sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Iehouah e Israel de Parabéns pela Liderança Mundial já Reconhecida pelas Sociedades da Atual Humanidade


Universidade em Israel cria centenas de invenções e tem 8 prêmios Nobel
Israel investe mais de US$ 10 bilhões por ano em pesquisa científica. Conheça a Universidade Hebraica, que cria 170 invenções a cada ano.
22/09/2015 01h41 - Atualizado em 22/09/2015 02h07
Por Rodrigo Alvarez
Jerusalém, Israel
O Jornal da Globo visitou uma das mais importantes universidades de Israel, o líder mundial de apoio à ciência, para mostrar como o investimento em pesquisas é fundamental para o crescimento de um país.
Uma universidade onde tudo é feito para dar certo. Um campus que lembra, em muitos aspectos, o das grandes universidades dos Estados Unidos, com as portas sempre abertas para os alunos e ambientes apropriados para que eles estudem e, mais do que tudo, pensem e inventem.
A Universidade Hebraica é mais antiga que o Estado de Israel. Está perto de completar 100 anos, teve Albert Einstein entre seus fundadores e mantém até hoje o vigor de um jovem cheio de sonhos, como todos os que lotam o laboratório de computação mesmo quando não têm aulas, tentando criar tecnologias para, quem sabe, revolucionar alguma coisa no mundo.
Israel investe mais de US$ 10 bilhões por ano em pesquisa científica, e a Universidade Hebraica, com seus 23 mil alunos, concentra 30% dessa pesquisa. Já saíram de lá quase 9 mil patentes com uma média de 170 invenções de interesse mundial a cada ano.
É claro que números precisam ser colocados em perspectiva, tem que se levar em conta, por exemplo, o tamanho do país e o tamanho da economia, mas existe um número que ninguém discute, a Universidade Hebraica de Israel já recebeu oito prêmios Nobel.
De lá saiu, por exemplo, o projeto que fundou a Mobileye, uma empresa israelense que no ano passado recebeu quase US$ 1 bilhão em investimentos na bolsa de Nova York e se prepara para lançar o que possivelmente vai ser o primeiro carro comercial autônomo, ou seja, que dispensa o motorista na maior parte do tempo.
Existem obviamente inúmeros motivos para o sucesso desta universidade, mas um deles curiosamente acabou sendo revelado por uma tecnologia que eles inventaram lá. Foi depois que um professor e alguns alunos colocaram uma câmera em um ambiente para monitorar o comportamento daqueles que transitam por lá.
O sistema condensa as horas e horas de imagens gravadas pelas câmeras de segurança e transforma tudo em um vídeo de poucos minutos, diz Shmuel Peleg, professor de Ciências da Computação da Universidade Hebraica de Jerusalém. É possível saber, por exemplo, quem estava de camisa vermelha ou quem estava cometendo um certo crime. Em um espaço curtíssimo de tempo a polícia consegue saber tudo isso e muito mais.
O governo de Massachusetts divulgou que a tecnologia criada pelo professor Shmuel e pelos alunos dele ajudou a analisar as imagens do atentado da Maratona de Boston. E a tecnologia vai ser usada também nas Olimpíadas do Rio em 2016. Mas o professor avisa que tudo é segredo, justamente para que os criminosos não saibam e possam ser presos mais rapidamente.
Mas essa é só mais uma ideia que surgiu dentro da universidade. Se eles estão de férias e continuam trabalhando é porque o ambiente convida, os professores são bons e bem pagos e, mais do que tudo, os alunos estão decididos a criar tecnologias que vão fundar empresas e, no fim das contas, impulsionar a economia do país.
“Talvez a diferença entre o Brasil e aqui seja o nível de educação", diz o professor Shmuel. "Em Israel todos têm educação, não temos pobreza profunda e também não temos pessoas extremamente ricas como no Brasil. A educação aqui é a mesma para todos. A porcentagem de pessoas inteligentes é a mesma em qualquer país, mas se em Israel todos são bem educados, e se 1% deles vão criar empresas, no Brasil é apenas um pequeno grupo. Quantas pessoas são realmente bem preparadas?", o professor pergunta.
E basta passar um dia na universidade para perceber que o investimento público-privado, o ambiente universitário adequado e o preparo dos alunos fazem toda a diferença.

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