sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

ONU. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONTRA IEHOUAH TSEVA'OT E CONTRA ISRAEL. VOCÊS ONU DECLARARAM UMA PARTILHA. OS ÁRABES HOJE XINGADOS DE PALESTINOS NÃO ACEITARAM. O CONTINENTE ÁRABE AVANÇA CONTRA MINORIAS ISRAELENSES ISRAELITAS. É DERROTADO. OS PALESTINOS PERSEGUEM A DESTRUIÇÃO DE ISRAEL. SÃO IMPEDIDOS. E MONSTROS COMO BAN KIMON VEM JUSTIFICAR TERRORISMO E EXIGIR A CRIAÇÃO DE UM ESTADO TERRORISTA DENTRO DE UM ESTADO DEMOCRATA? POR FAVOR FORÇAS SIONISTAS, SEJA CHINA, IRÃ, SUÉCIA OU LÍBANO COM SÍRIA, SEJA DADO O DEVIDO BASTA NISSO. CQC




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Palestinos perderam a esperança em meio à ‘sufocante’ ocupação de Israel, alerta chefe da ONU
Publicado em 28/01/2016 
Atualizado em 28/01/2016 

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Em meio a críticas do primeiro-ministro de Israel, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou que o “único caminho” para uma solução justa e duradoura para a questão envolve o fim da ocupação por Israel, levando a um Estado da Palestina soberano e independente, vivendo lado a lado e em paz e segurança com o Estado de Israel.

Demolição de casas de beduínos palestinos, por autoridades israelenses, na já vulnerável comunidade de Abu Nwar, na Área C, perto de Jerusalém Oriental, na Cisjordânia. Foto: UNRWA

Em meio à violência em curso no Oriente Médio, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reiterounesta segunda-feira (27) que ele é capaz de compreender o motivo de os palestinos estarem perdendo a esperança diante de quase 50 anos de ocupação israelense. A declaração de Ban provocou críticas, por parte do governo de Israel, de que ele estaria “incentivando o terrorismo”.

“Os jovens, especialmente, estão perdendo a esperança”, disse Ban na abertura da sessão de 2016 da Comissão das Nações Unidas sobre o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino, um dia depois de ir ao Conselho de Segurança da ONU para condenar os ataques palestinos contra civis israelenses, destacar a crescente frustração palestina e apelar ao governo de Israel para alterar a sua política de assentamentos e outras medidas.

“Eles estão indignados com as políticas sufocantes da ocupação. Eles estão frustrados com as limitações em suas vidas diárias. Eles assistem aos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, se expandirem mais e mais. Eles estão perdendo a fé em sua própria liderança para prover uma verdadeira reconciliação nacional e para proporcionar o sonho de um Estado da Palestina soberano, independente e contíguo”, destacou o chefe da ONU.

“O povo da Palestina tem vivido através de meio século de ocupação, e eles ouviram meio século de declarações a condenando. Mas a vida não tem mudado significativamente. As crianças tornaram-se avôs e avós. Mas a vida não mudou. Nós emitimos declarações. Expressamos preocupação. Expressamos solidariedade. Mas a vida não mudou”, disse Ban Ki-moon.

O secretário-geral das Nações Unidas acrescentou: “Alguns palestinos se perguntam: será que tudo isso significou simplesmente deixar o tempo passar? Será que deveríamos apenas ficar observando enquanto o mundo debate interminavelmente como dividir a terra enquanto ela desaparece diante de nossos olhos?”

Reação do governo de Israel

Após o discurso desta quarta-feira (28) feito por Ban Ki-moon, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria reagido, segundo relatos da imprensa: “As palavras do secretário-geral das Nações Unidas estão incentivando o terrorismo”.

O porta-voz de Ban Ki-moon disse no mesmo dia, durante a coletiva diária do meio-dia, que o secretário-geral reafirma “cada palavra” que ele usou em sua declaração no Conselho de Segurança. “Alguns têm acusado o secretário-geral de justificar o terrorismo”, disse Stéphane Dujarric, porta-voz da ONU.

“Nada poderia estar mais longe da verdade. O secretário-geral tem dito repetidamente que nada, absolutamente nada justifica o terrorismo. O secretário-geral rejeita a linguagem que o acusou de incentivar o terrorismo. Qualquer pessoa é livre para escolher o que eles gostam ou não gostam nos discursos do secretário-geral; as palavras podem continuar a ser distorcidas, mas a grave realidade não”, acrescentou.

Dujarric destacou que israelenses, palestinos e a comunidade internacional precisam enxergar o que está diante deles: a continuidade da atual situação é insustentável e põe em causa a segurança dos israelenses e o futuro dos palestinos. Em um discurso esta semana, Ban Ki-moon condenou categoricamente os esfaqueamentos, ataques a veículos e tiroteios por palestinos contra civis israelenses.

ONU: Solução passa por fim da ocupação na Palestina

Ban Ki-moon observou que havia repetido a “posição firme” da ONU de que os assentamentos israelenses são ilegais sob o direito internacional, situação que ameaça destruir a solução de dois Estados, e que ele havia destacado a necessidade de a liderança palestina se opor ao incitamento, melhorar a governança e reunificar Gaza e a Cisjordânia sob uma única Autoridade Palestiniana legítima.

“Todos esses pontos precisam ser ditos e precisam ser repetidos”, disse Ban Ki-moon. “Se nós esperamos ver um fim para esta violência, medidas de segurança não serão suficientes. Temos de abordar a frustração subjacente e o fracasso em alcançar uma solução política.”

“As Nações Unidas estão empenhadas em trabalhar para criar as condições para que as partes retomem negociações significativas”, acrescentou o chefe da ONU, destacando que o único caminho para uma solução justa e duradoura envolve o fim da ocupação por Israel, levando a um Estado da Palestina soberano e independente, vivendo lado a lado e em paz e segurança com o Estado de Israel.

A solução de dois Estados tem sido promovida há pelo menos 15 anos, sem sucesso, pelo chamado “quarteto diplomático” – Nações Unidas, União Europeia, Rússia e Estados Unidos. Em seu discurso ao Conselho de Segurança esta semana, Ban Ki-moon também ressaltou que, ao mesmo tempo em que deve ser garantido o direito dos palestinos à autodeterminação, o questionamento do direito de Israel a existir não pode ser tolerado.



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