sexta-feira, 2 de outubro de 2015

E seja lembrado como escrito: Todo aquele que defende o povo e a nação de Iehouah; defende o próprio Iehouah



16h35

Netanyahu rebate líder palestino e critica a ONU por "insultar" Israel

NOVA YORK  -  O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira que só aceita "negociar sem as precondições" estabelecidas pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) e criticou a Organização das Nações Unidas (ONU) por "insultar" um país que, segundo ele, procura defender seus cidadãos da guerra.
As declarações foram feitas na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde, na véspera, o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, afirmou o fim do compromisso com os acordos de Oslo (1993), que tinha por objetivo a formação de um Estado palestino.
Em uma aparição teatral, Netanyahu pôs os óculos para ver quem estava na plateia, fez um minuto de silêncio para criticar a isenção da comunidade internacional quanto aos perigos que, segundo ele, o acordo nuclear com o Irã representa e quebrou o protocolo ao abandonar o pódio sem cumprimentar as autoridades.
O israelense usou cerca de dois terços de sua fala para criticar o acordo, que prevê inspeções da comunidade internacional em troca da retirada de sanções.
E dedicou o trecho final para rebater a fala de Abbas, que condiciona as negociações à soltura de prisioneiros palestinos, à suspensão de construção de assentamentos na Cisjordânia e ao uso dos parâmetros territoriais anteriores à Guerra dos Seis Dias (1967).
"Espero que ele mude de ideia, porque continuo comprometido com a coexistência de dois Estados e dois povos, em que um Estado palestino desmilitarizado reconheça o Estado judaico", discursou Netanyahu.
O premiê cobrou da ONU o apoio "direto e incondicionalmente" às tratativas. "A ONU não vai ajudar tentando impôr soluções ou incentivando a rejeição palestina. A ONU deveria fazer algo a mais. Deveria, finalmente, parar com os obsessivos insultos a Israel", afirmou.
"Um exemplo dessa obsessão é este: em mais de quatro anos de violência na Síria, mais de 250 mil pessoas perderam a vida – mais de dez vezes o número de palestinos e israelenses que perderam vidas em um século de conflitos. Mas, no ano passado, esta mesma Assembleia adotou 20 resoluções contra Israel e uma contra a selvagem Síria. Fale-me de injustiça. Fale-me de desproporcionalidade".
O israelense exortou o vínculo com o seu "principal aliado", os Estados Unidos, poucos meses depois de criticá-lo por cometer um "erro histórico" ao fechar o acordo com Teerã.
Em novembro, Netanyahu se encontrará com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca e quer evitar um isolamento internacional, diante do apoio de grandes potências ao acordo com o Irã.
O premiê enumerou ações militares de Teerã no Oriente Médio, que têm repercussão "neste hemisfério também": "Se o Irã fez isso tudo só nos últimos seis meses, enquanto tentava convencer o mundo a remover as sanções, imagine o que fará agora que elas já foram removidas", afirmou.
O israelense citou um antigo pronunciamento que fez na ONU para dizer que "à época, como agora" o organismo é "hostil" com Israel.
"Terminei aquele discurso pedindo: 'Senhores, deixem o seu fanatismo na porta'. Mais de três décadas depois, como premiê de Israel, tenho de novo o privilégio de falar deste pódio sempre com a responsabilidade de dizer a verdade. Então, depois de três dias ouvindo líderes mundiais elogiarem o acordo com o Irã, senhoras e senhoras, peço que deixem o seu entusiasmo na porta."
Folhapress