quinta-feira, 11 de junho de 2015

Realização do Amor Altruísta - Dedicado a Você Querida Desejada - DA POBREZA AO PODER - JAMES ALLEN - יהוה YEHOWAH TSEVA'OT - יהוה IEHOUAH DOS EXÉRCITOS - O Caminho da Prosperidade e da Paz - Benaiah Cabral Ben Avraham Leiehouah The Liger. Título mais apropriado: DA POBREZA PARA O PODER - A REALIZAÇÃO DA PROSPERIDADE E PAZ








Realização do amor altruísta

Conta-se que Michelangelo via em cada bloco de pedra bruta uma beleza latente que aguardava a mão do mestre para que esta lhe desse a realidade.

Da mesma forma, em cada um de nós repousa a divina Imagem que aguarda a mão mestra da Fé e o formao da Paciência para que a façam manifesta. E esta imagem divina se revela e realiza como Amor puro, imaculado e altruísta.

Oculto no fundo de todo coração humano - embora frequentemente encoberto com uma massa de acréscimos duros e quase impenetráveis - , acha-se o espírito do Amor Divino, cuja santa e imaculada essência é imortal e eterna. Ele é a Verdade no homem: é aquilo que pertence ao Supremo; aquilo que é real e imorredouro. Todas as outras coisas transformam-se e desaparecem; só ele é permanente e imperecível; e realizar este Amor por meio de incessante diligência na prática da mais alta retidão, viver nele e ser plenamente consciente, é entrar na imortalidade aqui e agora, é tornar-se uno com a Verdade, uno com Deus, uno com o coração central de tudo o que existe e conhecer a nossa própria natureza divina e eterna.

Para chegar a este Amor, compreedê-lo e experimentá-lo, é necessário trabalharmos com grande persistência e diligência no nosso coração e na nossa mente; é necessário renovarmos sempre a nossa paciência e conservarmos sempre a nossa fé, porque havemos de remover muitas coisas e fazer muitas coisas, antes que a divina imagem possa revelar-se em sua plena e gloriosa beleza.

Quem se esforça para alcançar e realizar o divino é submetido a muitíssimas e pesadas provas; e isto é absolutamente necessário, porque como poderia, de outra maneira, adquirir a sabedoria real ou a divindade.

De quando em quando, o homem que está no caminho da espiritualidade pensará que todo o seu trabalho é fútil e que os seus esforços são em vão. Às vezes, algum acontecimento repentino danificará a sua imagem e, talvez, quando imagina que a sua obra está quase completa, achará que aquilo que pensava que era a bela forma do Amor Divino, está totalmente destruído, e terá de começar, de novo, aproveitando as suas experiências do passado como guias e ajudantes.

Quem, porém, decidiu resolutamente realizar o mais Alto, não se deixará perturbar por esses acontecimentos. Todas as faltas são aparentes,e não reais. Cada erro, cada queda, cada regresso ao amor egoísta é uma lição aprendida, uma experiência ganha, da qual se extrai um precioso grão de sabedoria, que ajuda o homem a alcançar o seu sublime alvo. Reconhecer que "dos nossos vícios podemos formar uma escada que nos ajuda a subir, se pusermos sob nossos pés cada ato vergonhoso", é entrar no caminho que conduz infalivelmente ao Divino, e cada erro do homem que assim reconhece é um "eu" morto, por cima do qual ele sobe, como pelos degraus da escada, a uma altura maior.

Quando chegar a considerar os seus erros, aflições e sofrimentos como vozes que lhe dizem claramente onde está a sua fraqueza e a sua falta, onde você caiu abaixo do verdadeiro e divino, então você começará a vigiar-se incessantemente, e cada erro, dor ou ânsia lhe mostrará onde deve trabalhar em seu aperfeiçoamento e o que deve remover do seu coração para aproximá-lo mais do amor Perfeito, a fim de torná-lo mais semelhante à Divindade. À medida que você proceder assim, separando-se, dia após dia, cada vez mais de seu egoísmo interior, o Amor, que é altruísta, gradualmente se revelará a você.

