sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

“É um motivo fraco para tamanha descortesia e tanta inabilidade política”, escreveu Crivella lembrando que o brasileiro Oswaldo Aranha presidiu a reunião da ONU que criou o Estado de Israel. O senador também escreve que é preciso entender o lado de Israel, pois os conflitos no Oriente Médio vão além de disputas fronteiriças. “Guerras de sobrevivência ainda estão na ordem do dia, e não há acordo sobre as regras do jogo”, diz ele lembrando que as existências das entidades políticas estão ameaçadas. Por citar tais ameaças, o parlamentar evangélico lembra que se antecipar diante dos ataques dos “vizinhos hostis” é uma das armas que Israel possui para sobreviver. “Temos dificuldade para entender isso, pois a geopolítica do Brasil é completamente diferente. Desconhecemos a sensação de conviver permanentemente com ameaças iminentes à nossa existência.”






7 de janeiro de 2016
Crivella sai em defesa de Israel e pede que Brasil aceite o embaixadorLeiliane Roberta Lopes






O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) criticou a decisão do governo brasileiro de negar as credencias do embaixador Dani Dayan, indicado por Israel. A decisão impede o diplomata de assumir o cargo, afetando a relação entre os dois países.

Crivella escreveu um artigo para a Folha de São Paulo dizendo que Dayan é um “diplomata preparado, escolhido legitimamente por uma país amigo”.

O governo brasileiro tem negado a indicação porque Dayan é acusado de defender os assentamentos israelenses na região da Cisjordânia, motivo este considerado fraco pelo senador.

“É um motivo fraco para tamanha descortesia e tanta inabilidade política”, escreveu Crivella lembrando que o brasileiro Oswaldo Aranha presidiu a reunião da ONU que criou o Estado de Israel.

O senador também escreve que é preciso entender o lado de Israel, pois os conflitos no Oriente Médio vão além de disputas fronteiriças. “Guerras de sobrevivência ainda estão na ordem do dia, e não há acordo sobre as regras do jogo”, diz ele lembrando que as existências das entidades políticas estão ameaçadas.

Por citar tais ameaças, o parlamentar evangélico lembra que se antecipar diante dos ataques dos “vizinhos hostis” é uma das armas que Israel possui para sobreviver.

“Temos dificuldade para entender isso, pois a geopolítica do Brasil é completamente diferente. Desconhecemos a sensação de conviver permanentemente com ameaças iminentes à nossa existência.”

O que o senador sugere é que o governo não apenas aceite a indicação do embaixador, mas que comece a participar como agente da paz, facilitando diálogos entre nações que lutam por sua existência.

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