sábado, 31 de outubro de 2015

Sim Senhor! Sionistas; Assim como vive Iehouah Tseva'ot, devem ser formados, ensinados, treinados, equipados e simulados grupos de defesa global. O Tsahal não pode ser controlado por caprichos políticos, deve ser a força tarefa e toda de elite do Grande Israel atemporal e imortal









RTP Notícias



Militares alemães em Israel para exercícios secretos com o Tsahal

RTP28 Out, 2015, 19:07 / atualizado em 29 Out, 2015, 08:53 | Mundo



6| Amir Cohen - Reuters
Mais de uma centena de militares alemães chegaram há três semanas a Israel para levar a cabo um plano de exercícios conjuntos de guerrilha urbana com o exército israelita. A notícia é avançada pelo Haaretz, que fala da maior cooperação de sempre entre as forças armadas dos dois países. De acordo com outras fontes na região, trata-se de uma operação conduzida sob o maior secretismo, aquela que é revelada agora, uma semana após as polémicas declarações em que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, desculpabilizou Hitler e apontou o Grande Mufti de Jerusalém como obreiro da exterminação dos judeus.



As escassas informações sobre o exercício apontam a chegada a uma base israelita de mais de 100 militares alemães que terão levado a cabo exercício de guerra urbana juntamente com elementos do Tsahal.

De acordo com estas notícias, a equipa alemã chegou a solo israelita há três semanas e sob total secretismo, apenas agora quebrado pelo jornal israelita Haaretz. Da Alemanha seguiu a orientação para que nada fosse revelado, impondo black-out total relativamente a estas operações. Berlim terá dado ordens para que não fossem feitas fotografias dos treinos conjuntos.

As relações entre a Alemanha e Israel assemelham-se a uma montanha russa, em movimento desde os anos 1950, logo a seguir à Segunda Guerra Mundial e ao Holocausto, a tentativa de Hitler para exterminar o povo judeu (a Shoah, em hebraico).Segundo o Haaretz, o primeiro-ministro tem vindo de forma consistente a transmitir esta versão e já há três anos, perante o Knesset (Parlamento israelita), apresentara o Mufti de Jerusalém como "um dos principais arquitetos da Solução Final".

Entre a negociação das reparações alemãs e o cimentar da cooperação militar entre Berlim e Telavive, as últimas décadas foram marcadas por momentos conciliatórios, em que os chefes de Estado se visitaram em momentos marcantes, mas também de censura, em que responsáveis alemães – incluindo Merkel ainda muito recentemente – criticam o avanço nas construções de colonatos israelitas nos territórios ocupados da Palestina.

Agora, esta nova operação conjunta dos exércitos alemão e israelita surge esta quarta-feira como um elemento que pode vir a tornar-se num factor explicador para a vontade de Netanyahu de desculpar o ditador nazi no que toca à ideia de levar a cabo o extermínio dos judeus.
Hitler não, o Grande Mufti sim
Há uma semana, perante o Congresso Mundial Sionista, o primeiro-ministro israelita recuperou o que teria sido uma conversa entre Hitler e o Grande Mufti Haj Amin al-Husseini, em Novembro de 1941: “Hitler na altura não queria exterminar os judeus e disse: ‘Se os expulsarmos, eles virão todos para aqui [para a Palestina]’”. Hitler teria então pedido orientação ao Grande Mufti: “O que é que hei-de fazer com eles?”, ao que al-Husseini terá replicado: “Queime-os”.

A tentativa de revisionismo do chefe do governo israelita – reapresentada, já que Netanyahu a havia defendido anteriormente, há três anos – recebeu críticas prontas de Angela Merkel, a chanceler alemã, o que clarifica a posição de Berlim nesta matéria: este é um “favor” que os alemães não estão dispostos a receber do primeiro-ministro israelita.“Isto é ensinado nas escolas alemãs por uma boa razão. Nunca pode ser esquecido. E não vejo nenhuma razão para mudarmos a nossa visão da história, de qualquer modo que seja. Sabemos que a responsabilidade por este crime contra a humanidade é alemã e muito nossa”, declarou o porta-voz da chanceler.

Segundo o britânico The Guardian, Angela Merkel afirmou perante Netanyahu: “Assumimos as nossas responsabilidades pela Shoah”.

Uma explicação mais desenvolvida sobre o sentido da assunção de responsabilidades alemãs pelo Holocausto foi depois fornecida pelo porta-voz da chanceler. 

Steffen Seibert declarou: “Falando em nome do Governo alemão, posso dizer que todos nós, alemães, conhecemos precisamente a história do fanatismo racial assassino dos nacional-socialistas que levou a essa ruptura com a civilização que foi a Shoah”.
Onda de críticas dentro de Israel
Mas as críticas ao discurso de Netanyahu chegaram também de dentro, da comunidade académica israelita. O mais conhecido investigador israelita vivo sobre o tema do Holocausto, Dan Michman, disse que, embora a reunião entre Hitler e Husseini tenha efectivamente sucedido, sucedeu num momento em que o Holocausto já estava em curso.

Dina Porat, do Instituto de Yad Vashem, afirmou, segundo citação do diário israelita Yeditoh Aaronot: “Não se pode dizer que o Mufti deu a Hitler a ideia de matar ou queimar os judeus. Não é verdade. A reunião deles teve lugar depois de uma série de factos que apontam para isto [a decisão já tomada de exterminar os judeus]”.

Meir Litvak, professor na Universidade de Telavive, foi mais específico, explicando que a ideia nazi do extermínio dos judeus data já de 1939, quando se concebeu na cúpula do Terceiro Reich o plano de deportá-los para lá dos Montes Urais, após invasão e derrota da URSS, para que morressem de doença.

Ainda segundo Litvak, o plano alternativo, das câmaras de gás, surgiu quando a invasão da URSS fracassou e a guerra a Leste se mostrou impossível de ganhar com os métodos da Blitzkrieg. Como o objectivo do extermínio dos judeus se mantinha, a fantasia da deportação para lá dos Urais foi substituída pela realidade de Auschwitz e de outros campos de extermínio.

A isto acrescenta Litvak: "Husseini apoiou o extermínio do judeus, ele tentou impedir que fossem salvos judeus, ele era uma pessoa abominável. Mas isto não diminui a escala da culpa de Hitler".


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