Quando você tiver se tornado paciente e calmo, quando sua petulância, seu mau humor e sua irritabilidade tiverem abondonado você  e os mais fortes desejos, preconceitos e apetites cessarem de dominá-lo e de escravizá-lo, então você saberá que o divino está despertando em você; que está sendo atraído à proximidade do Coração Eterno; que já não está longe daquele Amor altruísta, cuja posse é a paz e a imortalidade.

O Amor Divino distingui-se dos amores humanos nesta particularidade sobretudo importante: é totalmente imparcial. Os amores humanos apegam-se a um objeto particular, com a exclusão de todos os outros, e quando este objeto é retirado, grande e profundo é o sofrimento dele. O Amor Divino abraça o universo inteiro, e, sem estar apegado a qualquer parte, contém, todavia, em si, o todo ; e o homem que vem a este Amor Divino, por meio da gradual purificação e extensão de seus amores humanos, até que todos os elementos egoístas e impuros sejam queimados e removidos, não pode mais sofrer. Os amores humanos causam sofrimento, porque são estreitos, limitados e mesclados com egoísmo. Nenhum sofrimento pode resultar daquele Amor que é tão absolutamente puro que não procura nada para si mesmo.

Contudo, os amores humanos são absolutamente necessários como passos no caminho ao Divino, e a alma, para preparar-se a poder participar do Amor Divino, há  de ser primeiro capaz do  mais profundo e intenso amor humano. Somente por intermédio dos amores e sofrimentos humanos pode-se chegar ao amor divino e realizá-lo.

Todos os amores humanos são perecíveis, como as formas a que são dirigidos; há, porém, um Amor que é imperecível e que não tem por alvo nenhuma aparência.

Todos os amores humanos são equilibrados pelos ódios humanos; há, porém, um Amor que não admite oposição ou reação; que é divino e livre de toda mancha do "eu".
Os amores humanos são reflexos do Amor Divino e conduzem a alma mais perto da realidade, que é o Amor que não conhece aflição nem mudança.

É bom que a mãe, que ama com ternura apaixonada a pequena forma carnal a que deu vida e que dela depende em sua fraqueza, derrame lágrimas amargas quando vê que este seu filho será enterrado na fria sepultura. É bom que suas lágrimas corram e que seu coração chore, porque só assim pode pode ser libertada da impermanência das alegrias e dos objetos materiais e pode dar alguns passos que a aproximam mais da Realidade eterna e imperecível.

É bom que o amante, o irmão, a irmã, o marido e a esposa sofram profunda dor e se envolvam em tristeza, quando o objeto visível de suas afeições lhes é  tirado, porque, assim, podem aprender a dirigir suas afeições à invisível Fonte de tudo, onde só se acha a satisfação duradoura.

É bom que o orgulhoso, o ambicioso e o egoísta sofram desengano, humilhação e revés; que passem pelas chamas ardentes da aflição; porque somente assim a alma ociosa e errante pode começar a refletir sobre o enigma da vida; somente assim pode o coração ser abrandado, purificado e preparado para receber a verdade.

Quando o aguilhão da dor penetra )o coração do amor humano; quando a tristeza, a solidão e o abandono cobrem com nuvens a amizade e a esperança, então o coração se volta para o amor protetor do Eterno, e encontra descanso em sua silenciosa paz. E todos os que se dirigem para este Amor não ficam sem consolo, não são mais atravessados pela dor nem envolvidos em tristeza; e nunca se veem abandonados na hora escura da provação.

A glória do Amor divino pode revelar-se somente no coração que foi educado por meio do sofrimento, e a imagem do estado celeste só poderá ser percerbida e realizada quando os disformes acréscimos da ignorância estiverem removidos.

Divino pode ser chamado só aquele Amor que não procura satisfação pessoal nem recompensa, aquele que não faz distinção e não deixa, atrás de si, dor no coração.

Os homens apegados ao "eu" e às tristes sombras do mal estão acostumados a pensar do Amor Divino como de alguma coisa pertencente a um Deus que está fora de seu alcance; como alguma coisa que existe fora deles e que estará sempre fora deles. Com efeito, o Amor de Deus está fora do alcance do "eu", mas quando o "eu" se retira do coração e da mente, então o Amor altruísta, o Amor supremo, o Amor de Deus, o Amor do Eterno Bem vêm a ser uma realidade interna e permanente.

