sábado, 28 de novembro de 2015

Por Iehouah, São quantos os judeus na França? Meio milhão? E pela Europa? O que querem? Um Holocausto Apocalíptico? São judeus. Sempre serão. Israel sempre foi e será sua nação natural e real. Assumam isso com todas aa consequências. Lutem sim pela Europa como sua terceira Pátria pois antes dela vem tanto Israel como todas as terras que te têm conhecido. Sejam de imediato inquestionavelmente povo, nação e família de Israel


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TERROR NA FRANÇA

"Não me sinto segura aqui", diz judia sobre antissemitismo na França

Carolina Vila-Nova
Do UOL, em Paris 25/11/2015 - 15h58 > Atualizada 25/11/2015 - 18h54

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Reprodução/Facebook

Nehama Saadoun, 22, moradora de Marselha (cerca de 800 km de Paris), no sul da França

Dona da maior comunidade judaica da Europa, com quase meio milhão de pessoas, a França vive uma onda antissemita que se agravou nos últimos 15 anos e que tem provocado um êxodo de judeus franceses em direção a Israel.

Em um dos casos mais recentes, um professor de uma escola judaica em Marselha (cerca de 800 km de Paris), no sul do país, foi atacado a golpes de faca diante de sua casa por dois homens, na última quarta-feira (18). Um terceiro homem gravou o ataque com um celular. Os três estão foragidos.

Segundo relatou Tsion Saadoun, 56, à imprensa francesa, os agressores vestiam camisetas em apoio ao Estado Islâmico e disseram: "Vamos primeiro te machucar, para depois te matar".

"Em Marselha, o espírito do antissemitismo reina e é visível. Há uns três anos, me chamaram de judia imunda sem nenhuma razão", disse aoUOL Nehama Saadoun, 22, filha do professor agredido, que hoje passa bem.

"A agressão contra meu pai me revoltou, me ultrajou. Me pergunto como um ser humano pode chegar a realizar tal ato, pode pronunciar tais palavras e, sobretudo, pode tão facilmente se deixar entranhar por reivindicações e valores infundados e sem nenhum sentido. Adoraria ouvir suas explicações, adoraria que eles se justificassem", diz a jovem.


Reprodução/Facebook
Tsion Saadoun, 56, professor de escola judaica, foi ferido a facadas em Marselha



Marselha é uma sociedade mista em que cerca de 80 mil judeus convivem com 200 mil muçulmanos e uma maioria de cristãos. Após os atentados em Paris, a tensão aumentou nessa cidade portuária.

Um dia após a agressão contra Saadoun, uma mulher muçulmana que vestia um hijab, véu usado para cobrir a cabeça, foi espancada na saída de uma estação de metrô por um homem de cerca de 20 anos.

Antes disso, um jovem havia sido detido por gritar contra policiais e fazer gestos de decapitação.

"Nasci em Marselha, vivo há 22 anos no mesmo bairro, estudo e trabalho na França. Me sinto francesa", diz Nehama. "Mas não me sinto segura na França. Israel é uma possibilidade de futuro para nós, apesar de crer fortemente que não deveríamos deixar isso acontecer na França".
Alvo de primeira linha

"O sentimento do judeu hoje na França é que ele é, devido à sua exposição, um alvo de primeira linha", afirma Yonathan Arvi, vice-presidente do Conselho Representativo de Instituições Judaicas da França. "A ameaça terrorista e antissemita é hoje, para o judeu, parte integrante de seu cotidiano, principalmente depois do ano 2000."

Segundo ele, o antissemitismo hoje assume diversas formas no país, desde pequenos delitos, como a degradação de lugares comunitários, como sinagogas e escolas judaicas, até agressões físicas a pessoas e atos terroristas.

Ele citou como casos mais extremos o ataque ao supermercado judaico Hyper Cacher em Paris, no dia 9 de janeiro, quando quatro pessoas foram mortas, dias após o atentado contra o semanário "Charlie Hebdo", no começo do ano, e o ataque a uma escola judaica de Toulouse (cerca de 700 km de Paris) em 2012, em que um professor e três alunos morreram.

Esse sentimento de insegurança fez com que o número de judeus que abandonam a França e decidem viver em Israel tenha aumentado de 2.000 em 2012 para 3.000 em 2013, chegando a 7.000 em 2014 --tornando-se a maior agrupação de emigrantes que chega ao país do Oriente Médio.

O Ministério de Absorção de Imigração israelense estima que, em 2015, esse número chegue a 9.000.

"Isso reflete o sentimento de abandono do judeu francês. Apesar do apoio das autoridades, sentimos que a sociedade francesa e a opinião pública não captaram a extensão do problema", afirma Arvi.

Para Nehama Saadoun, o poder político precisa fazer mais.

"Já sofremos muito com a segregação e com o antissemitismo. A Segunda Guerra Mundial não está tão longe assim", diz ela. "As organizações políticas devem tomar medidas para impedir que o antissemitismo se irradie, se já não for tarde demais."


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IntegraMundi

2 dias atrás

Palestinos são o MST do Oriente Médio. Nenhum país os quer. Palestina era o nome da região autônoma de domínio BRITÂNICO. Nunca existiu esse país Palestina. Não tinha capital, moeda, líderes, atividade econômica, nada. Quando a ONU dividiu a região, nenhum deles compareceu pra reivindicar nada. Arafat só apareceu bem depois como líder. Quais as cidades grandes da região, há séculos? Jerusalém, Tel Aviv, Haifa. Cidade onde muçulmanos de paz convivem muito bem com judeus, católicos, ateus e outros.




IntegraMundi

2 dias atrás

Judeus em êxodo da França há mais de uma década por conta da violência e do preconceito desses "novos franceses" que não tem nada de cultura francesa dentro de si. Lembro em 2003 vários se mudando a Israel.Mais comentários


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