terça-feira, 16 de junho de 2015

Muito agradecido que tenha sido compartilhado no face. Não é um ataque evangélico, cristão ou da sociedade "judaico cristã". Os valores de judeus e cristãos NUNCA permitiram isso. O povo de Israel descartou apedrejamento há quase dois mil anos. É um ataque racista preconceituoso e odioso contra pessoas da cultura e religião afro. É inaceitável e motivo de mobilidade total contra os culpados e não de demandas xenófobas contra outros setores da sociedade. Morei dois anos dentro de um bem respeitado terreiro de candomblé, fui hospedado em outras ocasiões e sempre conhecido como o "homem da Bíblia". Sem nenhum transtorno e ainda sou amigo das pessoas que me conheceram. Igualmente tenho visto famílias cristãs hospedarem e conviverem com umbandistas, espíritas e pessoas outras sem os transtornarem. Fico curioso de olhar e ver que uma humanidade cada vez mais tecnológica seja cada vez mais manipulável e perigosamente tendenciosa.


16/06/15 00:4716/06/15 10:24

Vítima de intolerância religiosa, menina de 11 anos é apedrejada na cabeça após festa de Candomblé

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A menina: ferida na cabeça após ouvir insultos numa avenida da Vila da Penha. Foto: Reprodução/Facebook
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Júlia Zaremba
O ódio e a intolerância contra religiões afro-brasileiras fizeram mais uma vítima no Rio: uma menina de 11 anos, que levou uma pedrada na cabeça. O caso ocorreu no domingo à noite, na Avenida Meriti, na Vila da Penha, Zona Norte da cidade. Por volta das 18h30, após uma festa em um barracão, um grupo de oito religiosos, vestidos com trajes brancos do Candomblé, caminhava de volta para casa. Na altura do número 3.318, dois homens em um ponto de ônibus do outro lado da via começaram a insultá-los.
- Quando viram várias pessoas vestidas de branco, começaram a insultar, gritando que a gente ia “queimar no inferno” por ser “macumbeiro” - lembra a avó, uma pesquisadora de 53 anos.
Até que, em determinado momento, um dos homens jogou uma pedra na direção ao grupo, que bateu num poste e atingiu a neta da pesquisadora, de 11 anos. De acordo com a avó, após a agressão e mais alguns insultos os suspeitos fugiram embarcando num ônibus.
- Ficamos todos muito nervosos, a gente não sabia o que tinha acontecido, só escutamos o estrondo. Minha neta sangrou muito, chegou a desmaiar. Não reagimos em nenhum momento, a prioridade era socorrer - lembra a avó.
A roupa da jovem ensanguentada após a agressão.
A roupa da jovem ensanguentada após a agressão. Foto: Reprodução/Facebook
O grupo retornou para o barracão, situado em Cordovil, a cerca de dez minutos do local do crime. Depois de limparem a menina, que estava com muito sangue pelo corpo, a levaram até o Posto de Assistência Médica (PAM) de Irajá, onde os médicos fizeram um curativo no ferimento. Segundo a avó, ela só não levou pontos porque estava com o ferimento muito inchado.
- Nunca tinha passado por uma situação dessa. Eu me senti impotente, não podia fazer nada. Ninguém estava prejudicando ninguém, me questiono por que fizeram isso. Acho que, independentemente do que a pessoa pratica ou no que acredita, em qualquer religião, a prioridade é tratar o ser humano como um irmão - desabafa ela, adepta do Candomblé há 33 anos, destacando que a neta está traumatizada e que iniciará um tratamento psicológico por causa do trauma.
No Facebook, a pesquisadora iniciou uma campanha contra a intolerância religiosa publicando fotos de candomblecistas segurando um cartaz com a frase “Eu visto branco, branco da paz, sou do Candomblé, e você?”. Nesta segunda-feira, a pesquisadora foi até a 38ª DP (Brás de Pina) registrar queixa. O crime foi registrado como intolerância religiosa e lesão corporal. Nesta quarta-feira, sua neta fará exame de de corpo delito.
Kátia começou uma campanha no Facebook contra esse tipo de preconceito.
Kátia começou uma campanha no Facebook contra esse tipo de preconceito.
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