E esta realização interna do santo Amor não é outra coisa senão o Amor de Cristo, de que tanto  se fala e tão pouco se compreende; é o Amor que não somente salva a alma do pecado, mas também a eleva acima do poder da tentação.

Como, porém, se pode chegar a esta sublime realização? A resposta que a Verdade sempre dava e sempre dará a esta pergunta é a seguinte: "Esvazie-se de você mesmo e Eu o encherei". O Amor Divino não pode ser conhecido enquanto o "eu" não for morto, porque o "eu" é a negação do Amor, e como poderia aquilo que é conhecido ser também negado? Somente quando a pedra do "eu" estiver retirada do sepulcro da alma, poderá o imortal Cristo, o puro Espírito do Amor, que ali foi crucificado, morto e sepultado, rasgar os vínculos da ignorância e sair em toda majestade de Sua ressurreição.

Você crê que o Cristo Nazareno morreu e ressurgiu dos mortos. Não lhe digo que sua crença seja errônea; porém, se você recusa a crença de que o meigo espírito do Amor é crucificado sobre a escura cruz dos seus desejos egoístas, então, digo-lhe, você erra nesta descrença e não percebeu ainda, nem de longe, o Amor de Cristo.

Você diz que encontrou a salvação no Amor de Cristo. Está salvo de seus maus sentimentos, sua irritabilidade, sua vaidade, seus desgostos pessoais, sua crítica e condenação dos outros. Se assim não é, então de que você está salvo e em que sentiu o Amor transformador de Cristo?

Quem realizou o Amor, que é divino, tornando-se um novo homem, não é mais movido e dominado pelos velhos elementos do "eu". É conhecido por causa de sua paciência, sua pureza, seu domínio de si próprio, sua sincera e profunda caridade e sua inalterável brandura.


O Amor Divino ou altruísta não é um mero sentimento ou emoção; é um estado de conhecimento e saber que destrói o domínio do mal e a crença do mal, elevando a alma à realização alegre do supremo Bem. Para os que são divinamente sábios, o saber e o Amor são inseparáveis, formando uma coisa só.

É para a completa realização deste Amor divino que todo o mundo caminha; foi para este fim que o universo veio à existência e cada ato com que a alma se estende a objetos, ideias e ideais peocurando a felicidade, é um esforço para realizar o dito fim. Mas o mundo, atualmente, não realiza este Amor, porque estende a mão para agarrar uma sombra fugitiva, e ignora, em sua cegueira, a substância. E, assim, continuam existindo o sofrimento e as aflições, e hão de continuar até que o mundo, aprendendo a lição das dores que prepara a si mesmo, descobrirá o Amor que é altruísta, a sabedoria que é calma e cheia de paz.

E este Amor, esta Sabedoria, esta Paz, este tranquilo estado da mente e do coração pode ser atingido, pode ser realizado por todos os que estão prontos e dispostos a sacrificar o seu "eu" e que estão preparados a compreender humildemente o que este sacrifício em si contém. Não há poder arbitrário no universo, e os mais fortes vínculos do destino  que prendem os homens, por estes mesmos são feitos. Os homens estão vinculados ao que causa sofrimento porque assim o desejam, porque amam os seus vínculos, porque pensam que sua estreita e escura prisão do "eu" seja agradável e linda, e temem que, se desertassem desta prisão, perderiam tudo o que é real e digno de ser possuído.

"Você mesmo prepara seus sofrimentos; ninguém o obriga a isso; ninguém, fora de você, é a causa de você viver ou morrer."

A força interna, que forjou os vínculos e em redor de si construiu a estreita e escura prisão, pode rompê-los quando deseja e se decide fazê-lo; e a alma o faz, quando descobriu a indignidade da sua prisão, quando um longo sofrimento a preparou para a recepção da Luz e do Amor sem limites.

Como a sombra segue a forma e como a fumaça vem atrás do fogo, assim o efeito segue a causa, e o sofrimento e a felicidade seguem os pensamentos e as ações do homens.

