quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

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Netanyahu deixa vago cargo de embaixador no Brasil, diz imprensa


IEHOUAH ELOHIM TSEVA'OT ABARECHEM ISRAEL, NETANYAHU, VECHAVERIM, VECHAVEROT

Premier fez queda de braço por aceitação de líder colono durante meses

POR 
 
Dani Dayan, líder do movimento de colonização de Israel, visita o assentamento de Eli Jewish, na Cisjordânia - The New York Times/24-5-2012
RIO - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não vai escolher ninguém para ocupar a Embaixada no Brasil se o governo da presidente Dilma Rousseff continuar a rejeitar a nomeação de Dani Dayan, ex-líder de colonos na Cisjordânia. A informação é da imprensa israelense. O Itamaraty indicou que não vai se pronunciar oficialmente sobre a suposta decisão de Jerusalém.
O impasse diplomático entre os dois países vem se arrastando desde setembro, quando foi anunciada a nomeação de Dayan sem consulta prévia às autoridades brasileiras. Ele admitiu abertamente que não foi aceito pelo Itamaraty, embora não tenha havido qualquer manifestação oficial nesse sentido por parte do governo brasileiro.
A imprensa de Israel afirma que, diante do silêncio diplomático do Brasil sobre a escolha de Dayan, Netanyahu manterá uma postura dura e não cederá: deixará a representação diplomática funcionando sem embaixador, o que oficialmente provoca um rebaixamento no grau das relações diplomáticas entre os dois países.
Mais cedo, a vice-chanceler israelense, Tzipi Hotovely, indicou que o Ministério de Relações Exteriores usaria “todas as ferramentas” para garantir Dayan.
— Israel não aceitará a rejeição de um enviado sob argumentos ideológicos, e deixará isto bem claro.
Um funcionário de alto escalão do governo israelense disse ao jornal “Times of Israel” que diplomatas brasileiros chegaram a sinalizar, meses atrás, aceitação à nomeação de Dayan. Um deles seria o então ministro da Defesa, Jaques Wagner, que teria dado sinal verde ao processo.
— Minha nomeação não está sendo aceita pelas autoridades brasileiras. Dizer que estou preocupado pessoalmente por isso? De forma alguma — minimizou Dayan à Rádio do Exército.
Após a nomeação surpresa do ex-líder do Conselho Yesha — que reúne as colônias judaicas na Cisjordânia, consideradas ilegais pela lei internacional — em setembro, o Brasil passou meses sem dar resposta, o que sinaliza um veto “silencioso”. O credenciamento do embaixador apontado é geralmente acertado em até três semanas. Quando o silêncio supera dois meses, o corpo diplomático usualmente dá como certo que o outro país vetou o nome escolhido — por motivos políticos ou pontuais que, segundo a Convenção de Viena, não precisam ser esclarecidos.
DIVERGÊNCIAS
Brasília considera inadequadas tanto a decisão de indicar um novo embaixador (após a saída do antigo, o árabe-israelense Reda Mansour) sem consulta prévia, quanto a escolha do líder de colonos na Cisjordânia — cuja ocupação por Israel o Brasil condena.
O incidente fez setores de esquerda e até embaixadores condenarem Israel. Um grupo de 40 embaixadores aposentados, incluindo ex-ministros de Estado, como Luiz Felipe Lampreia, Ronaldo Sardenberg e Marcílio Marques Moreira, divulgou um abaixo-assinado condenando a “forma e o conteúdo” usados por Israel no processo de indicação de Dani Dayan para a embaixada do país no Brasil. A atuação do governo israelense foi considerada inaceitável e proposital pelos diplomatas. Segundo eles, esse movimento é totalmente apartidário.
“Consideramos inaceitável que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, haja anunciado publicamente o nome de quem pretendia indicar como novo embaixador de seu país no Brasil antes de submetê-lo, como é norma, a nosso governo. Essa quebra de praxe diplomática parece proposital, numa tentativa de criar fato consumado, uma vez que o indicado, Dani Dayan, ocupou entre 2007 e 2013 a presidência do Conselho Yesha, responsável pelos assentamentos na Cisjordânia considerados ilegais pela comunidade internacional, e já se declarou contrário à criação do Estado Palestino, que conta com o apoio do governo brasileiro e que já foi reconhecido por mais de 70% dos países membros das Nações Unidas", diz o abaixo-assinado, ao qual O GLOBO teve acesso.

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