quinta-feira, 18 de junho de 2015

Santos, sábios e salvadores: a lei do serviço - James Allen (e a Pedra)



Santos, sábios e salvadores: a lei do serviço

(Acescento: e os robôs)

DA POBREZA AO PODER - JAMES ALLEN - יהוה YEHOWAH TSEVA'OT - יהוה IEHOUAH DOS EXÉRCITOS - O Caminho da Prosperidade e da Paz - Benaiah Cabral Ben Avraham Leiehouah The Liger.
Título mais apropriado:
DA POBREZA PARA O PODER -
A REALIZAÇÃO DA PROSPERIDADE E PAZ

O espírito de Amor, que se manifesta como um vida perfeita e elevada, é a coroa do ser e o supremo ponto do conhecimento possível na Terra.

A medida da verdade que o homem possui é a medida de seu amor e a Verdade está muito afastada daquele cuja vida não é governada pelo Amor. Os intolerantes e condenadores, ainda que professem a mais elevada religião, possuem a menor porção de verdade; ao passo que aqueles que são pacientes e ouvem com calma e sem paixão as opiniões de todos, chegando mesmo a conduzir outros a conclusões razoáveis e imparciais sobre todos os problemas e acontecimentos,
possuem a Verdade mais ampla. A última prova de sabedoria consiste no seguinte: Como vive o homem que afirma possuir a Verdade? Que espírito manifesta?

Como age na ocasião das provações e tentações? Há muitos homens que se gabam de estarem de posse da Verdade e deixam-se continuamente dominar pela mágoa, desgosto ou paixões, sucumbem à primeira provação que se lhes apresenta.

A Verdade não é nada que não seja imutável, e o homem que toma a Verdade por sua base torna-se firme em virtude, superior às suas paixões e emoções e à sua personalidade imutável.

Os homens formulam dogmas perecíveis que denominam Verdade. A Verdade não pode ser formulada; é inefável e está sempre fora do alcance do intelecto. Pode ser experimentada só pela prática; somente pode ser manifestada por um coração imaculado e uma vida perfeita.

Quem é, pois, que, no meio do incessante pandemônio de escolas, credos e partidos, tem a Verdade? Aquele que a vive. Aquele que a pratica. Aquele que, tendo-se elevado acima deste pandemônio, pela força de autodomínio, não se ocupa mais dele, mas está de lado, quieto, senhor de si mesmo, calmo e firme, livre de toda luta e parcialidade, sem condenar ninguém, e distribuindo a todos amor sereno, alegre e altruísta da divindade que está no seu interior.

Quem é paciente, tranquilo, bondoso e sabe perdoar em todas as circunstâncias, manifesta a Verdade. A Verdade nunca se prova com argumentos de palavras e por tratados eruditos, porque, se os homens não a percebem na infinita paciência, na perpétua benignidade e na compaixão que tudo abraça, não há palavra que possa prová-la.

É fácil, para o apaixonado, ser calmo e paciente, quando está só, ou entre os calmos. Igualmente é fácil, para o homem sem caridade, ser bondoso e afável, quando é tratado com afabilidade; porém, só aquele que conserva a sua paciência e calma em todas as provações, quem permanece sempre meigo e afável nas circunstâncias mais desfavoráveis, só este possui a Verdade pura. E é assim, porque estas sublimes virtudes pertencem ao Divino e podem ser manifestadas só por quem atingiu a mais alta sabedoria, por aquele que abondonou a sua natureza apaixonada e egoísta, por aquele que realizou a Lei suprema e imutável e pôs-se em harmonia com ela.

Deixe, pois, de inventar vãos e apaixonados argumentos acerca da Verdade. Pense, fale e pratique aquilo que produz harmonia, paz, amor e benevolência. Pratique a virtude de coração e busque, humilde e diligentemente, a Verdade que liberta a alma de todo erro e pecado, de tudo aquilo que engana o coração humano e que obscurece, como uma noite sem fim, o caminho pelo qual peregrinam as almas aqui sobre a Terra.

Há uma grande Lei que tudo abraça e que é o fundamento e a causa do universo: a Lei de Amor. Em diferentes países e diferentes tempos, foram-lhe dados diferentes nomes; porém, atrás de todos os seus nomes, o olho da Verdade pode descobrir a mesma Lei inalterável. Nomes, religiões e personalidades passam, porém a Lei do Amor permanece. Possuir o conhecimento desta Lei e entrar conscientemente em harmonia com ela é tornar-se imortal, invencível, indestrutível.

É devido ao esforço que a alma faz para realizar esta Lei que os homens vêem, repetidas vezes, viver, sofrer e morrer; e quando a realizam, o sofrimento cessa, a personalidade desaparece, e a vida e a morte carnais não se repetem mais, porque a consciência se torna una com o Eterno.

