foguete de terça-feira é o terceiro lançado da Faixa de Gaza desde a entrada em vigor do cessar-fogo que encerrou 50 dias de guerra no enclave palestino em 2014, após a morte de quase 2.200 palestinos - a maioria civis - e de 73 israelenses, sendo 67 militares.
A incursão de Israel desta quarta-feira é a terceira desde o final da guerra em Gaza de 2014. No mês passado, tanques israelenses abriram fogo contra uma posição do Hamas após um disparo de foguete.
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  • Leo Veimrober
    há 5 horas
    Israel não atacou gaza! Apenas contra-atacou!

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