Não há efeito, no mundo que nos rodeia, que não tenha sua causa, oculta ou revelada, e esta causa está em acordo com a justiça, absoluta.Os homens colhem sofrimentos porque  no passado próximo ou distante semearam as sementes do mal; e colhem felicidade também como resultado das sementes do bem que eles mesmos semearam. Que todos meditem sobre isto, que se esforcem por compreendê-lo e, com certeza começarão a semear só as sementes do bem, queimando o joio e às ervas más que outrora fizeram nascer no jardim do seu coração.

O mundo não compreende o Amor altruísta porque está todo entregue à procura de seus próprios prazeres e fecha-se nos estreitos limites dos interesses perecíveis, tomando, em sua ignorância, estes prazeres e interesses por coisas reais e permanentes.

Tomado pelas chamas dos desejos carnais e queimando-se dolorosamente, não vê a pura e calma beleza da Verdade. Alimentando-se com as cascas imundas do erro e da própria ilusão, exclui-se da mansão do Amor, que tudo vê.

Não possuindo este Amor, nem o compreendendo, os homens instituem inumeráveis reformas que não exigem sacrifícios internos, e cada um imagina que a sua reforma endireitará  o mundo para sempre, ao passo que ele mesmo continua a propagar o mal, ocupando-se com ele em seu próprio coração. Só pode chamar-se reforma a que tende a reformar o coração humano, porque ali é que nasce todo o mal, e o mundo realizará a Idade de Ouro e da felicidade universal somente quando, abdicando ao egoísmo, amor-próprio e lutas partidárias, aprender a lição do Amor Divino.

Que os ricos parem de desprezar os pobres, e os pobres de amaldiçoar os ricos; que o avarento aprenda a abrir a mão para dar aos necessitados, e o sensualista a purificar o seu coração; que os partidários abandonem as lutas apaixonadas, e os vingativos aprendam a perdoar; que o invejoso esforce-se em regozijar-se com a alegria dos outros, e que os caluniadores mudem de conduta, reconhecendo-a como vergonha!

Se os homens e as mulheres procederem assim, a Idade de Ouro virá.

Quem, pois, purifica o seu coração é o maior benfeitor do mundo.

Porém, embora o mundo esteja e continue por muitos séculos a estar excluído desta Idade de Ouro, que é a realização do Amor altruísta, você, se está disposto, pode entrar nela desde já, elevando-se acima do seu "eu" egoísta, uma vez que abandone os preconceitos, o ódio e a condenação e se entregue ao amor que trata todos com brandura e sabe perdoar tudo.

Onde estão o ódio, o desgosto e a condenação não reside o Amor altruísta. Ele tem morada somente no coração que não condena. Você pode dizer: "Como posso amar o bêbado, o hipócrita, o vil, o assassino? Tenho uma aversão contra tais homens, não gosto deles e acho que se deve condená-los". É verdade que você não pode amar esses homens emocionalmente; porém, se você diz que, por força, vai condená-los e tem uma antipatia por eles, você mostra com isso que não compreende o Grande Amor que domina tudo; porque é possível chegar a um estado de iluminação interior que o torne capaz de perceber as causas que fizeram dessas pessoas o que elas são; capaz de compreender como sofrem e ficar convencido da purificação final delas.

Quando você tiver tal conhecimento, lhe será totalmente impossível odiar ou condenar alguém, mas você pensará neles com perfeita calma e profunda compaixão.

Se você ama o próximo e fala bem dele somente enquanto não o incomoda ou não faça algo que o desagrade, e, quando se der algum destes casos, você o odeia e fala dele com desprezo, você não está governado pelo Amor que é de Deus. Se, em seu coração, continuamente você acusa e condena os outros, o Amor altruísta lhe ficará oculto.

Quem sabe que este Amor está no coração de todos os seres e conheceu, em si, o poder onipresente deste Amor não tem no coração lugar para a condenação.

Oa homens que não conhecem este Amor constituem-se a si mesmos juízes e punidores de seus companheiros, esquecendo que há um Eterno Juiz e Punidor, e quando alguém não participa de suas opiniões pessoais ou não concorda com suas reformas e seus métodos particulares, tratam-no como um fanático ou desequilibrado, afirmando que não tem juízo, nem sinceridade e honestidade; ao passo que consideram como seres perfeitos e admiráveis os que têm as mesmas opiniões que eles.