A Lei é absolutamente impessoal; e a sua mais alta expressão é a do Serviço. Quando o coração purificado realizou a Verdade, é chamado a fazer o último, o maior e mais santo sacrifício, o sacrifício do gozo da Verdade, que tão justamente mereceu.

É devido a este sacrifício que a alma divinamente emancipada torna a viver entre os homens, vestida com um corpo de carne, contente de morar entre os mais pobres e humildes, e de servir a toda humanidade.

Esta sublime humildade que sr manifesta na vida dos Salvadores do mundo é o selo da Divindade, e só aquele que aniquilou a personalidade, tornando-se uma viva, visível manifestação do impessoal, eterno e infinito Espírito de Amor, é escolhido como digno de receber  a adoração geral da posteridade.
 Só aquele que se humilhou com aquela humildade divina, que não é somente a extinção do "eu", como também o derramamento do espírito de amor altruísta sobre todos, vem a ser exaltado sobre todos, e obtém o domínio espiritual nos corações da humanidade.

Todos os grandes instrutores espirituais renunciaram às riquezas, prazeres e recompensas, abandonaram o poder temporal e viveram e ensinaram a Verdade ilimitada e impessoal. Compare as vidas deles, os ensinamentos deles, e você achará a mesma simplicidade, o mesmo autossacrifício, a mesma humildade, paz e amor, tanto em suas doutrinas como em sua vida exemplar. Ensinaram os mesmos Princípios eternos, cuja realização destrói todo mal.

Aqueles que foram adorados e venerados como Salvadores da humanidade são as manifestações da Grande Lei impessoal, e, sendo-o, eram livres de toda paixão e preconceito. Não tendo opiniões, nem um especial credo ou doutrina para pregar e defender, nunca prucuraram converter e fazer seguidores. Vivendo na mais alta Bondade, na suprema Perfeição, tinham por seu único objetivo elevar a humanidade, manifestando essa Bondade em pensamentos, palavras e ações. Eles são intermediários entre o homem, que é pessoal, e Deus, o impessoal, servindo como tipos exemplares para a salvação da humanidade que está penando na escravidão do "eu".

Os homens imersos no seu "eu", não podendo compreender a Bondade, que é absolutamente impessoal, negam a divindade a todos os salvadores, com exceção do seu próprio, e assim introduzem ódio pessoal e conversa doutrinária. Defendendo apaixonadamente as suas próprias opiniões, consideram todos os outros como pagãos ou infiéis, tornando, assim, improficuas e inúteis, em relação a suas próprias vidas, a beleza altruísta e a santa grandeza das vidas e dos ensinamentos dos Mestres, dos quais pretendem ser seguidores.

A Verdade não pode ser limitada; não pode ser nunca uma prerrogativa especial de um homem, de uma escola ou de uma nação; onde entra a personalidade, perde-se a Verdade.

A glória dos santos, sábios e salvadores é esta: realizavam a mais profunda humanidade, a mais sublime abnegação, o maior altruísmo; renunciaram a tudo, até à sua própria personalidade, e assim tornaram santas e duradouras todas as suas obras,
porque são livres de qualquer mancha do egoísmo. Eles dão, mas nunca pensam em receber; trabalham sem se afligir pelo passado, nem antecipar o futuro, e nunca esperan recompensa.

Quando o lavrador preparou a sua terra, semeando ou plantando a semente, sabe que tem feito tudo o que lhe era possível fazer, e que agora há de confiar nos elementos e aguardar com paciência, até que o decurso do tempo traga a colheita, e que nenhum aumento de expectativa, por sua parte, afetará o resultado. Igualmente, aquele que realizou a Verdade, comporta-se como um semeador das sementes de bondade, pureza, amor e paz, sem esperar os resultados, sabendo que há uma Grande Lei que governa tudo, a qual produz sua própria colheita, quando o tempo devido vem, e que esta Lei é a fonte, tanto da conservação, como da destruição.

Os homens, não compreendendo a divina simplicidade de um coração profundamente altruísta, consideram o seu próprio salvador como manifestação de um milagre especial, como alguma coisa totalmente distinta e fora da natureza das coisas e como um ser cuja excelência ética é eternamente inacessível para toda a humanidade. Esta descrença (pois tal atitude merece tal nome) na personalidade divina do homem paralisa os esforços prende as almas humanas, como que por fortes cordas, ao pecado e ao sofrimento. "Jesus cresceu em sabedoria" e "tornou-se" perfeito pelo "sofrimento". Jesus veio a ser o que foi, e todo homem santo tornou-se santo devido à perseverança incansável no sacrifício de si próprio.

Uma vez que você reconheça isso, pode elevar-se acima de sua natureza inferior, por meio de vigilante esforço e esperançosa perseverança, e grandes e gloriosas vistas de aperfeiçoamento se abrirão a seus olhos.