segunda-feira, 15 de junho de 2015

Infinitamente Infinito - DA POBREZA AO PODER - JAMES ALLEN - יהוה YEHOWAH TSEVA'OT - יהוה IEHOUAH DOS EXÉRCITOS - O Caminho da Prosperidade e da Paz - Benaiah Cabral Ben Avraham Leiehouah The Liger. Título mais apropriado: DA POBREZA PARA O PODER - A REALIZAÇÃO DA PROSPERIDADE E PAZ


Amo Você Seja Amada

A entrada no infinito

Desde os mais remotos tempos, apesar de seus apetites e desejos corporais, e no meio de toda sua inclinação às coisas terrestres e impermanentes, o homem sempre foi intuitivamente consciente da natureza limitada, passageira e ilusória da sua existência material, e nos seus momentos sãos e silenciosos, esforçou-se sempre para alcançar a compreensão do Infinito, voltando-se, com lacrimosa aspiração, à tranquila Realidade do Coração Eterno.

Enquanto imagina em vão que os prazeres da Terra sejam reais e que possam satisfazê-lo, a dor e a aflição lembram-lhe continuamente a natureza irreal e insatisfatória desses prazeres.

Mesmo esforçando-se para crer que pode achar completa satisfação em coisas materiais, tem a consciência de uma revolta persistente no seu interior contra essa crença; esta revolta é, ao mesmo tempo, uma refutação de sua mortalidade essencial e uma prova inerente e imperecível que só no imortal, no eterno, no infinito é que pode encontrar a satisfação duradoura e a paz ininterrupta.

E aqui está a base da fé; aqui está a raiz e a origem de toda religião; aqui está a alma da Fraternidade eco coração do Amor - neste fato que o homem é essencial e espiritualmente eterno e que, imerso em mortalidades e vexado com inquietações, esforça-se sempre para entrar numa consciência de sua natureza real.

O espírito do homem é inseparável do Infinito, não podendo ser satisfeito com nenhuma coisa que não seja o infinito. O peso do sofrimento continuará a oprimir o coração humano e as sombras da aflição obscurecerão o seu caminho, até que, deixando de vaguear pelo mundo imaginário da matéria, que não passa de um sonho, volte à casa paterna, na realidade do Eterno.

Como a menor gota de água, tirada do oceano, assim o homem, separado em consciência do Infinito, contém em si a sua semelhança; e como a gota de água há de voltar, emfim, ao seu manancial e perder-se no grande oceano so Infinito.

Tornar a ser uno com o Infinito é  a meta do homem. Entrar em perfeita harmonia com a Lei Eterna é a Sabedoria, o Amor e a Paz. Mas este estado divino é,  e há de ser sempre, incompreensível ao que é meramente pessoal. Personalidade, separatividade egoísmo são uma e a mesma coisa, sendo a antítese, o contrário de sabedoria e divindade.

Abdicando o homem à sua personalidade, cessam a separatividade e o egoísmo, e ele começa a fruir a sua divina herança de imortalidade e infinidade.

A mente mundana é egoísta e cobsidera esta abdicação à personalidade como a mais triste de todas as calamidades, como a mais irreparável perda, ao passo que, em realidade, é a única felicidade suprema e incomparável, o único ganho verdadeiro e permanente.

A mente que não está esclarecida sobre as leis internas do ser e sobre a natureza e o destino de sua própria vida, apega-se a aparências passageiras, a coisas que não tem em si substancialidade duradoura, e, apegando-se a elas, perece, quando vem o seu tempo, no meio das ruínas despedaçadas de suas próprias ilusões.

Os homens e as mulheres estão apegados à carne, cujos desejos satisfazem, como se esta carne durasse por toda a eternidade, e embora tentem esquecer a proximidade e a inevitabilidade de sua dissolução, o medo da morte e da perda de tudo a que se apegam ofusca as suas horas mais felizes, perseguindo, como um cruel espectro, a fria sombra do seu próprio egoísmo.

Com o acúmulo de bens materiais e com o luxo, a divindade no homem é esquecida, caindo ele cada vez mais profundamente ba materialidade, na vida perecível dos sentidos, e, se tem intelecto suficiente, chega a considerar como verdades infalíveis as teorias da imortalidade carnal. Quando a alma está ofuscada pelo egoísmo, numa ou em todas as formas, perde a faculdade de discriminar espiritualmente, confundindo o temporal com o eterno, o perecível com o permanente, a mortalidade com a imortalidade, o erro com a Verdade. É assim que o mundo está cheio de teorias e especulações que não têm fundamento ba experiência humana. Todo o corpo carnal contém em si, desde a hora do nascimento, os elementos de sua própria destruição, e, pelas leis inalteráveis de sua natureza, há de desaparecer.