Tais são os homens que se concentram no seu "eu" pessoal. Aquele, porém, cujo coração está concentrado no Amor supremo não acusa nem classifica os homens; não procura converter os outros às suas opiniões, nem convencê-los da superioridade de seus métodos. Conhecendo a Lei do Amor, vive segundo ela e conserva sempre a mesma calma atitude mental e a brandura de coração para com todos. Tanto o vicioso como o virtuoso, o néscio como o sábio, o erudito e o ignorante, o egoísta e o altruísta, todos recebem a bênção  do seu tranquilo pensamento.

Você só pode se apropriar deste conhecimento supremo, deste Amor divino, por meio de uma perseverante autodisciplina e ganhando cada vez mais vitórias sobre si mesmo.

Somente os que são puros de coração veem a Deus, e quando o seu coração estiver bastante purificado, você entrará na porta do Novo  Nascimento, despertando dentro de si o Amor que nunca morre, nem muda, nem se apaga nas dores e aflições, e você encontrará a paz.

Quem luta para chegar ao Amor divino esforça-se sempre para vencer o espírito de condenação, porque onde está o puro conhecimento espiritual, a condenação não pode existir, e somente no coração que se tornou incapaz de condenar é que se realiza, perfeita e plenamente, o Amor.

Os cristãos condenam os ateus; os ateus satirizam os cristãos; os católicos e protestantes guerreiam-se incessantemente, por palavras e escritos, uns aos outros, e o espírito de combate e ódio governa onde deveriam existir paz e amor.

"Quem odeia seu irmão é um assassino", um crucificador do divino Espírito de Amor; e enquanto você não puder considerar os homens de todas as religiões e de nenhuma religião com o mesmo espírito imparcial, sem qualquer aversão ou antipatia e com perfeita equanimidade, você deve lutar para chegar ao Amor que dá liberdade e salvação ao seu possuidor.

A realização do saber divino e o Amor altruísta destroem totalmente o espírito de condenação, dispersam todo mal e elevam a consciência à altura da visão pura, onde se vê que o Amor, a Bondade e a Justiça são universais, supremos, sempre vitoriosos e indestrutíveis.

Concentre a sua mente em pensamentos fortes, imparciais e bondosos; acostume o seu coração à pureza e à compaixão; acostume a sua língua ao silêncio e ao falar casto e verdadeiro; assim você entrará no caminho da santidade e da paz, e chegará, enfim, a realizar o Amor imortal. Vivendo assim, sem se esforçar por converter, você convencerá; sem arguir, ensinará; sem que nutra ambição, os sábios o procurarão; e sem pretender ganhar as opiniões dos outros, subjugará  seus corações. Porque o Amor é sempre vitorioso e todo-poderoso; e os pensamentos, atos e palavras de Amor não podem perecer nunca.

Reconhecer que o Amor é universal, supremo, abastecedor de tudo; estar livre das armadilhas do mal; livre de toda inquietação interna; saber que todos os homens procuram a Verdade, cada um em seu próprio caminho; estar satisfeito, alegre, sereno - é isso a Paz, a Felicidade, a Imortalidade, a Divindade; é isso a realização do Amor altruísta.

À beira-mar estando, vi bater
As ondas nas rochas, que resistiam
A todos ataques, sem tremer,
E nesta luta muda me diziam:
"Nunca conseguem as vagas do mar
Vencer-nos, tirar-nos deste lugar".

Mas quando vi a areia aos meus pés,
Eu compreendi que era o resultado
Dos contínuos ataques das marés
Que tinham a rocha despedaçado,
Eu vi que as águas eram mais potentes
Que todas as pedras, tão resistentes.

E vi que a força das águas do mar
Estava em seu trabalho paciente;
Lavavam essas rochas sem cansar,
Cavando-as sempre, embora lentamente,
E despedaçando-as todas assim,
E a sólida massa caiu por fim.

E tornou-se-me claro que também
O pecado mais duro e resistente Há de ceder à força que provém Do brando Amor, que, continuamente,
Lava da alma orgulhosa a rocha dura;
Não há poder mais forte que a brandura.