quarta-feira, 13 de maio de 2015

Parabéns João Marques de Almeida. Basta olhar e ver. Isso mesmo.



Palestina: Um erro que nada faz pela paz
30/11/2014, 8:4450395 PARTILHAS


A ideia de que os palestinianos querem “dois Estados a viver lado a lado” constitui a maior ilusão de muitos europeus – e aparentemente de muitos dos deputados portugueses.

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Parece que o governo vai reconhecer a Palestina como “Estado” para, diz um deputado do PSD aqui nas páginas do Observador, “fazer alguma coisa pela paz”. O governo segue aliás o exemplo de outros países europeus, como a Suécia, a França e o Reino Unido. É um erro que nada faz pela paz. Este voluntarismo diplomático é de resto extraordinário. Os países europeus não conseguem manter a paz na Ucrânia, não conseguem manter a paz na Líbia, não conseguem manter a paz na Síria, não conseguem manter a paz no Iraque, nunca conseguiram manter a paz entre Israel e os seus vizinhos, e agora acham que o reconhecimento da Palestina como “Estado” vai ajudar a “paz” na região. Esta gente vive em que mundo?

A recusa dos palestinianos, e de quase todos os outros países árabes – com a excepcão do Egipto, da Jordânia e de Marrocos – em reconhecerem o Estado de Israel constitui a principal causa do conflito na região. Mais: a recusa em reconhecer Israel explica por que razão a maioria dos líderes palestinianos não querem criar um Estado palestiniano ao lado do Estado judaico. Os palestinianos só querem criar o seu Estado quando acabarem com Israel.

Prestem atenção à educação “oficial” nas escolas palestinianas, onde as crianças são ensinadas a odiar os judeus e a recusar a existência de Israel. Ouçam os sermões nas mesquitas, leiam a imprensa palestiniana e vejam a televisão palestiniana. O ódio aos judeus – e não só aos israelitas – é o tema dominante. E estudem a história do Médio Oriente desde 1945. Os árabes e os palestinianos tiveram várias oportunidades para criar o Estado da Palestina. Nunca o fizeram porque isso significaria reconhecer Israel.

A ideia de que os palestinianos querem “dois Estados a viver lado a lado” constitui a maior ilusão de muitos europeus – e aparentemente de muitos dos deputados portugueses. Não querem e nunca reconhecerão o Estado de Israel. E por essa razão, também não querem um Estado palestiniano enquanto não destruírem Israel. Se os europeus quisessem mesmo fazer “alguma coisa pela paz” fariam tudo o que pudessem para forçar os palestinianos a reconhecer Israel. E com todo o dinheiro que enviam para a Palestina têm algum poder para o fazer. 

Não é a paz que leva os europeus a reconhecerem a Palestina como “Estado”. São questões de política interna. Um dia ouvi um líder socialista europeu – não é português – dizer o seguinte: “como a participação na zona Euro não nos permite ter políticas socialistas, temos que defender causas sociais e externas (foi aqui que deu a Palestina como um exemplo) para acalmar as nossas esquerdas”. E muitos governos de direita, como aparentemente o nosso, desgastados com as acusações de “neoliberalismo” precisam de uns votos parlamentares que mostrem que são, apesar de tudo, “moderados”. Quando a direita quer agradar à esquerda, normalmente faz asneiras.

A decisão de reconhecer a Palestina como um “Estado” não só é completamente inútil, como constitui um atentado aos valores fundamentais de uma sociedade democrática. Os europeus combatem os radicais islâmicos no Síria e no Iraque, reforçam a segurança nos seus países para evitar ataques terroristas a civis indefesos e inocentes, e reconhecem um “governo” que comete esses ataques. Além de praticar o terrorismo, o Hamas tem outra particularidade: assassina cruelmente homossexuais e mulheres que têm o “azar” de se apaixonar pelo homem errado – este tem a “sorte” de ser perdoado. O reconhecimento da Palestina como “Estado” constitui ainda um sinal de fraqueza por parte dos europeus, que será recebido com prazer e desprezo por todos os grupos radicais islâmicos, da Argélia à Indonésia.

O nosso Parlamento vai votar o reconhecimento de um “Estado”, parcialmente governado por um grupo terrorista, que não reconhece valores essenciais como os direitos dos homossexuais ou a igualdade entre homens e mulheres. Uma iniciativa que nada fará pela paz e que será visto pelos grupos terroristas como um voto contra uma democracia, Israel. Mas os nossos deputados ficarão bem com a sua consciência e felizes com o seu exemplo de “unidade moderada” em nome da “paz”.























Ex-líderes europeus pedem mudanças na política da UE para Israel


HÁ UMA HORA


Antigos líderes políticos europeus querem "ação urgente" da UE para construir uma política coerente sobre a questão da Palestina, fim da linha violenta do Hamas e propõem uma solução a dois estados.




O documento foi enviado a Federica Mogherini (Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros).


JULIEN WARNAND/EPA

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Um grupo de antigos líderes políticos europeus pede a “reavaliação urgente” da política da UE sobre a questão da Palestina e insiste que Israel deve ser “responsabilizado” pelas ações que toma nos territórios ocupados. O apelo é de ex-governantes como Teresa Patrício de Gouveia, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros de Portugal (2003-2004), Miguel Moratinos, ex-ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros (2004-2010), Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda (1990-1997) e ex-Comissária da ONU para os Direitos Humanos (1997-2002) ou Javier Solana, antigo secretário-geral da NATO (1995-1999).


Os políticos referidos tomam como ponto de partido a re-eleição de Benyamin Netanyahu como primeiro-ministro de Israel e a construção de um novo governo, que impele uma “ação urgente por parte da UE para construir uma política coerente e efetiva sobre a questão da Palestina”, lê-se no documento onde é apontado que, até agora, a ajuda política e financeira da UE só conseguiu a “manutenção da ocupação israelita da Cisjordânia e a ‘prisão’ de Gaza”.



Os ex-líderes políticos propõem uma solução de “dois estados” escrita sob a lei da União Europeia, o incentivo da “igualdade entre Israel e Palestina, incluindo o reconhecimento do estado da Palestina”, o envolvimento “proativo no processo de encorajamento de reconciliação entre os palestinianos”, o empreendimento de esforços para persuadir o Hamas e outras fações palestinianas a acabar com a luta armada e adotar uma “linha não violenta”, operacionalizar a política da UE de “não reconhecimento da soberania de Israel além das fronteiras de 1967 em todas as relações UE-Israel” e acabar com a instalação de colunatos, promover direitos iguais para todos os cidadãos de Israel, independentemente da origem étnica, e tomar atenção à forma como o dinheiro é utilizado na Palestina.


A declaração sobre “uma nova abordagem da UE para a resolução do conflito israelo-palestiniano” chega numa altura em que o debate sobre o ‘moribundo processo de paz’ tem aumentado e foi enviada aos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, a Federica Mogherini (Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros), Donald Tusk (Presidente do Conselho Europeu), Jean-Claude Juncker (Presidente da Comissão Europeia), Martin Schulz (Presidente do Parlamento Europeu) e John Kerry (Secretário de Estado dos EUA).


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cmrodrigues@observador.pt


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