quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Resume-se em uma possível marginal política, porém marginal, desafiando autoridades de um país civilizado. Rebanho de antissemitas ignorantes ou cínicos! Seja policial ou soldado em qualquer situação de risco potencial e tente brincar com o perigo. Mulheres dispostas a serem mártires de malditas loucuras são tão perigosas quanto conseguirem. Que Israel elimine a idiotice de ser julgado ou acuado por multidões de orientação contrária à sua existência enquanto há tempo para isso.






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Brasileiro que flagrou morte de palestina teme represália

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DIOGO BERCITO
EM SÃO PAULO
29/09/2015 02h00

Um jovem brasileiro viajou às pressas de Israel para São Paulo na última sexta (25) após ter testemunhado e registrado a morte de uma mulher palestina em Hebron, na Cisjordânia, três dias antes.

Autor de uma foto que mostra um soldado israelense apontando sua arma para a estudante palestina Hadeel al-Hashlamon, 18, Marcel Leme, 30, temia represálias.
Youth Against Settlements Group


7h44min54s Soldado israelense aponta arma contra mulher palestina; episódio aconteceu em 22 de setembro em Hebron, na Cisjordânia

A imagem foi difundida pela ONG local Youth Against Settlements (juventude contra os assentamentos).

Por questões de segurança, seu nome não aparecia no crédito da foto, que "viralizou", nem das outras quatro imagens divulgadas nesta semana (as fotos desta página fazem parte da sequência completa feita por Leme).

A avaliação do governo brasileiro, segundo a Folhaapurou com fontes diplomáticas, era que havia risco de ações de colonos israelenses contra o autor da foto. Leme estava na Cisjordânia como observador de direitos humanos para uma organização cujo nome prefere não divulgar.

O brasileiro conversou com a reportagem da Folha ao voltar ao Brasil. Ele estava em contato com entidades de defesa dos direitos humanos e com a representação diplomática palestina em Brasília.

Seu interesse ao voltar, diz, era contestar a versão israelense da morte da palestina.

Segundo o Exército, Hadeel al-Hashlamon tinha uma faca e ameaçava o soldado.

O jovem brasileiro diz que ela não estava armada.

A ONG palestina Youth Against Settlements afirmou que a jovem se recusou a ser revistada pelos soldados, todos homens. Por não falar hebraico, ela teve dificuldades em se comunicar. Testemunhas disseram que os soldados tampouco falavam árabe.

Segundo Leme, a mulher se aproximou de um posto de controle militar em Hebron, cidade onde centenas de colonos israelenses vivem entre cerca de 170 mil palestinos e que é marcada pela forte presença militar israelense e pelos frequentes embates.

De acordo com a testemunha brasileira, a estudante tentou abrir sua bolsa. O soldado se assustou e disparou.

Na sequência, outro soldado atirou contra ela. Em uma das imagens, Hadeel aparece no chão, ferida.

Leme afirma que as forças de segurança chegaram imediatamente ao local. Também vieram colonos israelenses, que fotografaram o corpo. O brasileiro permaneceu no local, fotografando, até que foi abordado por um soldado.

Em nenhum momento ele foi ameaçado pelo Exército. Mas decidiu sair do país com receio de que seu nome fosse divulgado como autor das fotos e, por isso, as autoridades locais o procurassem.

"Fiquei muito assustado. Ela foi executada", diz. "Tinha medo que atirassem em mim", afirma o brasileiro. Leme recebeu auxílio da representação diplomática do Brasil para retornar a São Paulo.

"Tive de esperar meu retorno ao Brasil para falar", declara. "Um soldado tinha pedido minhas fotos. Eu disse que não havia nenhuma. Era arriscado dar o testemunho enquanto estivesse lá."

OUTRO LADO

À Folha uma fonte nas Forças de Defesa de Israel reforçou a versão de que a estudante palestina Hadeel al-Hashlamon estava armada e tentou atacar os soldados.

Exército afirma que ela ignorou diversos avisos para que parasse. Em seguida, aproximou-se das forças de segurança com uma faca.

Os soldados atiraram no chão, como alerta, e então dispararam contra a jovem por se sentirem ameaçados.

Ainda segundo as Forças de Defesa de Israel, esses soldados se comunicaram com ela em árabe durante a ação, ao contrário da versão divulgada por testemunhas.

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Folha de S.Paulo 2015