O que no universo é perecível, nunca pode tornar-se permanente; o permanente nunca pode perecer; o mortal não pode tornar-se imortal; o imortal nunca pode morrer; o temporal não pode tornar-se eterno, nem o eterno ser temporal; a aparência nunca pode vir a ser a realidade, e a realidade nunca se transform em Verdade, e a Verdade nunca vem a ser o erro. O homem não pode tornar imortal a carne, mas, vencendo a carne, abandonando todas as suas inclinações, pode entrar na região da imortalidade. "Deus unicamente tem a imortalidade", e somente realizando o Divino estado de consciência é que o homem entra na imortalidade.

Toda natureza, em suas miríades de formas de vida, é imutável, impermanente e não duradoura. Só o Princípio construtivo da natureza perdura. A natureza é a multidão, e a sua marca é a separação. O Princípio construtivo é Um, e a sua marca é a unidade.

Vencendo os sentidos e o egoísmo no seu interior, o que significa vencer a natureza, o homem emerge da crisálida do estado pessoal e ilusório, elevando-se à gloriosa luz do impessoal, à região da Verdade universal, de onde provém todas as formas perecíveis.

Os homens devem, pois, praticar a abnegação própria, vencer suas inclinações animais, recusar-se a serem escravizados pela luxúria e pelos prazeres; devem praticar a virtude, tornando-se cada dia mais virtuosos, até que se elevem ao Divino; devem praticar e compreender a humildade, a meiguice, o perdão, a compaixão e o amor, pois a prática e a compreensão destas virtudes constituem a Divindade.

"Boa vontade dá o conhecimento íntimo", e só aquele que domina a sua personalidade de tal modo que tem uma só atitude em sua mente, a de boa vontade para com todos os seres, possui o íntimo conhecimento divino e é capaz de distinguir o verdadeiro do falso. O homem sumamente bom é, pois, o homem sábio, o homem divino, o vidente iluminado, o conhecedor do Eterno. Onde você encontrar bondade inabalável, paciência incansável, sublime humildade, benignidade de palavra, domínio de si próprio, esquecimento do próprio "eu" e profunda e abundante simpatia, ali você poderá achar a mais alta sabedoria. Procure a companhia de tal homem, porque ele realizou o Divino, vive com o Eterno e se tornou uno com o Infinito.

Não acredite naquele que é impaciente, que se entrega à cólera, à presunção e aos prazeres, e não quer renunciar às suas satisfações egoístas, que não tem benevolência nem compaixão com os outros, porque essa pessoa não possui sabedoria; o seu saber é em vão, as suas obras e palavras perecerão, porque se baseiam no que não tem duração.

O homem deve abondonar a si próprio, deve vencer o mundo, deve renunciar à personalidade; somente por este caminho poderá chegar ao coração do Infinito e nele se abrigar.

O mundo, o corpo, a personalidade são miragens no deserto do tempo; sonhos transitórios na noite escura do sono espiritual, e somente aqueles que despertaram espiritualmente conheceram a Realidade Universal, onde desaparecem todas as aparências e onde não há sonho nem ilusão.

Há uma grande lei que exige obediência absoluta, um princípio unificante que é a base de toda diversidade, uma Verdade eterna, em que todos os problemas da Terra desaparecem como sombras. Realizar esta Lei, esta Unidade, esta Verdade, é entrar no Infinito, em tornar-se uno com o Eterno.

Pôr o centro de sua vida na Grande Lei do Amor é entrar em descanso, harmonia e paz. Abster-se de toda participação no mal e na discórdia, não resistir ao mal e não deixar de praticar o bem, prestando fiel obediência à santa tranquilidade interna, é entrar no coração íntimo das coisas, atingir uma viva e consciente experiência daquele princípio eterno e infinito que, necessariamente, permanece sempre oculto e misterioso ao intelecto meramente perceptivo.

A alma não tem paz, enquanto este princípio não estiver realizado, e quem o realiza é o verdadeiro sábio; não um sábio que possui a ciência dos eruditos, mas um sábio que possui a simplicidade de um coração sem mancha e de uma humildade divina.

Entrar na realização do Infinito e Eterno é elevar-se acima do tempo, do mundo e do corpo, que constituem o reino das trevas; é residir na imortalidade, no Céu e no espírito, que formam o Reino da Luz.

A entrada do Infinito não é uma mera teoria ou um mero sentimento. É a experiência vital, que é o resultado de assídua prática de purificação interna. Quando não cremos mais que o nosso corpo seja o verdadeiro homem; quando todos os nossos apetites e desejos estão totalmente subjugados e purificados; quando as emoções estão acalmadas; quando cessa a oscilação do intelecto e conseguimos o perfeito equilíbrio; então, e só então, a consciência torna-se una com o infinito; então, e só então, nos é assegurada a sabedoria dos inocentes e a paz profunda.

