quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Se refletirem melhor, talvez consigam notar que "a paz" entre Israel, Egito, Jordânia e a retaliação moderada com Síria e Líbano, tem sido acima de tudo benefício para os inimigos do sionismo e de Israel, pois que nação depois de avançar sobre capitais em autodefesa iria voltar atrás de conquistas inegociáveis por termos de paz sempre rompidos? O Monte do Templo é de total soberania israelense, não comporta promotores e defensores de terrorismo. Quanto a Bibi, lhe falta a defesa impositiva agora como faltou quando retirou precipitadamente as tropas israelenses de Gaza no último confronto.


QUANDO ISRAEL E JORDÂNIA QUASE ROMPERAM RELAÇÕES
Henry Galsky

Quando Israel e Jordânia quase romperam relações

28/10/15 - 13H45
Uma reportagem muito interessante publicada pelo jornalista Barak Ravid, do Haaretz, conta os bastidores de um capítulo dramático desta recente onda de violência no Oriente Médio: a possibilidade de rompimento das relações entre Israel e Jordânia.  Como expliquei no último texto, a reino da família Hashemita é responsável pela administração da Mesquita de al-Aqsa. O acordo de paz entre os dois países reconhece explicitamente “o papel especial do Reino Hashemita da Jordânia nos santuários sagrados muçulmanos em Jerusalém”.

Segue o link da matéria
A eventual deterioração das relações entre israelenses e jordanianos provocaria ainda mais instabilidade na região. Os acordos com os vizinhos Egito (de 1979) e Jordânia (assinado em 1994) são fundamentais a Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sabe disso e certamente não quer ser lembrado como o líder israelense em cujo mandato as relações com os jordanianos foram cortadas.
Por isso, ele mesmo deu a ideia de instalar câmeras no Monte do Templo/Esplanada das Mesquitas, como mostra a reportagem. O mérito também é do secretário de Estado americano, John Kerry, que, contrariando o histórico da presidência de Barack Obama, conseguiu, finalmente, um resultado prático importante no conflito entre israelenses e palestinos.
“Eu não me sinto confortável impedindo meus colegas, ministros e membros do Knesset de ir ao Monte do Templo. Mas uma violação poderia provocar um turbilhão (de violência, de escalada do conflito) e eu não estou preparado para isso”, teria dito o primeiro-ministro em reunião no Comitê de Relações Exteriores e Defesa do Parlamento israelense.
Todos esses detalhes revelados pela matéria do Haaretz reforçam o que venho escrevendo sobre esta crise: pessoalmente, Bibi é o principal interessado no chamado status quo. Isso porque ele é o ator regional que mais tem a perder com uma eventual mudança no cenário. Se antes do último mês de setembro ele intimamente poderia acalentar um desejo de transformar a situação (e flertava com esta possibilidade de forma a ganhar simpatia de membros mais radicais de sua coalizão), a onda de violência deixou claro que é melhor manter o equilíbrio no Monte do Templo/Esplanada das Mesquitas para se segurar no cargo. E também, claro, para evitar carregar em seu histórico político o eventual passo para trás que representaria o fim do acordo de paz com a Jordânia. 
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