Os homens se cansam e envelhecem, trabalhando na solução de graves problemas da vida e, finalmente, desaparecem, deixando-os sem solução porque não veem saída das trevas da personalidade, não podendo ultrapassar suas limitações. Querendo salvar sua pequena vida pessoal, o homem perde a vida impessoal na Verdade, que é maior; apegando-se ao que é perecível, excluir-se do conhecimento do Eterno.

Pela renúncia ao "eu", vencem-se as dificuldades; os que renunciam a si mesmos não veem erro algum no universo, porque o fogo do sacrifício interno queima todos os erros como palha, não problema, por mais difícil que seja, que não desapareça como uma sombra debaixo da luz investigadora da abnegação própria. Existem problemas só em nossas ilusões, por nós mesmos criadas, e desaparecem quando renunciamos ao "eu". O "eu" e o erro são sinônimos. O erro envolve-se na escuridão de uma complexidade sem fundo, mas a glória da Verdade é a eterna simplicidade.

O amor-próprio exclui os homens da Verdade, e, procurando sua própria felicidade pessoal, perdem a felicidade mais profunda, mais pura e duradoura.

Carlyle diz: "Há, no homem, alguma coisa mais alta do que o amor da felicidade. Ele pode passar sem a felicidade e, em lugar dela, achar a bem-aventurança... Não ame o prazer; ame a Deus. Este é o Eterno Sim, em que toda contradição acha a sua solução; e quem anda e age em harmonia com ele, é feliz".

Quem abondonou esse "eu", essa personalidade, que os homens amam sobretudo e a que se apegam com tanta tenacidade, deixou atras de si toda perplexidade e entrou numa simplicidade tão profunda que o mundo, preso na rede do erro, a considera como loucura. Quem renunciou ao "eu", realizou, porém, a mais alta sabedoria e descansa no Infinito. Tal homem resolve com facilidade todos os problemas que encontra, porque entrou na região da realidade e trata dos princípios das coisas, não dos efeitos mutáveis. Ele é iluminado por uma sabedoria que é tanto superior ao raciocínio quanto a razão é superior à animalidade. Tendo abandonado seus desejos, apetites, erros, opiniões e preconceitos, entrou na posse do conhecimento de Deus; matou o desejo egoísta de viver num céu e o ignorante medo do inferno. Tendo abonado até o amor mesmo da vida, ganhou a suprema ventura e a Vida Eterna, a Vida que une a vida e a morte, conhecendo a sua própria imortalidade. Tendo renunciado a tudo, sem reserva alguma, ganhou tudo e descansa em paz no seio do Infinito.

Só aquele que se libertou do "eu" até o ponto de aceitar com o mesmo contentamento a sua aniquilação, como sua vida, está maduro para entrar no Infinito. Só aquele que, cessando de confiar em seu "eu" perecível, aprendeu a confiar ilimitadamente na Grande Lei, no Bem Supremo, está preparado para participar da Felicidade imorredoura.

Para ele não há mais aflição, nem desgostos, nem remorsos, porque onde cessou todo egoísmo, não podem existir tais sofrimentos; e tudo o que lhe acontece, ele sabe que é para o seu bem; está contente, não sendo mais servo do "eu", mas aim, Servo do Supremo. Não se aflige maia com as mudanças que se operam na Terra, e quando ouve falar de guerras e de rumores bélicos, a sua paz não é perturbada. Quando outros homens se entregam à ira, ao cinismo e às contendas, ele conserva a compaixão e o amor. Ainda que as aparências o contradigam, ele sabe que o mundo está progredindo e que:

Através dos risos e suspiros 
Desta vida, em todos seus giros,
Através dos brincos e trabalhos,
Oculto ou não ao observador.
Através da virtude e pecado,
Corre um fio de luz, sarilhado.
Da grande base do Progresso,
Com que tece Deus, o Criador.

Quando enfurece uma veemente tempestade, ninguém se angustia por sua causa, porque todos sabem que,
em breve, passará, e quando as tempestades de contendas devastam o mundo, o sábio, olhando-as com o olho da Verdade e da compaixão, sabe que passarão e das ruínas dos corações dilacerados que deixam atrás de si, será construído o imortal Templo da Sabedoria.

Altamente paciente, infinitamente compassivo, profundo, silencioso e puro, faz com que a sua presença já seja uma bênção; e quando fala, os homens tomam suas palavras ao coração, edificando-se e elevando-se com elas. Assim é aquele que entrou no Infinito, aquele que, com o maior sacrifício, resolveu o sagrado mistério da vida.

Incestigando a Vida, o Destino e a Verdade,
Me dirigi à Esfinge labirintina,
E ela me falou estas palavras estranhas:
"Só os olhos cegos não enxergam a luz;
Somente Deus pode ver a forma de Deus."
Procurei a solução do mistério oculto.
Mas em vão, nos caminhos da cegueira e dor;
Achei, porém, a vereda do amor e paz,
E os meus olhos se abriram, e vi claramente;
E vi a Deus com olhos próprios de Deus.